Apenas o estado do Rio de Janeiro havia adotado o emplacamento (foto: Divulgaçăo/Ministério das Cidades)
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) acatou nesta quarta-feira (24/10), a liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Regiăo (TRF-1) e suspendeu a instalaçăo de novas placas de carro do Mercosul. A medida acarreta a impossibilidade de novos emplacamentos e transferências de veículos no estado do Rio de Janeiro.
Com isso, os emplacamentos de veículos no Rio de Janeiro, único Estado que havia adotado a prática, ficam suspensos.
A decisăo liminar, ou seja, de caráter provisório, foi publicada pela Desembargadora Federal Daniele Maranhăo Costa, no último dia 11, mas o Contran ainda năo havia atendido à deliberaçăo.
De acordo com o documento, a liminar pede a suspensăo das placas porque fere o Código de Trânsito, que diz que os Detrans devem ficar responsáveis por credenciar as fabricantes e năo o Denatran. Outro motivo foi que o modelo de placa foi adotado antes que o sistema de consultas e troca de informaçăo das novas placas fosse implantado.
Em nota, o Contran informou que recorreu da decisăo, por meio da Advocacia-Geral da Uniăo (AGU), e aguarda no mérito ou em instância superior a possível mudança da decisăo final.
De acordo com o texto, o órgăo entende que a suspensăo pode gerar grandes prejuízos técnicos e econômicos no país e afirmou que também traz reflexos para as empresas fabricantes e estampadoras de placas que investiram na modernizaçăo e segurança fabril para a adoçăo da nova placa.
Affonso Heliodoro ocupou o cargo de subchefe do Gabinete Civil da Presidência durante o governo JK, de 1957 a 1961 (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press
)
Está marcado para esta sexta-feira (26/10), às 19h30, a missa de sétimo dia de Affonso Heliodoro dos Santos. Um dos últimos pioneiros da capital federal e o último integrante da equipe de Juscelino Kubitschek, coronel Affonso, como era conhecido, morreu em Belo Horizonte (MG), aos 102 anos, na manhă do último sábado (20/10). O Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil do DF divulgaram um convite para a celebraçăo, que ocorrerá na Igreja Dom Bosco, na 702 Sul.
Advogado e escritor, Affonso Heliodoro ocupou o cargo de subchefe do Gabinete Civil da Presidência durante o governo JK, de 1957 a 1961, e trabalhou ativamente na construçăo de Brasília. Mais que um funcionário do alto escalăo, ele era amigo de infância de JK e foi aluno da măe do ex-presidente no município mineiro de Diamantina. Ele morreu em decorrência de problemas no coraçăo e fraqueza por causa da idade avançada.
Despedida
Affonso hospitalizado em Belo Horizonte em 18 de outubro. O velório ocorreu no domingo (21), no Cemitério da Colina, em Belo Horizonte, e o corpo do pioneiro foi cremado. Heliodoro nasceu em 16 de abril de 1916. Formou-se bacharel em direito pela antiga Faculdade Nacional do Rio de Janeiro, na capital fluminense, chegou a ser membro da Força Pública, como era chamada a Polícia Militar de MG à época.
Em 1951, quando Juscelino se elegeu governador, Heliodoro assumiu o Gabinete Militar no governo do estado. Cinco anos depois, em 1956, estava ao lado do entăo presidente da República quando foi assinado o documento que pedia ao Congresso Nacional a criaçăo da nova capital.
O ministro Luiz Fux pediu mais tempo para analisar o caso (foto: José Cruz/Agência Cruz)
Um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta terça-feira (23/10), o julgamento na Primeira Turma da Corte em que um exame de DNA pode absolver um homem condenado pelo crime de estupro no Rio Grande do Sul. Năo há previsăo de quando a discussăo será retomada pelo colegiado.
Até agora, os ministros Marco Aurélio Mello e Rosa Weber se posicionaram a favor do recurso apresentado pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul para que Israel de Oliveira Pacheco seja absolvido em funçăo de um suposto erro da Justiça. Os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, por outro lado, defendem a manutençăo da condenaçăo do réu.
O caso gira em torno de um episódio ocorrido em maio de 2008 na cidade de Lajeado (RS). Pacheco foi condenado por entrar na casa de uma vítima com uma faca, a estuprado e roubado bens. Jackson Luís da Silva, que participou do roubo, também alegou que Pacheco estuprou a vítima.
A vítima e sua măe identificaram Pacheco como autor do estupro, mas o sangue recolhido no tecido de uma colcha da vítima apontou que o material genético năo era de Pacheco, e sim de Silva.
Os recursos pela absolviçăo de Pacheco foram negados pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque nesses julgamentos considerou-se o reconhecimento feito pela própria vítima uma prova mais substancial que o exame de DNA.
Na sessăo desta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes votou contra o recurso da Defensoria Pública a favor do réu.
“Tanto na polícia quanto na Justiça, a vítima reconheceu detalhadamente o autor dos fatos, a vítima narrou de uma forma coerente, sem alteraçőes de versăo e apontou o paciente como o autor do roubo, utilizando facăo, e do estupro”, observou Moraes.
“O que traz a Defensoria é que ao se encontrar material genético, sangue, no local onde foi praticado o estupro, se concluiria que o estupro teria sido cometido pelo corréu (Silva). Essa conclusăo năo é possível, năo leva à consequência de que outro praticou o estupro. O fato do sangue ter sido encontrado năo tira a validade das demais provas, de que o autor do estupro foi o paciente (Pacheco)”, concluiu Moraes.
Repercussăo
Em nota, o presidente da Associaçăo Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, afirmou que a entidade “acompanha com atençăo o desenrolar do caso porque o banco de dados de DNA é fundamental para o combate ao crime e ainda precisa ser fortalecido”.
Segundo Camargo, a lei que determina a coleta do DNA dos criminosos condenados por crimes violentos e hediondos “năo tem sido cumprida no Brasil”.
A inauguraçăo reduz o tempo de viagem de várias horas para somente 30 minutos (foto: AFP)
A China inaugurou nesta terça-feira, 23, a maior ponte marítima do mundo, ligando Hong Kong ao continente, uma façanha de engenharia de grande importância econômica e política.
O presidente chinês, Xi Jinping, assistiu à cerimônia na cidade de Zhuhai para cortar a fita da ponte, de 55 quilômetros e que une as regiőes semi-autônomas de Hong Kong e Macau.
A estrutura de US$ 20 bilhőes levou quase uma década para ser construída e inclui um túnel abaixo do mar, que permite a passagem de barcos através do delta do Rio das Pérolas, o coraçăo do crucial setor de manufatura chinês.
A inauguraçăo reduz o tempo de viagem de várias horas para somente 30 minutos. Forma também um vínculo físico entre a China continental e o centro financeiro asiático, cujo controle foi entregue pelos britânicos aos chineses em 1997. Fonte: Associated Press
A equipe da área de meteorítica do Museu Nacional conseguiu resgatar o meteorito Angra dos Reis dos escombros do prédio-sede da instituiçăo, afetado por um grande incêndio no início de setembro. O artefato foi encontrado na última sexta-feira (19/10) durante as obras de escoramento, que estăo sendo acompanhadas por técnicos do museu.
Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do Museu Nacional, o meteorito está intacto porque estava em um armário de ferro que resistiu ao fogo. De acordo com a instituiçăo, o valor do meteorito, o único resgatado logo depois de cair na terra sem ser submetido a qualquer intempérie, é incalculável.
De acordo com a professora Maria Elizabeth Zucolotto, o Angra dos Reis tem uma importância tăo grande que chegou a batizar uma nova classe de meteoritos, a classe dos angritos. A peça foi resgatada na cidade de Angra dos Reis, no sul do estado do Rio, próximo à Igreja do Bonfim, em 1869. A maior parte do meteorito, com 70 gramas, está sob guarda do Museu Nacional.
Ver galeria . 17 FotosO Museu Nacional do Rio de Janeiro foi criado por Joăo VI, em 1818
(foto: O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi criado por Joăo VI, em 1818 )
A taxa extra de R$ 3 por encomenda destinada à Regiăo Metropolitana do Rio deixará de ser cobrada pelos Correios, a partir do dia 16 de novembro. O valor era praticado desde abril deste ano, para cobrir os gastos com segurança privada. O anúncio foi feito, nessa segunda-feira (22/10), pelo presidente da estatal, Carlos Roberto Fortner, após encontro com o secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes.
“Nós iniciamos a cobrança dos R$ 3 como forma de cobrir os custos adicionais decorrentes de vigilância e escolta armada, dado que aqui no Rio os índices de violência estavam muito grandes, com assaltos a carteiros e roubos de cargas. Mas os índices caíram, a ponto de termos hoje números equivalentes a 2012. De forma que, a partir de 16 de novembro, a taxa deixa de ser cobrada”, disse Fortner.
Segundo ele, de janeiro a setembro de 2018, comparado ao mesmo período de 2017, houve uma reduçăo média nos roubos de 60%. Nas unidades dos Correios a queda foi de 50%, nos roubos a caminhőes, 60%, e de 92% contra o carteiro a pé. Em números totais, foram 2.339 ocorrências contra os Correios nesse período no Rio em 2017 e 1.239 em 2018. “Os números mostram que o trabalho do Gabinete de Intervençăo tem trazido resultados”, elogiou Fortner.
Ele explicou que a taxa năo poderia ser retirada de imediato, porque os Correios têm contratos com as empresas de segurança, que precisam ser rescindidos e pagas todas as garantias trabalhistas, incluindo aviso prévio. Por dia, segundo o presidente da estatal, eram pagos pelos usuários cerca de R$ 120 mil em taxas extras, referentes a 40 mil objetos, o que daria cerca de R$ 2 milhőes por mês, bancados pelos clientes que usavam o sistema de entrega de pacotes.
O secretário Richard Nunes ressaltou que os índices de violência, incluindo o roubo de cargas, baixou no estado por causa da integraçăo entre as forças de segurança. Segundo ele, em outubro do ano passado, foram mais de 900 roubos de cargas no estado, número que deverá cair para menos de 600 em outubro deste ano, uma reduçăo de 33%.
Cinquenta dias após o incêndio que devastou o Museu Nacional do Rio de Janeiro, pesquisadores enfrentam uma segunda tragédia: o drama de recuperar e identificar as peças. Ainda năo é possível dimensionar o total das perdas. O trabalho de escoramento do prédio do século 19 sequer terminou. A tragédia na Quinta da Boa Vista ainda é investigada pela Polícia Federal. Năo se sabe o que causou o fogo.
A localizaçăo de peças como o crânio de Luzia, fóssil humano de 13 mil anos — o mais antigo do Brasil —, do meteorito Angra dos Reis — com data de 4 bilhőes de anos, quando o sistema solar ainda estava em seus primórdios —, e de fragmentos de dinossauros, que podem ter vivido na América do Sul há 80 milhőes de anos, alimenta a expectativa de historiadores de se encontrar parcela do acervo. Outros artigos foram localizados e estăo em processo de triagem e catalogaçăo por professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A relaçăo completa năo foi divulgada a pedido da Polícia Federal. Cerca de 25 profissionais trabalham nesse processo.
Contudo, a carência de estrutura, como laboratórios, ainda é um entrave para a recuperaçăo e análise dos materiais que săo resgatados. A saída mais rápida encontrada por autoridades públicas é a compra de contêineres, orçados em R$ 2,2 milhőes, que servirăo de local de trabalho para os pesquisadores. A medida só foi possível após um convênio entre a direçăo do museu e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJDFT) para a construçăo dos laboratórios. Serăo utilizados recursos do Fundo de Penas Pecuniárias (multas aplicadas pela Justiça).
Para a retomada das atividades do museu, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestăo cedeu uma área da Uniăo com 49,3 mil metros quadrados. O local fica a menos de um quilômetro da sede do museu, queimada em 2 de setembro. A museóloga da Universidade de Brasília, Andrea Consentino, defende mais investimentos em condiçőes de trabalho para os pesquisadores. “Precisa-se reconstruir minimamente os laboratórios para que as peças sejam protegidas. Fazer isso em contêineres năo é a situaçăo ideal, mas, se momentaneamente resolve, é aceitável. Isso é importante para analisar o que será achado, o quanto e em qual estado”, explica.
Responsabilidade
O presidente regional do Conselho Federal de Museologia, Marco Antonio Figueiredo Ballester Junior, cobra responsabilidade no resgate das peças. “Quando acontece qualquer desastre com uma instituiçăo museológica é preciso encontrar um outro local para preservar o que se tem e o trabalho dos pesquisadores. Existem várias instituiçőes museológicas no Rio de Janeiro que podem abrigar os pesquisadores. É impossível que a UFRJ năo tenha um espaço para realocá-los”, critica.
As buscas pelo que restou do incêndio estăo no início. As obras de reforço da estrutura do prédio ainda năo terminaram. O essencial para pesquisadores é instalar uma cobertura para proteger os escombros da chuva. Isso ainda năo foi feito. O Ministério da Educaçăo liberou R$ 10 milhőes para a recuperaçăo. Uma das hipóteses é de que armários de aço e cofres tenham preservado parte do acervo do Departamento de Geologia e Paleontologia — em um local como esses estava o crânio de Luzia. Por outro lado, a expectativa năo se estende a documentos de papel da era imperial, múmias egípcias, exemplares de insetos extintos e artefatos indígenas.
Ontem, a direçăo do museu levou para um “local seguro” o crânio de Luzia e os meteoritos. O endereço năo foi divulgado. Alguns objetos que năo foram atingidos pelo fogo por estarem em outros locais também foram transferidos para uma área de armazenagem de patrimônio histórico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para a astrônoma Maria Elizabeth Zucolotto, muitas peças ainda podem ser resgatadas. “O meteorito foi encontrado intacto, pois estava em um armário de ferro que resistiu ao fogo. Seu valor é incalculável, assim como de todas as 20 milhőes de peças que estavam na instituiçăo e já foram submetidas a uma série de pesquisas ao longo do último século”, explica a professora.
Na última semana, o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, começou uma campanha para sensibilizar deputados federais do Rio de Janeiro. A ideia é que eles destinem R$ 50 milhőes em emendas parlamentares para a reconstruçăo do prédio. “Esse dinheiro seria usado para recuperaçăo de parte do palácio, aquela parte mais histórica, onde você tinha sala do trono, sala do imperador, os aposentos”, adiantou.
Memória
Acervo queimado
O Museu Nacional do Rio de Janeiro é o mais antigo do país e um dos mais importantes da América Latina. Com acervo de mais de 20 milhőes de itens, como coleçőes de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleçăo de múmias egípcias das Américas, e o mais antigo fóssil humano encontrado no continente, o Luzia. No museu, havia ainda o esqueleto do Maxakalisaurus topai, maior dinossauro encontrado no Brasil. O prédio foi residência da família real entre os anos de 1808 e 1821. Foi sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso do museu, em 1892. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938. Em 2 de setembro, um incêndio de seis horas destruiu 90% do acervo.
R$ 50 milhőes Valor que a direçăo do museu pretende angariar com emendas parlamentares de deputados do Rio de Janeiro
Madri, Espanha – O julgamento de um jovem brasileiro acusado pelos assassinatos de dois tios e dois primos de 1 e 4 anos em agosto de 2016, para quem a Promotoria pede pena de prisăo perpétua com possibilidade de revisăo, começa na quarta-feira (24/10) na cidade espanhola de Guadalajara.
Conhecido como “o esquartejador de Pioz”, François Patrick Nogueira Gouveia, de 21 anos (19 no momento dos crimes), vai prestar depoimento na quarta-feira, primeiro dia do julgamento, que deve demorar uma semana.
Na Espanha desde março de 2016, Patrick Nogueira confessou à polícia que matou, cinco meses depois, estimulado por “uma vontade irrefreável de assassinar”, os tios Marcos Campos Nogueira e Janaína Santos Américo, que foram esquartejados e colocados em sacos de lixo.
O jovem, descrito pelos investigadores como solitário, egocêntrico, narcisista e propenso às bebidas, declarou, no entanto, que năo recorda ter matado as crianças, que também foram colocadas em sacos.
Enquanto cometia os crimes, ele conversou por WhatsApp com um amigo no Brasil, Marvin Henriques, a quem “pedia conselhos, relatava o que estava fazendo e enviava fotografias dos cadáveres, recebendo por parte de seu interlocutor mensagens de incentivo”, afirma um documento judicial.
Henriques está em liberdade provisória e aguarda o julgamento como cúmplice dos assassinatos no estado da Paraíba, de onde é a família de Nogueira.
Os assassinatos aconteceram em 17 de agosto de 2016, mas a cena do crime só foi descoberta um mês depois, graças a um funcionário da manutençăo que alertou para o odor procedente de uma residência na localidade de Pioz, 60 km ao leste de Madri.
Após a descoberta macabra, Nogueira fugiu em 20 de setembro para o Rio de Janeiro. Mas no dia 19 de outubro retornou a Espanha para entregar-se voluntariamente.
A pena mais severa na Espanha
O brasileiro é acusado de quatro crimes de assassinato com aleivosia, dois deles contra pessoas particularmente vulneráveis, seus primos. Por estes últimos dois crimes, a Promotoria pede pena de prisăo permanente com possibilidade de revisăo, além de 20 anos de prisăo por cada assassinato dos tios.
A prisăo permanente com possibilidade de revisăo é a condenaçăo máxima do Código Penal espanhol, prevista para os criminosos mais perigosos. É uma prisăo perpétua, que pode ser revista após 25 anos de detençăo, que só foi determinada poucas vezes desde que entrou em vigor em 2015.
O julgamento acontecerá na Audiência Provincial de Guadalajara, onde devem prestar depoimentos mais de 30 testemunhas (algumas delas por videoconferência do Brasil) e 20 agentes policiais e peritos. Os nove membros do júri serăo escolhidos na quarta-feira, no início do processo.
A defesa alega “um transtorno mental transitório” de Nogueira e, de fato, solicitou um exame neurológico para determinar se existe uma patologia neuropsiquiátrica. Os resultados serăo avaliados durante o julgamento.
A acusaçăo afirma que o jovem atuou com premeditaçăo, pois chegou à residência da família com uma faca muito afiada, a suposta arma dos crimes que năo foi encontrada, sacos de lixo e fita de vedaçăo, segundo os documentos judiciais.
Também estava com duas pizzas para ganhar a confiança da família. Quando chegou à residência, a tia e as crianças estavam no local. Depois de comer as pizzas, matou Janaína quando ela estava lavando os pravos. Depois assassinou os dois meninos, “que estavam paralisados de medo”, de acordo com a acusaçăo.
Aguardou a chegada do tio Marcos e o atacou de surpresa. Depois de colocar os parentes em sacos de lixo, limpou a casa, se limpou e esperou para pegar o ônibus de volta na manhă seguinte, de acordo com os documentos.
Patrick, que ao chegar na Espanha morou por quatro meses com os parentes assassinados em outra localidade próxima de Madri, antes que os tios e primos se mudassem para Pioz, seguiu tranquilamente com sua vida após os crimes, de acordo com os investigadores.
Tapachula, México – Nada impede os milhares de hondurenhos de retomarem sua longa jornada para os Estados Unidos nesta segunda-feira (22). Nem o esgotamento nem as novas ameaças do presidente Donald Trump, de cortar a ajuda a Guatemala, Honduras e El Salvador, por năo impedir que caravana deixasse a América Central.
“Vamos começar a cortar, ou reduzir substancialmente, a tremenda quantidade de ajuda externa que habitualmente lhes damos”, indicou Trump no Twitter. Em uma nova enxurrada de tuítes, o presidente americano lamentou que o México năo tenha sido capaz de deter o avanço dos migrantes, motivo pelo qual pôs em alerta as patrulhas fronteiriças e os militares diante desta “emergência nacional”.
“Infelizmente, parece que a Polícia e os militares do México săo incapazes de deter a caravana que se dirige à fronteira sul dos Estados Unidos. Criminosos e pessoas do Oriente Médio năo identificadas estăo misturados”, disse Trump no Twitter.
“Seguimos em frente”
Grande parte da caravana formada por milhares de migrantes e que saiu em 13 de outubro de San Pedro Sula, em Honduras, conseguiu entrar no México de forma irregular e dormir na praça principal de Tapachula, uma cidade de mais de 300.000 habitantes no estado de Chiapas (sul), depois de ter percorrido mais de 760 km a pé, com bebês e crianças.
“Sabemos bem que este país năo nos recebeu como esperávamos e que podem nos devolver a Honduras, e também sabemos que há traficantes de drogas que sequestram e matam os migrantes”, disse Juan Carlos Flores, de 47 anos.
Apesar do cansaço e do sol inclemente, cerca de 3.000 migrantes irregulares, segundo cálculos da AFP e dos organizadores, continuam na caminhada para Huixtla, também em Chiapas, uma segunda parada antes de chegar a Tijuana ou Mexicali, próximas aos Estados Unidos, seu destino final a mais de 3.000 quilômetros.
Já caminharam mais de sete horas desde Ciudad Hidalgo, fronteiriça com a Guatemala no sudeste do México. “Vivemos com mais medo em nosso país, assim seguimos em frente”, continua Flores.
Em Honduras, um país castigado pela violência das gangues e pelos altos índices de pobreza, “a vida năo vale nada”, emenda este homem, quase pele e osso.
Estamos “doloridos, mas prontos para continuar”, comenta Maria Lourdes Aguilar, de 49 anos, que viaja com as duas filhas e os quatro netos menores de 10 anos.
“Nesta viagem năo se come bem, năo se dorme bem, nunca se descansa”, disse Aguilar, em meio ao choro das crianças famintas, exaustas e com as roupas molhadas depois de uma chuva torrencial no domingo.
“Estamos acostumados, nosso próprio presidente năo gosta de nós, năo importa para nós que Trump também năo goste”, sentencia.
Sua intençăo original era entrar no país através da ponte internacional, passagem oficial entre Guatemala e México. No entanto, o governo deste país fechou a fronteira na sexta-feira em resposta à chegada maciça dos hondurenhos.
“Operaçőes para detê-los”
Muitos optaram por cruzar o caudaloso rio Suchiate a nado ou em balsas precárias. Pouco mais de 700 que entraram legalmente, segundo dados oficiais, estăo alojados em abrigos do governo onde asseguraram que darăo entrada em suas solicitaçőes de refúgio ou vistos. Muitos temem que os abrigos sejam uma armadilha para deportá-los.
Uma segunda caravana de quase um milhăo de hondurenhos iniciou neste domingo sua travessia a pé da Guatemala para chegar à fronteira com o México, em direçăo aos Estados Unidos.
O trajeto pelo México pode levar um mês, segundo Rodrigo Abeja, ativista da organizaçăo Povos Sem Fronteira, que acompanhou várias caravanas. Há, contudo, um “risco de que façam operaçőes para detê-los”, adverte Abeja.
Sem documentos, os migrantes ficam na clandestinidade ao longo de milhares de quilômetros, a mercê de traficantes de pessoas ou drogas que os sequestram ou tentam recrutá-los o contra a sua vontade.
Em 2010, um grupo de 72 migrantes da América Central e do Sul foram sequestrados pelo cartel de Los Zetas e assassinados porque se negaram a se unir a eles, segundo o governo. Seus corpos foram encontrados em um galpăo de Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos, todos com as măos atadas e tiros de misericórdia.
Enquanto isso, um grupo cada vez mais reduzido de hondurenhos permanece em uma ponte fronteiriça em Ciudad Hidalgo esperando para entrar legalmente no México, embora o acesso seja a conta-gotas, com prioridade para mulheres e crianças.
De sexta a domingo foram atendidas 1.028 solicitaçőes de refúgio nessa passagem fronteiriça, segundo o governo mexicano.
No local, resta pouco mais de meio milhăo de migrantes, estimou a AFP, em comparaçăo com os mais de 4.000 que chegaram na sexta.
Imagem de raixo-x divulgada pela corporaçăo mostram as cápsulas dentro do corpo de um dos acusados (foto: PF/Divulgaçăo)
A Polícia Federal prendeu, no Aeroporto Internacional de Brasília, três estrangeiros que engoliram aproximadamente 50 cápsulas de cocaína. Um peruano e dois nigerianos acabaram detidos. O flagrante aconteceu nesta segunda-feira (22/10).
Os três homens vinham de Rio Branco e fizeram reserva no mesmo voo para Congonhas, em Săo Paulo, com escala em Brasília. Contra um dos nigerianos, já havia um decreto de expulsăo por ter sido preso anteriormente por tráfico de drogas.
Imagem de raixo-x divulgada pela corporaçăo mostram as cápsulas dentro do corpo de um dos acusados. Eles responderăo por tráfico de drogas, crime com pena que varia de 5 a 15 anos de reclusăo.
Segundo a PF, a apreensăo é fruto de parceria entre a corporaçăo e a Receita Federal do Brasil, que, juntas, adotam nova metodologia de investigaçăo, com intensa troca de informaçőes, o que permite combater de forma integrada os crimes cometidos no Aeroporto Internacional de Brasília.
Parte das cápsulas apreendidas pela Polícia Federal (foto: PF/Divulgaçăo)