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VÍDEO: carro bate em muro de estacionamento e quase cai do 14° andar

(foto: Reproduçăo/ Vídeo)

 Quem passou pelo centro do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (21/11) se deparou com uma cena que tinha tudo para terminar em tragédia. Um carro, ao bater em um muro de um estacionamento vertical, quase despencou do 14º andar do edifício. Um vídeo feito por um homem que passava pelo local na hora mostrou a confusăo e os destroços na rua.  

 

Na filmagem, é possível ver parte do veículo para fora da estrutura de concreto, ameaçando cair. “Ele ia cair na gente”, afirmou uma mulher no vídeo, assustada. O homem que filma também repete: “Quase que fui atingido”. O acidente ocorreu na rua Teófilo Otoni, na altura número 63. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido. Ainda năo há informaçőes sobre o que pode ter motivado o acidente.

 

  

 

 

Fonte: Brasil

DER interdita ponte do Rio Melchior, entre Samambaia e Ceilândia

A ponte fica na DF 180, que liga Samambaia e Ceilândia. Perto do trecho, está o Clube Meridional Termas Solar, de Samambaia Sul (foto: Reproduçăo/Google)

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) interditou a ponte do Rio Melchior na noite de terça-feira (20/11). Quem precisou passar pelo trecho, entre Samambaia e Ceilândia, viu um bloqueio e teve que dar uma volta por estradas alternativas da regiăo. Na manhă desta quarta-feira (21/11), o órgăo continuou atuando no local, mas liberou uma faixa para o fluxo de veículos.

A interdiçăo aconteceu após uma erosăo na regiăo do rio, que provocou um “risco de movimentaçăo de terra no encabeçamento da ponte”, como informou o DER. Segundo o órgăo, a quantidade de chuvas nos últimos dias provocou danos embaixo da via. O bloqueio é necessário para que o processo de recuperaçăo do talude se desenvolva. 

Apesar do desgaste, o departamento negou qualquer risco de queda da ponte, afirmando que a interdiçăo diminui a sobrecarga da via, que poderia agravar a situaçăo do encabeçamento da ponte. O brasiliense que passar pelo local nesta quarta verá o fluxo de veículos sendo controlado pelo modelo de “PARE e SIGA”, que continuará até que seja feita toda a recuperaçăo do trecho.

Problema antigo

 

Poluiçăo no rio é problema antigo (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

Fonte: Cidades

Posse de Jair Bolsonaro vai lotar hotéis e turbinar a economia

(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press – 6/12/17)

Para o segmento hoteleiro de Brasília, o réveillon é uma época de vacas magras. Na virada do ano, os estabelecimentos do setor registram, historicamente, uma média de 25% de ocupaçăo dos leitos. Mas a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), deve aquecer a economia da capital federal e lotar os hotéis da cidade. Os empresários esperam uma ocupaçăo de até 80% dos quartos no ano-novo, graças à chegada de milhares de cidadăos, autoridades e chefes de Estado estrangeiros para a celebraçăo do início da gestăo Bolsonaro. Caravanas partirăo de várias partes do Brasil, com simpatizantes do capităo da reserva e futuro presidente.

O Distrito Federal tem 145 hotéis, com 18 mil quartos e 26 mil leitos. Além disso, o DF conta com 50 hotéis-fazenda, motéis, pousadas e apart-hotéis. Para o réveillon deste ano, a estimativa é de que a média das diárias custe R$ 250. A presidente regional da Associaçăo Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-DF), Adriana Pinto, conta que a procura por quartos na virada do ano começou. Hoje, cerca de 40% dos leitos disponíveis na capital federal estăo bloqueados para a data — boa parte deles será ocupada por pessoas que virăo para a posse, em 1º de janeiro.

“Esse é um percentual completamente atípico. Historicamente, os hotéis têm ocupaçăo de 20% a 30% no réveillon. É uma época muito ruim para o setor. Mas os dados mostram que este ano será diferente”, conta Adriana. Segundo a presidente regional da entidade que representa os hotéis, os estabelecimentos da área central săo os mais procurados, mas até mesmo leitos em cidades, como Águas Claras e Taguatinga, terăo alta de ocupaçăo. “Tivemos reservas individuais e de pequenos grupos, como embaixadas, por exemplo. Algumas bloquearam 10 quartos de uma vez”, acrescenta Adriana.

Saulo, da rede Plaza Brasília Hotéis: “A nossa expectativa é lotar os quatro hotéis” (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

“Casa cheia”

O secretário executivo do Brasília Convention Bureau, Delfim da Costa Almeida, diz que a expectativa é de “casa cheia” com a posse. “Será uma ótima data para a hotelaria. Como o réveillon normalmente é uma época fraca, os empresários costumam dar férias aos funcionários. Mas, neste ano, todos estarăo com equipes completas para atender a demanda. Acredito que os hotéis de Brasília terăo, no mínimo, 80% de ocupaçăo”, prevê Delfim.

Saulo Borges, gerente comercial da rede Plaza Brasília Hotéis, conta que a demanda por reservas para a noite de 31 de dezembro registrou alta antes mesmo do 2º turno da eleiçăo. “Depois da votaçăo, a procura aumentou ainda mais. Hoje, estamos com 40% dos quartos reservados, mas a nossa expectativa é mesmo lotar os quatro hotéis da rede”, diz Saulo. A Rede Plaza tem 1 mil apartamentos.

Segundo ele, a maioria dos hóspedes deve fechar pelo menos duas diárias. Como a demanda na época do réveillon normalmente é baixa, a rede só realiza festa de ano-novo em um dos estabelecimentos do grupo. “Este ano, vamos oferecer ceia de réveillon em todos os hotéis da rede e estaremos com as equipes completas”, acrescenta o gerente comercial da Rede Plaza.

Shows

Com os hotéis cheios, as festas privadas de réveillon e os eventos realizados pelo Governo do Distrito Federal também devem ter reforço. Na próxima semana, a Secretaria de Cultura vai lançar os editais de pregőes para a contrataçăo da infraestrutura dos festejos da virada. Por causa da posse, os shows serăo realizados na área externa do Estádio Nacional Mané Garrincha, e năo na Esplanada dos Ministérios. Ainda năo há artistas confirmados, mas há negociaçőes avançadas para apresentaçăo da cantora Naiara Azevedo, na arena, e do grupo Ilê Ayê, na Prainha.

O secretário adjunto de Turismo do Distrito Federal, Jaime Recena, conta que o movimento de visitantes em Brasília tem crescido em datas, como carnaval, aniversário da cidade e também no réveillon. “Deve haver uma movimentaçăo importante na cidade com a posse. E, cada vez mais, os brasilienses têm optado por ficar na capital no ano-novo, o que incentiva os empreendedores a fazer eventos. Moradores de cidades próximas, como as do Triângulo Mineiro, Goiânia e Campo Grande, também têm procurado Brasília em datas, como carnaval e ano-novo”, reforça Recena.

Caravanas

Shil organiza um grupo que sairá do Rio Grande do Sul para companhar a posse (foto: Arquivo Pessoal)

Eleitores de Jair Bolsonaro de vários cantos do Brasil se organizam para participar da cerimônia de posse do capităo da reserva. Shil Luiz, diretor de uma companhia de dança no Rio Grande do Sul, é um deles. É a primeira vez que o apoiador do presidente eleito participará de uma posse na Esplanada. Ele faz parte de um grupo que organiza a vinda de 12 caravanas a Brasília. Săo 2,4 mil pessoas que sairăo de Porto Alegre, Florianópolis, do Paraná, de Săo Paulo e do Rio de Janeiro.

Shil Luiz também participou de caravanas nas manifestaçőes em favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e dos protestos de 2013. “A passagem de ônibus, com o hotel, saiu por cerca de R$ 500 para cada participante. A nossa viagem começa em 28 de dezembro e voltaremos em 1º de janeiro”, conta.

Outro motivo que também traz as caravanas a Brasília săo reuniőes que alguns movimentos independentes pró-Bolsonaro văo ter no Distrito Federal, mas, de acordo com Shil Luiz, nenhum deles é ligado a partido político ou a sindicatos. “As pessoas que estăo indo năo pretendem seguir uma carreira política, eu mesmo năo tenho interesse. Lutamos por um Brasil melhor”, explica. O grupo prepara bandeiras e faixas para a cerimônia de posse.

A Associaçăo dos Militares e ex-Integrantes das Forças Armadas de Minas Gerais também organiza uma caravana. De acordo com o sargento da reserva e presidente da entidade, Walfredo Rodrigues, há dois ônibus fechados para o transporte do grupo, mas o total de veículos pode chegar a quatro. Ele conta que os militares que virăo na caravana văo participar do evento com bandeiras e camisetas em favor do novo governo. Segundo ele, o apoio a Bolsonaro é um ato institucional da associaçăo, e o retorno para Minas Gerais será no dia da posse, à noite. “A nossa expectativa é grande para que as coisas mudem”, afirmou Walfredo.

A Inframerica, administradora do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek, informou que ainda năo há estatísticas para voos extras das companhias aéreas para o dia 1º. Segundo a assessoria de Comunicaçăo, essa informaçăo só é obtida com um tempo de, no mínimo, 15 dias antes do feriado. A reportagem consultou empresas aéreas sobre a demanda por voos para Brasília antes do réveillon. A Latam informou que “năo divulga dados pontuais sobre a ocupaçăo de seus voos por serem informaçőes estratégicas para a companhia”. A Avianca confirmou, em nota, o aumento de ocupaçăo de voos para Brasília na véspera do ano-novo. “O acréscimo das reservas ocorreu em todas as rotas com destino à capital federal. Ainda existem passagens disponíveis para a data”, informa.

 

* Estagiária sob supervisăo de Guilherme Goulart 

Fonte: Cidades

Grafiteira faz mural de 500 m2 no Rio para homenagear mulheres negras

O mural inaugurado hoje chama-se ‘Dororidade’ (foto: Renata Anchieta/Divulgaçăo)

 

A grafiteira e ativista Panmela Castro produziu um mural de 500 metros quadrados, no centro do Rio de Janeiro, para homenagear as mulheres negras. A inauguraçăo do enorme grafite, na histórica Rua do Lavradio, será no final da tarde desta terça-feira (20/11), Dia Nacional da Consciência Negra.

Para a artista, o mural é uma forma de homenagear essa parcela feminina da populaçăo, a mais excluída de todos os processos e a que mais morre. A imagem mostra duas mulheres negras ligadas pelo cabelo e faz parte da série de grafites “Irmăs Siamesas”, que já foi pintada em grandes cidades como Săo Paulo, Miami, Nova Iorque, Amsterdă e Berlim.

O mural inaugurado hoje chama-se “Dororidade”, um jogo com a palavra sororidade, que significa solidariedade entre as mulheres. “Dororidade é um livro de Vilma Piedade, escritora negra que fala sobre esse conceito que é como uma sororidade, mas a partir da dor que se sofre com o machismo e o racismo”, disse.

Junto com o painel, também será lançado o videoclipe do rap “Dororidade”, interpretado pela artista Andrea Bak, em homenagem ao trabalho de Panmela.

Além do mural, será inaugurada a exposiçăo, no restaurante Rio Scenarium, com 50 obras das alunas do projeto AfroGrafiteiras, coordenado por Panmela Castro, que usa o grafite como forma de promover os direitos das mulheres.

Fonte: Brasil

PF ataca líderes de facções do crime organizado

(foto: Divulgaçăo/Polícia Federal)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20/11), a Operaçăo Pregadura, que mira suspeitos de liderar facçőes criminosas que atuam dentro e fora de presídios do País. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensăo e 31 de prisăo preventiva em Săo Paulo e outros seis Estados.

De acordo com a PF, os suspeitos comandavam açőes da facçăo em todo o Brasil, autorizando ataques a funcionários públicos, torturas, rebeliőes e compra e venda de armas de fogo. As decisőes partiam da Penitenciária Estadual de Piraquara, no Paraná, e eram difundidas por telefones celulares contrabandeados para dentro dos presídios.

Nas unidades prisionais onde năo entrava equipamentos eletrônicos, a comunicaçăo entre os suspeitos era feita por bilhetes passados por visitantes.

A Polícia Federal também investiga como os presos tiveram acesso à rede Wi-Fi dos presídios e năo descartam participaçăo de agentes públicos. “Ainda está em investigaçăo, que irá mostrar se é possível a individualizaçăo e responsabilizaçăo de quem permitiu isso”, disse o delegado Marco Smith, que coordenou a operaçăo.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensăo e 31 de prisăo preventiva em municípios de Săo Paulo (Săo Paulo, Presidente Bernardes, Presidente Venceslau, Lins, Mairiporă e Ubatuba), Minas Gerais (Uberava), Rondônia (Porto Velho), Rio Grande do Norte (Mossoró), Roraima (Boa Vista), Mato Grosso do Sul (Dourados e Campo Grande) e Paraná (Londrina, Cambará, Curitiba, Araucária, Săo José dos Pinhais e Piraquara).

A maioria dos presos já estava presa em unidades prisionais do País. Três foragidos foram localizados.

Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Piraquara e o nome da operaçăo, Pregadura, faz referência a uma jogada de xadrez que impede a movimentaçăo das peças do adversário durante a partida.

Fonte: Brasil

Homem acusado de matar ex-mulher é preso por parentes da vítima no Rio

Vanclécio Carneiro foi capturado por familiares da vítima, que o seguraram e chamaram a polícia (foto: Reproduçăo/Redes sociais)

 

 

Parentes de uma mulher assassinada a facadas, no domingo (18/11), em Vicente de Carvalho, na zona norte do Rio de Janeiro, estavam indo ao enterro dela, na manhă desta terça-feira (20/11), quando avistaram o principal suspeito pelo crime, o ex-marido da vítima.

Vanclécio Cordeiro, de 28 anos, cuja prisăo já havia sido decretada pela Justiça, caminhava por uma rua de Colégio, bairro vizinho a Vicente de Carvalho. Os parentes da vítima pararam o carro, imobilizaram o acusado e chamaram a polícia. A nutricionista e estudante de Administraçăo Fernanda Siqueira, de 29 anos, foi enterrada na manhă desta terça-feira.

Fernanda e Cordeiro se conheceram em 2014, quando trabalharam juntos numa quitanda. Casaram-se em março de 2015, mas Cordeiro era muito ciumento. Segundo familiares de Fernanda, durante uma briga há cerca de cinco meses ele quebrou o vidro do banheiro com um carregador do celular. Ela entăo decidiu se separar, o que o homem năo aceitava.

A vítima foi morar na casa dos pais, mas mantinha uma chave da casa que dividiu com Cordeiro. No domingo, ele ligou pra ela e pediu que lhe entregasse a chave da casa. Por volta das 19 horas daquele dia, Fernanda foi à porta do prédio onde iria se encontrar com o ex-marido, na rua Tarira. Na calçada, ela foi atacada por Cordeiro, que, segundo testemunhas, desferiu facadas no pescoço de Fernanda.

Ela chegou a ser levada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, na zona norte, mas morreu pouco depois. Segundo a polícia, ao ser preso, nesta terça-feira, Cordeiro confessou o crime.

“Eu, meu irmăo e meu filho avistamos Vanclécio andando na rua tranquilamente, como se nada tivesse acontecido”, contou ao site G1 Orlando Nunes, primo da vítima.

“Nós paramos o carro e saímos correndo atrás dele. Quando eu cheguei, ele estava escondido embaixo de um carro. Chamei a polícia. A primeira coisa que ele falou quando o pegamos foi: ‘Como é que ela está? Eu năo queria fazer isso, como é que ela está?’. É um conforto para família saber que ele está preso e que agora a justiça vai ser feita”, disse Nunes.

Fonte: Brasil

UnB promove série de atividades para o Dia da Consciência Negra; confira

Lucas Souza, “Titia Maldita” e Tauanăra Monteiro: uniăo e relatos de racismo (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

Para marcar o Dia da Consciência Negra, celebrado em todo o país hoje, o Centro de Convivência Negra (CCN) e a Diretoria da Diversidade (DIV) realizam uma série de atividades que visam promover a visibilidade das discussőes sobre a negritude na Universidade de Brasília (UnB). Outras iniciativas, que integram o Novembro Negro, văo até o dia 29.

Hoje, as açőes concentram-se no Teatro de Arena, entre 12h e 16h. Às 19h, a Biblioteca Central realiza o coquetel de abertura da I Mostra de Arte de Estudantes e Professores Negros da UnB. A mostra busca acabar com estereótipos carregados de problemáticas sociais, por meio de pinturas, figuras, entre outros, segundo os organizadores.

Estudante de biologia da UnB, Davi Evangelista Dias, 22 anos, diz que a violência contra os negros é cotidiana e se apresenta de várias formas. Ele conta ter sofrido preconceito em comércios e na rua. “Uma vez, voltava da escola com amigos, que também săo negros, e fomos abordados agressivamente por agentes da Polícia Militar. Năo estávamos fazendo nada, apenas indo jogar bola”, conta.

Lucas Souza, 20, estudante de serviço social, também foi vítima de preconceito racial. Um segurança de pele branca o ameaçou em uma festa, sem qualquer motivo. “Ele chegou perto, falando para eu ter cuidado, porque ele sabia o meu nome, mas eu năo estava fazendo nada de mais. Estava apenas com amigos me divertindo. O que mais doeu năo foi ele chamar a minha atençăo, foi ele ter feito isso com desrespeito, só por eu ser negro.”

Amigo de Lucas, outro estudante da UnB, que se apresenta como Titia Maldita, conta que, quando criança, percebia “olhares diferentes” dos outros colegas e que eles o excluíam das brincadeiras, principalmente na escola. “Eu era a única criança negra da sala. Eles me tratavam diferente e também năo gostavam de brincar comigo. Apesar de ter crescido, ainda sinto que isso năo mudou”, ressalta.

Apartheid

Estudante de letras, Tauanăra Monteiro, 24, acredita que, em alguns lugares do país, as desigualdades entre negros e brancos săo mais nítidas. “Os mesmos problemas que têm aqui tem em outros lugares, mas, em alguns, é muito mais visível. Lá no Rio, por exemplo, é explícito onde estăo os brancos e onde estăo os negros. E os pretos estăo basicamente nos lugares mais pobres. Aqui, já sinto mais misturado”, observa.

Subsecretário de Igualdade Racial do Distrito Federal, Victor Nunes diz faltar políticas de Estado para evitar o racismo e outras violências contra a populaçăo negra. “O Estado năo promove políticas para reparar tudo o que foi feito contra essa comunidade, que sai mais cedo de casa para conseguir emprego. O jovem negro termina indo para o sistema carcerário, onde 85% dos presos săo negros; ou vai para o cemitério”, afirma Nunes.

Fonte: Cidades

Brasil tem 45 barragens que correm risco de romper a qualquer momento

Tragédia em Mariana: maior desastre ambiental do país matou 19 (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press – 22/11/15
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A Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou ontem um dado alarmante: cresce no país a quantidade de barragens com risco de se romper — como aconteceu há três anos no município mineiro de Mariana, quando o colapso da barragem do Fundăo, da mineradora Samarco, deixou um rastro de lama que soterrou vilas e provocou a morte de 19 pessoas. Em 2017, segundo relatório divulgado ontem pela autarquia, havia 45 estruturas em perigo, número 80% maior que o registrado em 2016, quando 25 apresentavam riscos. Recuperá-las custaria R$ 92,2 milhőes, segundo projeçăo da agência.

O relatório mostra que as principais falhas săo baixo nível de conservaçăo, insuficiência do vertedor e falta de documentos que comprovem a estabilidade das estruturas. A maioria das barragens com problemas está localizada no Norte e no Nordeste, em estados como Acre, Alagoas e Bahia. Das 45 em situaçăo de risco, 25 pertencem a órgăos ou entidades públicas. No período analisado pelo relatório, a ANA identificou 14 acidentes e incidentes, sem mortes.

Os riscos podem ser ainda maiores, já que somente 17% das barragens săo vistoriadas anualmente. “O monitoramento deve basear-se em critérios como nível de perigo, categoria de risco, dano potencial associado e disposiçăo do empreendedor em colaborar, pois năo há condiçőes de os fiscais visitarem todo seu universo de barragens todo ano”, diz o documento.

De acordo com o relatório, existem problemas de todos os tipos, sendo os mais frequentes a ausência de documentaçăo, estruturas comprometidas e parcialmente inoperantes, surgências e infiltraçőes, embargos jurídicos e até o encerramento das atividades da empresa responsável sem a implantaçăo de programa de desativaçăo das barragens.

O temor de técnicos é de que uma tragédia como a de Mariana se repita. Além de provocar mortes, o maior desastre ambiental da história do país devastou dois municípios. Várias famílias atingidas pelo desastre continuam sem receber indenizaçăo ou auxílio (leia Memória).

Uma das principais dificuldades de fiscalizaçăo é o deslocamento para a visitaçăo das barragens. Somente 20 órgăos fiscalizadores, de um total de 31, realizaram alguma vistoria in loco. “A rotina de fiscalizaçăo ainda deve ser introduzida em cerca de um terço dos órgăos fiscalizadores”, avalia a ANA.

No país há um cadastro que reúne 24.092 barragens para diferentes finalidades, como acúmulo de água, de rejeitos de minérios ou industriais, e para geraçăo de energia. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e a mineradora Vale do Rio do Doce têm o maior número de barragens cadastradas, com 253 e 175, respectivamente.

MemóriaVítimas da lama

O rompimento da barragem do Fundăo, no distrito de Bento Ribeiro, em Mariana (MG), em 5 de novembro de 2015, liberou um mar de lama de rejeitos de minérios que atingiu mais de 40 cidades, matou 19 pessoas e impactou a fauna e a flora do Rio Doce por 660km entre Minas Gerais e Espírito Santo. Segundo perícia da Polícia Civil, havia uma grande quantidade de água no depósito, além da lama, o que tornou a drenagem insuficiente e gerou o rompimento. A estrutura pertence à mineradora Samarco, de propriedade da Vale e da empresa australiana BHP Billiton. A Fundaçăo Renova, criada a partir de um acordo entre a Samarco, a Uniăo e os estados prejudicados, afirma que foram pagos cerca de R$ 1,1 bilhăo em indenizaçőes e auxílios financeiros a vítimas da tragédia.

Fonte: Brasil

Exército dos EUA instala quilômetros de arame farpado na fronteira

(foto: AFP)

 

Laredo, Estados Unidos – Eles começaram a trabalhar no frio da manhă e se movem rapidamente, desenrolando carretel atrás de carretel de arame farpado para depois prendê-lo a postes enfiados no chăo.

A cerca foi instalada em três dias por aproximadamente 100 soldados do 19° Batalhăo de Engenheiros do exército americano, que fica em Fort Knox, Kentucky.

Os efetivos năo estăo em uma zona de guerra, mas em Laredo, cidade na fronteira com o México, dominada por um trecho do Rio Grande.

O presidente Donald Trump enviou 5.800 soldados à fronteira para prevenir a chegada de grandes grupos de migrantes centro-americanos que viajam pelo do México, uma medida que os críticos denunciaram como uma tentativa de conseguir vantagem política antes das eleiçőes de meio mandato celebradas no começo deste mês.

Trump disse que o avanço da caravana de migrantes implicava uma “emergência nacional” diante no que classificou de “invasăo”. 

Até agora, o aspecto mais visível da resposta de Trump é a cerca de arame, um obstáculo físico destinado a levar os migrantes em busca de refúgios a pontos da entrada organizados em território americano.

Pastéis 

Durante o final de semana, se pôde ver o pelotăo do tenente Alan Koepnick estender a cerca de arame ao longo das margens de um parque tranquilo junto ao rio, perto do centro de Laredo.

Enquanto as famílias andavam com căes, faziam churrasco na grelha e relaxavam, os soldados montavam o arame, năo sem rasgar os uniformes de camuflagem com as penas de metal.

Koepnick reconheceu que alguns moradores de Laredo mostraram sua preocupaçăo com as cercas e a presença das tropas.

“Mas também há muito apoio, pessoas que vêm, veteranos que apertam as măos, nos trazem bolos, água… coisas assim”, disse Koepnick à AFP.

Cerca de 100 metros atrás dele, pode-se ver um grupo de pessoas no lado mexicano do rio.

“Você verá pessoas do outro lado do rio, nos xingando em espanhol e jogando garrafas em nós, mas deste lado é mais positivo”, disse Koepnick.

O tenente e seus homens ficam desarmados, embora um grupo de policiais militares armados permaneça ao seu lado como uma “força de proteçăo”.

As leis dos Estados Unidos năo autorizam os militares a exercer funçőes policiais. Portanto, os soldados năo terăo qualquer interaçăo direta com os imigrantes.

Trump, que quer construir um muro ao longo dos 3.200 quilômetros de fronteira com o México, elogiou o trabalho militar na semana passada: “Eles construíram grandes cercas e construíram uma barreira muito poderosa”.

Laura Pole, uma turista britânica que visita Laredo pela terceira vez, ficou menos entusiasmada. “Isso me lembra Hitler e os campos de concentraçăo”, disse ele.

Sem risco de combate 

A missăo fronteiriça colocou o exército sob um holofote desconfortável, e o secretário da Defesa, Jim Mattis, visitou tropas destacadas na fronteira na semana passada.

Mattis disse que “năo fazemos manobras militares” e que o trabalho de curto prazo era ajudar os agentes da Alfândega e Proteçăo das Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), que têm poucos recursos, e colocam obstáculos físicos no limite.

Depois que alguns membros se queixaram à mídia sobre o propósito da missăo, eles agora têm ordens estritas de năo dar suas opiniőes pessoais à imprensa. 

Foco em Tijuana

Os grandes grupos de caravanas năo văo para Laredo, mas a Tijuana, a pouco mais de dois mil quilômetros a oeste, onde as autoridades dizem que mais de três mil migrantes já chegaram.

No entanto, um agente alfandegário dos EUA, que disse năo estar autorizado a dar seu nome, expressou sua satisfaçăo com a assistência militar, já que todos os dias “centenas” de imigrantes tentam atravessar o trecho de aproximadamente 50 km da patrulha de fronteira.

A açăo militar está programada para terminar em 15 de dezembro e năo está claro o que acontecerá com a cerca instalada. 

Os ventos que sopram no Vale do Rio Grande estăo acumulando lixo, roupas e sacolas plásticas ao longo da sanfona. “Ninguém parece saber quando será desmontada. Realmente năo é decisăo nossa”, explicou Koepnick.

Fonte: Mundo

Dia da Bandeira: conheça cinco curiosidades deste símbolo nacional

A maior Bandeira Nacional fica na Praça dos Três Poderes: 280 mČ (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

 

Há 129 anos, em 19 de novembro de 1889, os brasileiros conheceram a bandeira que representaria a Naçăo após o momento histórico de rompimento com o regime imperial. A proclamaçăo da República foi tăo emblemática que está marcada na nossa bandeira: as estrelas da nossa bandeira reproduzem a constelaçăo no céu da cidade do Rio de Janeiro exatamente às 8h30 do dia 15 de novembro de 1889, que săo o local e a data da Proclamaçăo da República.  Nesse desenho, o azul seria a esfera celeste, ou seja, uma representaçăo do céu.  Mas essa é só uma das curiosidades sobre a Bandeira Nacional, confira outras:

1. Representa o desenho da esfera celestial

A bandeira como conhecemos, projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares, marca a independência do Brasil em relaçăo ao império português. Assim como ocorrido em outras naçőes, ela ainda preserva símbolos referentes ao período monárquico como forma de năo desprezar o próprio passado, mas carrega mais pesos da identidade do Brasil independente. 

2. Todas as estrelas giram em torno da estrela do DF

Ao contrário do que muitos pensam, a estrela acima da faixa branca com a frase “Ordem e Progresso” năo é a que representa o Distrito Federal, mas sim a que representa o estado do Pará, que era o maior território acima do paralelo do Equador em 1889. A estrela do DF fica bem abaixo e é chamada de Sigma, da constelaçăo Octante. 

A Sigma é a menos brilhante de todas as estrelas representadas na bandeira, tanto que quase năo é visível ao olho nu. Mas existe um motivo especial para ela ter sido escolhida para a capital: além dela estar sempre no céu, independente do dia e horário – observando do hemisfério sul, todas as outras estrelas giram em torno dela.

Cerimônia da troca da bandeira, na Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 

3. É crime desrespeitar a bandeira

De acordo com o artigo 31 da lei nº 5.700, săo proibidas uma série de atitudes de desrespeito à Bandeira Nacional. A lei, de 1º de Setembro de 1971, está no Capítulo V e considera quatro atos como criminosos, que săo:

I – Apresentá-la em mau estado de conservaçăo.

II – Mudar-lhe a forma, as cores, as proporçőes, o dístico ou acrescentar-lhe outras inscriçőes.

III – Usá-la como roupagem, reposteiro, pano de boca, guarniçăo de mesa, revestimento de tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar.

IV – Reproduzi-la em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda”.

Além do artigo 31, os artigos 32 e 33 também săo curiosos. O primeiro diz que “As Bandeiras em mau estado de conservaçăo devem ser entregues a qualquer Unidade Militar, para que sejam incineradas no Dia da Bandeira”, enquanto o segundo determina que “Nenhuma bandeira de outra naçăo pode ser usada no País sem que esteja ao seu lado direito, de igual tamanho e em posiçăo de realce, a Bandeira Nacional, salvo nas sedes das representaçőes diplomáticas ou consulares”. 

 

4. A bandeira tem dimensőes precisamente definidas

À primeira vista, pode parecer que a Bandeira Nacional năo seja tăo geométrica. Mas a verdade é totalmente o contrário: existe uma legislaçăo específica para confecçăo da bandeira, que năo prevê margem de erro para as dimensőes. O Inmetro arbitrou um erro aceitável de mais ou menos 10%, sobre a medida legal. 

  • Tomando como base a largura, dividindo-a em 14 (quatorze) partes iguais, as dimensőes săo:
  • Comprimento será de vinte módulos (20 metros);
  • A distância dos vértices do losango amarelo ao quadro externo será de um módulo e sete décimos (1,7metro);
  • O raio do círculo azul no meio do losango amarelo será de três módulos e meio (3,5 metro);
  • Centro dos arcos da faixa branca estará a dois módulos (2metro) à esquerda do ponto de encontro do prolongamento do diâmetro vertical do círculo com a base do quadro externo;
  • Raio do arco inferior da faixa branca será de oito módulos (8 metros); o raio do arco superior da faixa branca será de oito módulos e meio (8,5 metros);
  • A largura da faixa branca será de meio módulo (0,5 metro);
  • As letras da palavra “ordem” e da palavra “progresso” terăo um terço de módulo (0,33 metros) de altura e três décimos de módulo (0,30 metros) de largura;
  • A letra da conjunçăo “e” terá três décimos de módulo (0,30 metros) de altura e um quarto de módulo (0,25 metro) de largura;
  • As estrelas serăo de 5 (cinco) dimensőes, sendo que devem ser traçadas dentro de círculos cujos os diâmetros săo:

– Três décimos de módulos (0,30 metro) para as de 1ª grandeza;

– Um quarto de módulos (0,25 metro) para as de 2ª grandeza;

– Um quinto de módulo (0,20 metro) para as de 3ª grandeza;

– Um sétimo de módulo (0,14 metro) para as de 4ª grandeza;

– Um décimo de módulo (0,10 metro) para as de 5ª grandeza.

5. A maior Bandeira Nacional fica em Brasília

Sabendo de todas as curiosidades da bandeira, o brasiliense pode se sentir privilegiado. Além de ter uma estrela especial no desenho, a capital tem ainda a maior Bandeira Nacional do país, com 280 metros quadrados. Ela fica hasteada no no mastro da Praça dos Três Poderes e a sua troca acontece a cada primeiro domingo do mês, em um rodízio na coordenaçăo do evento entre as Forças Armadas e o governo do Distrito Federal.

 

Com informaçőes de Bandeira Nacional, Governo do Brasil, Presidência da República e Inmetro.

Fonte: Cidades