Alerta máximo: coronavírus avança em direção à periferia do Rio de Janeiro
A população teme que a situação complique muito mais nos próximos dias.
Nesta última sexta-feira (20), a Secretaria Municipal de Saúde divulgou dados mostrando que os novos casos de coronavírus estão avançando, inclusive na direção dos bairros mais pobres. Aquelas comunidades mais distantes do centro do Rio de Janeiro o clima é de medo.
São dezenas de pessoas infectadas na capital, muitas já hospitalizadas e os números não param de aumentar a cada dia. Já tem casos confirmados em Padre Miguel, Bangu, Sepetiba, zona oeste, zona norte, Complexo da Maré, Pavuna, Parque Anchieta, Realengo, Campo Grande, Santa Cruz, Cosmos, Pedra de Garatiba e o problema maior é que muitos casos não estão sendo diagnosticados corretamente.
O caos que se instala no Rio de Janeiro mostra justamente o que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse ser o caso do país. Uma portaria publicada ontem declarou o que todo mundo já sabe, que a transmissão comunitária agora é em todo Brasil.
Outro grave problema é que os casos confirmados continuam aumentando na capital fluminense, chegando a quase dobrar em poucos dias, um número assustador. Na segunda feira eram 51 casos, ontem já eram 94. As suspeitas também seguem aumentando em ritmo acelerado e boa parte da população insiste em não seguir as recomendações e saem de casa mesmo sem necessidade urgente.
Por enquanto o maior número de confirmações está nos bairros mais abastados: Leblon (16), Barra da Tijuca (16), Ipanema (10), Copacabana (05), São Conrado (08), Jardim Botânico (05), além de Botafogo, Flamengo, entre outros.
“O Rio é uma cidade mais condensada. Temos problema de distância e os espaços são menores. Além do que, há áreas de exclusão social, favelas, áreas de proximidade muito próximas às pessoas, de baixo saneamento e núcleos familiares extensos que vivem dentro de espaços apertados”, disse Mandetta em recente entrevista à GloboNews.
Muitas famílias nas periferias do Rio de Janeiro não têm nem água para lavar as mãos, o que agrava ainda mais a situação.