A Zona Oeste do Rio de Janeiro será palco de uma grande mobilização nesta segunda-feira (data), quando milhares de motoboys prometem ocupar as ruas de Campo Grande em um ato marcado por revolta, dor e pedido urgente por justiça. A manifestação está prevista para começar a partir das 12h, na tradicional rua da feira de Campo Grande, próxima ao centro do bairro.
O protesto surge como resposta direta ao alarmante aumento da violência contra trabalhadores sobre duas rodas. Apenas no mês de janeiro, mais de 10 motoboys foram mortos ou desapareceram enquanto trabalhavam, a maioria dos casos registrada na Zona Oeste do Rio. Os números chocantes escancaram uma realidade que tem tirado o sono de quem depende da moto para garantir o sustento da família.
A categoria cobra um posicionamento firme do Governo do Estado e da Polícia Militar, exigindo medidas concretas para combater assaltos, latrocínios e execuções que têm como alvo principal os motoboys. Para muitos, sair de casa para trabalhar virou um risco diário, principalmente em regiões dominadas pelo medo e pela insegurança.
Além de homenagear colegas mortos, o ato também busca chamar a atenção da sociedade para a falta de proteção enfrentada por esses profissionais, que exercem um papel fundamental na economia e no dia a dia da cidade. Entregadores de aplicativos, mototaxistas e motofretistas devem se unir em um único coro por mais segurança e respeito.
A expectativa é de grande adesão, o que pode causar impactos no trânsito da região ao longo do dia. Organizadores pedem que a manifestação ocorra de forma pacífica, mas reforçam que o grito da categoria será alto e impossível de ignorar.
Campo Grande amanhece em alerta. Os motoboys exigem respostas. E a pergunta que ecoa é uma só: até quando trabalhadores vão continuar morrendo enquanto cumprem seu dever?