Uma tragédia envolvendo a morte de uma bebê de apenas 1 ano e 3 meses está sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal. A criança morreu no último domingo (25), após ser levada a uma unidade de saúde em parada cardiorrespiratória. O caso aconteceu em Samambaia, no Distrito Federal, e levanta questionamentos sobre as circunstâncias que antecederam a morte da menina.
A investigação busca esclarecer se a criança sofreu agressões, se os ferimentos identificados anteriormente têm alguma relação com o falecimento ou se a morte foi provocada por outro problema de saúde. Os investigadores aguardam os resultados dos exames periciais, considerados fundamentais para determinar o que realmente aconteceu.
A situação começou a chamar a atenção das autoridades no dia 12 de outubro, quando a mãe da menina denunciou uma cuidadora por suspeita de maus-tratos. Segundo as informações iniciais, a mulher teria encontrado marcas e hematomas no rosto e na cabeça da filha, levantando suspeitas sobre possíveis agressões enquanto a criança estava sob os cuidados da profissional.
Na ocasião, a bebê chegou a ser internada em uma unidade hospitalar. Durante o atendimento médico, também recebeu diagnóstico de pneumonia. Após permanecer sob cuidados médicos, a menina recebeu alta e passou a ficar com a avó materna, seguindo uma orientação do Conselho Tutelar.
O órgão de proteção à infância chegou a solicitar medidas protetivas contra a mãe e o companheiro dela, diante das preocupações relacionadas à situação familiar. Entretanto, o pedido foi negado pela Justiça, sob o entendimento de que não havia indícios suficientes para justificar a medida naquele momento.
No sábado (24), um dia antes da morte, a criança retornou à residência da mãe e do namorado. Já no domingo (25), começou a passar mal e precisou ser levada às pressas para uma unidade de saúde. A bebê chegou em parada cardiorrespiratória, mas, apesar das tentativas de atendimento, não resistiu.
A morte provocou ainda mais questionamentos e passou a ser investigada pelas autoridades. Até o momento, a Polícia Civil já ouviu a mãe, o companheiro dela, a cuidadora apontada na denúncia inicial e outros familiares que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.
O pai da menina pede justiça e quer respostas sobre o que aconteceu com a filha. A família aguarda que as investigações esclareçam se houve negligência, violência ou qualquer outra circunstância que possa ter contribuído para o desfecho trágico.
Um dos principais pontos da apuração é estabelecer a origem dos hematomas encontrados anteriormente e verificar se existe alguma ligação entre os ferimentos, o quadro de pneumonia e a parada cardiorrespiratória que provocou a morte.
Até a última atualização, ninguém havia sido preso. A Polícia Civil continua reunindo informações e aguarda os laudos médicos e periciais antes de concluir a investigação.
Enquanto isso, o caso causa comoção e reforça a importância da proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. A expectativa é que os exames tragam respostas e permitam identificar se houve responsabilidade criminal pela morte da bebê.




