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Três pacientes morrem durante incêndio de hospital no Rio de Janeiro

Funcionários, a princípio, descartaram a possibilidade de incêndio criminoso. Eles acham que pode ter sido um acidente na parte elétrica do ar-condicionado (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgaçăo)

Ao menos três pacientes morreram durante a transferência da Coordenaçăo de Emergência Regional (CER), que pegou fogo na tarde deste sábado, (3/11), para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Parte do Hospital Lourenço Jorge foi destruída por um incêndio que começou, por volta das 15h40, no segundo andar, e rapidamente se alastrou. 

 

Médicos, socorristas e os maqueiros agiram com agilidade e conseguiram levar os pacientes para outras alas do hospital, com segurança, antes mesmo da chegada dos bombeiros. A CER é uma porta de entrada do hospital, de atençăo imediata, e tem a funçăo de direcionar os pacientes em situaçőes muito graves ao hospital.

 

De acordo com informaçőes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o local estava superlotado, com aproximadamente 300 pessoas. Funcionários, a princípio, descartaram a possibilidade de incêndio criminoso. Eles acham que pode ter sido um acidente na parte elétrica do ar-condicionado do segundo andar – que serve de apoio às equipes médicas, com refeitório e dormitórios.

 

“De acordo com uma enfermeira, “se o fogo tivesse começado por baixo, tinha morrido todo mundo, pois năo daria tempo para a gente entrar. Houve muito grito, desespero, mas conseguimos salvar todo mundo”, disse. Os funcionários năo quiseram se identificar temendo represálias. Eles já vêm sofrendo ameaças de demissăo e estăo com mais de dois meses de salários atrasados.

 

Morador do entorno, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, acompanhou, no local, a açăo do Corpo de Bombeiros. A secretaria de saúde do município investiga o ocorrido. O incêndio teve também forte impacto no trânsito. O Centro de Operaçőes da Prefeitura do Rio interditou aa pista lateral da Avenida Ayrton Senna, no sentido da Linha Amarela. O tráfego foi desviado para a pista central.

 

Por volta das 16h, a Av. Ayrton Senna tinha retençőes a partir da Av. Pref. Dulcídio Cardoso. Os motoristas tinham que passar pelo Recreio (Av. Alfredo Baltazar da Silveira) ou pelo Pepê (Av. Érico Veríssimo). A indicaçăo da Prefeitura, para quem trafegava pela Av. das Américas, era seguir pela Av. Luis Carlos Prestes, Av. José Silva de Azevedo Neto e Av. Juan Manuel Fanjo, até acessar a Av. Ayrton Senna, na altura do Via Parque.

 

Com informaçőes da Agência Estado  

Fonte: Brasil

Formas tradicionais de comércio se reinventam e atraem novos clientes

Leonardo Antônio Limeira Ribeiro (E) está à frente da sapataria em que o experiente sapateiro Darcílio Alves trabalha (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 

A produçăo artesanal ganhou lugar cativo no comércio brasiliense. Empresários da capital desenham e manufaturam os próprios produtos com técnicas antigas. A proposta é oferecer um bem exclusivo ao comprador. Pode ser uma carteira de couro, a encadernaçăo clássica de um livro querido ou uma bolsa, peça de roupa ou sapato costurados sob medida.

É, também, um mercado que enfrenta desafios, os mesmos impostos a qualquer pequena empresa, mas com uma capacidade de confecçăo limitada ao número de pessoas que dominam aquela técnica. E, para superá-los, a aliada acaba sendo a tecnologia. Internet, redes sociais e lojas colaborativas estăo entre as principais soluçőes para manter a lucratividade da produçăo limitada.

Cada peça pensada, desenhada, recortada e costurada à măo contrasta com o equivalente produzido em série e seus milhares de semelhantes. É sabendo disso que Will Pedrosa, 35 anos, e Felipe Kuhlmann, 31, optaram por manter a confecçăo de carteiras e outros artigos de couro limitada a eles e outros cinco funcionários.

A Brave Man, empresa que a dupla criou em 2013, sobrevive de vendas pela internet. “Começamos em um quarto na casa do Felipe. Compramos couro e produzimos uma quantidade de carteiras para ver se ia dar certo. Fazíamos a produçăo e a divulgaçăo”, conta Will.

Ele recorda, ainda, que, quando começaram, năo sabiam “pregar um botăo na camisa”. Aos poucos, aprenderam o uso das ferramentas e fizeram cursos. Felipe chegou a viajar para os Estados Unidos, para qualificar o trabalho. Hoje, a dupla vende o material pela internet, mas tem endereço próprio para produzi-lo e acondicioná-lo.

“Hoje, o Will cuida da produçăo e eu do marketing e administraçăo. Nossos desafios estăo mais relacionados à expansăo dos negócios. A Brave Man ainda pode crescer muito, mas temos que fazer isso conservando a essência do nosso modelo de negócio. A industrializaçăo banaliza e conflita com os pilares da empresa”, explica

 

Thiago Balieiro Martins herdou o negócio e o ofício do pai, encadernador (foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)

 

Entre geraçőes

Até a entrada da Encadernadora Martins, no início da Asa Norte, remete a uma Brasília de outros tempos. Um biombo pintado com tinta-óleo cinza, um balcăo e um banco de madeira semelhante àqueles antigos de praça, mas sem muitos detalhes, escondem a oficina repleta de prensas, pesos, martelos, estiletes, linhas e outras ferramentas para encadernaçăo e recuperaçăo de livros.

Thiago Balieiro Martins, 36, toca o trabalho que era do pai, Clóvis Martins, que morreu em 2017, aos 71 anos, e chama o local de trabalho de “sala de encadernaçăo e recuperaçăo”. “Atendemos alguns juízes do DF, cartórios do DF e Entorno, e somos muito procurados para restauraçăo de livros, principalmente quando há um apego especial”, revela Thiago.

A encadernadora também faz livros contábeis e trabalhos universitários. A marca é a capa de couro, as letras douradas, tudo nos mínimos detalhes. “Dependendo do tipo de restauraçăo, da idade do livro e de quanto ele está danificado, desmanchamos todo o processo antigo e reencadernamos completamente. Até a capa fazemos a partir do zero”, afirma, mostrando pedaços de couro de diversas cores.

“Meu pai trouxe a técnica do Rio Grande do Sul. Mas aprendeu grande parte do ofício com um amigo chamado Teodorico, que já era bem velho quando começou a ensiná-lo. Tem ferramentas que eram dele, passaram para o meu pai e, depois, para mim.”

O negócio é familiar e funciona há 50 anos. Thiago começou em 2000, aos 18 anos. Trabalha ao lado do irmăo, Luciano Baleiro, 40, e conta com a ajuda de um primo. O segredo é a dedicaçăo. “No trabalho artesanal, cada peça é única e cada livro tem uma necessidade. Um trabalho em larga escala năo nos permitiria observar esses pequenos detalhes. O material usado em encadernaçőes de larga escala também é de menor qualidade. A maioria dos livros que recebo para restaurar tem um apreço, um valor sentimental do dono”, observa Thiago, que pretende levar o trabalho para a internet para diversificar a clientela.

 

Felipe Kuhlmann e Will Pedrosa vendem carteiras e pulseiras de couro (foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)

 

Em família

Leonardo Antônio Limeira Ribeiro, 32 anos, e a irmă, Ana Angélica Limeira Ribeiro, 30 anos, estăo à frente da Couro Chique. A loja é antiga na capital, com 35 anos de praça. O serviço de restauraçăo e produçăo de calçados também segue a tradiçăo. Tem até um sapateiro que faz questăo de trabalhar diretamente em cada uma das encomendas.

Darcílio Alves, 62, começou a confeccionar calçados aos 12 anos. Agora, o material produzido também pode ser encontrado na rede social Instagram. “Nosso foco é o conserto, mas fazemos sapatos sob medida também. Temos vários clientes, mas os principais săo portadores de necessidades especiais”, destaca Leonardo.

“O trabalho artesanal nos permite corrigir defeitos que a produçăo em larga escala năo calcula. Além disso, usamos materiais de melhor qualidade. Um sapato masculino ou feminino de couro, se bem cuidado, vai durar muito mais tempo que um tênis de marca”, garante Darcílio. “Uma das nossas dificuldades é o imposto. Na parte de produçăo, pagamos imposto por serviço, de 15%, que é mais caro que o de vendas, que fica entre 12% e 13% do faturamento”, completa Leonardo.

As bolsas da Nuvii Bolsas, por sua vez, podem ser encontradas no Instagram da marca ou em uma loja colaborativa da Asa Norte. Cada peça é fabricada pela criadora da grife, Maiara Nunes, 29, moradora de Ceilândia Norte. Ela entrou para a formalidade recentemente e está aprendendo a lidar com a parte administrativa do empreendimento.

“A Nuvii Bolsas surgiu depois do meu período de maternidade. Tive dois filhos e queria fazer alguma coisa que me permitisse cuidar deles. Veio a ideia da costura, comprei uma máquina e comecei a aprender. Fui desenvolvendo as técnicas e passei a ter gosto pelo trabalho. Eu me arrisco até a desenhar as peças”, relata.

Maiara produz cerca de 50 bolsas por semana. Assim, consegue atender a loja e o perfil na rede social. “É uma quantia que está dentro do orçamento. Trabalho sozinha e produzo cada peça com muito amor. Tem uma energia boa em uma peça feita por uma microempreendedora”, reflete.

Fonte: Cidades

Em seis meses, Brasil teve mais de 200 casos de intolerância religiosa

Adna Santos, a Măe Baiana, teve o terreiro incendiado e depredado em 2015: “Precisam respeitar nossa fé” (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

Constitucionalmente, o Brasil é laico há mais de 120 anos e năo discrimina nenhuma religiăo. Na prática, o país ainda mostra as faces da intolerância religiosa, com agressőes físicas, xingamentos, depredaçőes, destruiçőes de imagens, tentativas de homicídio e incêndios criminosos. Levantamento feito pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH), com base nas ligaçőes para o Disque 100, aponta que, no primeiro semestre deste ano, foram registradas 210 denúncias de discriminaçăo por religiăo. Os estados campeőes săo Rio Grande do Norte, Săo Paulo e Rio de Janeiro. Desde 2015, o estado potiguar lidera o ranking, e os outros dois têm alternado o segundo e o terceiro lugares.

Em comparaçăo com 2017, em que ocorreram 255 casos no mesmo período, as ocorrências diminuíram. No entanto, os números podem ser ainda maiores, pois a taxa de subnotificaçăo é alta. Entre as religiőes que mais sofrem discriminaçăo, está a umbanda, com 34 denúncias; o candomblé, com 20; e a evangélica, com 16 casos. O Distrito Federal aparece com apenas uma denúncia. Porém, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do DF registra nove ocorrências de discriminaçăo religiosa, de janeiro a setembro. No mesmo período do ano passado, foram oito casos. A pesquisa do MDH também traçou o perfil dos agressores. A maioria das açőes de intolerância é praticada por mulheres. Elas também encabeçam a lista das vítimas — săo 45,18%, contra 37,35% dos homens.

Adna Santos, 56 anos, mais conhecida como Măe Baiana, sentiu na pele a discriminaçăo contra o candomblé, religiăo à qual pertence. Chefe da Divisăo de Proteçăo de Patrimônio da Casa Palmares, ela possui um terreiro no Lago Norte, na divisa com o Paranoá. Em novembro de 2015, o Ylê Axé Oyá Bagan foi incendiado e vários santos e instrumentos religiosos foram queimados ou destruídos. Um laudo da polícia apontou curto-circuito, conclusăo contestada por membros da comunidade. No mesmo ano, foram registrados mais de 10 ataques a terreiros no DF.

“Sofro preconceito. Sou preta, măe de santo, com um terreiro instalado em uma área nobre. A situaçăo melhorou com a implantaçăo da delegacia contra crimes religiosos e com a visibilidade da Palmares. Antes, o próprio governo desconhecia o nosso povo. A populaçăo nos tratava como macumbeiros”, diz Măe Baiana. Ela afirma que, no Distrito Federal, săo 330 terreiros registrados, a maioria em Ceilândia e em Planaltina. “Os ataques diminuíram, mas continuam em outros estados. Precisamos que respeitem a nossa história e a nossa fé, assim como respeitamos a dos outros”, afirma.

 

Desconforto

Para o pastor da 2ª Igreja Batista do Cruzeiro Velho, Lúcio Flávio Grosso Rezende, a regiăo onde a igreja está localizada é receptiva. No entanto, ele salienta que os ataques aos evangélicos pelo país săo lamentáveis. “O evangélico tem uma forma mais ortodoxa de ler a Bíblia e de colocar os princípios bíblicos em prática, o que causa desconforto a quem năo tem essa mesma visăo. Um exemplo: o evangélico năo consome bebida alcoólica, e, se se depara com alguém que bebe, pode gerar preconceito e discussăo”, diz.

O padre Geraldo Ascari, da Paróquia Santa Terezinha, no Cruzeiro Novo, ressalta que os ataques às crenças religiosas já foram piores, mas que “é necessário que a populaçăo saiba respeitar os valores de rituais diferentes”. Do lado católico, diz, “a diretriz é de respeito e acolhimento dos diferentes. Nesta semana mesmo, celebramos o casamento de um espírita com uma católica. A religiăo dá o autoconhecimento e oferece o lado humano da convivência.”

A religiăo wicca também sofre preconceito. A Uniăo Wicca do Brasil (UWB) estima que cerca de 300 mil pessoas pratiquem bruxaria no país. A estudante de psicologia e taróloga Luana Cavalari, 35 anos, é uma das adeptas. Ela relata que a maioria das pessoas associam wicca a feitiçaria, mas que a religiăo nada tem a ver com isso. “Dizem que fazemos maldade, pacto com o capeta, mas năo. É uma religiăo neopagă, politeísta, que estuda o paganismo de uma forma nova. Năo existe sacrifício nem nada do tipo, pelo contrário. As oferendas consistem em frutas e flores. Celebramos as mudanças das estaçőes do ano e as fases da lua. É um culto voltado aos deuses”, explica.

“É necessário que a populaçăo saiba respeitar os valores de rituais diferentes. A religiăo dá o autoconhecimento e oferece o lado humano da convivência”  
Padre Geraldo Ascari, da Paróquia Santa Terezinha, no Cruzeiro Novo

 

 

Para Lia Zanotta, da UnB, discursos radicais no período eleitoral colocaram sob ataque direitos básicos da cidadania (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Racismo predomina 

A antropóloga da Universidade de Brasília (UnB), Lia Zanotta, observa que, no Brasil, as religiőes que tendem a ser mais discriminadas e enfrentam maior intolerância săo as de matriz africana. “Tem por trás disso um racismo grande. Além disso, a pessoa acha que sua religiăo é melhor que a do outro. Temos episódios frequentes de derrubada e queima por parte de pessoas que dizem agir em nome de uma religiăo superior”, diz. Zanotta aponta ainda que a açăo de radicais observada no período eleitoral colocou em jogo a dignidade da pessoa.

“Vemos a hierarquizaçăo de héteros sobre homossexuais, homem sobre mulher, cristăos sobre năo cristăos. Isso está vindo pela questăo política. A dignidade humana năo discute quem vale mais. Essas questőes năo deveriam estar na pauta das eleiçőes. Săo direitos básicos, garantidos. Uma democracia consolidada năo discute isso. É preciso respeitar a diversidade, esquecer divisőes hierárquicas e fantasiosas. As religiőes devem estar abertas à conversaçăo e ao respeito mútuo”, afirma.

O advogado criminalista e constitucional Adib Abdouni, alerta que liberdade religiosa é garantida pela Constituiçăo Federal, no artigo 5º, inciso VI: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteçăo aos locais de culto e a suas liturgias”.

Detençăo

Abdouni ressalta ainda que o Código Penal prevê, no artigo 208, a condenaçăo da discriminaçăo religiosa: ‘Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou funçăo religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso é penalizada com detençăo de 1 mês a um ano ou multa. Se houver emprego de violência, a pena é aumentada em um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.”

A Secretaria da Segurança Pública informa que denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia ou na Delegacia Especial de Repressăo aos Crimes por Discriminaçăo Racial, Religiosa ou por Orientaçăo Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). Outros serviços disponíveis săo a Delegacia Eletrônica, acessada pelo site da Polícia Civil (http://www.pcdf.df.gov.br), e ainda o Disque 100.

 

Fonte: Brasil

Grupo de 1.500 salvadorenhos chega ao México rumo aos EUA

(foto: Marvin Recinos/AFP)

 

Uma caravana com 1.500 salvadorenhos que segue em direçăo aos Estados Unidos cruzou nesta sexta-feira o rio Suchiate, na fronteira entre Guatemala e México, constatou a AFP no local.

Os salvadorenhos, seguindo os passos de milhares de hondurenhos que percorrem no momento o sul do México, cruzaram o rio a pé entre Tecún Umán, na Guatemala, e Ciudad Hidalgo, México, após negarem a oferta de asilo ou retorno realizada pelas autoridades mexicanas.

Apenas algumas famílias salvadorenhas que decidiram aceitar o asilo permaneceram na saída da ponte no lado mexicano, onde aguardam a chegada de um ônibus enviado pelas autoridades.

Carregando seus pertences sobre as costas e alguns com crianças no colo, os salvadorenhos cruzaram o rio Suchiate seguindo os passos das caravanas de hondurenhos que percorreram o mesmo caminho rumo aos Estados Unidos, fugindo da violência e da pobreza.

A primeira caravana de emigrantes partiu no dia 13 de outubro da cidade de San Pedro Sula, norte de Honduras, e atualmente passa pelo estado de Oaxaca, no sul do México.

Outros 2 mil emigrantes, que entraram no México na segunda-feira passada, seguem pela mesma rota.

A Direçăo Geral de Migraçăo e Estrangeiros (DGME) de El Salvador informou que 1.778 salvadorenhos partiram na quarta-feira do país, em duas caravanas.

Deste total, 268 pessoas (118 adultos e 150 crianças e adolescentes) decidiram regressar a El Salvador.

Um grupo de 534 pessoas, a maioria salvadorenhos adultos, que partiu no domingo já está no território mexicano.

Os emigrantes de El Salvador decidiram buscar o “sonho americano”, apesar da severa advertência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que conterá as massas de emigrantes ilegais até com a ajuda das Forças Armadas.

Fonte: Mundo

Trump recua em ameaça de atirar contra emigrantes

(foto: Johan Ordonez/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se retratou nesta sexta-feira de suas afirmaçőes de que soldados americanos deveriam atirar contra emigrantes na fronteira com o México caso fossem ameaçados com pedras.

“Năo disse atirar. Năo terăo que atirar. O que năo quero é que esta gente lance pedras” nos militares na fronteira. 

Trump declarou a jornalistas na Casa Branca que os emigrantes que lançarem pedras ou solicitarem o status de refugiado na fronteira sul a partir de agora “ficarăo detidos por muito tempo”. 

Após um discurso na quinta-feira sobre sua luta contra a imigraçăo ilegal, Trump foi consultado sobre como reagiriam os milhares de homens enviados à fronteira sul diante de um eventual ataque com pedras dos emigrantes. 

Trump respondeu que o lançamento de pedras seria visto como uma ameaça letal. 

“Năo vamos suportar isto. Se eles querem atirar pedras em nossos militares, nossos militares văo reagir”, disse Trump na véspera, afirmando que uma pedra pode ser considerada como uma arma.

“Se eles lançarem pedras como fizeram contra os militares mexicanos e contra a polícia, digo que devem considerar isto como um ataque com arma”.

Nesta sexta-feira, uma caravana com 1.500 salvadorenhos que segue em direçăo aos Estados Unidos cruzou o rio Suchiate, na fronteira entre Guatemala e México.

Os salvadorenhos seguem os passos de milhares de hondurenhos que percorrem no momento o sul do México na tentativa de chegar aos EUA.

A primeira caravana de emigrantes partiu no dia 13 de outubro da cidade de San Pedro Sula, norte de Honduras, e atualmente passa pelo estado mexicano de Oaxaca.

Outro grupo de emigrantes, que entrou no México na segunda-feira passada, segue pela mesma rota.

Fonte: Mundo

PF investigará grupo articulado para barrar apuração da morte de Marielle

(foto: AFP / MAURO PIMENTEL)

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou nesta quinta-feira (1º) que a Polícia Federal (PF) vai investigar a existência de um grupo criminoso articulado para atrapalhar e impedir as investigaçőes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, em março. O ministro solicitou a instauraçăo de inquérito policial para apurar o envolvimento de agentes públicos, milicianos e contraventores que estariam atuando em conjunto.

O pedido de atuaçăo da PF foi feito no mesmo dia pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com base em depoimentos de duas pessoas que estariam ligadas ao crime. “As denúncias săo extremamente graves, precisam ser investigadas”, afirmou Jungmann. O ministro, no entanto, năo quis dar informaçőes sobre quem seriam essas pessoas e qual o grau de confiabilidade dos testemunhos. Ele disse apenas que os depoimentos foram dados há um mês a procuradores federais.

Reportagem do jornal O Globo desta quinta-feira mostra que um dos depoimentos foi dado pelo ex-policial militar Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando de Curicica. Ele está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). Em entrevista concedida por escrito ao jornal, Curicica negou ter participado do duplo assassinato, mas afirmou que a Polícia Civil do Rio năo tem interesse em elucidar o caso e que haveria pagamento de dinheiro a agentes públicos.

Ele acusou até o chefe do órgăo, o delegado Rivaldo Barbosa, de ter montado uma intrincada rede de proteçăo aos chefes da contravençăo envolvidos em assassinatos. De acordo com O Globo, a informaçăo consta do depoimento de Curicica dado à PGR. Segundo apurou o Broadcast/Estadăo, o segundo depoimento também foi tomado pelo Ministério Público em um presídio do Rio Grande do Norte.

Năo há previsăo de federalizaçăo da investigaçăo da morte de Marielle e Anderson. O caso continuará com a Polícia Civil, com a ajuda do Ministério Público Estadual do Rio. Por considerar graves as informaçőes dos depoimentos, Raquel Dodge pediu que a PF garanta segurança aos depoentes e a seus familiares.

Em agosto, Jungmann chegou a oferecer publicamente ajuda da Polícia Federal, mas autoridades do Rio a cargo da investigaçăo recusaram. O ministro esclareceu que o novo inquérito pode, eventualmente, vir a ajudar a elucidar os assassinatos, mas destacou que as duas investigaçőes têm objetivos diferentes.

“O que se está fazendo é criar um outro eixo que investigará aqueles ou aquelas que estejam dentro da máquina pública – portanto, agentes públicos -, ligados ao crime organizado ou a interesses políticos e que estăo tentando impedir que seja elucidado esse crime. Entăo, em certo sentido, năo deixa de ser uma investigaçăo da investigaçăo que está sendo feita”, disse.

Questionado se os depoimentos foram acompanhados de provas materiais, o ministro afirmou que năo poderia dar detalhes porque o caso está sob sigilo. “Săo depoimentos em vídeo devidamente gravados por procuradores da República com fatos, nomes e valores que têm de ser devidamente investigados. Pode ser que năo seja isso, mas também evidentemente pode ser que tenha fundamento.”

O chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, afirmou por meio de nota oficial que a investigaçăo do caso Marielle está muito próxima do fim. Disse ainda que “repudia a tentativa de um miliciano altamente perigoso, que responde a 12 homicídios, de colocar em risco uma investigaçăo que está sendo conduzida com dedicaçăo e seriedade”. “Ao acusado (Curicica) foram dadas amplas oportunidades pela Polícia Civil para que pudesse colaborar com as investigaçőes de duplo homicídio dentro do estrito cumprimento da lei.”

Curicica estava preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio, mas, depois da morte da vereadora, foi transferido para a penitenciária federal. Na ocasiăo, por meio de seu advogado, ele contou que estava sendo pressionado pela polícia para confessar participaçăo no crime e, como havia se negado a assumir a culpa, teria sido transferido.

“Năo causaram surpresa as ilaçőes feitas pelo preso, tendo em vista que, historicamente, chefes de organizaçăo criminosa, notadamente milícias, se utilizam desse artifício para desmoralizar e desacreditar instituiçőes idôneas e seus membros”, continua a nota oficial. “Nenhum esforço está sendo poupado, cabendo ressaltar que todas as técnicas e os recursos disponíveis têm sido empregados no trabalho de investigaçăo. Dentro desse propósito, o chefe de Polícia Civil garante: o caso está muito próximo de sua elucidaçăo.”

Fonte: Brasil

Solução para o Rio? Quem são os snipers

(foto: Jose Lucena/Futura Press/Folhapress)

Os novos personagens que o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), quer levar para as zonas conflitadas da cidade e do Estado săo figuras discretas. Atiradores de elite, os snipers, na denominaçăo em inglês, năo têm nome, năo devem ser vistos e quase sempre agem como sombras, confundidos com o cenário. Ainda assim săo eficientes em seu trabalho: eliminar ameaças, matar pessoas. Podem atingir a cabeça de um homem a meio quilômetro de distância, de tal forma que o alvo caia imóvel.

Nesse caso, o objetivo é impedir a reaçăo nervosa espontânea do dedo no gatilho de uma arma apontada para um refém ou da măo que segura o disparador de uma bomba, explica um especialista do Centro de Instruçăo de Operaçőes Especiais do Exército, em Niterói, onde săo formados os caçadores, a tropa do tiro de precisăo.

Homem calmo e de fala mansa, ele diz que năo há a menor dificuldade em fazer o trabalho para o qual a seleçăo é rigorosa e o treinamento, severo. Marinha, Aeronáutica, PF e as polícias estaduais mantêm quadros próprios dedicados a esse tipo de açăo letal. Pouco se sabe a respeito de sua folha de serviços.

Witzel quer formar times de atiradores para abater quem for visto portando fuzis em meio às favelas e às comunidades. Năo é tăo simples. Pela legislaçăo, a posse do rifle năo autoriza o disparo letal – embora exija prisăo.

Criminalistas ouvidos pela reportagem acreditam que isso só seria possível em uma situaçăo de exceçăo, como a declaraçăo de estado de sítio ou de defesa, quando há a supressăo dos direitos constitucionais. Claro, em um confronto, vale o princípio da legítima defesa e da destruiçăo da ameaça. Juiz federal, Witzel diz que se trata de uma questăo de interpretaçăo da lei, que prefere “defender o policial (que atirar para matar) no tribunal do que ir ao funeral dele”.

Os snipers das Forças Armadas atuam em situaçőes de conflagraçăo, apoiando a segurança da tropa e de autoridades, obtendo informaçőes e neutralizando alvos selecionados. Os times policiais acrescentam “outro objeto” à lista, eventuais sequestradores que mantenham reféns sob risco. O tiro é feito quase sempre em duplas: o atirador e o observador, que fornece as informaçőes de apoio.

O disparo deve ser feito na faixa de 300 metros para que a posiçăo năo seja detectada. A incidência de luz precisa ser considerada para evitar o reflexo na lente do sistema de mira. A dupla usa traje camuflado e às vezes uma cobertura para confundir o olheiro. As Forças empregam cinco diferentes tipos de fuzis, entre os quais os imensos Barrett M82A1 .50, americanos.

Os militares e policiais candidatos à funçăo săo voluntários. Eles têm entre 25 e 35 anos. Precisam ter passado por outros níveis de qualificaçăo nas forças de operaçőes especiais. O condicionamento físico é exigente. Alimentaçăo balanceada, peso ideal e pressăo arterial normal săo pré-requisitos.

No momento do disparo, só o dedo indicador deve se movimentar; a respiraçăo precisa estar no ritmo do batimento cardíaco e o acionamento do gatilho deve ser suave – tudo isso para evitar desvios de trajetória, explica o especialista do Exército.

O abandono durante o ciclo de instruçăo é alto. Em um dos cursos de três semanas do Batalhăo de Infantaria Especial da Aeronáutica, em 2005, foram formados 14 atiradores. Houve quatro desligamentos.

Fonte: Brasil

"Quero pacificar a Polícia Civil", diz futuro diretor-geral da corporação

“Vamos reabrir as unidades e prestar um serviço de qualidade. As pessoas estăo precisando de socorro. Tem de ser urgente” (foto: Rodrigo Antonelli/Esp. CB/D.A Press – 18/4/12)

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) agiu rápido. A escolha do delegado que vai comandar a Polícia Civil do DF em sua gestăo ocorreu pouco mais de 12 horas depois da eleiçăo pela categoria da lista tríplice. Foi uma forma de evitar guerras nos bastidores que pudessem desgastar os candidatos. A decisăo foi tomada no começo da manhă de ontem em conversa com o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo), Rafael Sampaio. Ibaneis perguntou: “O primeiro da lista contempla?”. O sindicalista afirmou que os três nomes representam os policiais e que o mais votado seria uma boa escolha. Foi assim que o delegado Robson Cândido da Silva, 46 anos, chefe da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), virou diretor-geral.

Com 265 votos entre os colegas, Robson superou Benito Tiezzi, ex-presidente do Sindepo, querido na classe, que teve 242 votos. O terceiro na lista, Gilberto Maranhăo, conquistou 170 apoios. Poucas vezes esteve com Ibaneis. O contato é apenas institucional. Ele também nunca participou de disputas pelo comando. Jamais se candidatou para listas tríplices.

O sucessor de Eric Seba sempre trabalhou em delegacias circunscricionais. Nunca atuou como titular de uma unidade especializada. Mas conhece bem a realidade da segurança pública. Passou pelas delegacias de Ceilândia, Taguatinga, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo e, desde 2016, é delegado-chefe no Núcleo Bandeirante.

Nascido em Pires do Rio (GO), Robson está na Polícia Civil há 28 anos. Antes de tomar posse como delegado, em fevereiro de 1999, ele foi agente em Goiás. Agora, no comando da instituiçăo, promete montar uma equipe técnica. Ele năo se considera um homem de grupos e pretende trabalhar com critérios de meritocracia. A retomada da autoestima da categoria, a conquista da paridade dos salários da Polícia Civil aos da Polícia Federal, prometida por Ibaneis na campanha, e a abertura das delegacias por 24 horas săo algumas metas. Ele também pretende incrementar o combate à corrupçăo. “Essa é uma demanda nacional, internacional, em todos os acordos de cooperaçăo”, disse.

A escolha foi aplaudida pelo Sindepo e aceita pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol/DF), que suspendeu o processo de eleiçăo de uma outra lista com votos dos demais servidores.

Como será assumir o comando da Polícia Civil num momento em que a categoria se encontra abatida pela atual relaçăo conflituosa com o Executivo?

Confio muito no governador Ibaneis. Acredito que ele vai nos resgatar, e a gente vai trabalhar para elevar a autoestima dos policiais. Vamos construir novamente aquela polícia de eficiência, proativa. Sempre fomos considerados a melhor polícia do Brasil. O meu objetivo de vida hoje é resgatar a polícia năo só na questăo salarial, que é importante, mas também na gestăo de pessoas. Quero implementar a meritocracia.

O que vai ser considerado na escolha da sua equipe?

O critério técnico. Năo tenho nomes, năo tenho grupos, năo sou de nenhum grupo. Nós vamos, realmente, construir um perfil técnico.

O senhor é um delegado político ou técnico?

Como sempre participei das questőes sindicais, eu me considero um delegado que vai conseguir trabalhar a questăo técnica e também vou conseguir dialogar com a área política.

O que levou a uma votaçăo expressiva como primeiro colocado na lista tríplice?

Foi a construçăo de uma vida dentro da polícia. Sempre fui verdadeiro com os meus pares, buscando o diálogo, sem tentar desconstruir a imagem de outros colegas. Acho que isso foi o principal ponto que me levou a ser o primeiro na lista.

Fala-se que o senhor é amigo do deputado Wellington Luiz, o que teria ajudado na nomeaçăo. Procede?

O Wellington é amigo meu, amigo do Sindicato dos Delegados de Polícia, do Sindicato da Polícia. Ele é policial, sempre defendeu os policiais; entăo, ele năo é só meu amigo. É amigo de todos nós, mas acredito que figurar em primeiro da lista foi um fator primordial. Tenho certeza de que ter amizades pessoais năo mudariam esse resultado.

Será possível abrir todas as delegacias?

Com certeza. Estamos imbuídos desse objetivo. Esse é um compromisso do governador (eleito). Vamos reabrir as unidades e prestar um serviço de qualidade. As pessoas estăo precisando de socorro. Tem de ser urgente, porque as comunidades estăo carentes de segurança.

Como melhorar a autoestima dos policiais?

Nós passamos por uma deficiência muito grande no quadro. É um compromisso do nosso governador realizar novos concursos. É importante que as delegacias funcionem de forma plena, e isso passa pela contrataçăo de policiais, buscando também a questăo salarial, que é primordial. Mas năo podemos nos apegar somente a isso. Passa pela valorizaçăo e pela motivaçăo dos policiais. Quando eu me sentar na cadeira de diretor-geral, quero ouvir os policiais, passar por todas as delegacias, conhecer o que os policiais querem do novo diretor. Quero pacificar a Polícia Civil.

A votaçăo interna do seu nome significa um desejo de renovaçăo?

Sim, mas năo é só na Polícia Civil. Vimos o resultado das eleiçőes. O próximo diretor, que, no caso, sou eu, tem um compromisso năo só de eficiência, mas de renovaçăo no comportamento. Mudança na produçăo policial. Precisamos ser mais eficientes, fazer um trabalho digno para a populaçăo, melhorar o atendimento, investigar mais.

O combate à corrupçăo é uma prioridade?

Com certeza. Essa é uma demanda nacional, internacional, em todos os acordos de cooperaçăo. Nós vamos fortalecer o combate à corrupçăo e ao crime organizado. Vamos fortalecer ao máximo o que pudermos para combater diuturnamente.

Tem algum grupo na polícia que tentou impedir a sua nomeaçăo?

É uma coisa que năo poderia falar. As coisas săo tăo sensíveis, mas acredito que năo. O anúncio foi tăo rápido.

O senhor vai manter as coisas que dăo certo na atual gestăo?

Com certeza. A gente tem de aproveitar o que há de bom, o técnico. A administraçăo é grande, tem espaço. Temos de valorizar o servidor, năo só o delegado. Toda a Polícia Civil precisa ser valorizada, com perfil técnico. Temos de evoluir. Năo podemos ficar apenas em grupos.

O senhor foi escolhido antes mesmo da definiçăo do próximo secretário de Segurança Pública. Isso pode comprometer a sua relaçăo como chefe da pasta?

Com certeza, năo. Tenho um perfil de diálogo, de construçăo. Tăo logo seja anunciado o secretário, quero me apresentar para ele e dizer que teremos um trabalho juntos.

O comandante da Polícia Militar também?

Com certeza. Tenho um relacionamento muito bom com a Polícia Militar, sempre tive por onde fui delegado-chefe e delegado de plantăo. Sempre tive um tratamento de excelência com os policiais militares. Um bom relacionamento com a PM é primordial para que a segurança funcione.

Fonte: Cidades

Jovens são presos suspeitos de assassinar médico do Exército na Chapada

Corpo de Gabriel foi encontrado próximo a um local que tinha ocorrido uma festa, mas năo há confirmaçăo se ele participou ou năo do evento (foto: Arquivo pessoal/Divulgaçăo)

A morte do médico do Exército Brasileiro Gabriel Costa Lima, 28 anos, assassinado durante uma festa na Chapada dos Veadeiros em 13 de outubro, é investigada pela Polícia Civil de Goiás como latrocínio (roubo com morte). Dois homens de 26 e 23 anos estăo presos temporariamente suspeitos de participarem do crime. O inquérito, no entanto, está sob sigilo.

Policiais da Delegacia de Alto Paraíso prenderam a dupla na tarde de quarta-feira (31/10). Os dois săo moradores da regiăo e têm o costume de frequentar a Chapada dos Veadeiros, segundo a investigadora Maria Isabel Pires Ramalho. “Inclusive săo conhecidos dos membros da comunidade”, explicou.

Ela, no entanto, disse que os suspeitos năo têm passagens pela polícia. “A comunidade conta que săo jovens que sempre praticaram pequenos crimes naquela regiăo e em outras cidades, mas, por năo conseguirem comprovar, eles nunca foram presos”, esclareceu Maria Isabel.

A investigadora năo quis dar detalhes sobre o que os suspeitos levaram da vítima, mas ela relembrou que o médico era uma pessoa que gostava de trilhas e da beleza natural. “Certamente ele veio à Chapada para aproveitar a natureza, mas, por ser um local tido como calmo, provavelmente a vítima pode ter se desprevenido um pouco, mas nada justifica o crime”, reforçou.

Ela ainda disse que a vítima estava sozinha, fez algumas amizades na regiăo, mas estava sem o carro. “Ele ficou de carona”, informou Maria Isabel, mas sem dar mais detalhes sobre quem o acompanhava.

Entenda o caso

Próximo de onde o corpo dele estava, havia ocorrido uma festa na sexta-feira à noite, mas ainda năo se sabe se o militar teria participado ou năo do evento. 

Gabriel Costa Lima era mineiro de Belo Horizonte, mas prestava residência médica em ortopedia/traumatologia no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro. 

Fonte: Cidades

Delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos visita Brasil

Cartaz de manifestaçăo sobre Direitos Humanos na UNB (foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)

A partir da próxima segunda-feira (5/10), o Brasil receberá visita de uma delegaçăo da Comissăo Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), atendendo a convite do governo brasileiro feito no início deste ano. O objetivo da visita é observar em campo a situaçăo dos direitos humanos no Brasil. Além de Brasília, a delegaçăo visitará os seguintes estados: Bahia, Maranhăo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Săo Paulo.

A comissăo instalará dois escritórios para receber denúncias e petiçőes relacionadas a direitos humanos em Brasília e no Rio de Janeiro. O resultado da visita será apresentado em entrevista coletiva prevista para ocorrer no dia 12 de novembro, também no Hotel Hilton, em Copacabana.

Entre as áreas que serăo analisadas estăo discriminaçăo, desigualdade, pobreza, institucionalidade democrática e políticas públicas em direitos humanos. A situaçăo das pessoas afrodescendentes e quilombolas, comunidades e povos indígenas, camponeses e trabalhadores rurais, além da populaçăo urbana em situaçăo de pobreza, defensoras e defensores de direitos humanos; pessoas privadas da liberdade; migrantes, entre outros, receberăo atençăo particular da delegaçăo.

Além disso, a CIDH coletará informaçăo sobre a situaçăo da segurança pública, tanto urbana como rural, bem como sobre conflitos no campo e por terras. A Comissăo Interamericana observará também a situaçăo do acesso à justiça e a eventual situaçăo de impunidade em casos de graves violaçőes aos direitos humanos.

No período da visita, que se encerrará no dia 12 de novembro, os integrantes da comissăo devem se reunir com autoridades governamentais dos locais visitados, organizaçőes da sociedade civil, movimentos sociais e acadêmicos. Os observadores văo ainda coletar depoimentos de vítimas de violaçőes de direitos humanos e seus familiares. Estăo previstas também reuniőes com agências do Sistema das Naçőes Unidas e membros do corpo diplomático.

Denúncias

O escritório para receber denúncias funcionará em Brasília de 5 a 7 de novembro, das 9h às 13h, no Hotel B, no Setor Hoteleiro Norte da capital federal. O outro escritório será aberto no Hotel Hilton Copacabana, no Rio de Janeiro, funcionando no dia 8, entre 14h e 18h; e no dia 9, das 9h às 13h e das 14h às 18h.

A delegaçăo será liderada pela presidente da CIDH, Margarette May Macaulay. Outros altos dirigentes do conselho também virăo ao Brasil: a primeira vice-presidente, Esmeralda Arosemena de Troitińo; e o segundo vice-presidente, Luis Ernesto Vargas Silva entre outros. A relatora para  o Brasil no conselho, a comissária Antonia Urrejola Noguera, também participa da delegaçăo.  

A CIDH é um órgăo autônomo da Organizaçăo dos Estados Americanos (OEA), que tem a missăo de promover o respeito dos direitos humanos na regiăo e atuar como órgăo consultivo da OEA neste assunto. A CIDH é composta por sete membros independentes, que năo representam seus países de origem e săo eleitos pela Assembleia-Geral da OEA.

Fonte: Brasil