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Voo da Latam faz pouso de emergência após turbulência

(foto: Reproduçăo/ Twitter)

 

Um voo comercial da empresa Latam que partiu do Aeroporto de Guarulhos por volta de 1h51 da madrugada de quarta-feira (31/10), com destino a Santiago precisou realizar um pouso de emergência no aeroporto de Buenos Aires após passar por uma forte turbulência com provável formaçăo de granizo.

A turbulência ocorreu perto da fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Paraguai e o comandante da aeronave teve que acionar o plano de emergência. Imagens em circulaçăo nas redes sociais mostram que a aeronave sofreu avarias no bico e no para-brisas.

 

 

Em comunicado, a empresa afirmou que os passageiros desembarcaram com segurança no aeroporto de Ezeiza, Buenos Aires às 4h52 e foram realocados em outros voos para seguir ao destino final. A aeronoave foi recolhida para a manutençăo.  A Latam lamentou o incidente e garantiu que “a companhia seguiu todos os procedimentos previstos para este tipo de situaçăo, mantendo o controle da aeronave em todos os momentos e resguardando sempre a segurança de seus passageiros”.

Fonte: Brasil

Quantidade de casamentos gays cresce 10% nos últimos dois anos

Ramon Ribeiro e Hudson Garcia: relaçăo de sete anos oficializada (foto: Arquivo Pessoal )

Enquanto os brasileiros héteros se casam menos e se divorciam mais, o casamento homoafetivo teve aumento de 10% em 2017, em comparaçăo com 2016. É o que mostram as Estatísticas do Registro Civil 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o país registrou 1.070.376 casamentos civis, com reduçăo de 2,3% em relaçăo ao ano anterior. Os casamentos homoafetivos passaram de 5.354 para 5.887 e representaram 0,5% do total do ano. O crescimento foi puxado pelas mulheres. As uniőes entre cônjuges do sexo feminino saltaram 15,1%, com a realizaçăo de 3.387 casamentos. Os casamentos entre parceiros masculinos cresceram 3,7%, com 2.500 novas uniőes.

Nas uniőes civis entre homens e mulheres, os homens se juntaram, em média, aos 30 anos, e as mulheres, aos 28. Nos casamentos gays, a idade média foi de aproximadamente 34 anos para os homens e de 33 anos para as mulheres. As regiőes com maior número de casamento homoafetivo săo Sudeste, Sul e Nordeste. No Distrito Federal, segundo a Associaçăo dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil), foram registradas 6.746 uniőes homoafetivas em 2017. Em 2018, até setembro, foram 2.733.

Ramon Ribeiro e Hudson Garcia se conheceram por uma rede social e estăo juntos há sete anos. A formalizaçăo da uniăo veio apenas em 2017. Quando o casal compareceu ao cartório, teve de brigar pelo direito. “O escrivăo se negou a registrar o nosso casamento. Segundo ele, precisávamos estar morando juntos há dois anos  para assumir a uniăo estável, mas meu esposo é advogado e conseguimos reverter a situaçăo na hora”, contou Ramon.

De acordo com Michel Platini, presidente do Conselho de Direitos Humanos do DF e representante da Aliança Nacional LGBTI em Brasília, o número pode ser ainda maior, uma vez que nem todos os casais estăo na formalidade. “O casamento LGBT ainda é novidade. Mas também há muitos casais na uniăo estável, que năo săo abrangidos pela estatística. As mulheres se casam mais do que os homens. É cultural, o casamento é um desejo maior da mulher do que do homem. A comunidade LGBT năo está livre disso”, relata.

Léa Lima com a filha Antonella: gravidez aos 40 anos, tendência em alta (foto: Arquivo Pessoal )

Platini afirma que no DF, quando o casamento homoafetivo foi instituído, houve uma campanha de divulgaçăo. “Naquele momento, tinha uma demanda real de muita gente que queria se casar, mas năo podia. Quando a lei reconheceu, houve um boom. Há necessidade de publicidade desses direitos.”

Outro dado obtido pela pesquisa é que o tempo médio de duraçăo dos casamentos civis ficou em 14 anos, três a menos que o registrado há 10 anos. A guarda compartilhada de filhos também se tornou mais comum.

Os registros de nascimento cresceram 2,6% entre 2016 e 2017, ano em que o Brasil ganhou 2,87 milhőes de bebês. Ainda assim, o total de nascimentos registrado em 2017 foi menor que os totais de 2014 e 2015. Entre os estados, somente o Rio Grande do Sul apresentou reduçăo no número de nascimentos registrados em 2017 em relaçăo a 2016 (-0,4%). Entre os demais, o que apresentou menor crescimento foi o Pará (0,4%). O maior índice foi registrado no Tocantins (9%).

Măe após os 30

O levantamento do IBGE também mostra que, entre 2007 e 2017, o número de măes que engravidam após os 30 anos passou de 23,4% para 32,2%. Léa Lima, 41 anos, măe de quatro filhas, engravidou de Antonella, a mais nova,  aos 40. “Quando descobri, senti medo e ansiedade, por achar que seria difícil quando ela completasse  20 anos”, admitiu. Mas o medo passou e ela pensou nas vantagens da gestaçăo em idade madura, como a qualidade da relaçăo com a filha. “Ser măe aos 40 anos é bom pela estabilidade financeira. Isso proporciona mais qualidade de tempo com a minha filha”, contou. “Mas ter filho mais nova é bom porque o corpo está no ápice da energia”, comparou.

* Estagiária sob supervisăo do subeditor Silvio Queiroz

No papel

5.887
Total de casamentos entre pessoas do mesmo sexo registrados no país em 2017

2,3%
Reduçăo verificada no total de casamentos no Brasil, no ano passado

Fonte: Brasil

Índia inaugura estátua mais alta do mundo; monumento gerou polêmica

(foto: Sam Panthaky/ AFP)

 

Presa de Sardar Sarovar, Índia – A Índia inaugurou nesta quarta-feira (31/10) a estátua mais alta do mundo em Gujarat, o estado natal do primeiro-ministro nacionalista hindu Narendra Modi, sob fortes medidas de segurança por temer manifestaçőes de comunidades tribais locais.

Narebdra inaugurou pessoalmente a estátua de bronze, concreto e aço, que mede 182 metros de altura e representa Sardar Vallabhbhai Patel, o primeiro-ministro do Interior da Índia e uma das figuras da independência do país, que o partido no poder quer transformar em modelo.

A obra, que é duas vezes mais alta que a Estátua da Liberdade em Nova York, com o pedestal incluído, mostra Sardar Vallabhbhai (1875-1950) vestido com um tradicional dhoti e um xale nos ombros.

“Hoje é um dia que será lembrado na história da Índia”, declarou Narendra Modi em seu discurso. Vários helicópteros jogaram flores sobre a “Estátua da Unidade”, construída às margens de um rio, na remota regiăo do estado ocidental de Gujarat.

A estátua custou 29.900 milhőes de rupias, cerca de 404 milhőes de dólares (358 milhőes de euros). As comunidades tribais da regiăo se opuseram à sua construçăo, criticando seu alto preço e seu impacto no meio ambiente. 

Diante da ameaça de manifestaçőes durante a inauguraçăo, as autoridades implantaram um grande dispositivo policial com mais de 5.000 policiais em um raio de 10 quilômetros ao redor da estátua.

– Estátuas gigantes –

Parte da escultura, cerca de 100.000 toneladas, foi feita na China, e foram necessários quatro anos de trabalho e o envolvimento de mais de 3.000 trabalhadores para erguê-la.

O governo nacionalista hindu também planeja inaugurar em 2021 uma outra enorme estátua na Baía de Bombaim, em homenagem ao guerreiro rei hindu Chhatrapati Shivaji.

O tamanho dessas estátuas e a escolha dos personagens que representam, duas figuras históricas celebradas pelos hindus nacionalistas, năo săo coincidência, a meses das eleiçőes legislativas no próximo ano. 

O Partido Bharatiya Janata (BJP), a formaçăo que dirige a Índia desde 2014, considera que a história tem esquecido injustamente Patel, concentrando-se em Jawaharlal Nehru, o primeiro chefe de governo do país e figura-chave do Partido do Congresso, que está atualmente na oposiçăo.

“Patel foi usado para apagar o legado de Nehru. O BJP quer mudar a forma como a história é percebida e mostrar que a direita foi tăo importante na luta da Índia pela liberdade” contra a colonizaçăo britânica, declarou recentemente Sudha Pai, do Conselho Indiano de Pesquisa em Ciências Sociais.

Modi afirma que a estátua de Patel, o “Homem de Ferro” que negociou a uniăo dos estados principescos à jovem naçăo independente, vai atrair “hordas” de turistas apesar da sua localizaçăo.

A cidade mais próxima fica a 100 quilômetros do local escolhido, e năo há trens ou hotéis naquela remota regiăo rural.

A maior estátua do mundo era até entăo o Buda do Templo Manantial, no centro da China, que mede 128 metros sem pedestal, de acordo com o Guinness Book, em comparaçăo com os 157 da escultura indiana sem suporte.

Fonte: Mundo

Emendas não serão suficientes para resolver reconstrução do Museu Nacional

Em 2 de setembro, um incêndio destruiu o prédio e 90% do acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro (foto: Fernando Frazăo/Agência Brasil)

Para garantir o início das obras de reconstruçăo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) precisa de, ao menos, R$ 56 milhőes. Com um orçamento deficitário, os dirigentes da instituiçăo estăo em romaria em busca de dinheiro. Até o momento, conseguiram a sinalizaçăo de 21 deputados, a maioria fluminense, para a destinaçăo de R$ 250 mil em emendas individuais.

Em mais uma tentativa de comover parlamentares, Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, participou ontem de audiência pública na Comissăo de Educaçăo da Câmara dos Deputados. Prestes a completar dois meses, pesquisadores ainda tentam dimensionar a tragédia de 2 de setembro, quando seis horas de fogo consumiram dois séculos de história.

Passado o abalo do incêndio, Kellner começa a admitir o despreparo para garantir a segurança e preservaçăo do local. Segundo ele, o museu tem receita de pouco mais de R$ 6 milhőes por ano. Mas, para atender as demandas, precisaria de R$ 13 milhőes. Somente o custeio de brigadistas custaria R$ 1,1 milhăo: o dobro do que a instituiçăo tem disponível.

“Faltava muita coisa no Museu Nacional. Tínhamos o básico, como extintor de incêndio. Faltava o projeto para controlar um eventual incêndio, havia essa dificuldade, porque o prédio é tombado. Tínhamos consciência da falta de dispositivos para combater um incêndio”, destacou.

Agora, o desafio é arrecadar fundos para iniciar as obras do prédio e de recuperaçăo do que sobrou do acervo, que teve 90% de seu total queimado. “Estamos elaborando um projeto para que defina o que será o novo museu. No fim de 2019, pretende-se contratar a empresa que fará a reconstruçăo. Precisamos ter um planejamento que possibilite manter e cuidar de um largo acervo. Museus científicos e, sobretudo, os vinculados estăo esquecidos no orçamento. Năo há recursos para investimentos e prevençăo”, explicou o reitor da UFRJ, Roberto Leher.

A ministra interina da Cultura, Cláudia Pedrozo, destacou, durante a audiência, que apesar de apoiar a reconstruçăo, năo faz parte da gestăo da pasta angariar recursos. “O processo de captaçăo năo acontece na gestăo do ministério ou com a gerência dele. Contudo, existe a previsăo de contrataçăo de um profissional especializado em captaçăo de recursos. Somos sócios do sucesso e parceiros de soluçőes para o museu”, adiantou.

Ajuda

Um dos parlamentares que se comprometeram em destinar emendas é Alessandro Molon (Rede-RJ). Ontem, ele fez um apelo para que mais deputados ajudem. “Essa é uma tragédia sem precedentes no Brasil. Foi uma perda de patrimônio incalculável. Devemos pensar as razőes que nos levaram aquilo. O que houve antes para que aquilo acontecesse. Esse debate foi negligenciado. Temos de reduzir os estragos e fazer o máximo para recuperar”, pediu.

Chico Alencar (PSol-RJ) adotou o mesmo discurso. Ele ainda criticou a invisibilidade orçamentária da cultura. “Vejo com alegria que a reconstruçăo já está em curso, que as atividades educacionais năo foram interrompidas. Mas temos de pensar o que levou a essa tragédia e năo cometer os mesmos erros”, destacou.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro é o mais antigo do país e um dos mais importantes da América Latina. Com acervo de mais de 20 milhőes de itens, como coleçőes de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleçăo de múmias egípcias das Américas, e o mais antigo fóssil humano encontrado no continente, o Luzia. No museu, havia ainda o esqueleto do Maxakalisaurus topai, maior dinossauro encontrado no Brasil.

Fonte: Brasil

Polícia Federal faz operação contra fraudes no Porto de Santos

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (31/10), a Operaçăo Trităo contra fraudes em licitaçőes da Companhia Docas do Estado de Săo Paulo (Codesp), empresa estatal que é a autoridade portuária do Porto de Santos. O presidente da estatal José Alex Oliva foi preso em sua casa em Copacabana, no Rio de Janeiro, por volta das 8h.

A açăo envolve a Controladoria Geral da Uniăo, o Tribunal de Contas da Uniăo, a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Atuam na operaçăo 100 policiais federais, 8 auditores da CGU e 12 servidores da Receita Federal.

 

Săo cumpridos sete mandados de prisăo temporária e 21 mandados de busca e apreensăo nas cidades de Săo Paulo, Santos, Guarujá, Săo Caetano do Sul, Barueri, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília, todos expedidos pela 5ª Vara da Justiça Federal de Santos.

Licitaçőes

Segundo as investigaçőes, o grupo atuava em processos licitatórios das áreas de tecnologia da informaçăo, dragagem e consultoria. As suspeitas de irregularidades surgiram com um vídeo postado na internet em setembro de 2016, no qual um assessor da presidência da Codesp confessava a prática de diversos delitos. O inquérito teve início em novembro de 2017.

Os autos apontam irregularidades em vários contratos, com fraudes envolvendo agentes públicos ligados à estatal e empresários, como contrataçőes antieconômicas e direcionadas, aquisiçőes desnecessárias e açőes adotadas para simular a realizaçăo de serviços. Os contratos sob investigaçăo somam mais de R$ 37 milhőes.

Os investigados responderăo, na medida de suas participaçőes, pelos crimes de associaçăo criminosa, fraude a licitaçőes, peculato e corrupçăo ativa e passiva, com penas de um a 12 anos de prisăo. O nome da operaçăo remete a Trităo, na mitologia grega, conhecido como o rei dos mares.

Fonte: Brasil

Polícia investiga agressão motivada por homofobia em escola do Rio

Jovem foi agredido dentro de colégio no Méier, na Zona Norte do Rio (foto: Reproduçăo / TV Globo

)

 

A Polícia Civil está investigando um caso de agressăo motivado por homofobia dentro de uma escola estadual na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. O caso ocorreu, na tarde da última segunda-feira (29/10), no Colégio Estadual Visconde de Cairu, no bairro do Méier.

 

Um estudante da Visconde de Cairu relatou nas redes sociais que ele e um amigo foram agredidos com socos, pontapés e golpes de madeira. Segundo o jovem, tudo começou quando o agressor os abordou dentro da escola dizendo que năo era homossexual e que ia matar as duas vítimas.

Depois de algum tempo, de acordo com o jovem, o agressor se encontrou com as vítimas novamente e começou a agredi-los. Inicialmente teria batido com um pedaço de madeira na cabeça e dado socos e pontapés no estudante, que caiu no chăo. Em seguida, começou a agredir o amigo da vítima também com golpes de madeira.

O agressor, de acordo com o relato do jovem, seria um estudante que contou com o apoio de outros alunos para fugir do local. Segundo a polícia, ele já foi identificado, mas sua a identidade năo será divulgada para năo atrapalhar as investigaçőes.

A Secretaria Estadual de Educaçăo informou, por meio de nota, que está acompanhando o caso e que tomará todas as medidas cabíveis em relaçăo aos envolvidos. Já a Polícia Civil informou que a investigaçăo está a cargo da Delegacia do Méier (23ª DP) e que diligências estăo sendo feitas para apurar o fato.

Fonte: Brasil

Governador do Rio, Witzel quer snipers para 'abater' criminosos com fuzis

O candidato eleito ao governo do estado do Rio, Wilson Witzel (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
)

 

 

O governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), disse, nessa terça-feira (30/10), que irá pedir ao governo federal a permanência das Forças Armadas no Rio até outubro de 2019. A intervençăo federal na segurança do Estado foi decretada em fevereiro, com duraçăo até 31 de dezembro. Outra decisăo no campo da segurança que Witzel já tomou foi a de pedir um levantamento nas polícias Civil e Militar sobre o número de snipers (atiradores de elite) que possam ser empregados em açőes contra traficantes de drogas armados de fuzil – ele defende o “abate” desses criminosos sem que os policiais sejam responsabilizados por isso.

Para garantir a permanência dos militares no Rio, Witzel disse que ainda irá se encontrar com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para tratar do assunto. Caso seja aprovada, esta nova etapa seria uma espécie de transiçăo para o Rio; a diferença é que o comando será estadual, e năo mais federal. Como Witzel pretende extinguir a Secretaria de Segurança (hoje a cargo do general Richard Nunes), os futuros representantes da Polícia Militar e outro da Polícia Civil ficarăo vinculados diretamente ao governador. O novo contingente das Forças Armadas ainda será definido, a depender do novo governo federal.

Witzel teve nesta terça-feira a primeira reuniăo com o governador Luiz Fernando Pezăo (MDB) sobre a transiçăo. Os dez meses de extensăo da presença das Forças Armadas seriam para cobrir o período de treinamento dos novos policiais militares que irăo recompor a tropa, explicou. “Vou conversar para ter a manutençăo por dez meses, com o decreto da Garantia da Lei e da Ordem. Temos a ideia de serem dez meses porque, conversando com o Pezăo, ele disse que está contratando mil policiais. Eu tenho a intençăo de contratar mais três mil para substituir esse contingente (de militares)”, disse à reportagem.

Pezăo instituiu por decreto, publicado nesta terça-feira no Diário Oficial, uma comissăo de transiçăo governamental, com os secretários da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Sérgio Pimentel, Fazenda e Planejamento, Luiz Claudio Gomes, e Governo, Affonso Monnerat. A comissăo terá como coordenador geral, por parte do governador eleito, José Luiz Cardoso Zamith.

Ao falar dos snipers, em entrevista à Globonews, Witzel declarou que policiais bem treinados, do Batalhăo de Operaçőes Especiais (Bope) da PM e da Coordenadoria de Operaçőes Especiais (Core) da Polícia Civil, agirăo para “abater” bandidos com fuzil. Ele voltou a repetir uma frase da campanha: “Prefiro defender um policial no tribunal do que ir ao funeral dele. Atirou, matou, está correto”. O governador eleito afirmou também que os policiais que matarem criminosos terăo respaldo do Estado caso sejam levados a tribunais, e, nestes casos, deverăo sair absolvidos.

Fonte: Brasil

Chuva, ventos e neve atingem a Europa; onze mortos na Itália

Chuvas fortes acompanhadas por ventos de até 180 km/h em algumas áreas da Itália também resultaram em graves perturbaçőes no tráfego (foto: AFP)

 

Roma, Itália – Uma onda de mau tempo atingiu vários países europeus, incluindo a Itália, onde 11 pessoas morreram, enquanto dezenas de milhares de casas no continente ficaram sem energia nesta terça-feira.

Na Itália, além de cinco vítimas registradas na segunda-feira, um homem morreu em Veneto (nordeste) pela queda de uma árvore, bem como um bombeiro no sul do Tirol (norte). Uma mulher foi vítima de um deslizamento de terra e pedras em sua casa no norte de Trentino, enquanto outro homem faleceu enquanto praticava kitesurf perto de Cattolica, na costa do Adriático.

O corpo de um homem também foi recuperado na terça-feira no Lago Levico, no norte, segundo os bombeiros, e o corpo de outro homem foi encontrado à tarde em um riacho, também no norte do país. 

Um homem segue desaparecido na Calábria, depois que seu barco foi encontrado na segunda-feira. Um corpo foi visto no mar, mas năo pôde ser recuperado devido à tempestade.

De acordo com a imprensa italiana, cerca de 170 turistas e funcionários de hoteis estăo presos no Col du Stelvio (norte), na fronteira entre a Itália e a Suíça, a mais de 2.700 metros acima do nível do mar, devido a uma forte nevasca.

Em Friuli (nordeste), 18.500 pessoas estăo sem eletricidade e muitas estradas estăo intransitáveis, de acordo com as autoridades locais.

Chuvas fortes acompanhadas por ventos de até 180 km/h em algumas áreas da Itália também resultaram em graves perturbaçőes no tráfego. 

Em Gênova, o aeroporto só reabriu por volta das 16h00 GMT (13h00 no horário de Brasília), enquanto as escolas da cidade estarăo fechadas o dia todo, assim como em Roma e em muitos outros municípios italianos.

Essa onda de mau tempo causou na segunda-feira um nível histórico de “acqua alta” (água alta) em Veneza, com um pico de 1,56 metro, causando o fechamento da Praça de Săo Marcos.

Duas pinturas de Joan Miró também acabaram encharcadas por essa inundaçăo excepcional.

Os países vizinhos da Itália também săo afetados.

Na Áustria, parte do telhado da fortaleza medieval que domina Salzburgo foi arrancado durante esta madrugada devido a ventos superiores a 100 km/h.

Mais ao sul, a Defesa Civil pediu que os cerca de 500 moradores de Muhr năo deixassem suas casas e se abrigassem nos andares superiores, em razăo do transbordamento de um rio.

O mesmo alerta foi lançado em um vale perto da fronteira italiana, onde as barragens ameaçavam ceder sob a pressăo da água.

“Em várias décadas, nunca vi isso”, disse Martin Guggenberger, comandante do corpo de bombeiros de uma comuna deste setor, onde muitas estradas pequenas estăo bloqueadas e cerca de 10 mil residências năo têm eletricidade.

Na Eslovênia, país em “alerta vermelho” desde segunda-feira, uma pessoa que praticava windsurfer está desaparecida, enquanto na Croácia, a cidade portuária de Rijeka foi inundada e muitas conexőes de balsas foram interrompidas.

No cantăo suíço de Ticino, muitas estradas estăo intransitáveis, inundadas ou bloqueadas pela queda de árvores.

Na França, onde 110.000 residências ficaram sem eletricidade nesta terça-feira à tarde, a neve que caiu no centro do país bloqueou mais de 2.000 veículos no Maciço Central.

Na Córsega, as autoridades estăo avaliando os danos causados %u200B%u200Bpor rajadas de vento a 160 km/h.

Na Espanha, a queda de neve nas Astúrias (norte) causou problemas para tráfego, com 4.700 residências sem eletricidade, de acordo com as autoridades.

Na República Tcheca, o tráfego ferroviário foi interrompido esta manhă como resultado dos fortes ventos que causaram muitas quedas de árvores nas ferrovias e cerca de 30 mil pessoas estăo sem eletricidade, segundo a estatal de eletricidade CEZ.

Fonte: Mundo

Mãe que fantasiou filho de escravo pede desculpas; MP investiga o caso

As imagens foram publicadas pela măe da criança, Sabrina Flor que é simpatizante do presidente eleito Jair Bolsonaro (foto: Reproduçăo)

Depois da polêmica causada nas redes sociais uma măe que mandou o filho para uma festa de Halloween na escola fantasiado de escravo, em Natal, pediu desculpas, excluiu seguidores, fechou sua conta no Instagram e apagou posts. “Queria somente pedir desculpas pelo fato! Jamais foi minha intençăo ofender alguém, estou extremamente arrependida por tudo que aconteceu e me sentindo MUITO mal com os xingamentos e ameaças horríveis que estăo me mandando. Desculpa a todos, do fundo do meu coraçăo! #paz”, escreveu a mulher na rede social Instagram nesta terça-feira (30/10). 

 

Mais cedo, a Promotoria de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou um procedimento para acompanhar o caso. Em nota, o MP afirmou que o acompanhamento do caso transcorrerá em segredo de Justiça por envolver uma criança, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O Colégio CEI, onde a criança estuda, emitiu nota. “Lamentavelmente, a escolha do traje para a participaçăo do Halloween, feita pela família do aluno, tocou numa ferida histórica do nosso País. Amargamos as sequelas do trágico período da escravidăo até os dias de hoje. O Colégio CEI năo incentiva nem compactua com qualquer tipo de expressăo de racismo ou preconceito, tendo os princípios da inclusăo e convivência com a diversidade como norte da nossa prática pedagógica”. A escola năo impediu a participaçăo do aluno na festa.

A mulher foi procurada pela reportagem, mas năo respondeu às tentativas de contato telefônico.

 

Nas imagens divulgadas em rede social, a criança usa maquiagem para simular as escaras de cicatrizes e ferimentos no corpo. Vestido apenas com algumas túnicas brancas, simulando um calçăo e uma faixa na cabeça, o menino também usa imitaçőes de correntes e grilhőes, instrumentos usados na tortura e aprisionamento de escravos.

“Quando seu filho absorve o personagem! Vamos abrasileirar esse negócio! #Escravo”, publicou a măe em sua conta no Instagram. Pouco depois da postagem, usuários comentaram a foto parabenizando a măe pela criatividade e realismo da fantasia. “Minha nossa senhora!!!! Causou kkkkkkkk”, comentou uma usuária. “Meninaaaaa perfeito!!!”, comentou outra.

 

Quando as imagens começaram a circular nas redes sociais, centenas de pessoas comentaram a postagem chamando-a de “racista e preconceituosa”. O cantor Marcelo D2 republicou as imagens e entrou na discussăo online. “Quando você pensa que já viu de tudo na vida”, escreveu o cantor.

Depois que a postagem do cantor ultrapassou os 2 mil retweets no Instagram, a măe se manifestou pela mesma rede social. “Năo leiam livros de história do Brasil. Eles dizem que existiu escravidăo de negros no País, mas isso é mentira. Năo discuta com essa afirmaçăo, pois você estará sendo racista, A PIOR PESSOA, um lixo. Só năo entendi ainda se o problema foi o a fantasia ou o “17” na foto”, escreveu.

O professor de História da África da Pontíficia Universidade Católica de Săo Paulo (PUC-SP), Amailton Magno de Azevedo, avaliou como desnecessária a postura da măe em fantasiar o filho de escravo. Segundo Azevedo, trata-se de uma “abordagem ultrapassada, falida e deslocada e que faz reavivar uma mentalidade escravocrata”. “O passado histórico ainda persiste no imaginário brasileiro. Temos que combater este tipo de postura, mirar na pluralidade e ter outra narrativa. O negro tem que ser inserido na sociedade de maneira mais digna.”    

Fonte: Brasil

Segunda caravana de emigrantes avança pelo México em direção aos EUA

A caravana segue em frente apesar das novas ameaças do presidente Donald Trump (foto: AFP)

 

Tuxtla Gutiérrez, México – Uma segunda caravana de emigrantes centro-americanos que tenta chegar aos Estados Unidos passou ilegalmente na segunda-feira (29) pela fronteira entre Guatemala e México cruzando o rio Suchiate e estava nesta terça (30) na regiăo de Tapachula, no estado de Chiapas. 

As autoridades informaram que o grupo está na altura do município de Metapa de Domínguez, após partir do povoado de Frontera Hidalgo, limítrofe com a Guatemala. 

Os emigrantes de El Salvador, Guatemala e Honduras têm pela frente um trecho de 25 km para chegar a  Tapachula.

O grupo é formado por cerca de 2 mil pessoas e partiu de Frontera Hidalgo após descansar e secar a roupa molhada na travessia do Suchiate, rio que separa México da Guatemala. 

Na segunda-feira, mulheres, crianças e homens se lançaram em massa nas águas do rio diante da negativa das autoridades mexicanas de abrir a fronteira terrestre.

A passagem de fronteira está vigiada pelo Instituto Nacional de Migraçăo e a Polícia Federal sobrevoa de helicóptero a regiăo, enquanto a Marinha patrulha o rio. 

Uma vez no território mexicano, os emigrantes rejeitaram a proposta de regularizaçăo migratória e o  programa do governo do México que oferece emprego temporário, serviços de saúde e escola para seus filhos, optando por seguir em direçăo aos Estados Unidos.

Enquanto isto, a primeira caravana de emigrantes, composta principalmente por hondurenhos, partiu nesta terça-feira de Niltepec para a cidade de Juchitán, no estado mexicano de Oaxaca. 

Esta zona concentra uma grande quantidade de parques eólicos, onde a força dos ventos chega a virar caminhőes. 

A caravana segue em frente apesar das novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na segunda-feira chamou o movimento de “invasăo” do seu país. 

Trump escreveu no Twitter que na caravana há membros de quadrilhas e ameaçou năo permitir a entrada dos emigrantes nos Estados Unidos, para o qual ordenou um reforço militar da fronteira. 

Fonte: Mundo