A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro conseguiu mais nove autorizações para registrar a marca “Bolsonaro” em diferentes categorias de produtos no Brasil. Os novos pedidos abrangem áreas bastante variadas, incluindo joias, instrumentos musicais, roupas de cama, alimentos como bananada e até ração animal. A movimentação chamou atenção nas redes sociais pela diversidade inusitada dos itens ligados ao sobrenome da família política mais comentada do país nos últimos anos.
Os registros fazem parte de um processo junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), responsável por conceder direitos sobre marcas e patentes no Brasil. Com as novas autorizações, a estratégia da família Bolsonaro parece caminhar para transformar o sobrenome em uma espécie de “marca comercial” ampla, que poderá ser utilizada em diversos segmentos do mercado.
Além dos pedidos já aprovados, Michelle ainda aguarda a análise de outras solicitações envolvendo produtos ainda mais curiosos e polêmicos. Entre eles estão lâminas de barbear, armas de fogo, tabaco, cigarros eletrônicos (vapes) e calçados. A lista rapidamente viralizou na internet, gerando uma enxurrada de memes e comentários bem-humorados.
Nas redes sociais, usuários brincaram dizendo que em breve será possível montar uma “cesta Bolsonaro completa”, com bananada, ração, joias e até vape personalizado. Outros ironizaram imaginando slogans publicitários e campanhas fictícias envolvendo os produtos. Houve também quem comparasse a estratégia com grandes famílias empresariais internacionais que transformaram seus sobrenomes em marcas milionárias.
Apesar do tom descontraído adotado por muitos internautas, especialistas lembram que o registro de marcas é uma prática comum entre figuras públicas e empresas, principalmente quando existe potencial de exploração comercial do nome. O objetivo é evitar o uso indevido da marca por terceiros e abrir possibilidades de negócios no futuro.
A iniciativa reforça como nomes ligados à política brasileira têm ultrapassado o campo eleitoral e passado a ocupar também espaço no mercado de produtos e licenciamento. Enquanto os pedidos continuam em análise, a internet segue fazendo piada e imaginando quais serão os próximos itens da possível “linha Bolsonaro”.