A escalada de violência na Zona Oeste do Rio de Janeiro continua a alarmar moradores e autoridades. No início da noite desta terça-feira, mais um miliciano foi morto na comunidade do 700, localizada na Rua Ipadu, no bairro da Taquara, em Jacarepaguá. O homem, identificado pelo apelido de “Fantasma”, foi executado perto do local onde, na semana passada, outro miliciano, Dudu Cerol, também foi assassinado.
A região tem sido palco de intensos confrontos entre grupos paramilitares que disputam território e influência. A morte de Fantasma levanta suspeitas de uma possível retaliação pela execução de Dudu Cerol, sinalizando uma guerra interna dentro da própria milícia ou um avanço de facções rivais.
Clima de medo e insegurança
Moradores da comunidade relatam medo e insegurança com a recente onda de mortes. “A gente está vivendo um momento muito tenso. Ninguém sabe o que pode acontecer. Parece que uma guerra foi declarada e nós, moradores, somos os que mais sofrem”, disse um residente que preferiu não se identificar por medo de represálias.
A violência gerada pelo avanço das milícias tem sido uma realidade cruel para muitas comunidades da Zona Oeste, onde esses grupos controlam desde serviços clandestinos até a cobrança de taxas ilegais de proteção. As disputas internas e os ataques de facções criminosas intensificam a instabilidade e expõem a população a constantes situações de risco.
A resposta das autoridades
A polícia investiga os dois homicídios, mas, até o momento, não divulgou detalhes sobre os autores dos crimes. Forças de segurança têm intensificado as operações na região para conter os avanços da milícia, mas a realidade mostra que os grupos continuam atuando com alto poder de fogo e grande influência.
Nos últimos anos, a expansão das milícias na Zona Oeste tem sido motivo de preocupação para as autoridades estaduais e federais. Relatórios apontam que esses grupos dominam diversas comunidades, operando esquemas de extorsão, venda ilegal de terrenos, gás e TV a cabo clandestina. Além disso, eles têm se envolvido em atividades de tráfico de drogas, um território que, até pouco tempo, era dominado apenas por facções do crime organizado tradicional.
O que esperar?
A sequência de mortes na comunidade do 700 indica que novos confrontos podem estar por vir. Especialistas em segurança alertam para o risco de novos ataques, tanto como retaliação quanto como tentativa de reestruturação do poder dentro da milícia. Enquanto isso, a população permanece refém do medo, esperando por soluções efetivas das autoridades para conter essa escalada de violência.
As investigações seguem em andamento e a expectativa é que novos desdobramentos sobre as mortes sejam revelados nos próximos dias. A esperança dos moradores é que a segurança pública tome medidas eficazes para combater essa onda de criminalidade, trazendo paz à região.