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Morre em hospital menino retirado com vida dos escombros de prédios que desabaram na Zona Oeste

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Morreu na manhã deste sábado (13) o menino Hilton Guilherme Sodré Souza, de 12 anos, resgatado com vida dos escombros dos prédios que desabaram na Muzema, Zona Oeste do Rio. Ele havia sido socorrido por volta das 23h de sexta-feira, mas não resistiu e morreu no hospital.

Hilton, à esquerda, morreu na manhã deste sábado no hospital para onde foi socorrido; a irmã dele, Isabele, foi socorrida com vida; a mãe dele, Maria Nazaré, segue internada; o pai, Hiltonberto, permanece desaparecido. — Foto: Arquivo PessoalHilton, à esquerda, morreu na manhã deste sábado no hospital para onde foi socorrido; a irmã dele, Isabele, foi socorrida com vida; a mãe dele, Maria Nazaré, segue internada; o pai, Hiltonberto, permanece desaparecido. — Foto: Arquivo Pessoal

Hilton, à esquerda, morreu na manhã deste sábado no hospital para onde foi socorrido; a irmã dele, Isabele, foi socorrida com vida; a mãe dele, Maria Nazaré, segue internada; o pai, Hiltonberto, permanece desaparecido. — Foto: Arquivo Pessoal

Com a morte de Hilton, já são oito o número de mortos na tragédia, ocorrida no começo da manhã de sexta-feira. Outras nove pessoas foram resgatadas com ferimentos e pelo menos 13 ainda continuam desaparecidas.

Menino é resgatado de escombros de prédios que desabaram no Rio de Janeiro
Jornal da Globo

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Menino é resgatado de escombros de prédios que desabaram no Rio de Janeiro

Menino é resgatado de escombros de prédios que desabaram no Rio de Janeiro

Hilton foi retirado dos escombros com fratura em uma das pernas e ferimentos no rosto. Segundo os Bombeiros, ele estava consciente e foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.

Bombeiros buscam por vítimas nos escombros de dois prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro — Foto: Marcos Serra Lima/G1Bombeiros buscam por vítimas nos escombros de dois prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Bombeiros buscam por vítimas nos escombros de dois prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Os pais e a irmã do garoto também foram vítimas do desabamento. A caçula, Isabele e a mãe, Maria de Nazaré, foram socorridas com vida. Já Hiltonberto Rodrigues Souza segue desaparecido.

busca pelos desaparecidos entrou no segundo dia nesta manhã. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil trabalham no local, que foi isolado devido ao risco de desabamentos de construções vizinhas às que desabaram.

Reconhecimento de corpos

Parentes de vítimas da tragédia da Muzema, na Zona Oeste do Rio, chegaram cedo neste sábado ao Instituto Médico-Legal, no Centro do Rio. Gutembergue Nogueira e a mulher Cleina Rodrigues, saíram da Ilha de Guaratiba, na Zona Oeste para liberar o corpo de Cláudio Rodrigues, que morreu na sexta-feira (12) no Hospital da Unimed. Resgatado ainda com vida, Cláudio sofreu quatro paradas cardíacas e não resistiu.

“Agora estamos no drama, com a minha cunhada Adilma, que está em estado muito grave no hospital. Ela está com a pressão sendo mantida por remédios e com o peito aberto com sacos de gelo para tentar conter a hemorragia. Ela está muito fraca e os médicos nem sabem se vão conseguir fazer a segunda cirurgia vascular que ela precisa”, disse o cunhado Gutembergue.

Magno Rodrigues de Souza. A prima Marinês e uma tia vieram checar se os três corpos sem identificação retirados dos escombros são de parentes. O sobrinho de Magno, o menino Hilton Guilherme Sodré, de 13 anos, morreu na manhã deste sábado, no Hospital.

“Meu sobrinho não resistiu e morreu agora de manhã. Mais viemos aqui pra ver se os corpos que estão aqui são dos pais dele, Hiltonberto Rodrigues de Souza e a mulher dele Maria Nazaré”, disse Magno, que também mora na Muzema, mas em outro condomínio.

Construções irregulares

Os imóveis que desabaram na Muzema tinham cinco andares. A Prefeitura do Rio informou que as construções são irregulares e chegaram a ser interditadas duas vezes – em novembro de 2018 e em fevereiro deste ano.

O desabamento aconteceu por volta das 7h desta sexta. Não chovia no momento, mas a região sofreu com os temporais desta semana. As avenidas de acesso ainda estão alagadas.

A área onde ocorreu o acidente foi isolada, e os bombeiros disseram que outros prédios da região podem ir abaixo. No início da manhã, havia um forte cheiro de gás nas imediações.

Segundo o repórter Genilson Araújo, há cerca de 60 prédios em construção na região, que é dominada por milícias.

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