Em uma decisão considerada histórica, o Gabinete de Segurança de Israel aprovou, nesta sexta-feira, a proposta do Primeiro-Ministro para derrotar o Hamas de forma definitiva. A medida marca o início da fase mais decisiva do conflito, com operações militares intensificadas e objetivos estratégicos claros para encerrar a guerra que assola a região.
Segundo fontes oficiais, as Forças de Defesa de Israel (IDF) já estão mobilizando tropas e equipamentos para avançar rumo à Cidade de Gaza, considerada o principal reduto do Hamas. O plano inclui não apenas o controle territorial, mas também ações para neutralizar totalmente a capacidade militar do grupo, que Israel classifica como organização terrorista.
Apesar da ofensiva, autoridades israelenses afirmam que a ajuda humanitária continuará chegando aos civis que se encontram fora das zonas de combate, com corredores de segurança e coordenação com organismos internacionais para minimizar o impacto sobre a população não envolvida nos confrontos.
Os 5 princípios que guiarão o fim da guerra
O governo israelense estabeleceu cinco pontos fundamentais que, segundo o Gabinete de Segurança, serão inegociáveis para declarar o fim das hostilidades:
- Desarmar totalmente o Hamas – destruir estoques de armas, túneis e infraestrutura militar do grupo.
- Trazer de volta todos os reféns – vivos ou mortos, para garantir justiça e encerrar a dor das famílias.
- Desmilitarizar a Faixa de Gaza – impedir que a região volte a ser usada como base para ataques contra Israel.
- Garantir o controle de segurança israelense – manter presença militar e inteligência ativa para evitar o ressurgimento de ameaças.
- Criar um governo civil alternativo – sem participação do Hamas ou da Autoridade Palestina, visando uma nova administração local.
“Sem trégua até a ameaça ser eliminada”
Em pronunciamento, o Primeiro-Ministro reafirmou que não haverá cessar-fogo até que todos os objetivos sejam cumpridos. “Israel não pode e não vai permitir que o Hamas continue existindo. O mundo precisa entender: nossa luta é pela sobrevivência e pela segurança de nosso povo”, declarou.
A decisão repercutiu internacionalmente. Alguns países expressaram apoio à ação israelense, alegando legítima defesa contra ataques terroristas, enquanto outros alertaram para o risco de uma escalada ainda maior no conflito e para o agravamento da crise humanitária em Gaza.
Especialistas em segurança no Oriente Médio destacam que a tomada da Cidade de Gaza será um dos maiores desafios militares de Israel nas últimas décadas, devido à complexidade urbana, à rede de túneis e à resistência armada do Hamas. A operação deverá combinar ataques aéreos de precisão, avanços terrestres e bloqueios estratégicos para cortar rotas de suprimento.
Com a decisão, Israel entra em um novo capítulo de seu confronto com o Hamas — um capítulo que, segundo o governo, só terminará quando a ameaça for erradicada de forma permanente. A comunidade internacional acompanha com atenção, ciente de que os próximos dias poderão redefinir o futuro político e militar da região.