O cantor de funk Oruam, preso na última quinta-feira (1º) durante uma operação da Polícia Civil, foi transferido para uma cela coletiva em um presídio de segurança máxima no Rio de Janeiro. O funkeiro, que é investigado por associação ao tráfico de drogas, agora divide espaço com criminosos considerados de alta periculosidade, incluindo chefes do Comando Vermelho, a maior facção criminosa do estado.
A decisão de mantê-lo em cela coletiva foi tomada após audiência de custódia e gerou grande repercussão. Fontes ligadas à Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) confirmaram que Oruam está no Presídio Laércio da Costa Pellegrino, o Bangu 1, na Zona Oeste, onde cumprem pena líderes de facções que comandam o tráfico de dentro da cadeia.
A defesa do cantor, que ganhou notoriedade com hits nas plataformas digitais, pediu a transferência para uma unidade especial, alegando risco à integridade física do artista. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça. Oruam nega envolvimento com o crime e afirma que sua imagem está sendo usada de forma indevida por traficantes.
A prisão do funkeiro gerou comoção entre fãs e artistas, que se mobilizam nas redes sociais pedindo liberdade para o cantor, utilizando a hashtag #JustiçaPorOruam.
O caso reacende o debate sobre a relação de alguns artistas do funk com o tráfico de drogas no Rio. A Polícia Civil afirma que há provas que ligam Oruam a traficantes da Zona Norte, onde ele nasceu e iniciou sua carreira. As investigações continuam, e o cantor poderá ser indiciado formalmente nos próximos dias.
Enquanto isso, Oruam enfrenta sua nova realidade atrás das grades, agora cercado por alguns dos criminosos mais temidos do Rio de Janeiro.