Roger Henri, maestro que criou vinhetas e trilhas sonoras históricas da TV Globo, morreu nesta sexta-feira (6). Ele trabalhou por quatro décadas na emissora e compôs, entre outras, a abertura do Supercine, além de arranjos e temas para o “Globo Repórter” e o “Fantástico”.
Como atuava nos bastidores, criando músicas para cenas e aberturas de programas, Henri costumava se chamar de “homem invisível” da televisão brasileira. Além disso, sua carreira incluiu trabalhos para discos, shows, novelas, minisséries e cinema.
Roger Henri construiu carreira musical na Globo e fora da emissora
Nascido em 1955, em Niterói, Henri compôs a trilha sonora do curta-metragem “O mágico”, de Luiz Bandeira de Mello. Entre 1981 e 1984, dirigiu musicalmente festivais em Minas Gerais. Em 1981, por sua vez, atuou como arranjador e regente no Festival da Canção da TV Globo, pela gravadora RGE.
Na época, trabalhou como produtor musical e arranjador em discos da RGE, RCA, Polyram e Som Livre. Em seguida, entre 1983 e 1986, assumiu a direção musical de shows na Sala Funarte, no Rio de Janeiro.
Na segunda metade dos anos 1980, criou e produziu jingles e trilhas para comerciais e documentários pela Timbre Som e Imagem Ltda. Ao mesmo tempo, apresentou-se como tecladista, arranjador e compositor em eventos instrumentais da Sala Funarte e do Jazzmania.
Essas apresentações ocorreram no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Maksoud Plazza (150 Night Club) e em Curitiba, no Teatro Bento Munhoz, também conhecido como Guairão. Além disso, em 1989, Henri compôs arranjos para a Orquestra Harmônicas de Curitiba.
Roger Henri criou trilhas para programas, novelas e minisséries
Henri entrou na Rede Globo de Televisão em 1983. Até 1990, trabalhou como maestro e produtor musical, responsável por criar várias assinaturas musicais para vinhetas da emissora.
De 1990 a 1995, produziu e arranjou discos com trilhas de telenovelas e minisséries da Globo pela Som Livre. Além disso, compôs trilhas incidentais e temas orquestrados. Até 1995, criou e produziu trilhas e aberturas para as retrospectivas jornalísticas da emissora.
Entre 1991 e 1998, respondeu pela produção musical do “Globo Repórter” e compôs e orquestrou temas para o “Fantástico”. Além disso, fez produção musical, arranjos e composições para produções como “Memorial de Maria Moura”, “Engraçadinha” e “Decadência”.
Entre 1998 e 2000, criou e produziu a trilha sonora do programa “No limite”. Além disso, Henri criou trilhas incidentais e fez a produção musical das novelas “Força de um desejo” e “Anjo mau”.
Maestro trabalhou com artistas e compôs para cinema
Fora da televisão, Henri fez arranjos e produziu discos para RGE, Continental e Som Livre. Na Som Livre, arranjou o álbum “Tributo a um campeão”, em homenagem ao piloto Ayrton Senna.
O músico também compôs, arranjou e dirigiu musicalmente o longa-metragem “Era uma vez”, do cineasta Arthuro Uranga. Como diretor de shows, trabalhou com Leila Pinheiro, Sérgio Ricardo, Carmem Costa e Fátima Guedes. Além disso, participou de apresentações com Ney Matogrosso.
Suas músicas foram gravadas por Daniela Mercury, Nana Caymmi, Simone, Sandra de Sá, Rosa Maria e Danilo Caymmi. Henri ainda criou o arranjo do Hino Nacional gravado por Fafá de Belém e arranjou uma música inédita de Tom Jobim para o documentário “Pelé”.
Como arranjador, Henri também trabalhou em discos de Xuxa, Nana Caymmi, Danilo Caymmi, Fafá de Belém, Fagner, Daniela Mercury, Pery Ribeiro, Sílvio Cézar, Dorival Caymmi e Leila Pinheiro.