Por volta das 5 horas da manhã desta quarta-feira, a violência voltou a assustar moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um corpo com várias marcas de tiros foi encontrado na Estrada de Paciência, uma das vias mais movimentadas da região. Pouco depois, a vítima foi identificada como o miliciano conhecido pelo apelido de “Federinha”, apontado como integrante de um grupo criminoso que atuava em Mangariba.
Segundo informações preliminares, Federinha teria sido executado em uma ação típica de acerto de contas. A principal linha de investigação indica que o crime foi cometido por integrantes da chamada milícia do Naval, facção rival que disputa território e controle de atividades ilegais na Zona Oeste. O corpo apresentava múltiplos disparos, o que reforça a suspeita de execução sumária.
Moradores relataram ter ouvido vários tiros ainda de madrugada, mas, por medo de represálias, muitos preferiram não sair de casa nem acionar a polícia imediatamente. Ao amanhecer, o corpo foi avistado por pessoas que passavam pela estrada, o que levou ao acionamento das autoridades.
Equipes do 27º BPM (Santa Cruz) foram enviadas ao local para isolar a área e preservar a cena do crime. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu a investigação e busca agora identificar todos os envolvidos na execução, além de esclarecer as circunstâncias exatas da morte. Câmeras de segurança da região e possíveis testemunhas devem ser analisadas nos próximos dias.
A morte de Federinha reacende o alerta sobre a guerra entre milícias na Zona Oeste, que vem deixando um rastro de violência, medo e insegurança entre os moradores. A disputa por pontos estratégicos, cobrança de taxas ilegais e controle de serviços clandestinos tem sido apontada como um dos principais fatores por trás desse tipo de crime.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A polícia pede que informações que possam ajudar na investigação sejam repassadas de forma anônima ao Disque-Denúncia. O caso segue em andamento e novas informações podem surgir a qualquer momento.



