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A Prefeitura do Rio lançou nesta quarta-feira (21) o modelo do novo sistema de bilhetagem de ônibus que está previsto para entrar em vigor em março de 2022. Passado um ano e seis meses da implantação do novo sistema, a expectativa é de que a passagem não seja mais paga em dinheiro pelo passageiro ao motorista. Para isso, o novo modelo vai aceitar diversos meios de pagamento: cartão bancário, QR Code, celular e Pix.
A Prefeitura promete facilidade de recarga e portabilidade entre os cartões, além de recuperação de créditos e de emissão de 2ª via. O primeiro cartão será gratuito e não haverá valor de recarga mínima.
O objetivo da reformulação do sistema de bilhetagem é que o Poder Executivo, e não as empresas privadas, controlem o fluxo financeiro do sistema de Transportes do Rio. Segundo o prefeito Eduardo Paes, é um primeiro passo para que o município possa subsidiar o setor.
“Acho impossível a gente chegar a uma fórmula adequada que não vá ter subsídio para que a gente possa, por exemplo, remunerar as empresas pelos quilômetros rodados e não mais pelo número de pessoas transportadas”, afirmou o prefeito. Paes diz que a medida vai no sentido de conferir transparência ao setor privado para possibilitar o aporte de dinheiro público na melhoria do transporte.
A secretária de Transportes, Maína Celidônio, afirmou que quando o novo sistema de bilhetagem entrar em vigor, os usuários terão seis meses para usar os créditos do modelo atual. Ao contrário do que acontece atualmente, os créditos remanescentes dos usuários ficarão guardados pela Prefeitura e poderão ser recuperados. Hoje, o carioca perde o crédito que não for utilizado após um ano.
Os créditos remanescentes na atual gestão do RioCard, no entanto, não poderão ser resgatados. “A gente já mandou vários ofícios perguntando o saldo remanescente, mas nos é negada essa informação. É um setor que está fragilmente regulado. Transporte é um serviço público que deve ser regulado pelo setor público”, acrescentou.
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Com o controle da bilhetagem, a Prefeitura também espera aprimorar o monitoramento da demanda de transportes. Será possível identificar as origens e destinos dos passageiros por meio de dados de GPS nas linhas. Com isso, será possível fazer investimento específico para atender diferentes trajetos e evitar o fim das linhas. A Prefeitura também espera monitorar as posições dos ônibus com mais precisão.
O novo modelo também pretende ampliar a integração para outros modos de transportes, incluindo os sistemas Bike Rio e Táxi Rio.
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Para tentar reduzir o valor das passagens, a Prefeitura aposta na separação das responsabilidades na operação do sistema de transporte.
“A gente quer trazer empresas mais especializadas para cada atividade. Hoje, todos os serviços são providos pelo mesmo grupo: bilhetagem, administração de terminais e estações, provisão de ônibus, operação e garagens. Se a gente repartir esse sistema, onde cada um esteja produzindo seu melhor, vamos entregar um serviço melhor pelo mesmo preço ou menor. Vamos ter que abrir a caixa pra verificar se o sistema está deficitário”, explicou a secretária de Transportes Maína Celidônio.
No caso do serviço de bilhetagem eletrônica, a prefeitura pretende arrecadar com venda de publicidade no cartão, e no aplicativo – cada usuário terá uma conta.
Maína afirmou que ao longo do ano serão anunciadas novas medidas. “A gente espera que ao final do ano que vem a gente esteja com modelo de transportes totalmente reformulado e moderno”, afirmou.
O edital para as empresas se candidatarem a operar o sistema será publicado no dia 30 de agosto. A licitação deve ser feita em setembro. O vencedor será declarado em outubro, que começará a operar em março.
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