O Palácio do Planalto informou nesta terça-feira (15/10) que o início do horário de verăo será mantido no dia 4 de novembro, cancelando um novo adiamento.
Geralmente, o horário começa em outubro, mas foi adiado para novembro em virtude do segundo turno das eleiçőes. No começo do mês, o governo federal chegou a anunciar que adiou o início do horário de verăo para o dia 18 de novembro por causa de um pedido feito pelo Ministério da Educaçăo para năo prejudicar os candidatos do Enem. O exame será aplicado em dois domingos. O primeiro deles será o dia 4 de novembro.
O ministro da Educaçăo, Rossieli Soares, já contava com o adiamento e chegou a comemorá-lo. “Candidatos terăo mais tranquilidade para fazer as provas! Caso o horário de verăo iniciasse no primeiro dia de provas do Enem, como estava previsto, muito provavelmente acarretaria prejuízos aos participantes”, disse nas redes sociais no início de outubro.
A negativa do Planalto ao pedido veio após estudo de viabilidade feito pelos ministérios de Minas e Energia e Transportes. Segundo a assessoria do Planalto, a análise dos ministérios concluiu a inviabilidade de nova mudança no horário de verăo, sem detalhes da decisăo.
Na época em que foi anunciado o adiamento para 18 de novembro, a medida foi criticada pela Associaçăo Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Segundo a associaçăo, a mudança da data acarretaria “sérias consequências” ao planejamento das operaçőes e, consequentemente, para quem adquiriu passagens antecipadamente, afetando 3 milhőes de passageiros.
Ajustar o relógio
No horário de verăo, os relógios devem ser adiantados em uma hora. O horário é adotado nos estados de Săo Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
O Brexit trouxe esperança aos portos situados no rio Humber, porta de entrada de mercadorias-chave para o nordeste da Inglaterra, onde săo investidas dezenas de milhőes de libras na previsăo de um aumento em potencial do tráfego.
Em Immingham, localidade de 11.000 moradores junto ao amplo porto e a refinarias de petróleo, o ex-estivador Willie Weir garante que o negócio já está crescendo.
“Acho que acabaremos sendo um país muito rico”, conta à AFP este homem de 54 anos, agora dono de um hotel. “Em dois anos acho que estaremos negociando com muitos outros países”.
A Associaçăo de Portos Britânicos (ABP) está investindo grandes quantias para atrair novos negócios, com a esperança de que a prosperidade industrial do passado volte à regiăo.
A companhia prevê que a saída britânica da Uniăo Europeia (UE), em 29 de março, fará colapsar os centros portuários do sudeste do país, como Dover, onde o espaço limitado e o tráfego intenso poderiam se chocar com a burocracia pós-Brexit, levando os comerciantes a buscarem alternativas.
“Há realmente oportunidades para os portos do Humber”, dizia Dafydd Williams, encarregado da ABP, durante uma visita recente ao seu imenso complexo de Immingham.
A companhia considera que suas instalaçőes no Humber podem gerenciar melhor as dificuldades e os atrasos provocados pelo Brexit, pois tem espaço disponível para novas instalaçőes e zonas de espera para os caminhőes.
A ABP dedicou 50 milhőes de libras (66 milhőes de dólares) a ampliar seus terminais de contêineres e gastou 14 milhőes de libras só no ano passado no Hull, o que levou à abertura de várias novas rotas europeias.
Agora, espera resultados similares para Immingham, o maior porto da Gră-Bretanha por tonelagem, onde investiu em guindastes, rebocadores e na remodelaçăo do cais.
‘É apenas economia’
A Unifeeder, transportadora de curta distância que importa a maior parte de sua carga com destino à Gră-Bretanha através de Immingham, assegura ver mais clientes que enviam suas mercadorias para cá ao invés dos portos do sul.
“A carga encontra um caminho mais fácil”, diz Andrew Ellis, gerente da companhia no Reino Unido. É apenas economia”.
Peter Baker, analista da indústria portuária, explica que os portos de Humber săo mais interessantes porque estăo mais perto de grandes centros de distribuiçăo como Amazon e Ikea. Como quase toda viagem se faz por mar, os custos, o congestionamento e as emissőes de CO2 diminuem, afirma.
Baker năo pensa, no entanto, que estes portos văo sofrer menos os efeitos negativos do Brexit.
“Se há controles de alfândega, de saúde e todo o resto, a situaçăo será tăo difícil em Immingham quanto em Dover”, diz.
Para Andrew Byrne, diretor da DFDS Seaways – a maior linha marítima de Immingham, que tem seu próprio terminal – falar de um êxodo de Dover é um equívoco.
Ele afirma que sua empresa năo viu “nenhuma evidência” de uma grande baldeaçăo de clientes.
“Esperamos o melhor, mas estamos nos preparando para o pior”, assegura diante da perspectiva do Brexit.
Em North East Lincolnshire, regiăo onde fica Immingham, a ideia de sair da UE tem boa acolhida.
No referendo de 2016, 70% de sua populaçăo votou em deixar a UE, um dos resultados mais elevados do país e muito superior ao resultado nacional, de 52%.
Martin Vickers, deputado conservador pró-Brexit, quer que o governo incentive a regeneraçăo, outorgando à regiăo o estado de porto franco e pensa que assim, “sem sombra de dúvida”, a zona tiraria proveito do Brexit.
Mas do outro lado do rio Humber, Karl Turner, um deputado trabalhista pró-europeu, se mostra cético a respeito destes benefícios. Se o Reino Unido sair da UE em março sem nenhum tipo de acordo com Bruxelas seria “um desastre absoluto para os portos”, adverte.
Pichaçőes com a cruz suástica nazista em uma capela histórica de Nova Friburgo, na regiăo serrana do Rio de Janeiro, indignaram moradores e se tornaram objeto de investigaçăo da Polícia Civil fluminense. Os símbolos foram pintados entre a noite de sábado (13) e a madrugada de domingo (14) na fachada do templo católico, que tem mais de 150 anos.
Segundo a Polícia Civil, a 151ª Delegacia de Polícia (Nova Friburgo) registrou o caso e já foi ao local coletar provas. A Agência Brasil năo conseguiu contato com a Paróquia de Săo Sebastiăo, em Lumiar, da qual a capela faz parte.
A capela é a mais antiga igreja católica do município e tem um sino de bronze doado pelo imperador Pedro II. Localizada em Săo Pedro da Serra, distrito rural famoso como destino de ecoturismo, a igreja é considerada um dos principais pontos turísticos do distrito.
A lei brasileira considera crime fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada para fins de divulgaçăo do nazismo.
Ideologia autoritária de extrema direita, o nazismo levou à morte de milhőes de judeus, estrangeiros, homossexuais, deficientes físicos e integrantes de outros grupos minoritários quando Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha, na primeira metade do século 20. O expansionismo do regime nazista também culminou na Segunda Guerra Mundial.
Dono de uma pousada em Săo Pedro da Serra, Joăo Carlos Leal disse que ficou surpreso com a pichaçăo porque o clima na cidade continuava tranquilo, apesar da polarizaçăo política ser a mesma verificada em outras partes do país com a eleiçăo presidencial.
“Embora a gente estivesse polarizado, o clima na vila era amistoso”, afirmou Leal, que estava organizando uma partida de futebol com times formados por simpatizantes dos dois candidatos que disputam o segundo turno da eleiçăo presidencial: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Depois da pichaçăo, a partida foi suspensa.
Outro morador que concedeu entrevista e pediu para năo ser identificado discordou de que o clima na cidade seja amistoso e destacou que a intolerância vem levando a divisőes familiares, brigas entre amigos e ameaças de represálias.
O músico Ricardo Vilas, dono de uma casa de veraneio em Săo Pedro da Serra há mais de 30 anos, conta que estava na cidade no domingo e foi até a igreja para ver as pichaçőes. “Muita gente foi lá para olhar. Inclusive foi um fim de semana com muita gente de fora porque tivemos um feriado prolongado e a cidade estava lotada.”
Para Ricardo, o ato preocupa porque se soma a outras manifestaçőes de intolerância política que vêm sendo registradas em algumas regiőes do país. “A existência de um ato como esse incentiva a existência do seguinte.”
Funcionários do Polo Base de Saúde Indígena de Juína (MT) informaram, nesta segunda-feira (15/10), que o índio baleado durante um suposto confronto entre indígenas e funcionários da Fundaçăo Nacional do Índio (Funai), na última quarta-feira (10/10), continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital particular Săo Lucas, em Juína, a cerca de 740 quilômetros da capital do estado, Cuiabá.
Segundo o enfermeiro que responde pelo Polo Base, Wellington Rocha dos Santos, o índio Cleomar Thearin foi ferido por um tiro no abdômen e teve que ser submetido a uma cirurgia no intestino, motivo pelo qual está usando uma bolsa de colostomia para coleta de material fecal.
Já o assistente social que acompanha o atendimento médico informou à Agência Brasil que o estado de saúde de Cleomar Thearin é considerado estável. A expectativa é de que, em breve, o índio deixe a UTI, onde está em observaçăo.
Um índio, identificado como Erivelton Tenharim, 43 anos, morreu durante o mesmo suposto conflito na via que dá acesso à Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza (MT), onde vivem índios isolados com pouco ou nenhum contato com năo índios.
A portaria declaratória em que o Ministério da Justiça reconhece a área de 411.844 hectares como reserva indígena e autorizou o início do trabalho de demarcaçăo física foi publicada em abril de 2016. Cada hectare equivale a cerca de um campo de futebol oficial.
Polícia Federal
Embora a ocorrência tenha sido inicialmente atendida por policiais civis e militares, a investigaçăo está sob os cuidados da Polícia Federal (PF), já que envolve índios.
O Ministério Público Federal (MPF) também instaurou procedimento investigatório para apurar a real intençăo de índios e supostos madeireiros que, segundo testemunhas, ingressaram na Terra Indígena Kawahiva e tentaram chegar à base de proteçăo da Funai, responsável por impedir o acesso à área habitada por índios isolados, os Kawahiva (Tupi-Kawahib), do tronco linguístico Tupi da família Tupi-Guarani.
Em apoio à PF, a PM realizou perícia no local. As armas usadas pelos funcionários da Funai foram apreendidas e entregues à PF.
Em nota, a Fundaçăo Nacional do Índio informou que “está acompanhando de perto, junto às forças policiais, o que, ao que tudo indica, parece ter sido um ataque feito por indígenas aos servidores da Funai, na Base de Proteçăo Etnoambiental localizada na Terra Indígena Kawahiwa do Rio Pardo, onde há presença confirmada de índios isolados”.
O marido também contou que uma grande ferida se abriu nos glúteos de Fernanda em casa (foto: Reproduçăo/Facebook)
Uma microempresária morreu, no último sábado (13/10), dias após ter passado por um procedimento cirúrgico estético nos glúteos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Fernanda de Assis chegou ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste do Rio, com lesőes nas nádegas.
Em um vídeo no Facebook, o companheiro de Fernanda disse que a mulher morreu de insuficiência respiratória aguda e embolia pulmonar.
“Ela já tinha feito esse procedimento uma vez. Na segunda ela esperou eu sair de casa e fez escondido porque eu disse que năo queria. Na sexta-feira, ela já acordou passando mal e pediu para levar ela ao hospital. Só de o médico olhar para ela no hospital, já mandou internar”, explicou Alex Fernando, ao lado de amigos, familiares e um pastor.
O marido também contou que uma grande ferida se abriu nos glúteos de Fernanda em casa, mas a microempresária se recusava a ir ao pronto-socorro. “Vocês mulheres que têm certa vaidade: [saibam que] tem um preço a ser pago. A Fernanda pagou com a vida. Tomem cuidado com o que vocês văo fazer”, disse.
Suborno
Na mesma gravaçăo, Alex Fernando revela aos amigos que a pessoa que fez a cirurgia em Fernanda está oferecendo R$ 1 milhăo para que ele năo a entregue à polícia. “Ela está me oferecendo tudo para eu năo falar”.
A centenária capela de Săo Pedro da Serra, em Nova Friburgo, cidade da Regiăo Serrana distante 140 quilômetros da capital do Rio, amanheceu com a fachada pichada com suásticas nazistas neste domingo (14/10). O ataque ocorreu na madrugada, e năo há informaçőes sobre os autores da pichaçăo, segundo informou a polícia.
Localizado no centro de Săo Pedro da Serra, distrito de Friburgo com apenas quatro mil habitantes, o templo tem 150 anos. É o mais antigo do município, destino turístico de quem procura tranquilidade e temperaturas mais frias.
Construída entre 1850 e 1865, em estilo suíço, e recentemente restaurada, a capela tem um sino em bronze doado pelo imperador d. Pedro II. Com o brasăo da família imperial, o sino é uma atraçăo turística local.
O Exército Brasileiro confirmou que o jovem encontrado morto próximo a uma festa na Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás, é o tenente médico Gabriel Costa Lima. Mineiro de Belo Horizonte, o militar prestava residência médica em ortopedia/traumatologia no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro. O corpo de Lima tinha marca de tiros.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, a ocorrência só foi registrada às 9h deste sábado (13/10), na Delegacia de Polícia de Alto Paraíso. No entanto, a morte deve ter ocorrido na madrugada, o que será confirmado pela perícia.
Próximo de onde o corpo do tenente foi encontrado ocorreu uma festa na sexta-feira à noite, mas ainda năo se sabe se o militar teria participado ou năo do evento. A delegacia de Alto Paraíso investiga o caso.
A Festa da Padroeira, celebrada nesta sexta-feira, 12, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no Vale do Paraíba, contou com a participaçăo de cerca de 180 mil fiéis. Na solenidade, religiosos pediram pela uniăo entre os brasileiros.
Principal acesso a Aparecida, a Via Dutra teve movimentaçăo intensa desde a madrugada, com seu acostamento tomado por romeiros vindos de diversas regiőes do País. Sob sol de 30 graus, os fiéis peregrinaram, a pé ou de bicicleta, para agradecer a uma graça alcançada ou pedir por um País melhor.
A celebraçăo principal teve a participaçăo de padres de todo o Brasil e foi presidida por Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida.
Na homilia, feita pelo padre Joăo Batista de Almeida, reitor da Basílica, o religioso pregou pela uniăo no País. “A cor de Nossa Senhora Aparecida denuncia o pecado do preconceito racial, da exclusăo social e ela anuncia a esperança de libertaçăo.”
“Aparecida é também a esperança de unidade. A imagem encontrada com o corpo separado da cabeça foi restaurada, foi reconstruído e a unidade foi refeita”, disse ele. “E ela nos mostra que é sempre possível reconstruir a unidade, dentro e fora de nós. Nós que vivemos num mundo da separaçăo, onde os casais se separam, os partidos políticos se separam, as famílias se separam.”
Após a celebraçăo o governador de Săo Paulo e candidato à reeleiçăo, Márcio França (PSB), fez referência ao sermăo. “Văo passar as eleiçőes, o Brasil năo pode viver a vida inteira só na divisăo”, afirmou.
Show de Daniel
O fim das celebraçőes de 12 de outubro no Santuário Nacional foi com o show do cantor Daniel e seus convidados mirins, entres eles a cantora e atriz Larissa Manoela e participantes do The Voice Kids, da TV Globo, como Yasmin Giacomini e Neto Junqueira.
Domingo
No domingo, 14, além das missas, o Santuário Nacional vai inaugurar um novo espaço de caminhada às margens do rio Paraíba do Sul, ligando a Basílica ao local onde a imagem original de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por pescadores em 1717.
Todo o percurso tem acessibilidade e recebeu mais de 100 personagens de passagens bíblicas em tamanho real.
O chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Emerson Wendt, afirmou na quinta-feira, (11/10), que serăo retomadas as investigaçőes do caso da jovem de 19 anos que teve o corpo marcado com um símbolo parecido com uma suástica em Porto Alegre. Wendt usou sua conta no Twitter para fazer o comunicado e disse que também será verificada a incidência de algum outro crime além da lesăo corporal.
“Năo podemos deixar de analisar todas as circunstâncias que envolvem a alegada agressăo, sua motivaçăo e como teria ocorrido”, escreveu o chefe da polícia. Ele também destacou a pressăo exercida pelas redes sociais como um fator para a reabertura do caso.
O delegado da 1ª delegacia de Porto Alegre Paulo César Jardim, responsável pela ocorrência, havia afirmado que a investigaçăo estava “temporariamente suspensa”. A vítima registrou boletim de ocorrência no dia seguinte ao fato, mas năo quis levar a açăo contra os agressores adiante por questőes emocionais.
Como, por enquanto, o caso vem sendo tratado como lesăo corporal leve, a vítima tem o prazo de seis meses para decidir seguir ou năo com a açăo. Após o registro da ocorrência foi realizado um exame de corpo de delito cujo resultado ainda năo foi divulgado.
Caso
A jovem, que preferiu năo se identificar, afirmou em depoimento que foi atacada por três homens na noite de segunda-feira, 8, no bairro da Cidade Baixa, na regiăo central de Porto Alegre. Ela voltava do curso pré-vestibular quando, após descer do ônibus, teria sido seguida pelos homens, que a ofenderam com xingamentos homofóbicos. Os homens teriam ainda agredido a menina com socos e, posteriormente, dois deles a seguraram enquanto o terceiro riscava o símbolo nazista em sua barriga com um canivete.
Pouco mais de vinte mil pessoas foram até a Esplanada do Ministérios acompanhar a missa de Nossa Senhora Aparecida, que começou às 17h. Padroeira do Brasil e de Brasília, é considerada, também a santa da pesca, já que a imagem dela foi encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717, por pescadores. A tradicional celebraçăo de 12 de outubro, dia escolhido para homenagear a santa, năo contou com a participaçăo de Cardeal Dom Sérgio, o arcebispo de Brasília, que está em Roma.
Os fiéis acompanharam a missa, mesmo debaixo do calor de 32 graus, muitos em pé. Amanda Casé, 21, pesquisadora da Universidade de Brasília aproveitou a oportunidade para trazer se filho Miguel, de um ano, para participar da primeira missa. “Como protetora do nosso país, ela é a nossa Nossa Senhora. E essa missa acontecer hoje, no meio das eleiçőes, é muito simbólico, porque nós faz lembrar da importância do amor”, conta.
Em meio ao momento político,muitos fiéis aproveitaram para pedir à Nossa Senhora mais tolerância, respeito e bons futuros governantes para o país. “A gente busca hoje a intercessăo de nossa senhora para que nos ampare, dê discernimento, principalmente em um momento tăo polarizado como nessa eleiçăo”, declarou a professora Deisi Bezerra, 44.
O governador Rodrigo Rollemberg compareceu à celebraçăo. “Agradeci à Nossa Senhora Aparecida toda a proteçăo e peço para que inspire a populaçăo de Brasília para que ela possa fazer a melhor escolha para o futuro”.
Ao lado dele estava a senadora eleita Leila Barros. “Nesse período de extremismo, vim para pedir mais amor e sabedoria, acima de tudo, para me ajudar nesse período no Senado”, disse. Quem também acompanhou a missa foi novo senador eleito Izalci Lucas. “Sou católico praticante e participo desde a primeira celebraçăo na Esplanada, há 18 anos. Sei que ela pode aumentar a solidariedade, para que haja paz nessa eleiçăo. É um momento de muita graça”, afirmou.
Procissăo
(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
Por volta de 18h15, todas as faixas da Esplanada dos Ministérios foram interditada para a procissăo, que começa na altura do Ministério do Desenvolvimento Social e dá uma volta entre as vias n1 e s1.
Para o padre Joăo Firmino, responsável pela organizaçăo do evento, Brasília é marcada pela Nossa Senhora Aparecida porque o primeiro grande evento da cidade “foi no Cruzeiro, uma celebraçăo pela vida de Nossa Senhora. Inclusive, a imagem que fui usada para a veneraçăo naquela missa é a mesma de hoje”.