Quando estava com apenas 20 anos e pesando 120 kg, a carioca Raquel Guimarães se submeteu a uma cirurgia bariátrica. Cheia de expectativas sobre como seria sua vida dali para frente, ela assistiu ao sonho se tornar um pesadelo. Após um mês do procedimento, começou a ter câimbras e formigamento nas pernas. Pouco tempo depois, tentou se levantar da cama e caiu no chão. Foi hospitalizada, ficou um mês sob cuidados intensivos e, quando voltou para casa, não conseguia mais fazer movimentos simples, como o de levar um copo ou talher até a boca. Hoje, após quase cinco anos, duas cirurgias reparatórias e incontáveis sessões de fisioterapia, a jovem, que não se adaptou à muleta, ainda precisa de auxílio para conseguir se locomover.
Raquel e sua família entraram com um processo contra o médico e contra o hospital onde realizou a bariátrica, alegando negligência por parte de ambos. Segundo ela, uma sequência de erros teriam sido cometidos, que levaram às complicações. Um deles teria sido a falta de orientação sobre a necessidade de suplementação de vitaminas, o que teria ocasionado a maior parte das suas complicações neurológicas. Hoje, aos 26 anos, após ter contrariado a opinião de sete ortopedistas que garantiram que ela não voltaria a andar, Raquel conta sua história: