Durante audiência pública na Comissão Especial do Carnaval da Câmara de Vereadores Municipal do Rio, o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, explicou que o veredito final sobre a realização do carnaval de 2022 vai depender dos índices de transmissão da Covid-19 no final deste ano.
“A recomendação da Secretaria de Saúde a todos os órgãos da prefeitura é que se programem, sim, para fazer réveillon espetacular, o maior carnaval da nossa história no ano que vem, mas é claro que a gente vai acompanhar os números muito de perto. Se tiver uma taxa de transmissão alta por si só já não dá para fazer carnaval”, falou Soranz.
Mesmo com o cenário incerto, Daniel Soranz reforçou que o objetivo é ter mais de 90% da população adulta imunizada com as duas doses em novembro.
Quem também estava no encontro é o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Jorge Perlingeiro, que está confiante na realização do carnaval em 2022, mas reforçou que, caso seja necessário a diminuição do público, como tem acontecido com o futebol, ele prefere que a festa fique mais para frente.
“Se disserem que só podem ter 50% da Sapucaí, iremos para julho de 2022. Nã dá para ter componente de máscara, dois metros de distância um do outro, jogando um regador de álcool em cima dele, não tem a menor possibilidade de fazer”, disse.
Rita Fernandes, presidente da Sebastiana e figura à frente dos blocos ‘Zé Pereira’ e ‘Cordão da Bola Preta’, reitera que só realizará a tradicional festa pelas ruas do Rio com autorização da equipe da Saúde e buscam uma data limite para esse aval.
Segundo o vereador Tarcísio Motta (PSOL), as recomendações serão encaminhadas ao Comitê Científico, que decide em conjunto com a Prefeitura do Rio as medidas relacionadas ao coronavírus.