Bolsonaristas estão deixando de usar Havaianas por causa do comercial com Fernanda Torres

 

 

Um comercial recente da Havaianas protagonizado pela atriz Fernanda Torres se transformou no centro de uma forte polêmica nas redes sociais e passou a ser alvo de críticas e pedidos de boicote por parte de bolsonaristas e influenciadores ligados à direita. A campanha, lançada para o período de fim de ano, traz Fernanda Torres dizendo que não quer que o público “comece o ano com o pé direito”, mas sim “com os dois pés”, em uma metáfora de incentivo, otimismo e leveza — marca registrada da empresa.

Apesar do tom publicitário e motivacional, o conteúdo foi interpretado por parte do público conservador como uma suposta provocação política. A expressão “pé direito” teria sido associada, por críticos, a uma indireta ideológica, o que desencadeou uma onda de reações negativas. Nas redes sociais, vídeos, postagens e comentários passaram a defender o boicote à marca, com algumas pessoas afirmando que deixariam de usar os tradicionais chinelos Havaianas.

A repercussão ganhou ainda mais força quando políticos e influenciadores alinhados ao bolsonarismo se manifestaram publicamente, incentivando o boicote e, em alguns casos, gravando vídeos jogando os produtos fora. O movimento rapidamente se espalhou por plataformas como X (antigo Twitter), Instagram e TikTok, tornando o tema um dos assuntos mais comentados do momento.

Especialistas e parte da imprensa, no entanto, destacam que o comercial não possui mensagem política explícita. Para analistas, a polêmica é resultado de uma interpretação distorcida da peça publicitária, que segue o padrão criativo e bem-humorado adotado historicamente pela Havaianas em suas campanhas.

Até o momento, não há dados concretos que comprovem impacto significativo nas vendas da marca ou um boicote em larga escala. O episódio, contudo, evidencia como campanhas publicitárias podem se tornar alvos de disputas ideológicas e como as redes sociais amplificam reações, transformando ações de marketing em debates políticos nacionais.