A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou, em primeira discussão, um projeto polêmico apresentado pelo prefeito Eduardo Paes. A proposta permite que a Guarda Municipal utilize armas de fogo e passe a atuar diretamente na segurança pública, incluindo policiamento ostensivo, preventivo e comunitário. O texto ainda precisará ser votado novamente antes de seguir para sanção ou veto do Poder Executivo.
O projeto, que divide opiniões entre especialistas, políticos e a população, estabelece que os agentes da Guarda Municipal passarão por treinamento específico antes de portar armas letais. Além disso, o uso de armamentos de menor potencial ofensivo também será permitido, com o objetivo de minimizar riscos e garantir uma atuação mais qualificada.
Na sessão de votação, dos 51 parlamentares presentes, 43 votaram a favor da medida, enquanto sete se posicionaram contra. A vereadora Rosa Fernandes (PSD) optou por não votar. Agora, conforme determina o Regimento Interno da Casa, será necessário aguardar um intervalo mínimo de dez dias para a realização da segunda votação.
Polêmica e Repercussão
A proposta tem gerado intensos debates na sociedade. Defensores da medida argumentam que a autorização do uso de armas pela Guarda Municipal poderá reforçar a segurança na cidade, aumentando a capacidade de resposta em situações de emergência e prevenindo crimes de forma mais eficiente. Eles também destacam que outras cidades brasileiras já adotam práticas semelhantes com sucesso.
Por outro lado, críticos alertam para os riscos dessa mudança. Especialistas em segurança afirmam que a Guarda Municipal não tem a mesma formação e preparo das polícias Militar e Civil, o que pode resultar em abordagens inadequadas e aumentar a letalidade policial. Também há preocupações sobre possíveis abusos de autoridade e impactos na relação da Guarda Municipal com a população.
O Que Esperar da Segunda Votação?
A expectativa é que a segunda votação ocorra dentro das próximas semanas. Caso a proposta seja novamente aprovada, seguirá para análise do prefeito Eduardo Paes, que poderá sancionar ou vetar a nova legislação.
A discussão também pode ganhar novos contornos com manifestações populares e o posicionamento de entidades ligadas aos direitos humanos e órgãos de segurança. Independentemente do resultado, a decisão final terá impacto significativo na política de segurança pública da cidade do Rio de Janeiro.
A população segue atenta às próximas etapas dessa discussão que pode transformar o papel da Guarda Municipal e influenciar o modelo de policiamento em todo o município.