A guerra entre grupos criminosos na Zona Oeste do Rio de Janeiro fez mais uma vítima na tarde desta sexta-feira (4). Por volta das 15h30, um homem identificado como Mateus foi executado dentro de um salão de beleza na Comunidade do 700, na Taquara.
Esta é a terceira morte de um suposto miliciano na região em apenas uma semana. Antes dele, Dudu Cerol e Fantasma também foram assassinados em circunstâncias violentas, o que evidencia a crescente tensão entre grupos rivais que disputam o controle de território e atividades criminosas na área.
EXECUÇÃO DENTRO DE SALÃO DE BELEZA
De acordo com testemunhas, Mateus estava dentro do estabelecimento quando foi surpreendido por homens armados. Ele não teve tempo de reagir e foi morto com vários disparos. O crime causou pânico entre os clientes e funcionários do salão, que correram para se proteger.
A Polícia Militar foi acionada e chegou ao local minutos depois da execução. A área foi isolada para a realização da perícia, enquanto agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) iniciaram as investigações para identificar os autores do crime.
ESCALADA DA VIOLÊNCIA NA ZONA OESTE
A morte de Mateus reforça a escalada da violência na Zona Oeste do Rio, especialmente nas regiões sob disputa de facções e milícias. A guerra pelo domínio de comunidades tem provocado uma sequência de assassinatos e ataques nos últimos meses, colocando moradores em meio ao fogo cruzado.
A Polícia Civil investiga se a morte de Mateus está ligada aos outros dois assassinatos ocorridos na semana, o que poderia indicar uma retaliação entre grupos rivais. No entanto, até o momento, ninguém foi preso.
MEDO E INSEGURANÇA
Moradores da Comunidade do 700 relatam medo constante diante dos confrontos entre facções e milicianos. “A gente escuta tiro direto, não tem mais paz. Cada hora é um que morre, e a polícia só aparece depois”, desabafou uma moradora que preferiu não se identificar.
A crescente violência na região tem sido motivo de preocupação também para comerciantes, que temem que seus negócios sejam afetados pelos constantes ataques.
INVESTIGAÇÃO E REPERCUSSÃO
A Polícia segue apurando a autoria e motivação da execução de Mateus, mas a sensação de insegurança persiste na região. Enquanto isso, a população segue refém do medo e da violência que se agrava a cada dia.