Arquivo da categoria: Entretenimento

Brasileiro é expulso do ‘Big Brother Reino Unido’

“Depois de um novo incidente, Rodrigo foi retirado da casa do Big Brother e não vai voltar”,

A mensagem inicialmente foi postada no Twitter e em seguida foi publicada no site oficial da atração.

Rodrigo Alves compartilhou em sua rede social reportagens que afirmam que ele desistiu do programa de TV. Ao site The Sun, ele disse que pediu para sair, porque “não aguentou” ficar sem seu celular.

Ele já havia gerado uma série de reclamações por ter usado palavras racista duas vezes em uma das festas do Big Brother.

Rodrigo Alves nasceu em São Paulo e, atualmente, mora em Londres.

 

Fonte: Estadão

Morre Adelina, a avó com Alzheimer que conquistou a internet

Morreu na terça-feira (21), a idosa Adelina de Sousa Sales, aos 85 anos. Ela sofria com Alzheimer e ficou conhecida na internet por meio de vídeos que gravava com o neto, Benedito Aarão, 30. Moradores de Águas Claras, no Distrito Federal, avó e neto vivam uma “novelinha” no Youtube e no Facebook, onde o jovem mostrava ao público como é a convivência com a doença.

O comunicado do falecimento foi feito por Benedito em uma live no Facebook. “Deus resolveu levar nossa princesa. Deus resolveu levar a vozinha. Minha princesa, a mulher mais encantadora que conheci”, lamentou ele, bastante emocionado. “Ela tinha muito medo da morte, não queria morrer. Lutou muito para se manter viva”, completou.

 

 

O velório ocorre nesta quarta-feira (22), no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga. Ainda no vídeo em que comunicou a partida da avó, Benedito convidou o público para o último adeus.

Os vídeos

Em 2017, o Jornal de Brasília contou a história da dupla que conquistou a internet. A ideia dos vídeos surgiu pouco depois de Adelina ser diagnosticada com Alzheimer. Benedito abriu mão do emprego e de outras oportunidades para cuidar da avó. Inicialmente, a intenção das publicações era mostrar para os amigos de escola e do serviço o quanto a vozinha era legal e divertida.

À época, o chefe do Centro de Medicina do Idoso (CMI), Marco Polo, explicou que o Alzheimer é um tipo de demência específica neurodegenerativa, cujas causas diretas e imediatas ainda não foram identificadas. Segundo ele, a doença tem a ver com a hipertensão não tratada na meia-idade, diabetes, tabagismo, sedentarismo e colesterol elevado. Dois fatores socioambientais relacionados ao Alzheimer podem também ser o baixo nível de escolaridade e depressão não tratada na juventude. Leia a matéria completa aqui.

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Madonna faz tributo à Aretha Franklin no VMA 2018: ‘Vida longa à Rainha’

Madonna protagonizou mais um momento icônico no Video Music Awards. Na edição de 2018, a cantora subiu ao palco da premiação para apresentar o prêmio de Clipe do Ano. Também para uma homenagem à Aretha Franklin, que faleceu na quinta (16) aos 76 anos, após luta contra o câncer – mesmo dia em que Madonna completou 60 anos. No discurso, a intérprete do hit “Like a Virgin” exaltou a importância da Rainha do Soul em sua carreira musical.

Madonna cantou música de Aretha Franklin em teste: ‘Conhecia de cor’

Em seu discurso, a artista contou sobre um teste que fez no início da carreira e recordou que a música escolhida foi um sucesso de Aretha. “Um dia, estavam procurando cantores de backing vocal para a sua turnê mundial. A audição foi muito bem e eles me perguntaram se eu tinha uma música preparada. Eu entrei em pânico. Eu tive que pensar rápido, porque meu futuro estava nas minhas mãos. Um dos meus discos favoritos era da Aretha Franklin. Eu não pensei duas vezes: ‘You make me feel – (A Natural Woman)’. Eu conhecia ela de cor e queria cantar acapela. Os produtores não acreditaram em mim”, lamentou. “Eu só cheguei na ponta do palco e comecei a cantar. Quando eu terminei. Eles falaram: ‘Nós vamos te ligar um dia’. Me ligaram e falaram que achavam que eu tinha potencial”, acrescentou.

‘Vida longa à Rainha’, declarou a cantora

Por fim, Madonna dedicou seu sucesso à cantora. “Nada disso teria acontecido sem a Rainha do soul. Ela me trouxe para onde eu estou hoje e ela influenciou tantas pessoas neste lugar, hoje. Eu quero agradecer você, Aretha, por nos empoderar. R-e-s-p-e-c-t. Vida longa à Rainha”, concluiu ela. No after, a estrela cumprimentou famosos e fez vídeo dando selinho na rapper Nicki Minaj.

Victor & Leo anunciam separação após 26 anos de carreira

A dupla Victor & Leo vai se separar por tempo indeterminado. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (06) pela assessoria de imprensa dos artistas. Após 26 anos de carreira, os sertanejos darão continuidade a projetos pessoais, entre eles a carreira de escritor que começa a ser trilhada por Leo Chaves, de 41 anos. No último fim de semana, o músico lançou o livro “No colo dos anjos”, na Bienal de São Paulo.

A dupla cumprirá a agenda de shows até o fim de setembro. Nesta semana, os dois ainda têm o lançamento do último trabalho juntos, o DVD, “O cantor no sertão”, que resgata sua música de raiz. Além da carreira de escritor, Leo Chaves planeja seguir como palestrante. Nos eventos para os quais é contratado, o sertanejo também faz apresentações musicais em formato de pocket show.

Desde 2017, quando o cantor Victor foi denunciado por agressões físicas à mulher, Poliana Bagatini, havia especulações de que o trabalho da dupla estaria ameaçado. À época, Victor & Leo deixaram de fazer parte do time de jurados do programa “The voice Brasil”, da TV Globo, mas a assessoria de imprensa dos cantores afirmou que eles não tinham planos de desfazer a dupla.

CANTORA É INTERNADA NO RJ!!

A cantora Maria Bethânia, de 72 anos, foi internada no Rio de Janeiro neste sábado (7/7). A artista foi vítima de uma virose e decidiu aproveitar a passagem pelo Hospital Samaritano para fazer uma bateria de exames.

De acordo com a assessoria de Bethânia, cuja carreira musical já soma mais de 50 anos, ela passa bem e não há qualquer gravidade em sua situação.

Bethânia, que é irmã de Caetano Veloso, deve receber alta no domingo, 8. Como a cantora estava em férias, não houve necessidade de alterar nenhuma data de sua agenda de shows.

FESTA JUNINA!!! WEST SHOPPING!!! VOCÊ NÃO PODE PERDER!!! TRAGA SUA FAMILIA!!

West Shopping promove uma das maiores festas juninas da Zona Oeste carioca

Nos próximos dois fins de semana, o West Shopping, em Campo Grande, realizará o ‘Arraiá do Amô’, um dos maiores ‘arraiás’ da Zona Oeste carioca. Durante esses dias, os clientes e suas famílias contarão com uma estrutura de festa junina jamais vista no Empreendimento, onde haverá um palco especial para shows de forró e sertanejo, além de karaokê ao vivo, área kids, barraquinhas de comidas típicas e apresentação de tradicionais quadrilhas. O evento tem entrada gratuita e acontecerá no Estacionamento Coberto (G3 – Edifício Principal), às sextas, das 16h às 22h, e aos sábados e domingos, das 14h às 22h. A empresa responsável pela organização é a produtora DosReis.
Para animar o público e colocar todos para dançar, durante todo o evento, o que não faltará é música, dos mais variados estilos, para que possam se divertir para valer. A programação musical contará com dois supershows – do cantor João Gabriel (17/06, às 18h30) e da dupla sertaneja Fabiano & Bonatto (24/06, às 18h30). O forró marcará presença com os trios Balanço Bom (15/06, às 19h) e Peneirado (22/06, às 19h), e o pop sertanejo com Rennata (16/06, às 19h). Para quem curte soltar a voz, o grupo Kariocante ficará à frente de um animado karaokê (23/06, às 19h). Além disso, os dias de evento serão embalados pelo som de DJ’s. Todas as atrações são gratuitas.
A estrutura do ‘Arraiá do Amô’ terá uma cenografia especial e temática, onde predominará texturas e fibras naturais, além de diversos elementos inspirados na ‘roça’, inclusive as alegres e tradicionais bandeirinhas. No espaço, localizado no Estacionamento Coberto (G3 – Edifício Principal), para o conforto e comodidade de todos, serão disponibilizadas mesas e cadeiras, sem nenhuma cobrança adicional.
A gastronomia típica terá um lugar reservado e será um dos pontos altos da festa. Barraquinhas venderão as tradicionais comidas juninas – milho, cachorro-quente, cocada, pé-de-moleque, bolos especiais, caldos, dentre outros pratos deliciosos. Ainda no local, se poderá encontrar hambúrgueres gourmets e diversos tipos de bebidas, como cerveja e vinho. Cervejarias artesanais renomadas já confirmaram presença para a alegria dos apreciadores. E para a garotada, a área kids promete ser a ‘atração principal’, com brincadeiras que não podem faltar em uma festa junina: pescaria, argola, boca do palhaço, correio elegante, bola ao alvo, entre outras.
A entrada é gratuita, mas quem deseja ‘fazer bonito’ e doar alimentos não-perecíveis para instituições baseadas na Zona Oeste do Rio, poderão deixá-los em uma ‘urna de doações’, localizada na entrada principal do evento.
Serviço:
West Shopping promove uma das maiores festas juninas da Zona Oeste carioca
Datas: Dias 15, 16, 17, 22, 23 e 24 de junho de 2018
Local: Estacionamento Coberto (G3 – Edifício Principal)
Horário: Sextas, das 16h às 22h. Sábados e domingos, das 14h às 22h.
Entrada Grátis | Alimentos não-perecíveis de forma opcional.
O West Shopping fica na Estrada do Mendanha, 555, Campo Grande / RJ – Tel.: (21) 3178-9501/9502.

Antigo Campo Grande

Homens devem ter atenção à higiene na hora de fazer a barba nos salões

O cuidado com a higiene nos salões de beleza foi intensificado nos últimos anos. Quem faz as unhas passou a ter mais atenção com a procedência dos equipamentos utilizados para manicure e pedicure, mas as precauções não devem se restringir a esse público. Mais do que cervejas especiais, os homens precisam ter prudência com a higienização dos kits usados nas barbearias – pentes, máquinas e lâminas de barbear – ou podem ficar expostos a mazelas transmitidas por vírus, fungos, bactérias e até parasitas.

O dermatologista da clínica Singular Medicina e Estética, Wesley Ferreira, lembra que todo objeto cortante deve ser descartado ou esterilizado para os clientes não ficarem vulneráveis a doenças transmitidas pelo sangue, como hepatites B, C e Aids.

Os pentes e escovas também precisam ser higienizados ou podem causar doenças provocadas por fungos, bactérias, parasitas e escabiose, como caspa, furúnculos, piolho e sarna. A limpeza recomendada pela Vigilância Sanitária para esses objetos é simples, feita com água e água sanitária.

Ferreira faz um alerta aos pais: “As crianças são as mais propensas à contaminação, pois o sistema imunológico delas ainda não está formado”. Ele reforça a importância de procurar um dermatologista ao se perceber o surgimento de descamações no couro cabeludo ou no rosto, bolhas, crostas e vermelhidão na pele (rubor conhecido como eritema).

O diagnóstico é feito a olho nu, em exames dermatológicos, ou com o auxílio da lâmpada de Wood, uma espécie de luz negra que ressalta infecções com o uso de uma coloração diferente. O tratamento é administrado com antifúngicos ou antibióticos.

Dia a dia no salão
Para Luiz Marcelo, 34 anos, profissional e educador do Instituto Hélio, fazer a barba é um ritual e pode até parecer um procedimento cirúrgico para quem não está acostumado com as normas de segurança. “Faço questão de abrir meus equipamentos aos olhos do cliente. Ele precisa ter essa garantia”, ressalta.

VINICIUS SANTA ROSA/ METRÓPOLES

Luiz Marcelo

 

Luiz Marcelo atua há 16 anos na profissão e lembra que o uso de luvas é uma exigência recente. “Se você está fazendo uma barba e, por algum motivo, acontece um corte, elas são necessárias para remediar a situação. Antes, os barbeiros colocavam a mão diretamente na pele do cliente para estancar o sangue”, lembra o profissional.

Além disso, ele ressalta a importância de ter várias navalhetes à mão para uso diário. A de metal é a preferida dos barbeiros, pois é higienizada e usada novamente. “A autoclave [máquina que faz a esterilização de alicates e navalhetes] demora em média 50 minutos para completar a limpeza dos equipamentos, então tenho sempre de 12 a 16 navalhetes comigo, para minimizar os riscos para os clientes”, pontua.

Lei trouxe mais segurança aos clientes
A auditora da Vigilância Sanitária Graça Brito lembra que a legislação atual é a mesma para salões de beleza e barbearias, desde 2014, e veio para complementar o Código de Saúde do Distrito Federal.

De acordo com Graça, a menos que as lâminas de navalha sejam acessórios com algum diferencial, como personalização ou de origem importada, elas precisam ser descartadas a cada uso. No primeiro caso, elas devem passar por um rigoroso processo de esterilização.

Atualmente existem duas máquinas que fazem esse trabalho. A autoclave usa pressão por calor e só pode ser aberta ao final da limpeza, ao contrário das estufas. “Estas ainda não estão proibidas, mas, por permitirem a abertura a qualquer momento, não são tão confiáveis”, explica a auditora.

Ela lembra, também, que nem todo objeto quente está esterilizado. “Ele pode não ter chegado à temperatura ideal para acabar com todos os vírus e bactérias”, completa.

VINICIUS SANTA ROSA/ METRÓPOLES

Máquina autoclave

 

Gestora do setor educacional do grupo Hélio, Fabiana Dias recorda como foi a transição da nova lei dentro do salão. Segundo ela, a maioria dos estabelecimentos cumpria as normas, porém informalmente. “Nós trouxemos um técnico em saúde do trabalho para profissionalizar essa parte, inclusive com aulas de microbiologia e doenças transmissíveis”, diz. Todos os profissionais da equipe precisam frequentar um curso de 20 horas-aula presenciais e passam por reciclagem periódica.

Uma das medidas consideradas importantes por ela – e que ajuda a otimizar o trabalho – foi ter designado um encarregado para cada setor. Além disso, técnicos iniciantes ficam responsáveis por trocar o kit dos profissionais a cada cliente: luvas, máscara, pentes, escovas e aparelhos de barbear.

Separamos cinco itens aos quais você deve ficar atento quando se barbear:

1. Lâmina de navalha: é um objeto cortante e deve ser descartável, ou seja, de uso único. Peça ao seu barbeiro para ver a troca;

2. Máquina de cortar cabelo ou barbear: assim como a lâmina usada na navalha, as máquinas podem provocar cortes e transmitir vários vírus. Elas precisam ser bem higienizadas;

3. Pentes e escovas: observar se os pentes estão limpos, sem fios de cabelo;

4. Salão: o ideal é que ele esteja sempre limpo e organizado;

5. Licenciamento RLE: todo salão deve possuir o Registro de Licenciamento de Empresas. Ele assegura que o estabelecimento se encontra dentro das normas da Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis).

NOSSA HISTÓRIA!! O RIO DE JANEIRO COMEÇA EM SEPETIBA…. QUE LINDO!!!LEIAM!!

O RIO COMEÇA EM SEPETIBA

Por Claudio Prado de Mello

Apesar de muitos acharem o contrário, Sepetiba não é um Município do Estado do Rio de Janeiro, e, sim um bairro do Município do Rio de Janeiro. Sepetiba não é O Último bairro do Rio de Janeiro, mas sim o primeiro! Com essa afirmação começamos a mostrar um pouco sobre sua história e importância no contexto histórico e arqueológico.

Sepetiba é um bairro localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, banhado pelas águas da comprometida Baía de Guanabara. Faz limite com Santa Cruz, Barra de Guaratiba e Guaratiba, que apesar de serem tão longes e tão afastado do Rio, também são bairros da Urbe Carioca.

Etimologicamente falando, o nome “Sepetiba” tem origem na língua tupi, significando “muito sapê” e tal nome se referia as áreas baixas e planas aonde o sapê crescia em abundância. SIPITIBA, ou “ÇAPE-TYBA”, ou “ÇAPE-TYUA”, significa “sítio dos sapês” ou “sapezal”.

Coreto da Praça de Sepetiba, filmado inúmeras vezes na novela O Bem Amado e que pertencia a Praça XV, em frente ao Paço Imperial (Fotos: Acervo IPHARJ)
As praias de Sepetiba serviam como porto do Rio Colonial para exportação de pau-brasil à Europa. Seus principais acessos eram o caminho de Sepetiba (atual Estrada de Sepetiba), que levava à Santa Cruz, e o caminho de Piahy (atual Estrada do Piaí), que ligava o bairro à Pedra de Guaratiba.

Na região existem três praias principais: a de Sepetiba, a do Recôncavo (antiga Dona Luíza) e a do Cardo. Em 1818, havia três fortes equipados com baterias de canhões: 1) o de São Pedro (que defendia a praia de Sepetiba e as ilhas do Tatu e a Ilha da Pescaria); 2) o de São Paulo (abrangia as praias de Sepetiba e Piahy); e 3) o de São Leopoldo (no morro de Sepetiba).

A antiga povoação foi elevada à segunda província por Dom João VI. De acordo com fontes históricas, Dom João VI foi estimulado pelos padres jesuítas a visitar o litoral de Sepetiba, onde vislumbrou um ponto adequado para a navegação e escoamento de produtos. Nele construiu duas pontes e um molhe na região da lha da Pescaria, utilizando mão-de-obra escrava e seguindo as coordenadas dos portugueses.

Já no início do século XIX, Sepetiba passou a ser frequentada no verão pela Família Real, que utilizava a propriedade para o lazer da elite, como touradas, saraus e danças portuguesas. Com a implantação da “Companhia Ferro Carril”, em 1884, o bonde de tração animal passou a transportar a “mala real” até o cais de Sepetiba, além de cargas e passageiros.

É de amplo conhecimento de que boa parte do litoral fluminense foi ocupado por alguns dos mais antigos grupos humanos que chegaram à faixa litorânea do Estado, na época em que o homem no Rio de Janeiro ainda era nômade e vivia basicamente da coleta de víveres como moluscos, crustáceos e frutas silvestres. Os locais escolhidos eram os que ofereciam condições de estabelecimento temporário e tão logo o ambiente natural se mostrava enfraquecido ou exaurido de recursos alimentares, esses grupos se mudavam para outras áreas. Esses grupos de Paleo-Indios são chamados na Arqueologia Brasileira de Grupos Sambaquieiros. Em determinadas regiões e em áreas próximas ao mar, os chamados Sambaquis mostram em detalhes aspectos da vida e das práticas funerárias de algumas dos mais antigas ocupações no estado.

Mais tarde, a região litorânea foi ocupada por grupos ceramistas agricultores que terminaram por dominar esses grupos mais primitivos. Os indígenas Tupi que transitavam por toda a região, aqui e ali deixando seus vestígios uma vez que existia um fluxo constante de tribos transeuntes de norte a sul (e vice-versa) rumo a locais novos para assentamentos. Guaratiba e Campo Grande se destacaram nas descobertas, apesar de especularmos que a maior parte foram destruídos no processo de ocupação recente.

A Reserva de Guaratiba é composta por ecossistema de mangue, é o filtro da baía de Sepetiba, e considerado o manguezal mais bem preservado do Estado. Existem (ou existiam antes da construção do BRT?) 34 sítios arqueológicos situados em seus limites. Em termos numéricos temos uma estatística cedida pelo Cadastro de Sítios Arqueológicos para a região, como segue: Guaratiba: 34 sítios, Sepetiba: 2, Campo Grande: 3, Senador Camará: 1, Santa Cruz: 3, Bangu 4.

A baía de Sepetiba foi palco de inúmeros acontecimentos da história do Brasil e, até hoje, mantém sua importância como posto de vigília em frente à Base Aérea de Santa Cruz para garantir a soberania nacional. Ligada à pré-história indígena, como atesta a presença de sambaquis na região, Sepetiba foi considerada o “Porto do Ouro” por receber todo o ouro que vinha de Paraty com destino a Lisboa.

No século dezoito, a baía de Sepetiba foi cenário de muitas batalhas entre corsários atraídos pelo ouro e soldados do rei Dom João IV. Além do ouro, os piratas usurpavam o pau-brasil abundante nas matas da região.

Em 23 de Agosto de 2015, a convite da equipe técnica do Ecomuseu de Sepetiba (reunindo Bianca Wild, Silvan Guedes, Telma Lopes, Bruno Cruz, Maria Do Carmo Matos, e Gutemberg Castro) e o arqueólogo do Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro estiveram na região de Sepetiba aonde existem locais de interesse histórico e arqueológico ate então não identificados.

A primeira investigação deu-se em uma casa em processo de reforma/ demolição situada na praça principal e verificamos no seu processo de construção a existência de um tipo de argamassa das paredes de pedra aonde são visíveis restos de conchas de sambaquis e ate um possível fragmento de osso humano. Esta descoberta constitui um indicador da existência de sambaquis na região e de seu emprego como material consolidador de um tipo de massa composto de cal, areia e muitas vezes óleo de baleia, em uso no Período Colonial, data em que se especula tenha ocorrido a construção da casa.

Ao longo da extensa caminhada pela faixa litorânea, a equipe se deparou com vários pontos de interesse arqueológico e com artefatos aflorados na superfície. A julgar pelas categorias de artefatos e padrões de sítios, podemos atestar se tratar das seguintes categorias de sítios:

1) Remanescentes de ocupações sambaquieiras com presença de artefatos líticos típicos como batedores e conchas com marcas características;

2) Em outra área verificou-se a existência de sítio contendo material cerâmico pré-histórico, possivelmente remanescente de uma ocupação ou acampamento Tupi-Guarani, com decoração na cerâmica;

3) Em uma outra parte do terreno localizamos material que desceu da parte superior da elevação e continha material histórico como louças e metais, chamando atenção os fragmentos de faiança portuguesa decorada de azul sobre branco, típica do século XVII .

4) Encontramos também um capacete de paraquedista (modelo m1,americano, de 1942). Nesse sentido cabe lembrar o relato de que refugiados da Revolta Armada de Santa Catarina atracaram acidentalmente na praia de Sepetiba, sendo presos e fuzilados na “Ilha da Pescaria” e ali mesmo sepultados. O local passaria a ser chamado de “Ilha dos Marinheiros” pelos moradores mais antigos.

Já realizamos várias ações de importância, como segue:

1) Relatório de apoio (Laudo Arqueológico) à solicitação do ECOMUSEU DE SEPETIBA que pedia o tombamento da area arqueológica. Tal Relatório foi encaminhado ao competentíssimo Vereador William Coelho que encaminhou o PL a Camará Municipal do Rio de Janeiro,

2) Assessoria em Arqueologia a equipe de tecnicos do IRPH nas Vistorias técnicas a região de Sepetiba,

3) Vistorias técnicas e pesquisas de Diagnóstico da Região por toda as regioes de Sepetiba;

4) Participação no Seminário organizado pela BASC com Conferência que teve como tema os aspectos Arqueológicos e Históricos da região;

5) Registro dos sítios arqueológicos no Órgão Federal em 2015;

6) Levantamento detalhado do assunto em forma de um artigo; nos primeiros meses será lançado um Livro com o resultados das pesquisas arqueológicas não interventivas que estão sendo realizadas pela equipe do IPHARJ desde Agosto de 2015;

7) Encaminhamento das pesquisas para o IRPH que também esta envolvido em parte desse projeto e um segmento dele já foi Tombado a Nível Municipal .

No último dia 06, fomos conduzidos pela turismóloga Telma Lopes em visita a uma nova região que ela suspeitava ser de algum interesse arqueológico. Lá encontramos o sítio em processo de destruição, e farto material arqueológico nas proximidades, já impactado e constando da mesma categoria de artefatos como na outra oportunidade, confirmando-se, então, a existência das várias fases de ocupação do território de Sepetiba. Amanhã, dia 08/01/2018, protocolaremos um novo relatório sobre o assunto nos órgãos municipais e federais de interesse, pois o novo sítio detectado no dia 06 está em fase de destruição e carece de cuidados mais do que urgentes!

Após à conclusão esse estudo arqueológico será de fundamental importância para se entender o processo de ocupação do litoral do estado do Rio de Janeiro. Consideramos que a área em avaliação merece todo cuidado e atenção por parte dos Preservacionistas da região.

Claudio Prado de Mello ( Prof.Ms)
Arqueólogo e Historiador
Conselheiro do Conselho Estadual de Tombamento SEC RJ
Conselheiro Municipal de Cultura do Rio de Janeiro
Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do RJ
Museu da Humanidade – IPHARJ
email pradodemello@hotmail.com

Este texto foi extraído do Blog:

http://urbecarioca.com.br/…/o-rio-comeca-em-sepetiba-de-cla…

Agradecimentos à Andrea Albuquerque administradora do blog que gentilmente cedeu a utilização do texto acima.

ARREPENDIDO? EX GOVERNADOR DIZ QUE SUA GESTÃO FOI UMA…..

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) afirmou, em depoimento nesta sexta-feira (8/6), que movimentou R$ 500 milhões em doações eleitorais, sendo R$ 20 milhões do total para uso pessoal. O interrogatório foi conduzido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, no âmbito da Operação Lava Jato. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, o ex-chefe do Executivo fluminense relatou ter pedido dinheiro a empresários para campanha eleitoral, mas sem haver nenhuma promessa de vantagem em contratos. Cabral também admitiu soberba ao ambicionar eleger seu sucessor, prefeitos e as maiores bancadas de deputados federais e estaduais. Ao fazer um mea-culpa, disse que o poder lhe subiu à cabeça.

A promiscuidade foi muito grande. Foi nessa promiscuidade que eu me perdi. Foi nessa promiscuidade que usei dinheiro de campanha para fins pessoais
Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro

“Não soube me conter diante de tanto poder e força política e, de uma maneira vaidosa, querer fazer prefeitos nas cidades, vereadores e deputados”, declarou Cabral. “Houve, sim, dinheiro e muito dinheiro”, completou o ex-governador, afirmando que eram doações de campanha.

Segundo o texto, o juiz carioca lembrou, durante o depoimento, que doleiros movimentaram R$ 500 milhões para Cabral. O ex-governador disse que a cifra não está distante da realidade. De acordo com o político, desse montante, ele pegou cerca de R$ 20 milhões “para a vida pessoal”, entre 2007 e 2016.

Essa foi a primeira vez que o emedebista quantificou o volume total de seus gastos pessoais com valores das supostas sobras de campanhas.

O processo em que Cabral depôs nesta sexta (8/6) apura lavagem de dinheiro no exterior. Os doleiros Renato e Marcelo Chebar apontaram mais de US$ 100 milhões de Cabral fora do país. O montante já foi repatriado.

 

A ZONA OESTE TEM HISTÓRIAS LINDAS DO PASSADO COM ESSA….VIVA A NOSSA CULTURA!!

A FAZENDA DO VIEGAS – por André Luis Mansur

Hoje totalmente degradado e abandonado, o conjunto formado pela sede da Fazenda do Viegas e a Capela de Nossa Senhora da Lapa, na rua Marmiari, no bairro de Senador Camará, são um importante monumento histórico da arquitetura colonial rural do Rio de Janeiro. A fazenda, que mais tarde receberia o nome de Engenho da Lapa, foi fundada por Manuel de Souza Viegas no final do século XVII e a capela construída por volta de 1725.

Durante todo o século XVIII a fazenda foi uma importante produtora de cana de açúcar e aguardente, até que na virada para o século XIX começou a se destacar na produção de café. Os registros indicam que em 1777 ela pertencia a Manuel Freire Ribeiro e em 1797 a Francisco Garcia Amaral. Em 1855 ela foi propriedade de Joaquim Cardoso dos Santos, dos mesmos Cardoso dos Santos que durante décadas foram donos da Fazenda do Cabuçu, em Campo Grande, por onde passa hoje a Estrada do Cabuçu, ligando o centro do bairro à localidade do Rio da Prata, onde também existia uma fazenda da mesma família. “No século XVIII, a fazenda, cultivando cana-de-açúcar e produzindo derivados em seu engenho, foi considerada a segunda em importância na freguesia de Campo Grande. No início do século XIX, com o advento da cafeicultura, a fazenda, com seus campos de cultivo se estendendo até o Lameirão e a Serra dos Viegas, destacou-se como uma das maiores e mais produtivas”. (Hinterlândia Carioca, de Nei Lopes)

A testada (parte da frente da fazenda) fazia limites com a Fazenda dos Coqueiros, dos herdeiros de Manuel Antunes Suzano (grande proprietário de terras na região) e com a Fazenda do Retiro. Aos fundos, a Serra de Bangu, onde ficavam outras propriedades dos Suzano. Com a fragmentação das fazendas, no final do século XIX, dando origem a diversos bairros na zona rural carioca, a antiga Fazenda do Viegas, já nas mãos da Família Paiva, foi vendida em parcelas, na década de 1930, à Construtora Imobiliária Bangu, que a loteou para construção de residências.

A sede da fazenda, austera e simples, típica das casas senhoriais da sociedade rural brasileira do período colonial, é construída a meia encosta, com um porão alto aproveitando a diferença de nível. A fachada principal é marcada pelas colunas toscanas da varanda, por onde se dá o acesso. A capela de Nossa Senhora da Lapa fica à esquerda da casa e está ligada a ela pela varanda. Todo o conjunto arquitetônico é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “A casa de fazenda apresenta uma solução peculiar para a conjugação da capela ao corpo da casa, aproveitando a topografia do terreno. O coro da capela, que funcionava como tribuna para os proprietários, comunica-se diretamente com o alpendre da casa, enquanto a nave, que se desenvolve num plano inferior, tem acesso externo no nível do terreno”. (Guia da Arquitetura Colonial, Neoclássica e Romântica do Rio de Janeiro, de Jorge Czajkowski)

O conjunto arquitetônico, assim como a área verde em torno dele, foi declarado Parque Natural Municipal e, a partir de 2007, Parque Urbano Fazenda do Viegas, mas só no papel mesmo que ele funciona como parque. A única atividade realizada lá nos últimos anos tem sido a de Coletivos Culturais, que ocupam o espaço de vez em quando para um dia de eventos, com música, teatro, literatura, exposição, artesanato, cineclube etc.

André Luis Mansur é jornalista e escritor – Escreve semanalmente na página Santa Paciência.

Pesquisa de fotos- Guaraci Rosa