26 anos sem Daniela: Glória Perez desabafa sobre impunidade

Nessa sexta, 28, completou-se 26 anos de uma tragédia que chocou o Brasil: O assassinato de Daniela Perez, filha da autora Glória Perez. Em uma postagem em suas redes sociais, Glória relembrou o acontecimento, em tom de desabafo e criticando duramente a cultura da impunidade ainda vigente no país.

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O foco do texto foi a repercussão que o crime teve judicialmente falando, resultando na primeira emenda popular da história do país, colocando homicídio qualificado na categoria de crime hediondo. Glória lembrou como, em uma época sem tanto acesso a internet e sem os meios de comunicação de massa populares hoje, o projeto conseguiu o número de assinaturas previsto na Constituição Federal para aprovação de uma lei proposta pela população e não pelas câmaras do Palácio do Planalto.

 

A autora lembrou ainda como o projeto encontrou resistência no Senado – última casa pela qual deveria passar – e correu risco de não ser votado por ausência de quórum, mas no fim das contas, conseguiu ser aprovado.

 

 O Crime 

O caso aconteceu em 1922, quando Daniela Perez interpretava a personagem Yasmin, na novela de Corpo e Alma, escrita por Glória.  O crime foi cometido por Guilherme de Paduá, par romântico de Daniela na história, e por sua ex-mulher, Paula. Os dois encurralaram Daniela na saída de um posto de gasolina, levaram-a até um terreno baldio e cometeram o assassinato.

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A motivação para o crime, segundo depoimentos e o julgamento do casal, foi o medo de Guilherme de ter seu papel reduzido na novela, após receber os capítulos da semana e ver que estaria de fora de dois deles. Guilherme acreditava que isso se devia a uma influência de Daniela, pelo fato do mesmo ter tentado assediá-la, de modo a conseguir mais destaque na história.

Impunidade 

Condenados em janeiro de 1997 a 19 anos e 18 anos e 6 meses, respectivamente, pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, Guilherme e Paula hoje estão em liberdade, após terem cumprido apenas 7 anos da pena, entre 1992 (quando foram presos) e 1999.

Hoje, Guilherme é pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.