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LUIS FERNANDO GUIMARÃES EM BANGU

Luiz Fernando Guimarães em O Impecável
Um ator, um salão de beleza e oito personagens de tirar o fôlego. Em “O Impecável”, o público é transportado para uma tarde de sábado na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde conhece uma turma com histórias nada convencionais para contar. Dando vida a todas elas está Luiz Fernando Guimarães, que não precisa de mais do que um palco mobiliado com uma bancada e uma cadeira com secador de cabelo para arrancar boas risadas da plateia

Durante o monólogo, o salão Impecável Beautyrecebe pessoas com muitos vícios, poucas virtudes e ótimas histórias. Seus funcionários são personalidades no mínimo exóticas: Seu Francisco, o faxineiro, é um evangélico fervoroso e trabalhador. Já Ednardo, o atendente que deveria dar as boas-vindas, não passa de um preguiçoso que tenta se dar bem enganando a patroa no horário de serviço. Chanderley é a responsável pelas unhas dos clientes, mas parte de sua renda vem de “serviços extras” prestados nas madrugadas em Copacabana. O cabelereiro Guido vive se gabando dos inúmeros diplomas e de toda sua masculinidade, enquanto Serginho – que não cansa de se autodenominar um hairstylist de mão cheia – passa mais tempo inventando cortes de cabelo inusitados do que realmente atendendo a clientela

Pelos cuidados dos funcionários passa o Dr. Ivan, um psicólogo boa praça que começou a ser mais vaidoso depois de sofrer a vida inteira com os apelidos ligados à sua aparência nada exuberante. O estabelecimento também recebe Rodolfo, o solteirão que chega para levar a mãe para dar uma repaginada no visual e fica tempo suficiente para trocar dois dedos de prosa com os profissionais. A dona do local, Eleonora, é outra figura nada comum: ex-miss, pouco liga para seu empreendimento, fruto do dinheiro herdado do ex-marido

No espetáculo, ator, luz e música servem ao primeiro texto não-musical de Charles Möeller e Claudio Botelho. Emum teatro sem enfeites, Marcus Alvisi assina a direção do monólogo apresentado em um cenário que traz apenas o essencial para dar o clima de burburinho característico dos salões de beleza.

dias 17 e 18 as 21horas

Peça O Impecável com Luiz Fernando Guimarães no Theatro Bangu

VAMOS AO TEATRO?

Estamos chegando Rio de Janeiro!!

Depois de nossas temporadas nos anos anteriores pelo interior de Minas Gerais e Rio de Janeiro estaremos em cartaz no Teatro Arthur Azevedo – Campo Grande – Zona Oeste; contemplados pelo edital da FUNARJ.

CONHECE O TEATRO ARTUR AZEVEDO EM CAMPO GRANDE?

 

 

O Teatro Arthur Azevedo foi inaugurado em 18 de agosto de 1956, pelo embaixador Francisco Negrão de Lima, então prefeito do Distrito Federal, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek.

O nome do teatro é uma justa homenagem ao maranhense Arthur Azevedo (1855-1908), que, dando continuidade à obra de Martins Pena, consolidou o gênero da comédia de costumes brasileira do final da monarquia e início da república. O jornalista e escritor foi também um dos responsáveis pela construção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado logo após sua morte em 22 de outubro de 1908.

Localizado em Campo Grande, zona oeste do Rio, conhecido antigamente como o único teatro da zona rural do estado, o Teatro Arthur Azevedo já passou por algumas obras. O palco italiano foi reformado este ano, em 2009, para melhorar as condições de infra-estrutura para produções dos espetáculos.

Passaram pela direção do Teatro Arthur Azevedo professores, cantores de ópera, funcionários públicos, atores e dramaturgos, entre eles Odir Ramos, Celso Cordeiro, Ney Ayala, Claudio Freire e Ronaldo Silva, João das Neves, Rogério Fróes e Camila Amado. Em junho de 2008, quem assumiu a direção do Teatro foi o ator Moises Bittencourt.

Há rampas de acesso à plateia e banheiro adaptado para portadores de necessidades especiais

Campo Grande – História do Bairro

Campo Grande é o bairro mais extenso e que tem o maior contingente populacional da cidade do Rio de Janeiro. Para chegar a abrigar tanta gente, a região passou por muitas mudanças e histórias. Antes da fundação da cidade, a região de Campo Grande era habitada por índios da tribo Picinguaba. Após 1565, esse território passou a pertencer à grande Sesmaria de Irajá.

Em 1673, toda a área que hoje corresponde a Campo Grande foi desligada da Sesmaria de Irajá e doada a Barcelos Domingos. Ainda foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, marco da ocupação territorial”. Conta o historiador Maurício Santos.

 

Como em boa parte da cidade do Rio de Janeiro nessa época, em Campo Grande era cultivada cana-de-açúcar, além da criação de gado bovino. A influência dos jesuítas, muito presentes na região onde hoje fica Santa Cruz, também foi forte em Campo Grande.

Embora tenha havido um grande esforço dos jesuítas para urbanizar a região, Campo Grande passou séculos limitado a um espaço rural. Somente no final do século XVIII, a Freguesia de Campo Grande, como a área era conhecida na época, começou a prosperar.

O crescimento urbano, como em quase toda a cidade do Rio de Janeiro, se deu em volta da religião e da água. Explica-se: a região de Campo Grande se desenvolveu nos entornos da Igreja de Nossa Senhora do Desterro e do poço que a Paróquia possuía.

Mesmo com o relativo crescimento, Campo Grande manteve um caráter rural. A partir da metade do século XIX, a região viu a implantação de uma estação da Estrada de Ferro D. Pedro II, em 1878. O transporte ferroviário facilitou o povoamento da área, o que ajudou a urbanizar mais intensamente uma parte do bairro.

No ano 1915, os bondes de tração animal deram lugar aos elétricos. Isso possibilitou ainda mais a integração da região com outras áreas mais urbanizadas. Essa troca colaborou com aformação de um forte comércio interno em Campo Grande, que prevalece até hoje em dia.

 

Agricultura

Sem nunca perder a vocação para a agricultura e sendo de extrema importância para o país em um momento econômico mundial complicado, por conta da Segunda Grande Guerra, a cidade foi considerada uma grande região produtora de laranjas, o que lhe rendeu o apelido “Citrolândia”.

A grandiosa industrialização de regiões próximas como Bangu, por exemplo, surtiram algumas mudanças em Campo Grande. Algumas empresas se instalaram no bairro após essa onda industrial. Outro ponto histórico é a presença de cristãos reformados, que deixaram a sua marca no bairro construindo muitas igrejas protestantes.

Nossa página tem um foco especial neste bairro e em suas adjacências, veja nossas notícias e serviços prestados na região.

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