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MORADORA DA ZONA OESTE TIRA NOTA MÁXIMA NA REDAÇÃO DO ENEM

MORADORA DE REALENGO TIRA NOTA MÁXIMA NA REDAÇÃO DO ENEM

Superando dificuldades financeiras, uma jovem de 19 anos moradora de Realengo, na Zona Oeste, é mais nova aluna de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com nota máxima na redação do Enem, Beatriz Avelino Servilha, de 19 anos, garantiu uma vaga no curso mais disputado de uma das melhores instituições do país.

O tema da redação, o desafio na educação de surdos no país, não foi um obstáculo para a jovem. Por dois anos, ela fez um curso de libras para poder conversar com a amiga, que é deficiente auditiva. No dia da prova, se emocionou ao ler o tema.

Sem condições de pagar um curso pré-vestibular, ela conseguiu uma bolsa de estudos. Ainda assim as dificuldades foram grandes. Mesmo quando não tinha dinheiro para a passagem do ônibus, Beatriz não desistiu do sonho. Ela atribui suas vitórias aos pais.

Essa foi a terceira vez que Beatriz Avelino prestou vestibular. O professor de matemática dela, Leonardo Torres, não esconde a felicidade diante da conquista da jovem. Beatriz Avelino está no seleto grupo de 53 alunos que conseguiram tirar a nota máxima na redação do Enem do ano passado. Agora, com a vaga garantida, o foco da aluna é se tornar pediatra.

FONTE: Band News FM

Entenda o funcionamento da maternidade do Rocha Faria!

O secretário municipal de Saúde, Marco Antonio de Mattos, esclareceu nesta segunda-feira (5) quais são as condições de funcionamento da maternidade do Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade.
De acordo com o secretário, ao contrário do que foi veiculado no último domingo (4), a maternidade do hospital não foi fechada. Os médicos que cumpririam o plantão da manhã não compareceram, mas a maternidade continuou funcionando com 14 pacientes internados, que foram avaliados pelos médicos do atendimento rotineiro. Todas as emergências que chegaram ao Rocha Faria foram transferidas para outras unidades da Prefeitura do Rio.
O Hospital Municipal Rocha Faria ainda está sendo administrado pela organização social IABAS. O contrato foi rescindido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), e a gestão da unidade será assumida pela Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro (RioSaúde) na próxima segunda-feira (12).
“Temos feito todos os esforços possíveis para manter o funcionamento adequado da unidade”, garantiu o secretário.
Confira o vídeo:

DICAS DA DEFESA CIVIL

A Defesa Civil do Rio de Janeiro está sempre pronta para agir em qualquer situação de emergência na cidade. Seja uma chuva forte ou um acidente doméstico, todo carioca pode contar com o trabalho de excelência deste órgão público, criado em 1978.
No entanto, a ênfase da atuação da Defesa Civil é sempre no que pode ser feito para evitar acidentes. Assim, ela ajuda a criar uma cultura de prevenção entre os cariocas, saindo de um modelo de sociedade reativa e passando para um padrão proativo e resiliente.
Quer saber o que a Defesa Civil recomenda para promover essa mudança? Veja as dicas abaixo:
Chuva
Durante uma chuva forte, dirija-se a locais seguros, como casas de familiares e amigos, que não estejam localizadas em áreas de risco. Também são recomendados os pontos de apoio sinalizados pela Defesa Civil.
Alagamentos
É necessário evitar travessias em locais alagados por conta do alto risco de contaminações, quedas em buracos, choques elétricos, ou mesmo pela possibilidade de ser arrastado pelas águas.
Vento
Em casos de ventos fortes e raios, evite ficar próximo a árvores, áreas descampadas ou qualquer estrutura em mau estado de conservação.
Acidentes domésticos
Caso sinta um cheiro forte de gás, é necessário desligar o quadro geral de energia. Assim, evita-se o risco de acidentes ao acionar interruptores. Não risque fósforos e mantenha o ambiente arejado abrindo as portas e janelas.
Trânsito
Evite usar celulares e outros dispositivos que tiram a atenção do trânsito. O risco aumenta 400% quando o condutor usa aparelhos celulares enquanto dirige. É recomendável parar o veículo para responder mensagens, assim as chances de acidentes são reduzidas consideravelmente.

 

FONTE: PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

 

Detran promove mutirão de serviços em São Cristóvão

Todos os cariocas poderão aproveitar o Detran Presente Especial Táxi, um mutirão de serviços que estará na próxima terça-feira (5) no posto de vistoria da Avenida Francisco Bicalho, em São Cristóvão, das 9h às 16h. A 40ª edição do mutirão é voltada para os taxistas, que terão atendimento prioritário. No entanto, os moradores da região também poderão usufruir dos serviços que serão prestados por mais de 150 funcionários do órgão.
Licenciamento anual de vistoria, com e sem vistoria, emissão de primeira e segunda via de identidade, renovação de CNH e abertura de recursos contra multas são alguns dos serviços abertos para a população. A lista completa dos serviços que serão oferecidos está disponível no site do Detran.
“As regiões de São Cristóvão e dos bairros da Zona Norte têm uma grande demanda reprimida. Por isso, como na primeira edição do Detran Presente Táxi, decidimos abrir os serviços para todos. Queremos levar o Detran para perto do cidadão e resolver os problemas com agilidade e eficiência. Mesmo assim, o mutirão continua sendo especial para os táxis. Todos os taxistas que forem ao local terão atendimento prioritário”, destaca Vinicius Farah, presidente do Detran-RJ.
Esta será a segunda edição do Detran Presente voltada para os taxistas. Em agosto, na primeira edição, foram realizados 2.933 atendimentos. Desde maio, o Detran Presente já passou por 23 cidades e realizou mais de 69 mil atendimentos.
Após o sucesso da primeira edição do Detran Presente para os táxis, o Detran reservou o posto de vistoria da Avenida Francisco Bicalho para atendimento prioritário ao taxista. Desde setembro, os taxistas não precisam fazer agendamento para o serviço de vistoria anual de seus veículos neste posto.
Agendamentos abertos
Os agendamentos para a edição especial do Detran Presente Táxi já estão abertos. Os cidadãos já podem agendar os serviços no site do Detran ou pelo telefone 0800-0204040. Um dos serviços mais procurado é o agendamento para a realização de vistoria anual de veículos.
Alguns serviços, como primeira e segunda via da identidade, comunicação de venda de veículos e atualização de endereço, não necessitam de agendamento. Outros, como licenciamento anual, segunda via do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e renovação da Carteira Nacional de Habilitação, precisam de agendamento pelo site ou pelo telefone 0800-0204040.  Além dos serviços, o Detran também fará ações educativas para os participantes.
Emissão de habilitação gratuita em casos de furto/roubo
Outro serviço do Detran Presente é a possibilidade de os cidadãos que tiveram suas carteiras de habilitação furtadas ou roubadas emitirem a segunda vida gratuitamente. Para a realização do pedido é necessário apresentar o Boletim de Ocorrência que comprove o furto ou roubo da carteira de habilitação.
Com a comprovação, o cidadão não precisará fazer nenhum pagamento nem mesmo agendar o atendimento. Basta levar a documentação no local e emitir o documento.  Também é necessário levar uma cópia de um documento de identificação (identidade ou carteira de trabalho) e a cópia do registro policial.
DETRAN PRESENTE – EDIÇÃO ESPECIAL TÁXI
5 de Dezembro
Local: Posto de Vistoria – Av. Francisco Bicalho (a entrada do posto fica na rua Idalina, nº 35)
Horário: 9h às 16h
Agendamentos:  www.detran.rj.gov.br | 0800-0204040

 

 

FONTE: SITE DA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

DISTRIBUIÇÃO DE 500 ÓCULOS DE GRAU

Comprovando que, a cada edição, proporciona a milhares de cariocas a oportunidade de acesso a serviços que, na maioria das vezes, então longe de sua realidade, o projeto “Rio em Ação Social” chega, no dia 9 de dezembro, ao Jardim América, com uma grande novidade: a distribuição de 500 óculos de grau. A iniciativa é fruto de parceria da Prefeitura do Rio com a Fundação Leão XVIII, que através do Projeto Novo Olhar proporciona à população, sem qualquer despesa, exames oftalmológicos e doação de óculos.

 

Para ser atendido, basta que a pessoa tenha, no mínimo, 20 anos de idade e apresente documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Na ocasião, haverá distribuição de senhas e as pessoas serão atendidas por ordem de chegada. O prazo para a entrega dos óculos será de aproximadamente 30 dias úteis. Vale ressaltar que não serão atendidas: pessoas que sem camisa; pessoas que tenham ingerido bebida; e menores de 20 anos.

 

Durante a ação social, o paciente terá que passar por seis etapas de atendimento: Cadastro (Preenchimento do cadastro de identificação e verificação dos requisitos para participação); Verificação da taxa glicêmica; Exame de Acuidade Visual (realizado com a ajuda de uma placa, que contém letras e figuras); Exame Auto Refrator (realizado com a ajuda de uma máquina computadorizada que indica o grau do paciente); Exame com oftalmologista (um médico avaliará o resultado obtido pelo Auto Refrator e fará um novo exame com aparelho específico para emissão da receita); e encaminhamento à ótica para cadastro e obtenção do protocolo com data de entrega dos óculos.

 

O solicitante também deverá informar o local da entrega dos óculos, que pode ser o mesmo da ação ou em um novo local de sua escolha.

 

As sobras de óculos – aqueles que os pacientes não forem buscar – poderão ficar em um local indicado pelo solicitante em um prazo máximo de 30 dias, desde que seja um órgão público municipal, estadual ou federal e que haja um responsável para assinar uma cautela. Após esse prazo, a Fundação Leão XIII recolherá os óculos, que ficarão em sua sede.

 

O Rio em Ação acontecerá no dia 9 de dezembro (sábado), das 9h às 13h, no CIEP Graciliano Ramos, que fica na Rua Jornalista Geraldo Rocha, s/n, Jardim América.

 

 

Saiba mais:

 

Rio em Ação leva caravana de serviços essenciais para o Jardim América

 

FONTE: PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

FEIRA PARA DEFICIENTES NESSA SEXTA!

Entre os dias 1 e 3 de dezembro, o Parque Olímpico da Barra vai receber a Feira Cidade PcD, evento de inclusão, acessibilidade, orientação e mobilidade para as pessoas com deficiência. Com uma série de atividades, a feira vai concentrar em um só lugar as melhores empresas fornecedoras de produtos e serviços, palestras, oficinas, dinâmicas, shows de música e dança, food trucks, espaço para test drive de veículos adaptados e até um balcão de empregos para impulsionar a entrada desse público no mercado.
O medalhista olímpico, Clodoaldo Silva, será o padrinho da Feira Cidade PcD e fará as honras na abertura do evento, que contará com apresentações de esportes adaptados, como basquete e vôlei sentado. O triatleta Robson Caetano e a paratleta Rosinha Santos, medalhista olímpica em lançamento de discos, também marcarão presença na feira. Além deles, os artistas Gabriel do Cavaco e Sara Bentes animarão o público com suas canções no palco principal do evento.
Na área externa, carros adaptados estarão disponíveis para testes, além de consultoria completa sobre isenção de impostos e como retirar a Carteira de Habilitação especial. O Detran-RJ e a Subsecretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, dois especialistas na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), estarão presentes para esclarecer todo tipo de dúvida.
“Muita gente não sabe, mas existem doenças que dão direito à compra do carro com desconto que pode chegar a 25%. Pessoas que fizeram mastectomia, que tenham sequelas de AVC, túnel de carpo e hérnia de disco, por exemplo, têm direito ao benefício e não sabem”, ressalta Denis Deli, um dos diretores da feira.
Segundo dados do último Censo do IBGE, de 2010, cerca de 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, o equivalente a 45 milhões de pessoas. Somente no Estado do Rio são quatro milhões entre os quase 17 milhões de habitantes. Os motores que movimentam este setor fazem circular por ano R$ 700 milhões nos municípios fluminenses, com o estado sendo o segundo maior mercado do segmento no país.
Bate-papo com Geraldo Nogueira
Subsecretário da Pessoa com Deficiência
Qual é a proposta da Feira Cidade PcD?
A proposta da feira é levar informação para a pessoa com deficiência, familiares e sociedade sobre novidades tecnológicas.
Como a Subsecretaria se envolveu no projeto?
Somos um parceiro colaborador. O Grupo Vetor, aqui do Rio, procurou a subsecretaria para falar sobre a feira. Eles ficaram intrigados pelo fato de eventos desse tipo só acontecerem em São Paulo, e quando aconteciam no Rio eram trazidos por alguém de lá, então decidiram mudar isso.
O que o público poderá encontrar na feira?
Por exemplo, um dos expositores, que tem paralisia cerebral severa, criou um comunicador com botões que são acionados com o punho, um tipo de equipamento que pode ajudar  muita gente.
Serviço
Feira Cidade PcD
Dias: 1 a 3 de dezembro
Local: Arena 2 do Parque Olímpico da Barra
Horário: 10h às 19h
Entrada e estacionamento gratuitos

 

 

FONTE: SITE DA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

NOVAS REGRAS DE ADOÇÃO

Na última quinta-feira (23), foram sancionadas as Novas Regras para Adoção. O texto aprovado pelo presidente Michel Temer tem como objetivo acelerar o processo de adoção no Brasil e garantir os mesmos direitos dos pais sanguíneos aos adotivos.

Entre os pontos aprovados por Temer está a preferência na fila da adoção por pessoas que tenham a intenção de adotar grupos de irmãos ou crianças têm preferência na fila de espera – o mesmo vale para  deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde. “A vantagem faz com que a fila diminua (…)  A preferência do população por adoção são meninas recém-nascidas, brancas – o que não é o perfil brasileiro”, explica a advogada Ivone Zeger especialista em Direito de Família e Sucessão.

Outro ponto da lei é a extensão das garantias trabalhistas aos pais como licença-maternidade, estabilidade provisória após a adoção e direito de amamentação.”Isso se chama isonomia. Dar a uma pessoa esse período de adaptação é de extrema inteligência. Não é porque o pai ou a mãe tem vínculos biológicos que eles têm mais direitos que os que adotivos”, diz Ivone.

Leia mais: Como funciona a adoção internacional

A nova lei também reduz de seis para três meses o período máximo que a Justiça deve reavaliar a situação da criança e do adolescente que estiver em abrigo ou orfanato ou em acolhimento familiar – período em que voluntários se oferecem para cuidar do menor até a adoção ou até o retorno à família biológica.

Atualmente, há 37 mil pretendentes habilitados entre os interessados e 4 755 crianças e adolescentes disponíveis para adoção, de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Novas tentativas de resolver essa equação estão em curso.

Leia mais: Filhos do coração: histórias emocionantes de quem adotou

Vetos

Apesar das mudanças aprovadas, outras foram barradas pelo presidente.

Foi o caso do dispositivo que determinada que recém-nascidos ou crianças não procuradas pela família em u prazo de 30 dias seriam cadastradas para adoção. O motivo alegado é que mães em situação de depressão pós-parto podem se arrepender e reivindicar a guarda do filho. “Muitas vezes a mulher está em uma situação de sensibilidade”, argumenta Ivone.

apadrinhamento de maiores de 18 anos que viviam em abrigos também foi vetado. Para a especialista, o veto não traz benefícios. “Um programa de apadrinhamento é positivo. Muitas vezes há adolescente que estão no abrigo por não terem conseguido a adoção e sao expelidos de lá sem ter condições de se manterem”

Leia mais: A difícil luta de três casais para adotarem seus filhos

FONTE: CLAUDIA

Prefeito inaugura albergue para 400 pessoas de rua

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, inaugurou nesta quarta-feira (29) o albergue Espaço Solidário, dedicado ao acolhimento da população em situação de rua do Centro e da Zona Sul. Com 200 quartos, o local tem capacidade para atender 400 pessoas, em sistema de pernoite e rodízio noite e dia. Também será aberto um Centro Pop, que oferecerá cursos e oficinas profissionalizantes. Ambos se somam aos hotéis Santana e Santa Comba, também no Centro, que funcionam para pernoite.
“Estamos enfrentando a pior crise dos últimos anos, mas vamos enfrentá-la com todas as nossas forças. Temos que priorizar a destinação dos recursos e, aqueles que mais precisam, como a população em situação de rua, terão sempre uma atenção especial do nosso governo. Que a porta desse abrigo não se feche nunca mais”, afirmou Crivella.
As pessoas serão encaminhadas ao albergue pela equipe de abordagem da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e pelos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) do Centro e da Zona Sul.
Depois de cinco anos, o Centro Pop, que funcionava de forma itinerante, vai ter uma base fixa. Duas parcerias já estão fechadas, com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH) e com o Sindicato de Bares e Restaurantes (SindRio), que capacitarão alunos e poderão aproveitá-los na rede carioca. Outra parceira é a SuperVia, que vai facilitar a entrada das pessoas no abrigo até as 23h, deixando uma entrada da Central dedicada aos usuários.
O secretário Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Pedro Fernandes, agradeceu aos parceiros e também aos funcionários da Prefeitura, que se esforçaram para abrir o abrigo às pessoas em situação de rua.
“Temos que gerar oportunidades para que elas conquistem sua independência social, para que não fiquem a vida toda precisando de um abrigo para sobreviver. Não vamos descansar enquanto não tivermos vagas para todos aqueles que quiserem deixar as ruas e vir dormir em nossos abrigos”, disse.
O espaço pertence à Fundação Leão XIII, do governo do estado, que assinou um convênio com a secretaria para a cessão de uso. A parceria possibilitou o aumento da rede de acolhimento da Prefeitura, que passa a administrar 29 unidades públicas, além de 34 conveniadas, que fazem o atendimento e o acolhimento de moradores de diversas faixas etárias.
O último levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, em julho, mostrou que a população de rua da cidade era de 11.811 pessoas. Alguns especialistas, porém, chegam a estimá-la em mais de 14 mil.
A prioridade do secretário Pedro Fernandes, que assumiu a pasta em outubro, é reformular a estrutura dos abrigos. Até agora, quatro unidades já foram reformadas e reabertas: São Cristóvão, Botafogo, Del Castilho e Penha. Em dezembro, outra importante unidade deverá ser inaugurada, em Bonsucesso, para atender à população localizada na chamada “Cracolândia” da Avenida Brasil.

 

 

FONTE: SITE DA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

A major salvadora das mulheres vítimas de violência

É sexta-feira 13. Policiais circulam pelo Bonfim, tradicional bairro da Cidade Baixa, em Salvador. A viatura estaciona na frente de uma casa de muro alto. A campainha é acionada e Lúcia abre o portão. Está com o filho, de 10 anos, que se apressa em abraçar e beijar a soldada Raquel Marques. A filha, de 11, aparece em seguida. A recepção calorosa se estende ao sargento Adilson Galiza e ao soldado Devison Nascimento.

O menino tem fios grudados no peito por baixo da camisa xadrez. São vestígios de mais um exame periódico que deve fazer devido a uma cardiopatia congênita. Já passou por oito cirurgias. Mas a presença daqueles policiais militares indica que a saúde do filho não é o único drama vivido por Lúcia.

O trio compõe uma das guarnições (as equipes que vão às ruas) da Ronda Maria da Penha, operação da PM baiana que atua na proteção de vítimas de violência doméstica. O grupo especial, que ganhou de Lúcia o apelido de “salvadores de Marias”, foi concebido e é comandado pela major Denice Santiago, uma das vencedoras do Prêmio CLAUDIA 2017.

O foco da ronda são casos de mulheres que obtiveram na Justiça uma medida protetiva. Muitas buscam o recurso. Em Salvador, foram pelo menos 918solicitações contra companheiros e ex este ano, só até 1º de agosto. O objetivo da operação é fazer valer a ordem judicial, mantendo o agressor longe. “Em dois anos e meio de atuação, nenhuma das assistidas foi agredida de novo”, orgulha-se a criadora. Às vezes, basta o engajamento dos “salvadores” para coibir reincidências.

Mas alguns insistem em continuar ameaçando. Se descumprirem a distância determinada, é emitido mandado de prisão preventiva. Foram efetuadas 60detenções pela ronda na capital. O número vai a 90 incluindo Feira de Santana, Paulo Afonso, Juazeiro e Itabuna, cidades onde já existe a operação. A luta que jamais termina ganha reforço do final deste mês até 10 de dezembro, quando organizações da sociedade civil e do poder público se engajam na campanha mundial 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

 

Aos 41 anos, Lúcia não pode aparecer com seu nome verdadeiro. O ex já foi preso duas vezes. Em ambas, saiu logo. Ela informa que há novo mandado de prisão, só que por falta de pensão alimentícia. Seu caso é um dos 607 atendidos pela ronda em Salvador.

Por duas décadas, ela se relacionou com um homem 15 anos mais velho. No começo, parecia só mulherengo, beberrão e ciumento demais. “Não fazia distinção entre homens e mulheres. Achava que todo mundo tinha caso comigo.” Controlava horários, xingava-a e acusava-a diante de saídas demoradas, criava proibições, rasgava roupas. Pela diferença de idade, Lúcia achava que ele até tinha razões para agir assim. “Aí a gente tenta fazer o máximo para a pessoa se sentir segura.” Aceitou tatuar o rosto dele nas costas. Vieram tapassocospontapés e uma gravidez interrompida. Houve até episódios de arma apontada para sua cabeça e a das crianças.

Foi alertada por uma advogada desconhecida que a fez reagir. Logo a ronda estava na sua casa. Sentia-se desesperada, à espera do pior. “Um policial falou: ‘Se ficar trancada, pode morrer? Se sair, pode morrer? Você tem a opção de sobreviver e salvar seus filhos. Estamos aqui para apoiá-la’.”

Sob stress constante, Lúcia conta sua história sem cronologia. Anota o que não deve esquecer. Já morou com as crianças em abrigo. Hoje, em casa, ainda sente medo. Tenta não ter rotina. Avisou na escola e, a cada dia, leva os filhos em um horário. “Tenho algemas invisíveis. Me sinto sem asas. Era o que ele falava: ‘Vou cortar suas asas e desempinar seu nariz’.” Lúcia respira ao receber os policiais. “A Ronda é minha família.”

 

O vínculo afetivo criado entre a Ronda Maria da Penha e as vítimas de violência é forte (Shai Andrade/CLAUDIA)

Casos tenebrosos

Essa analogia se repete. “A gente vive dentro da casa dessas mulheres”, justifica a major Denice, que já presenciou até soldado mexendo panela para uma atendida. “E teve uma criaturinha com gravidez decorrente de estupro do ex-parceiro que, no dia de parir, foi para nossa base em vez de ir ao hospital, o mais prudente. Era onde se sentia segura.” O episódio, segundo ela, retrata o tipo de vínculo criado com as vítimas.

A ronda faz visitas regulares. Também pode escoltá-las em audiências, por exemplo. Responde, ainda, a chamados de urgência – de março de 2015, o começo da operação, até setembro último, foram 310 em Salvador.

De segunda a segunda, duas guarnições vão às ruas, das 8 às 18 horas. Fora do expediente, as assistidas têm prioridade no serviço 190. Não é raro, contudo, que peçam ajuda direto pelo celular de um policial. É uma sequência de casos tenebrosos.

Em um deles, o ex-marido manteve a vítima em cárcere privado, torturando-a sem parar. Espancavaasfixiava. Até um rolo de macarrão para introduzir nela foi achado. Ao fugir, ela foi parar na ronda, antes de dar queixa. Outro agressor arrancou a falangeta de um dedo da sogra quando ela foi socorrer a filha em mais uma das sessões de violência que se sucediam havia dois anos. Uma das histórias mais marcantes para a major é a da bebezinha que tinha nascido com a marca nas costas de um chute do pai, dado na mãe durante a gravidez.

 

Não faz parte da rotina da comandante o corpo a corpo das ruas. Mas às vezes ela decide fazer visita. Quando chega à casa de Simone (nome fictício), 46 anos, moradora de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário, as duas logo engatam um papo. Simone sabe que o ex às vezes ainda transita pelo bairro, mas de carro ou ônibus. Não o vê. “Minha mãe falava: ‘Filha, nunca fique sozinha, a solidão não é boa’.

Hoje penso o inverso. Nada melhor do que estar na sua companhia, nada mais libertador.” Graduada em psicologia, com mestrado, a major nem a deixa terminar a frase quando ela ensaia dizer que não quer saber de namoro. “Você é uma mulher bonita!”, incentiva.

O agressor conquistou-a com um jeito galanteador. Nos três anos de convívio, não enxergou sinais de perigo. Até que ele mostrou as garras. “Minha irmã veio a minha casa com um amigo-namorado e a gente interagiu normalmente. Quando foram embora, ele começou a discutir, avisando que não queria homem aqui.” Simone foi à cozinha servir o almoço. Ele a seguiu. “Aí me deu um tapa, caí e bati as costas.

Levantei e disse: ‘O que é isso?’ Ele veio para cima.” Decretou que algumas mulheres ele preferia esfaquear. “E foi até o armário pegar a faca.” Ela fugiu. Deu queixa. Por um tempo, viveu apavorada. Sabia que ele bebia perto dali. “Ficava sentada de frente para a porta vigiando e pensando: ‘Ele vai vir e acabar comigo’.” Olhando para trás, vê que as coisas nunca foram tão bem quanto imaginava. “Até tentou ter relação à força comigo. Hoje falo e não choro.”

 

Num cenário de violência constante, a major Denice assume também o papel de amparo psicológico (Shai Andrade/CLAUDIA)

Filosofia da solução

Lidar com histórias tão carregadas de tinta pesa nos ombros. Os 28 policiais no grupo da major – homens são maioria, e ela os chama de “os meninos” – têm à disposição encontros terapêuticos e outros cuidados. A comandante recorre a uma tática extra para amenizar a carga. “Por mais grave que algo seja, sei que é melhor tratar não pelo viés do problema, mas pela solução e seus benefícios”, avalia.

“Viver um problema adoece muito mais do que saborear as possibilidades de solução.” Foi com essa filosofia que encarou um câncer no estômago, descoberto no mesmo período da criação da ronda. Depois de cerca de um ano gestando o projeto, inspirado na Patrulha Maria da Penha, do Rio Grande do Sul, foi forçada a se afastar. Assim, no início da operação, quem estava no comando era a capitã Ana Paula Costa de Queirós, hoje a subcomandante. Após a cirurgia, vieram sessões de quimioterapia. A major conta que nem haviam terminado quando retornou, embora precisasse fazer pausas. “Falo que a ronda me salvou. Eu me colocava em um lugar em que podia botar sorrisos e esperança na vida das pessoas.”

Desde o começo, a operação não se limita a fiscalizar as protetivas. Funciona em rede, integrada a outras instituições, para amparar as vítimas de forma global. Se precisam de assessoria jurídica, existe endereço certo para encaminhá-las. Assistência social ou suporte psicológico? Também tem. No próprio efetivo, há policiais graduados em direito e serviço social. Sem falar da major, que não se descola da formação de psicóloga.

Já interveio no conflito entre Elvira (nome fictício), 34 anos, e o filho adolescente. “Ele acha que a mãe exagera”, justifica a comandante. “Perguntei: ‘Você já viu seu pai bater nela?’ Confirmou. Falei: ‘Exagera, por quê? Quem agride uma, duas, três vezes pode matar. Sua mãe está lutando pela vida dela e pela sua’.”

 

Mas, naquela sexta 13, quem visita Elvira é a mesma guarnição da abertura desta reportagem. Ela mora em um morro. A viatura sobe as vielas com a soldada Raquel ao volante e o som ligado. Rola de MPB a pop. Desta vez, os dois policiais homens ficam fora, de guarda. A soldada Raquel desce a escada estreita que dá acesso à casa, no subsolo. Elvira informa que o ex não a tem incomodado mais.

Casaram-se quando ela nem havia completado 15. Foram 18 anos juntos. Lembra que começou bem, ficou ruim tempos depois e piorou pra valer quando ela descobriu uma traição. Ficou assustada, particularmente, com duas ocorrências pós-separação de agressão física e a informação de terceiros sobre a encomenda de sua morte. Familiares dele se envolveram em alguns ataques. Uma de suas ex–cunhadas mora na casa de cima. “Mas não me diz mais um ai”, conta Elvira, que caprichou no visual para receber a ronda. Agora está mais tranquila, tem novo parceiro.

“Quanto melhor a mulher estiver – psicológica, social e economicamente –, mais chances de não ser submetida a novas violências”, afirma a major Denice. Não à toa, a ronda promove ações que nada têm a ver com o trabalho policial. É o caso das 191 palestras já ministradas. Ou do programa Mulheres de Coragem, com oficinas que permitem troca de experiências e pretendem levantar a autoestima.

“O objetivo delas é empoderar as mulheres”, resume a capitã Paula. Podem ser de aromaterapia ou de arte e artesanato, até desenvolver habilidades que gerem renda. Muitas vivem em situação de extrema vulnerabilidade. Mesmo Lúcia, que construiu patrimônio considerável com o marido agressor, hoje pena para garantir o dinheiro do sustento e do tratamento do filho cardiopata. Precisa voltar a trabalhar, mas ainda não sabe como.

Em um quilombo em SImões Filho, mulher aprende de forma lúdica a identificar a violência em casa e a se proteger (Shai Andrade/CLAUDIA)

Plantação de tâmaras

A violência não dá trégua. De janeiro a agosto deste ano, foram registradas na Bahia mais de 32 mil ocorrências com vítimas mulheres de 18 anos ou mais – 7 240 em Salvador. Há nas estatísticas desde ameaças e lesões corporais até estupros e homicídios. Nem a major nem a equipe se dão por vencidas. “Não acredito que enxugamos gelo. Prefiro pensar que estamos plantando tâmaras”, afirma a capitã Paula. Refere-se a um ditado árabe antigo, anterior às tecnologias agrícolas. Ele diz que “quem planta tâmaras não colhe tâmaras”, pois os frutos levavam décadas para dar a graça. “Mas, se ninguém plantasse, as próximas gerações não teriam como desfrutar esse sabor.”

Em uma quarta-feira, o destino é um quilombo em Simões Filho, município da região metropolitana de Salvador considerado um dos mais violentos do país. Ali é realizada a Ciranda com a Ronda, ação preventiva que dirige o foco para áreas rurais, onde a informação é mais escassa. Ao ar livre, 28 mulheres participam do Jogo do Espelho. A proposta é ensinar como identificar a violência em casa e se proteger.

“Quisemos fazer isso de forma lúdica”, avisa a capitã Paula. Um enorme tabuleiro é estendido no chão. Cartas trazem situações aparentemente corriqueiras em um relacionamento, mas que representam algum dos cinco tipos de agressão contra a mulher – moral, psicológica, física, patrimonial e sexual. Revelam também uma reação feminina. A cada rodada, uma voluntária lança o dado, tira uma carta e torna-se protagonista da cena descrita. As demais votam se ela agiu bem ou mal, levantando mãozinhas de papel- -cartão com o polegar para cima ou para baixo. Livretos com a Lei Maria da Penha são distribuídos antes que a brincadeira séria termine em palmas e pedidos de bis.

 

Simultaneamente, em outra sombra de árvore, acontece a Ronda para Homens, uma já premiada atividade de prevenção com o outro lado. “É um clube do Bolinha”, explica o sargento Djair Moura do Rosário, que conduz o grupo. Assim, os participantes não ficam inibidos de falar abertamente sobre tudo. “A principal função é sensibilizá-los. Procuro fazer com que se ponham no lugar das mulheres.

Também busco alertá-los trazendo as inovações da lei.” Na Ronda desde o comecinho, o sargento conta que, no cotidiano das ruas, tem uma estratégia, como homem, para quebrar o gelo. Sempre tenta arrancar um sorriso, apesar de tudo. Brincando, já se ofereceu até para pôr um vestido de uma assistida se ela só quisesse se abrir com mulher.

Ao embarcar na viatura, o semblante da major Denice traduz a sensação de missão cumprida – e das mais árduas. “Para nós, policiais militares, combater a violência é o mais fácil. Trabalhar na prevenção, ser instrumento de diálogo e educação, é o difícil.” Ainda vai a um evento. Só relaxará ao pisar em casa, à noite, e reencontrar o marido e o filho, de 16 anos. “Os dois são bons parceiros e muito doces comigo.

Respeitam minhas escolhas e ausências”, ressalta. “Gosto de cozinhar para eles.” Outro porto seguro é a religião, o candomblé, herança da avó, mãe de santo. No discurso do Prêmio CLAUDIA, agradeceu a Deus e a duas divindades africanas, Tempo e Iansã, por deixá-la “de pé”. Parece que é só o que essa mulher forte e assumidamente acelerada precisa para continuar lutando com sua tropa.

Denice acompanha a ação na comunidade quilombola, situada numa das regiões mais violentas da Grande Salvador (Shai Andrade/CLAUDIA)

 

FONTE: CLAUDIA