Interventor cogita alteração de parte de trecho do BRT Transoeste

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A equipe responsável pela intervenção no BRT vai estudar a alteração do traçado do Transoeste em um trecho de seis paradas — de Pingo d’Água a Ilha de Guaratiba. O edital de licitação para elaboração do projeto de reconstrução do corredor expresso, que custou R$ 1,3 bilhão ao município, será publicado nesta semana no Diário Oficial. A empresa vencedora vai ser conhecida em cerca de 30 dias e terá seis meses para concluir o estudo. O interventor, Luiz Alfredo Salomão, também anunciou ontem a exploração comercial do nome das estações para viabilizar um projeto nos moldes do Segurança Presente, com policiais militares de folga para combater calotes e depredação.

Conforme Luiz Alfredo Salomão, só o projeto executivo poderá prever que tipos de intervenções serão necessárias para garantir a correção definitiva das pistas do Transoeste, que sofrem com buracos desde o início da operação, bem como o orçamento das obras. Para indicar ou não a opção de desvio do traçado no trecho das seis estações, a empresa de engenharia que fizer o projeto precisará examinar a composição do solo na região.

“A Transoeste foi inaugurada em 2012 e é uma obra de erros clamorosos. Todo mundo sabe que não se podia construir uma pista em asfalto por onde circulam os ônibus do BRT, que são mais pesados do que os convencionais. Além disso, foi feita em uma região de solos moles. É uma argila que afunda com o peso dos veículos. Está cheia de defeitos incorrigíveis. A gente pode fazer uma maquiagem como temos feito, com a raspagem daquele asfalto velho. Porém, em menos de seis meses, aquilo estará novamente com defeito”, explicou.

A autorização para a licitação do projeto executivo do Transoeste foi publicada no Diário Oficial do dia 27, com valor previsto de R$ 3,28 milhões. Segundo o interventor, o edital será lançado entre hoje e amanhã e se baseará em termos de referência elaborados pela Academia Nacional de Engenharia. O martelo sobre a mudança do traçado será batido pela prefeitura após a conclusão do estudo.

A reconstrução do Transoeste ficará a cargo dos novos concessionários que serão escolhidos, por licitação, para operar os três corredores já inaugurados — Transoeste, Transcarioca e Transolímpica — e o Transbrasil, em construção. Salomão espera que a concorrência seja realizada no segundo semestre de 2019. As regras estão sendo definidas com a Secretaria Municipal de Transportes.

A minuta da licitação prevê que no lugar das 22 paradas do trecho da Avenida Cesário de Melo, desativadas há um ano após depredações e calotes em série, deverão ser construídos pontos abertos com cobertura. As estruturas que existem nesses locais começaram a ser removidas semana passada. O trecho não voltará a receber ônibus articulados e continuará operando apenas com linhas alimentadoras, como já tem ocorrido.

Os atuais operadores, representados pela Fetranspor, criticaram a intervenção, decretada há quatro meses e com término em 29 de julho. Por meio de nota, a entidade ressaltou que nenhuma medida teria gerado melhorias no serviço. “Vale lembrar que licitar um sistema que opera sob contrato legal e formal vai gerar indenizações de alto valor. E a conta será paga pela população”, informou. O interventor, porém, disse que nunca foi feita licitação e que contestará o contrato na Justiça.

Prefeitura quer Segurança Presente no sistema

A Secretaria Municipal de Fazenda (SMF) vai selecionar uma agência de publicidade para comercializar os nomes das estações do BRT. O dinheiro arrecadado irá para a contratação de PMs de folga ou férias que atuarão no combate a calotes e vandalismo. O aviso de seleção será publicado até a próxima semana.
Segundo o subsecretário de Patrimônio da SMF, Marcus Vinícius Belarmino Souza, as estações receberão os nomes das marcas que quiserem anunciar. “A ideia não é trocar o nome da estação. Viraria, por exemplo, Gláucio Gil, barra, nome do anunciante”, disse.

A quantidade e distribuição dos PMs dependerão dos valores arrecadados. Segundo a prefeitura, o aviso de seleção segue regras semelhantes a uma licitação, mas demanda menos tempo. Após a publicação, o prazo é de cerca de duas semanas para o fechamento definitivo do contrato.

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