A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ator Dado Dolabella a 2 anos e 4 meses de detenção em regime aberto, em decisão de primeira instância proferida no dia 29 de agosto de 2025. A sentença foi expedida pela juíza Cíntia Souto Machado, do VII Juizado de Violência Doméstica da Barra da Tijuca, e se refere a um episódio ocorrido em outubro de 2020, quando o ator teria agredido sua então namorada, que também é sua prima.
Segundo os autos, Dolabella teria reagido com ciúmes após ler uma mensagem que a vítima trocava sobre um filme na Netflix. O episódio ocorreu em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde o ator teria partido para a violência. Conforme relatado pela vítima, ele desferiu puxões de cabelo, tapas e socos no rosto, agressões que resultaram na ruptura do tímpano da jovem, de acordo com o laudo pericial anexado ao processo.
A decisão judicial ganhou repercussão nacional por envolver um nome conhecido do público. Dolabella, que já foi alvo de outros processos relacionados a violência doméstica, nega as acusações e, por meio de sua defesa, promete recorrer da sentença.
Os advogados do ator alegam que a condenação foi baseada apenas no relato da vítima, sem testemunhas ou provas adicionais que confirmem a versão apresentada. Além disso, afirmam que o laudo médico pericial teria falhas técnicas, foi entregue fora do prazo e não atenderia aos critérios legais exigidos.
Outro ponto levantado pela defesa é a existência de contradições entre o boletim de ocorrência inicial e o depoimento prestado em juízo. Por fim, os advogados questionam a divulgação do caso, lembrando que ele tramita em segredo de Justiça, o que, segundo eles, tornaria indevida a exposição parcial de informações à imprensa.
Apesar da condenação, como se trata de decisão em primeira instância, ainda não há trânsito em julgado. Isso significa que a defesa poderá recorrer, e a pena só será definitiva após a análise das instâncias superiores.
O caso reacende debates sobre a violência doméstica e a responsabilização de figuras públicas envolvidas em denúncias desse tipo. Ao mesmo tempo, levanta discussões jurídicas sobre a validade de provas, prazos processuais e a divulgação de informações de processos que deveriam estar sob sigilo.
Enquanto os recursos são analisados, Dolabella permanece em regime aberto, podendo recorrer em liberdade.