Um advogado de 60 anos morreu na manhã deste sábado após sofrer uma queda fatal do topo do Pico do Tijuca Mirim, um dos pontos mais conhecidos da Floresta da Tijuca, na Zona Norte do Rio. A vítima participava de uma trilha acompanhada por um grupo quando o acidente ocorreu, por volta do início da manhã.
De acordo com as primeiras informações, ainda não há confirmação se o advogado passou mal durante a caminhada ou se teria escorregado na região de acesso ao mirante. O trecho onde o incidente aconteceu é considerado de alta dificuldade e não possui qualquer tipo de estrutura de proteção ou contenção. Estimativas apontam que o local apresenta desníveis entre 40 e 60 metros, tornando qualquer deslize potencialmente fatal.
Após a queda, o corpo foi localizado em uma área de mata fechada, de difícil acesso, o que exigiu uma operação especial para retirada da vítima. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente e utilizaram um helicóptero para realizar o resgate, devido ao terreno íngreme e à vegetação densa que impede a aproximação por terra.
A Polícia Civil já iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias exatas do acidente. Peritos estiveram no local para coletar informações e o grupo que acompanhava o advogado será ouvido nos próximos dias. A principal dúvida é se a queda foi causada por um mal súbito, como perda de consciência ou desequilíbrio, ou por um escorregão em um ponto crítico da trilha.
O Pico do Tijuca Mirim, apesar de ser destino frequente para amantes do ecoturismo, é conhecido por exigir atenção redobrada devido aos trechos estreitos e às áreas sem barreiras naturais. A tragédia reacende o alerta sobre os riscos de trilhas em locais com declives acentuados e sem estrutura de segurança.