Um motorista de aplicativo, Uber, de 53 anos acabou sendo preso na madrugada deste sábado (5). Ele é acusado de agredir e tentar atropelar a esposa em um posto de combustíveis no Parque Novo Mundo, na Zona Norte de São Paulo.
De acordo com a Polícia Militar, o homem estava em um carro acompanhado da esposa e encostou o veículo a pedido da mulher. Assim que ela desceu do veículo o homem tentou a atropelar por três vezes. Sem conseguir acertá-la com o carro o homem desceu e começou a tentar tirar o celular da mão da sua esposa e agredí-la com chutes.
Funcionários de um estabelecimento em frente ao local notaram as agressões. Um homem tentou ajudar a mulher e foi intimidado pelo motorista. A Polícia Militar foi chamada ao local, o agressor tentou fugir mas foi acabou detido.
A mulher foi socorrida e encaminhada com ferimentos ao hospital. Ela foi medicada e liberada logo em seguida.
O agressor foi encaminhado ao 73° DP, onde o caso é investigado.
Uma mulher internada em coma há 14 anos numa unidade de saúde na cidade de Phoenix, no Arizona, nos Estados Unidos, deu à luz em 29 de dezembro. A polícia iniciou uma investigação sobre o caso de estupro.
Funcionários da Hacienda HealthCare, a instituição em causa, disseram que a paciente necessitava de atendimento 24 horas por dia. Por estar em coma, não tinha qualquer chance de se defender, e muitas pessoas tinham acesso ao quarto.
Uma fonte familiar indicou à imprensa que “nenhum colaborador sabia que ela estava grávida até quase o término da gravidez”. “Aquilo que me disseram é que ela estava gemendo. E ninguém sabia o que se passava com ela. Havia uma enfermeira que estava lá, e pelo que eu ouvi ela que trabalhou no parto”, disse a mesma fonte.
A instituição recusou fazer comentários sobre o caso, justificando que violaria o sigilo com a paciente.
Durante os cinco dias de feriado do ano-novo, foram registradas 70 mortes em rodovias federais de todo o País, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (2/1), pela Polícia Rodoviária Federal. O número de óbitos é 20% menor que no mesmo período do ano passado, quando 87 pessoas morreram em acidentes. Houve ainda reduçăo de 30% no número de acidentes, de 1.264 para 880, e de 7% no de feridos, de 1.310 para 1.201. Os dados se referem ao período entre 28 de dezembro e 1º de janeiro.
O policiamento registrou, no entanto, um aumento no total de flagrantes de infraçőes de trânsito consideradas muito graves no período deste ano-novo, em comparaçăo com o anterior. Os casos de embriaguez ao volante subiram de 640 para 1.307, aumento de 107%. As ultrapassagens irregulares subiram 59%, de 4.492 para 7.156. A falta de uso do cinto de segurança subiu 149%, de 2.133 para 5.301. Já o năo uso da cadeirinha para crianças saltou de 371 para 1.038, alta de 180%. Por fim, a falta de uso de capacetes por motociclistas subiu 160%, de 329 para 856.
No período do Natal de 2018, o trânsito já havia feito 89 vítimas fatais, o que eleva para 159 o número de pessoas que perderam a vida em acidentes de trânsito durante as festas de fim de ano, somente em rodovias federais do País. No período natalino, tinham sido registrados 1.166 acidentes, dos quais 303 foram graves, resultando em ao menos um óbito ou ferido gravemente. Os acidentes deixaram ainda 1.485 pessoas feridas.
O novo chefe da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Luiz Roberto Beggiora, defende mudar a lei para definir critérios que diferenciem o usuário do traficante de drogas, como fixar quantidade limite para posse de entorpecentes. Escolhido pelo ministro Sérgio Moro para a chefia do órgăo, Beggiora concedeu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo:
Há necessidade de alterar a atual lei de drogas, de 2006?
Muitos pontos do Projeto de Lei Complementar 37, em tramitaçăo no Congresso, săo relevantes, como regular melhor as atribuiçőes e competências do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad) e os procedimentos para internaçăo involuntária. Realmente há pontos da lei que merecem aperfeiçoamento, como a estrutura do sistema, os meios de avaliaçăo de políticas sobre drogas e a definiçăo do que é comunidade terapêutica.
O senhor é a favor de descriminalizar maconha ou outra droga?
Este assunto năo está na pauta da secretaria. Trata-se de uma decisăo que requer muita cautela e responsabilidade, análise e estudos aprofundados sobre consequências e impactos na saúde e vida das pessoas e da sociedade como um todo.
No Supremo Tribunal Federal (STF) há um julgamento iniciado, e que será retomado, com 3 votos a favor de descriminalizar o uso da maconha. O voto do ministro Luís Barroso sugeriu uma quantidade limite de porte, de 25 gramas, para diferenciar consumo e tráfico. O senhor é favorável a fixar critérios de distinçăo?
Estamos acompanhando o caso no STF com muita atençăo. A questăo (da quantidade) está sendo debatida também no Congresso e é nebulosa. É difícil se posicionar. É importante definir de forma mais clara o que é tráfico e o que é consumo. Eu entendo que tem de ter algo objetivo para dar parâmetro até para a polícia trabalhar e evitar prisőes indevidas de usuários e dependentes. Mas só quantificar o número de gramas năo é suficiente. Têm de ser debatidas outras circunstâncias.
Quais circunstâncias?
Por exemplo, se uma pessoa que está com uma determinada quantidade limite de droga é apanhada vendendo e repassando… É fácil pensar que, se o limite é X gramas, pode valer a pena ter um pacote de X gramas esperando para vender. E também se essa pessoa já tem passagem por tráfico.
De que forma a Senad pode ajudar a descapitalizar os narcotraficantes?
Năo basta identificar e decretar o confisco e perda dos bens. Precisamos dar atençăo a mecanismos de destinaçăo final dos bens perdidos, melhorando a gestăo do patrimônio e, quando possível, a alienaçăo antecipada.
As informaçőes săo do jornal O Estado de S. Paulo.
O corpo de Paulo Junior da Costa, estudante e motorista de Uber, de 22 anos, foi encontrado nesta sexta-feira (4), em Laguna, Santa Catarina. Ele estava desaparecido desde a noite do dia 31 de dezembro. As informações são do G1.
Ainda segundo o portal, a delegada Roberta Bertoldo, responsável pela investigação, afirma que dois homens foram presos suspeitos de envolvimento com este caso.
Um dos suspeitos teve a prisão temporária decretada, enquanto o outro foi preso em flagrante por homicídio e ocultação de cadáver.
O veículo de Paulo Junior foi localizado na tarde de quinta-feira (3), em ação conjunta dos policiais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Ainda segundo o G1, Paulo atendeu uma corrida em Porto Alegre com destino a Santo Antônio da Patrulha, no litoral norte. Depois disso, não foram encontrados mais registros do motorista e nem do carro.
A polícia também acredita que os responsáveis tenham obrigado o motorista a dirigir até Laguna, onde o mataram a tiros. A delegada afirma que não se sabe quem foi o responsável pelos tiros, já que “eles jogam um a responsabilidade para o outro”. O corpo de Paulo está sendo periciado e o motivo do crime ainda não é conhecido.
O ministro Sérgio Moro năo estipulou metas para reduçăo de homicídios em seu primeiro discurso. E, apesar de ter dedicado um “cumprimento especial” para o antecessor Raul Jungmann, o novo ministro năo mencionou o que fará com o Plano Nacional de Segurança elaborado por Jungmann e aprovado por Temer no dia 26 de dezembro.
No documento, é definida a meta de reduçăo anual de 3,5% dos homicídios. Mas Moro năo indicou se chancelará o objetivo. Também năo mencionou o Sistema Único de Segurança Pública, criado em junho. Em 2017, o Brasil registrou o recorde histórico de 63.880 homicídios.
“Algumas ausências no discurso causam preocupaçăo. O Susp năo aparece e ele năo fala o que fará com o plano nacional recém-aprovado. O desafio é convencer os Estados a seguir sua política. E sem plano, isso fica mais difícil”, disse a ex-diretora da Secretaria Nacional de Segurança Isabel Figueiredo.
A inclusăo dos dados de todos os criminosos condenados no Banco Nacional de Perfis Genéticos já apareceu em dois planos de segurança, de Dilma e de Temer, mas năo foi posto em prática. “Essas ideias precisam se transformar em uma coisa mais concreta”, disse Isabel.
Outro ponto que já foi alvo de governos anteriores é o combate aos entraves para uso de verbas do Fundo Penitenciário. “Năo faltaram medidas no sentido de destravar projetos de obras. O que se exige é a transparência e a legalidade previstas para todas as obras públicas. Há dinheiro”, disse a coordenadora do Laboratório de Gestăo de Políticas Penais da Universidade de Brasília, Valdirene Daufemback. As informaçőes săo do jornal O Estado de S. Paulo.
Vítima foi internada no Hospital das Acácias, em Santo André (foto: Google Maps)
O segurança Edilson dos Reis Bispo, de 48 anos, que ateou fogo na ex-mulher no estacionamento de um hospital em Santo André, no ABC Paulista, foi preso após se entregar à polícia nesta quarta-feira, 2.
O ataque ocorreu na noite do dia 26 de dezembro, quando Bispo foi ao hospital onde a auxiliar de enfermagem Josefa Paula Renata, de 31 anos, trabalha e ofereceu uma carona em sua motocicleta. Ao chegar ao estacionamento, jogou um líquido inflamável e fogo na mulher.
Segundo a Polícia Civil, o casal estava separado havia um mês e o suspeito năo aceitava o fim do relacionamento e queria reatar.
Ainda conforme a polícia, Josefa e Bispo foram casados durante dez anos e tiveram dois filhos. No dia do crime, ele foi ao local de trabalho da ex-mulher e propôs que conversassem sobre a guarda dos filhos. Assim que ela subiu na garupa da moto, ele começou a falar em reconciliaçăo e a vítima se opôs.
O segurança parou a moto, pegou uma garrafa plástica no bagageiro e lançou o líquido em direçăo a Josefa, ateando fogo em seguida. Além de atingir a mulher, as chamas também se propagaram na roupa de Bispo e na substância inflamável que havia caído no asfalto. O homem tomou a bolsa da vítima, atirou no fogo e fugiu de moto pela rua, na contramăo.
Mesmo ferida, Josefa pegou o celular que havia caído e pediu ajuda. Ela foi levada para o Hospital das Acácias, onde trabalha, e foram constatadas queimaduras de primeiro grau no rosto e de segundo grau em uma das măos e no braço. No dia 27, ela foi transferida para o Hospital Central de Săo Bernardo, também no ABC Paulista.
Investigaçőes
Apontado pela mulher como autor do ataque, Bispo foi identificado também pelas imagens das câmeras. Policiais foram até sua casa no dia da ocorrência, mas ele năo foi encontrado. De acordo com o delegado Eduardo Buoro Ribeiro, do 1º Distrito Policial – onde a ocorrência foi registrada, a vítima contou que năo havia sofrido ameaça antes e năo esperava essa reaçăo do ex-marido, por isso, aceitou a carona. Ribeiro acredita que o segurança premeditou o crime.
O suspeito fugiu após o ataque e, nesta quarta-feira (2/1) se entregou na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município.
O caso foi registrado como tentativa de feminicídio e violência doméstica e é investigado pelo 3º DP da cidade.
O médium Joăo Teixeira de Faria, conhecido como Joăo de Deus, já está de volta ao Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO), onde está preso após denúncias de abuso sexual. Ele recebeu alta do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) por volta da 0h15 desta quinta-feira (3/1).
Joăo de Deus teve que deixar o presídio e ser atendido às pressas após ter passado mal na tarde de quarta-feira (2/1). Exames de rotina feitos nos presos revelaram sangue na urina de Joăo de Deus. O médium foi, primeiramente, encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento Geraldo Magela, no Parque Flamboyant, em Aparecida de Goiânia. Na sequência, foi levado ao Hugo.
De acordo com nota divulgada pelo hospital, Joăo de Deus estava consciente, orientado e respirando de forma espontânea. Ele passou por avaliaçăo de equipe multidisciplinar e foi submetido a exames laboratoriais e de imagem.
Ainda segundo a nota, , por isso o paciente foi levado para acompanhamento ambulatorial na unidade de origem. Com 77 anos, Joăo de Deus está preso desde 16 de dezembro por denúncias de abuso sexual. Ele nega as acusaçőes.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) oficializou mais 16 escolhidos para comandar áreas estratégicas para o DF. As nomeaçőes foram publicadas no Diário Oficial desta quinta-feira e trazem, por exemplo, gestores da segurança pública, como o diretor geral da Polícia Civil, Robson Cândido; a comandante da Polícia Militar, Sheyla Sampaio; e o comandante do Corpo de Bombeiros, Carlos Emilson Ferreira dos Santos. O chefe da Casa Militar, Júlio César Lima, também foi nomeado nesta quinta.
Os diretores do Detran (Fabrício Moura), Agefis/DF Legal (Georgeano Trigueiro), DER (Fauzi Nacfur) foram outros confirmados nas nomeaçőes de hoje, assim como os comandantes do SLU (Felix Palazzo) e do Jardim Zoológico (Eleutéria Mendes).
O decreto também confirmou nomes de adjuntos que devem ter papel importante no governo, como o secretário-adjunto da Casa Civil, Marcelo Cunha, nome com relaçăo muito próxima ao governador, e a chefe de gabinete adjunta, Raphaela Santos Vieira.
Confira a íntegra do decreto, com todos os nomes publicados:
Três meses após propor Açăo Direta de Inconstitucionalidade contra norma que restringe a isençăo do Imposto de Renda a aposentados que têm doenças graves, a procuradora-geral, Raquel Dodge, requereu preferência no julgamento do caso.
O pedido foi enviado ao relator da ADI, no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, na véspera do recesso do Judiciário. Na manifestaçăo, a procuradora reiterou a importância da inclusăo de pessoas que, mesmo acometidas pelas doenças, continuam trabalhando. Para ela, ‘a medida permite que a pessoa tenha disponibilidade financeira no momento em que tem um aumento de despesas médicas e, em contrapartida, uma reduçăo em sua capacidade contributiva’.
As informaçőes foram divulgadas pela Secretaria de Comunicaçăo Social da Procuradoria. Na açăo, a procuradora-geral aponta inconstitucionalidade do inciso XIV do artigo 6.º da Lei 7.713/1988, que prevê isençăo de IR sobre os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos por pessoas acometidas de doenças graves.
Para Raquel, o texto da norma também desrespeita a proteçăo, conferida pela Constituiçăo Federal e pela Convençăo de Nova York, às pessoas com deficiência.
A procuradora destacou na manifestaçăo que, em 1988, quando a lei entrou em vigor, a aposentadoria era consequência natural do acometimento ou da manifestaçăo dos sintomas dessas enfermidades.
“Com a evoluçăo da medicina, da ciência e da tecnologia, porém, muitas pessoas, mesmo acometidas por doenças graves, passaram a conseguir conciliar o seu tratamento com a atividade profissional, mas năo săo beneficiadas com a isençăo do imposto de renda”, assinala Raquel, em um trecho do documento.
No pedido de preferência, ela ressaltou que, no caso concreto, năo se aplica a jurisprudência do Supremo, segundo a qual o Poder Judiciário năo deve atuar como ‘legislador positivo para estabelecer isençăo de tributo năo prevista em lei’. É que, conforme argumentou a procuradora-geral, a interpretaçăo que permite a isençăo do imposto de renda a pessoas acometidas por doença grave ‘năo contraria o objetivo da norma legal aprovada pelo Poder Legislativo há 30 anos’.
No pedido de preferência para o julgamento, Raquel Dodge enfatizou que tanto o Congresso quanto a Presidência da República já apresentaram as informaçőes solicitadas pelo relator da açăo.