Arquivo da categoria: Destaque

A major salvadora das mulheres vítimas de violência

É sexta-feira 13. Policiais circulam pelo Bonfim, tradicional bairro da Cidade Baixa, em Salvador. A viatura estaciona na frente de uma casa de muro alto. A campainha é acionada e Lúcia abre o portão. Está com o filho, de 10 anos, que se apressa em abraçar e beijar a soldada Raquel Marques. A filha, de 11, aparece em seguida. A recepção calorosa se estende ao sargento Adilson Galiza e ao soldado Devison Nascimento.

O menino tem fios grudados no peito por baixo da camisa xadrez. São vestígios de mais um exame periódico que deve fazer devido a uma cardiopatia congênita. Já passou por oito cirurgias. Mas a presença daqueles policiais militares indica que a saúde do filho não é o único drama vivido por Lúcia.

O trio compõe uma das guarnições (as equipes que vão às ruas) da Ronda Maria da Penha, operação da PM baiana que atua na proteção de vítimas de violência doméstica. O grupo especial, que ganhou de Lúcia o apelido de “salvadores de Marias”, foi concebido e é comandado pela major Denice Santiago, uma das vencedoras do Prêmio CLAUDIA 2017.

O foco da ronda são casos de mulheres que obtiveram na Justiça uma medida protetiva. Muitas buscam o recurso. Em Salvador, foram pelo menos 918solicitações contra companheiros e ex este ano, só até 1º de agosto. O objetivo da operação é fazer valer a ordem judicial, mantendo o agressor longe. “Em dois anos e meio de atuação, nenhuma das assistidas foi agredida de novo”, orgulha-se a criadora. Às vezes, basta o engajamento dos “salvadores” para coibir reincidências.

Mas alguns insistem em continuar ameaçando. Se descumprirem a distância determinada, é emitido mandado de prisão preventiva. Foram efetuadas 60detenções pela ronda na capital. O número vai a 90 incluindo Feira de Santana, Paulo Afonso, Juazeiro e Itabuna, cidades onde já existe a operação. A luta que jamais termina ganha reforço do final deste mês até 10 de dezembro, quando organizações da sociedade civil e do poder público se engajam na campanha mundial 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

 

Aos 41 anos, Lúcia não pode aparecer com seu nome verdadeiro. O ex já foi preso duas vezes. Em ambas, saiu logo. Ela informa que há novo mandado de prisão, só que por falta de pensão alimentícia. Seu caso é um dos 607 atendidos pela ronda em Salvador.

Por duas décadas, ela se relacionou com um homem 15 anos mais velho. No começo, parecia só mulherengo, beberrão e ciumento demais. “Não fazia distinção entre homens e mulheres. Achava que todo mundo tinha caso comigo.” Controlava horários, xingava-a e acusava-a diante de saídas demoradas, criava proibições, rasgava roupas. Pela diferença de idade, Lúcia achava que ele até tinha razões para agir assim. “Aí a gente tenta fazer o máximo para a pessoa se sentir segura.” Aceitou tatuar o rosto dele nas costas. Vieram tapassocospontapés e uma gravidez interrompida. Houve até episódios de arma apontada para sua cabeça e a das crianças.

Foi alertada por uma advogada desconhecida que a fez reagir. Logo a ronda estava na sua casa. Sentia-se desesperada, à espera do pior. “Um policial falou: ‘Se ficar trancada, pode morrer? Se sair, pode morrer? Você tem a opção de sobreviver e salvar seus filhos. Estamos aqui para apoiá-la’.”

Sob stress constante, Lúcia conta sua história sem cronologia. Anota o que não deve esquecer. Já morou com as crianças em abrigo. Hoje, em casa, ainda sente medo. Tenta não ter rotina. Avisou na escola e, a cada dia, leva os filhos em um horário. “Tenho algemas invisíveis. Me sinto sem asas. Era o que ele falava: ‘Vou cortar suas asas e desempinar seu nariz’.” Lúcia respira ao receber os policiais. “A Ronda é minha família.”

 

O vínculo afetivo criado entre a Ronda Maria da Penha e as vítimas de violência é forte (Shai Andrade/CLAUDIA)

Casos tenebrosos

Essa analogia se repete. “A gente vive dentro da casa dessas mulheres”, justifica a major Denice, que já presenciou até soldado mexendo panela para uma atendida. “E teve uma criaturinha com gravidez decorrente de estupro do ex-parceiro que, no dia de parir, foi para nossa base em vez de ir ao hospital, o mais prudente. Era onde se sentia segura.” O episódio, segundo ela, retrata o tipo de vínculo criado com as vítimas.

A ronda faz visitas regulares. Também pode escoltá-las em audiências, por exemplo. Responde, ainda, a chamados de urgência – de março de 2015, o começo da operação, até setembro último, foram 310 em Salvador.

De segunda a segunda, duas guarnições vão às ruas, das 8 às 18 horas. Fora do expediente, as assistidas têm prioridade no serviço 190. Não é raro, contudo, que peçam ajuda direto pelo celular de um policial. É uma sequência de casos tenebrosos.

Em um deles, o ex-marido manteve a vítima em cárcere privado, torturando-a sem parar. Espancavaasfixiava. Até um rolo de macarrão para introduzir nela foi achado. Ao fugir, ela foi parar na ronda, antes de dar queixa. Outro agressor arrancou a falangeta de um dedo da sogra quando ela foi socorrer a filha em mais uma das sessões de violência que se sucediam havia dois anos. Uma das histórias mais marcantes para a major é a da bebezinha que tinha nascido com a marca nas costas de um chute do pai, dado na mãe durante a gravidez.

 

Não faz parte da rotina da comandante o corpo a corpo das ruas. Mas às vezes ela decide fazer visita. Quando chega à casa de Simone (nome fictício), 46 anos, moradora de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário, as duas logo engatam um papo. Simone sabe que o ex às vezes ainda transita pelo bairro, mas de carro ou ônibus. Não o vê. “Minha mãe falava: ‘Filha, nunca fique sozinha, a solidão não é boa’.

Hoje penso o inverso. Nada melhor do que estar na sua companhia, nada mais libertador.” Graduada em psicologia, com mestrado, a major nem a deixa terminar a frase quando ela ensaia dizer que não quer saber de namoro. “Você é uma mulher bonita!”, incentiva.

O agressor conquistou-a com um jeito galanteador. Nos três anos de convívio, não enxergou sinais de perigo. Até que ele mostrou as garras. “Minha irmã veio a minha casa com um amigo-namorado e a gente interagiu normalmente. Quando foram embora, ele começou a discutir, avisando que não queria homem aqui.” Simone foi à cozinha servir o almoço. Ele a seguiu. “Aí me deu um tapa, caí e bati as costas.

Levantei e disse: ‘O que é isso?’ Ele veio para cima.” Decretou que algumas mulheres ele preferia esfaquear. “E foi até o armário pegar a faca.” Ela fugiu. Deu queixa. Por um tempo, viveu apavorada. Sabia que ele bebia perto dali. “Ficava sentada de frente para a porta vigiando e pensando: ‘Ele vai vir e acabar comigo’.” Olhando para trás, vê que as coisas nunca foram tão bem quanto imaginava. “Até tentou ter relação à força comigo. Hoje falo e não choro.”

 

Num cenário de violência constante, a major Denice assume também o papel de amparo psicológico (Shai Andrade/CLAUDIA)

Filosofia da solução

Lidar com histórias tão carregadas de tinta pesa nos ombros. Os 28 policiais no grupo da major – homens são maioria, e ela os chama de “os meninos” – têm à disposição encontros terapêuticos e outros cuidados. A comandante recorre a uma tática extra para amenizar a carga. “Por mais grave que algo seja, sei que é melhor tratar não pelo viés do problema, mas pela solução e seus benefícios”, avalia.

“Viver um problema adoece muito mais do que saborear as possibilidades de solução.” Foi com essa filosofia que encarou um câncer no estômago, descoberto no mesmo período da criação da ronda. Depois de cerca de um ano gestando o projeto, inspirado na Patrulha Maria da Penha, do Rio Grande do Sul, foi forçada a se afastar. Assim, no início da operação, quem estava no comando era a capitã Ana Paula Costa de Queirós, hoje a subcomandante. Após a cirurgia, vieram sessões de quimioterapia. A major conta que nem haviam terminado quando retornou, embora precisasse fazer pausas. “Falo que a ronda me salvou. Eu me colocava em um lugar em que podia botar sorrisos e esperança na vida das pessoas.”

Desde o começo, a operação não se limita a fiscalizar as protetivas. Funciona em rede, integrada a outras instituições, para amparar as vítimas de forma global. Se precisam de assessoria jurídica, existe endereço certo para encaminhá-las. Assistência social ou suporte psicológico? Também tem. No próprio efetivo, há policiais graduados em direito e serviço social. Sem falar da major, que não se descola da formação de psicóloga.

Já interveio no conflito entre Elvira (nome fictício), 34 anos, e o filho adolescente. “Ele acha que a mãe exagera”, justifica a comandante. “Perguntei: ‘Você já viu seu pai bater nela?’ Confirmou. Falei: ‘Exagera, por quê? Quem agride uma, duas, três vezes pode matar. Sua mãe está lutando pela vida dela e pela sua’.”

 

Mas, naquela sexta 13, quem visita Elvira é a mesma guarnição da abertura desta reportagem. Ela mora em um morro. A viatura sobe as vielas com a soldada Raquel ao volante e o som ligado. Rola de MPB a pop. Desta vez, os dois policiais homens ficam fora, de guarda. A soldada Raquel desce a escada estreita que dá acesso à casa, no subsolo. Elvira informa que o ex não a tem incomodado mais.

Casaram-se quando ela nem havia completado 15. Foram 18 anos juntos. Lembra que começou bem, ficou ruim tempos depois e piorou pra valer quando ela descobriu uma traição. Ficou assustada, particularmente, com duas ocorrências pós-separação de agressão física e a informação de terceiros sobre a encomenda de sua morte. Familiares dele se envolveram em alguns ataques. Uma de suas ex–cunhadas mora na casa de cima. “Mas não me diz mais um ai”, conta Elvira, que caprichou no visual para receber a ronda. Agora está mais tranquila, tem novo parceiro.

“Quanto melhor a mulher estiver – psicológica, social e economicamente –, mais chances de não ser submetida a novas violências”, afirma a major Denice. Não à toa, a ronda promove ações que nada têm a ver com o trabalho policial. É o caso das 191 palestras já ministradas. Ou do programa Mulheres de Coragem, com oficinas que permitem troca de experiências e pretendem levantar a autoestima.

“O objetivo delas é empoderar as mulheres”, resume a capitã Paula. Podem ser de aromaterapia ou de arte e artesanato, até desenvolver habilidades que gerem renda. Muitas vivem em situação de extrema vulnerabilidade. Mesmo Lúcia, que construiu patrimônio considerável com o marido agressor, hoje pena para garantir o dinheiro do sustento e do tratamento do filho cardiopata. Precisa voltar a trabalhar, mas ainda não sabe como.

Em um quilombo em SImões Filho, mulher aprende de forma lúdica a identificar a violência em casa e a se proteger (Shai Andrade/CLAUDIA)

Plantação de tâmaras

A violência não dá trégua. De janeiro a agosto deste ano, foram registradas na Bahia mais de 32 mil ocorrências com vítimas mulheres de 18 anos ou mais – 7 240 em Salvador. Há nas estatísticas desde ameaças e lesões corporais até estupros e homicídios. Nem a major nem a equipe se dão por vencidas. “Não acredito que enxugamos gelo. Prefiro pensar que estamos plantando tâmaras”, afirma a capitã Paula. Refere-se a um ditado árabe antigo, anterior às tecnologias agrícolas. Ele diz que “quem planta tâmaras não colhe tâmaras”, pois os frutos levavam décadas para dar a graça. “Mas, se ninguém plantasse, as próximas gerações não teriam como desfrutar esse sabor.”

Em uma quarta-feira, o destino é um quilombo em Simões Filho, município da região metropolitana de Salvador considerado um dos mais violentos do país. Ali é realizada a Ciranda com a Ronda, ação preventiva que dirige o foco para áreas rurais, onde a informação é mais escassa. Ao ar livre, 28 mulheres participam do Jogo do Espelho. A proposta é ensinar como identificar a violência em casa e se proteger.

“Quisemos fazer isso de forma lúdica”, avisa a capitã Paula. Um enorme tabuleiro é estendido no chão. Cartas trazem situações aparentemente corriqueiras em um relacionamento, mas que representam algum dos cinco tipos de agressão contra a mulher – moral, psicológica, física, patrimonial e sexual. Revelam também uma reação feminina. A cada rodada, uma voluntária lança o dado, tira uma carta e torna-se protagonista da cena descrita. As demais votam se ela agiu bem ou mal, levantando mãozinhas de papel- -cartão com o polegar para cima ou para baixo. Livretos com a Lei Maria da Penha são distribuídos antes que a brincadeira séria termine em palmas e pedidos de bis.

 

Simultaneamente, em outra sombra de árvore, acontece a Ronda para Homens, uma já premiada atividade de prevenção com o outro lado. “É um clube do Bolinha”, explica o sargento Djair Moura do Rosário, que conduz o grupo. Assim, os participantes não ficam inibidos de falar abertamente sobre tudo. “A principal função é sensibilizá-los. Procuro fazer com que se ponham no lugar das mulheres.

Também busco alertá-los trazendo as inovações da lei.” Na Ronda desde o comecinho, o sargento conta que, no cotidiano das ruas, tem uma estratégia, como homem, para quebrar o gelo. Sempre tenta arrancar um sorriso, apesar de tudo. Brincando, já se ofereceu até para pôr um vestido de uma assistida se ela só quisesse se abrir com mulher.

Ao embarcar na viatura, o semblante da major Denice traduz a sensação de missão cumprida – e das mais árduas. “Para nós, policiais militares, combater a violência é o mais fácil. Trabalhar na prevenção, ser instrumento de diálogo e educação, é o difícil.” Ainda vai a um evento. Só relaxará ao pisar em casa, à noite, e reencontrar o marido e o filho, de 16 anos. “Os dois são bons parceiros e muito doces comigo.

Respeitam minhas escolhas e ausências”, ressalta. “Gosto de cozinhar para eles.” Outro porto seguro é a religião, o candomblé, herança da avó, mãe de santo. No discurso do Prêmio CLAUDIA, agradeceu a Deus e a duas divindades africanas, Tempo e Iansã, por deixá-la “de pé”. Parece que é só o que essa mulher forte e assumidamente acelerada precisa para continuar lutando com sua tropa.

Denice acompanha a ação na comunidade quilombola, situada numa das regiões mais violentas da Grande Salvador (Shai Andrade/CLAUDIA)

 

FONTE: CLAUDIA

Fichas de ex-governador e outros 3 presos da Lava Jato no RJ não têm fotos

As imagens obrigatórias para qualquer preso do sistema penitenciário do Rio de Janeiro não constam nas fichas do ex-governador Sérgio Cabral, nem dos deputados Jorge Picciani e Paulo Mello, nem do ex-secretário de Saúde Sérgio Cortes. No local onde deveria estar a foto, aparece a mensagem: “Imagem não autorizada”.

Só magistrados e servidores indicados podem acessar esses dados online. Caso a foto ainda não tenha sido incluída, o espaço reservado a ela aparece vazio. Diferente do que acontece com os quatro presos na operação Lava Jato do Rio.

No caso de Sérgio Cabral, a foto dele com uniforme de presidiário – que já tinha sido inserida no sistema – foi retirada. De acordo com o regulamento da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), quando um preso ingressa no sistema ele tem que ter ficha de identificação com dados e foto disponíveis.

O sistema é de responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária. O atual secretário, Erir Ribeiro, está na função desde março de 2015. Antes, foi comandante-geral da Polícia Militar durante a gestão de Sérgio Cabral.

Em junho o JN mostrou as regalias dos políticos no conjunto de presídios de Bangu

Em junho, o Jornal Nacional mostrou regalias de Sérgio Cabral e de outros presos da Lava Jato, quando eles ainda estavam no conjunto de presídios de Bangu. Imagens mostram o ex-governador circulando livremente pela cadeia e até mesmo fora da área reservada aos presos. As câmeras também mostraram que Cabral recebia encomendas não permitidas.

Também é possível ver um agente da Sispen, o Serviço de Inteligência ligado diretamente ao secretário de Administração Penitenciária – havia entrado na cela onde estava o ex-governador. Só que esse serviço não tem a missão de fiscalizar celas e nem de acompanhar a rotina dos presos.

Reforma de cadeia que recebeu políticos em Benfica foi polêmica

A própria reforma da cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, para receber os presos da Lava Jato que antes estavam em Bangu, também foi polêmica.

Há um mês, o RJTV mostrou que os presos da Lava Jato em Benfica tinham recebido um presentão. Uma sala de cinema com televisão de 65 polegadas e home theater. Depois que a sala foi revelada, os equipamentos foram retirados do local e doados a um orfanato.

Presídio de Benfica também passou a receber presas mulheres com nível superior

Nos últimos meses o presídio de Benfica passou a receber mulheres de nível superior. Antes, elas iam para uma unidade no Complexo de Bangu, para onde chegou a ser levada a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo ficou presa em dezembro do ano passado. Nesta quinta, ela teve a prisão domiciliar revogada e foi transferida para Benfica, por decisão do TRF. Além dela, outra ex-primeira-dama que está em Benfica é Rosinha Matheus.

Deputados que estavam detidos foram libertados pelo diretor do presídio sem alvará

Na semana passada, os deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, que estavam em Benfica e tiveram a prisão revogada depois de uma votação na assembleia, foram libertados pelo diretor do presídio sem o alvará de soltura expedido pela Justiça. Posteriormente, o TRF obrigou o trio a voltar para a mesma unidade.

A Vara de Execuções Penais informou que não tem responsabilidade sobre a inclusão de fotos e que a função dela é fiscalizar os presos e as unidades prisionais. A Seap ainda não se pronunciou a respeito da ausência das fotos nas fichas dos quatro internos.

FONTE: G1

SÉRGIO CABRAL É ZOMBADO EM JOGO DO VASCO

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é alvo de bullying pelos moradores da comunidade do Arará, que fica nos fundos da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. De acordo com informações obtidas pelo RJTV, em dias de jogo do Vasco, alguns moradores da área zombam do político, conhecido torcedor do time, quando o clube perde.

Os políticos detidos têm feito reclamações, pois as celas destinadas aos presos por corrupção não ficam de frente para a fachada do presídio, mas sim voltadas para a comunidade. Os bailes funk que acontecem principalmente aos fins de semana têm atormentado os detentos e sido alvo de reclamações.

Além de Cabral, os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha estão na prisão. Garotinho está em área separada por ser considerado inimigo político dos outros presos. Já Rosinha está em uma ala feminina.

Cela de 16 metros quadrados (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Pai e filho na mesma cela

O presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Jorge Picciani divide cela com o filho Felipe Picciani. No mesmo espaço estão o deputado estadual Edson Albertassi e Rogério Onofre, ex-presidente do Detro.

Cabral divide espaço com Flávio Melo, ex-PM; um enfermeiro chamado Alex; Wilson Carlos, ex-secretário de seu governo; e o empresário Marco Antônio Luca. Fontes indicam que Cabral e outros presos se recusam a comer a comida servida no presídio e se alimentam somente com o que é trazido pelas famílias.

No segundo andar do presídio estão o empresário do setor de transportes Jacob Barata Filho, que divide cela com Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), e outro empresário de ônibus.

Carlos Miranda, apontado como operador financeiro do esquema chefiado por Cabral, divide cela com o ex-secretário de Obras Hudson Braga. Já o ex-secretário de Saúde Sérgio Cortes compartilha o espaço com os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita.

Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica (Foto: Reprodução/ TV Globo)

FONTE: G1

Garotinho evita banho de sol para não encontrar Cabral e Picciani

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho optou por não participar do banho de sol nesta quinta-feira (23) na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio. Após conversar com seu cliente, o advogado Carlos Azeredo afirmou que Garotinho teme por sua integridade física.

Garotinho e Rosinha foram presos na última quarta-feira (22) por corrupção e crimes eleitorais. O casal nega.

“Eu perguntei se ele encontrou com algum preso da (Operação) Lava Jato durante o banho de sol e ele falou que não. Mas ele disse que teme pela segurança dele porque está em um corredor sozinho e em uma cela sozinho. É um corredor intermediário e o próximo seria o corredor dos presos da Lava Jato”, disse.

“Eles não foram ao banho de sol hoje, nem a Rosinha e nem o Garotinho. Ele não tem nenhum privilégio, ele está em uma cela isolada, em um corredor sozinho. Acredito que tenha sido uma opção própria [não ter participado do banho de sol. Ele está com medo. Um banho de sol na presença de todas essas pessoas que ele denunciou, ele corre um sério risco de vida”, completou o advogado.

Carlos Azeredo afirmou ainda que já deu entrada em habeas corpus para seus dois clientes, Anthony Garotinho e Rosinha Mateus. A defesa ainda vai tentar a mudança de presídio alegando que a permanência na cadeia pública de Benfica significa um risco à integridade física dos clientes.

“O Garotinho está em uma galeria isolada, em uma cela sozinho. A Rosinha não, já está acompanhada com outras internas. A conversa com eles foi passando a respeito do HC do Garotinho e Rosinha” (…) “ [O habeas corpus]Já foi distribuído. Eu estou indo lá para o TRE para tentar despachar o HC tanto da Rosinha, quanto do Garotinho”, disse Azeredo.

FONTE: G1

Vera Fischer fala sobre como escapava de testes do sofá

A atriz Vera Fischer, que completa 67 anos na próxima segunda-feira (27) – 48 de vida pública, desde que foi eleita Miss Brasil 1969 –, foi entrevistada pelo Programa do Bial na última terça-feira (21). Entre diversos assuntos, Vera comentou sobre os chamados “teste do sofá”, nome popular dado aos abusos sexuais cometidos por diretores e produtores nos bastidores de novelas e cinemas.

Enquanto Hollywood vive um momento especial em que as mulheres tomaram coragem para denunciar os homens que cometeram esse tipo de assédio em suas trajetórias, no Brasil o assunto segue sendo um tabu – apenas o ator José Mayer teve sua carreira afetada ao ser denunciado por abuso sexual. No entanto, o tema foi abordado durante a entrevista.

Pegando como gancho o próximo trabalho da atriz, a série Assédio – sobre o ex-médico Roger Abdelmassih em que Vera interpretará a apresentadora Hebe Camargo–, Bial perguntou se ela sofreu assédio no início a sua carreira e se o “teste de sofá” era norma na época.

“Tanto no cinema quanto na televisão passei por diretores e produtores, recebi cantadas, mas sou espertinha, né? Eu fazia cada coisa terrível com eles, não sei se posso contar aqui”, disse.

O apresentador autorizou e ela prosseguiu: “Eu falava que chegou a menstruação, que era muito sangue, nojento, a pessoa nunca mais olhava para mim. Na outra semana o outro vinha e eu dizia ‘estou com uma doença aqui, pode ser que pegue’, já me saía bem de novo. Eu passei minha vida de jovem na TV e no cinema assim. Ninguém mais queria… ‘Essa aí não, tá sempre com problema‘”, disse Vera rindo.

“Mas você há de convir que é terrível uma atriz ter de recorrer a esses expedientes uma carreira inteira”, reforçou Bial antes de comentar os casos do showbiz americano. “Agora  maré virou”, disse. E Vera apoiou: “E virou sério! Tem que botar a boca no trombone mesmo. Tem que falar!”

 

 

Fonte: CLAUDIA

Leandra Leal declara-se para filha e fala sobre racismo

A atriz Leandra Leal, 34 anosusou suas redes sociais para discutir o racismo no Dia da Consciência Negra. Em um texto emocionante dedicado à filha, falou sobre a experiência da maternidade e comprometeu-se a apoiá-la em todos os momentos da vida — ainda que não possa compreender exatamente o que é enfrentar o preconceito racial.

Confira:

“Eu, que sempre lutei por liberdade e igualdade, que sempre me indignei contra a injustiça, intolerância, machismo e preconceito. Eu, que sempre me considerei politizada e consciente, cai na terra quando fui mãe. De alguma forma, a maternidade intensificou isso tudo. Acho que toda mãe passa por esse processo: tem medo desse mundo, tem dúvidas de como criar sua filha para ser forte e potente, capaz de autonomia e enfrentamento. Capaz de amar o outro como a si próprio. Ser mãe me fez uma pessoa muito mais conectada ao outro. Agradeço tudo o que eu venho vivendo. A descoberta desse amor e dessa vida, dessa consciência nova, desse novo olhar para o mundo. Dessa vontade de construir um novo normal com a minha filha.
Mas eu, como branca, mãe de uma menina negra, abre-se um outro portal nesse Brasil de hoje. Eu me abri e me coloquei num lugar que, por mais que eu tivesse consciência da sua existência, eu não sentia. E pior, eu nunca vou sentir. Eu nunca vou poder de fato compartilhar o sentimento da minha filha ao sofrer preconceito. Eu vou me indignar junto, vou consolar, vou lutar junto, vou fazer de tudo para que ela tenha autoestima forte, mas essa experiência vai ser só dela. O que eu posso fazer é tornar essa luta minha também. É criá-la forte, como minha mãe me criou, é dar autoestima, consciência, liberdade e amor. É dentro do meu lugar de fala, contar para outros brancos como nós somos privilegiados e como precisamos abrir mão desses privilégios! Como não precisamos ficar provando com discursos que nós não somos racistas, quando na verdade precisamos ouvir quem passa por isso e reconhecer que o buraco é muito mais embaixo. Reconhecer que somos, sim, resultado de um processo histórico onde alguns foram privilegiados e muitos, excluídos. Hoje pode ser um dia para nós, como sociedade, buscarmos a compreensão da nossa realidade: uma sociedade que é diversa, plural, desigual e racista. 
Eu, como mãe da Julia, agradeço infinitamente a oportunidade de ser sua mãe e me comprometo a estar do seu lado nessa luta, minha filha. Para todo o sempre.” 

 

FONTE: CLAUDIA

Morreu ontem o 120° Policial Militar no Rio

Rodrigo Tavares estava internado desde sábado (18) no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. A morte foi confirmada pela Secretaria de Saúde.

20/11/2017 18h09  Atualizado há 2 horas

O sargento da Polícia Militar, Rodrigo Tavares, morreu na tarde desta segunda-feira (20) no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Ele estava internado na unidade desde o último sábado (18) após ter sido baleado na cabeça.

Rodrigo Tavares é o 120º policial assassinado este ano. O agente era casado e não deixa filhos. A informação da morte foi confirmada, em nota, pela Secretaria Estadual de Saúde.

O sargento era lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) e estava de folga. Ele chegava em casa quando foi abordado por criminosos armados que estavam em uma moto. Rodrigo foi socorrido por familiares e foi submetido a cirurgia.

Também foi socorrido no mesmo hospital um dos suspeitos da tentativa do assalto, que foi baleado pelo PM. Com o suspeito ferido, os policiais apreenderam uma pistola. A moto usada no crime também foi apreendida.

O enterro será no Cemitério Parque da Paz, no bairro Pacheco, em São Gonçalo, nesta terça-feira (21), às 17h. O corpo será velado na capela 3.

Fonte: g1.com

Operação das Forças Armadas na Rocinha custou milhões

Ministério da Defesa gastou R$ 7,1 milhões na Rocinha, enquanto que outras quatro comunidades gasto foi de R$ 5,2 milhões. Guerra na favela completou dois meses.

Polícia e Forças Armadas fazem grande operação em comunidades do Rio

guerra na Favela da Rocinha, na Zona Sul, completou dois meses e, de acordo com dados obtidos pela GloboNews, o apoio das Forças Armadas custou mais de R$ 7 milhões. A ação foi mais cara do que a soma de quatro operações em outras comunidades. Mesmo assim, a paz ainda está longe dos moradores.

Neste fim de semana um suspeito de tráfico foi morto na Rocinha em confronto com a polícia. Em outro ponto da favela dois menores foram apreendidos com uma arma. Moradores dizem que o clima ainda é de apreensão, principalmente na parte alta do morro, dois meses depois de começar uma guerra entre traficantes.

O governo do Rio pediu ajuda às Forças Armadas que já tinha cercado a comunidade em setembro. E depois voltaram por mais dois dias em outubro. A Polícia Civil diz que 60 suspeitos foram presos nesses dois meses. Foram apreendidas mais duas toneladas de drogas e cerca 70 armas apreendias. Dezenove suspeitos morreram.

E uma turista também morreu. A espanhola Maria Esperanza que fazia turismo na favela morreu baleada quando o carro em que estava não parou numa blitz policial.

Os alunos da Rocinha perderam 13 dias de aulas, desde o começo dos confrontos. A Polícia Militar diz quem mantém o patrulhamento reforçado com 550 homens na favela.

Dados obtidos com exclusividade pela Globonews, pela Lei de Acesso à Informação, mostram que o Ministério da Defesa gastou R$ 7,1 milhões com o cerco das Forças Armadas à Favela da Rocinha. Mais do que as quatro operações em outras comunidades, que custou R$ 5,2 milhões. Essa conta inclui alimentação dos militares, combustível, munição, passagens aéreas e outros gastos nos 19 dias em que as Forças Armadas estiveram na Rocinha.

Fonte: g1.com

Veja mudanças nas certidões, que passam a valer nesta terça (21)

Registros serão emitidos com número de CPF obrigatoriamente.

 

Novos modelos de formulários para certidões de nascimento, casamento e óbito, que serão confeccionados pela Casa da Moeda (Foto: Divulgação/MJ)

As certidões de nascimento, casamento e óbito passam a ser diferentes a partir desta terça-feira (21). O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mudou os registros que passaram a conter, entre outras coisas, o número do CPF. A intenção é a de que o documento se torne o número de identidade civil único.

Outra mudança é que os documentos passam a levar o termo “filiação” e não mais o termo “genitores”. De acordo com o governo, é possível o recém-nascido ter dois pais, duas mães, uma mãe e dois pais e assim por diante. O mesmo vale para casais que tenham optado por técnicas de reprodução assistida, como é o caso da barriga de aluguel e da doação de material genético. Todas as mudanças passam a valer em todo o Brasil.

Nas certidões de óbito, o lançamento de todos os documentos permitirá o cancelamento automático dos documentos do falecido pelos órgãos públicos, contribuindo para a diminuição de fraudes.

Veja mais informações sobre as mudanças no site do CNJ.

Fonte: g1.com

TRF tem nova sessão extraordinária sobre Picciani, Albertassi e Paulo Melo

Ação penal contra os deputados do PMDB volta a ser discutida nesta terça-feira (21) na Justiça Federal.