Morte de Miss Brasileira mostra que “ter tudo” não impede a depressão

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Desafia qualquer entendimento ver uma mulher linda como Gabriela Alexandre Mendes Viegas, 27 anos, apaixonada pelo noivo, estudante de Medicina na UFBA (Universidade Federal da Bahia), tirar a própria vida. O primeiro impulso de muita gente é questionar como alguém que “tinha tudo” pode fazer uma coisa dessas.

 

 

 

 

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Então… “ter tudo” não impede que a depressão se instaure e vá, aos poucos, tirando o chão sob os pés. A doença do século, que promete ceifar ainda mais vidas na medida em que os humanos estão cada vez mais tristes, é silenciosa e perigosa.

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Nem sempre é percebida por quem convive com o doente. Há uma cobrança social gigantesca para que quem tem “uma vida tão perfeita” não sofra. Quem ‘tem tudo’, beleza, trabalho, amor, estudo, casa, carro, seja lá o que for, não pode reclamar. Não pode chorar de barriga cheia. E essa exigência pela felicidade total vira mais um motivo de angústia.

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Por fora, muitas vezes o depressivo mantém um sorriso no rosto, mas a cabeça é um poço de pensamentos turbulentos e confusos. É como se o mundo exterior não fizesse mais sentido e a vida vai perdendo o brilho, a graça, a intensidade, a razão de ser. A ideia da morte ronda como uma forma de acabar com o sofrimento, somada à sensação de que não fará falta pra ninguém. E não há “ter tudo” que garanta o mínimo de felicidade.

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Nas redes sociais de Gabriela vários amigos se manifestaram. Eles sabiam do processo depressivo pelo qual ela passava, mas paira um sentimento de impotência. “Triste, ela tinha a vida inteira pela frente, mas com certeza algo a aflingia, os seus motivos a depressão conhecia, são dores insuportáveis, motivos escondidos”, dizia um comentário.

O casal trocava declarações de amor

O casal trocava declarações de amor

Reprodução/Instagram

O desfecho trágico de uma vida breve ganhou contornos ainda mais dolorosos com a divulgação de que o corpo de Gabriela foi encontrado no apartamento do noivo Lucas Ferrara, 26 anos, no bairro Nova Suíça, em Belo Horizonte.

Segundo o jornal O Dia, a Polícia Militar informou que ela cometeu suicídio ao pular de uma janela com um cinto amarrado no pescoço. O noivo disse em seu depoimento que havia pedido um tempo no relacionamento para que ela se tratasse da depressão.

De acordo com o  boletim de ocorrência, Lucas saiu para para trabalhar por volta das 20h40. Gabriela ficou sozinha. Quando o rapaz voltou, pediu socorro a vizinhos e fez os primeiros-socorros, mas a noiva não resistiu.

Começaram a aparecer vários comentários no Instagram de Gabriela culpando o noivo por ter terminado, mas a verdade é que não se pode colocar a culpa em  ninguém, nem nele, nem nela. A culpa é da doença que não estava controlada. Não é falta de fé, especialmente neste caso, em que os dois jovens eram bem religiosos. O problema é não enxergar a dimensão que um transtorno mental pode tomar. A depressão mata.

Por isso, vale sempre o alerta. Preste atenção àquele seu amigo, parente, vizinho, que só fica em casa, que só fica postando coisas tristes nas redes sociais, que se isola… às vezes eles dão sinal, sim! Acredite, uma simples conversa pode melhorar bastante a vida de alguém. Vale observar e agir, antes que seja tarde demais.

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