Uma romeira que seguia a pé em direçăo ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no Vale do Paraíba, foi atropelada nas margens da Rodovia Presidente Dutra, na altura da cidade de Roseira, na tarde desta quinta-feira (11/10). Ela sofreu ferimentos leves. Esta foi a terceira vítima de atropelamento durante a peregrinaçăo a Aparecida nos últimos dois dias.
Fé
Segundo a CCR NovaDutra, concessionária que administra a estrada, a mulher foi atingida depois de uma colisăo traseira entre dois carros no km 76 da Dutra, no sentido do Rio de Janeiro.
A romeira é de Guarulhos e fazia parte de um grupo de oito pessoas que caminhava pelo acostamento da rodovia. Ela foi encaminhada para o Pronto-Socorro Municipal de Guaratinguetá.
Chovia no momento da ocorrência, o que, de acordo com a concessionária, pode ter contribuído para o acidente. A NovaDutra orienta que os peregrinos interrompam a caminhada quando chove ou anoitece.
O motorista de um dos veículos fugiu. O outro condutor parou para prestar socorro. O acidente năo causou congestionamento na rodovia.
Atropelamentos
Além do caso desta quinta, dois romeiros foram atropelados por um automóvel na Dutra nesta quarta-feira, 10, em Taubaté. Um deles foi levado em estado grave ao Hospital Regional do Vale do Paraíba, e o outro teve ferimentos leves e acabou atendido no local. Dois ocupantes do veículo também ficaram feridos – sem gravidade.
As rodovias de acesso a Aparecida estăo em alerta para o risco de acidentes com os peregrinos.
“Năo temos como proibir a manifestaçăo na rodovia, mas trabalhamos para diminuir essas ocorrências e reafirmamos os perigos ao realizar essas romarias na rodovia”, disse Virgílio Leocádio, gestor de atendimento da NovaDutra.
A estudante Paloma Vasconcelos, de 21 anos, está presa desde o último sábado (6/10) acusada de matar a própria măe asfixiada, em casa, após usar formol para deixá-la sem reaçăo. Paloma morava com a măe – a empresária Dircelene Botelho Garcia, de 51 anos – e o padrasto em uma casa de três andares em Petrópolis, na Regiăo Serrana fluminense. Segundo a Polícia Civil, Paloma confessou o crime, que praticou junto com o namorado, Gabriel Molter, de 26. Ele também está preso.
Ainda de acordo com a polícia, Paloma alega que em 2017 engravidou do namorado e a măe a obrigou a abortar.
“Ela diz que a măe a levou a Cabo Frio (município da Regiăo dos Lagos), fez o aborto e a partir dali ela começou a pensar no que faria para matar a măe”, afirmou Cláudio Batista Teixeira, delegado da 105ª Delegacia de Polícia (Petrópolis).
Nos últimos meses, Dircelene passou a notar o sumiço de dinheiro que escondia no próprio guarda-roupas. Por isso, ela e o marido, o comerciante português Manoel da Silva, de 68 anos, instalaram uma câmera oculta, voltada para o guarda-roupas. Essa câmera, que Paloma desconhecia, permitiu à polícia esclarecer o crime, cometido no dia 2.
Naquele dia, o namorado de Paloma entrou escondido na casa – a presença dele estava proibida pela măe dela, desde uma discussăo ocorrida cerca de um ano atrás – e ajudou Paloma a imobilizar a măe. Como ela reagia, o casal usou formol para deixá-la zonza. Depois, a filha tentou dar uma injeçăo de ar na măe, para produzir uma embolia, mas năo conseguiu. Teria entăo recorrido à asfixia, segundo a polícia.
Antes de ficar entorpecida pelo formol, a măe teria pedido à filha para năo ser morta. Quando a măe disse “Năo me mata, filha, sou tua măe e te amo”, a filha respondeu “Eu năo tenho măe”. Esse foi o último diálogo entre elas, conforme a polícia.
O namorado de Paloma usou um estetoscópio para confirmar que a măe dela havia morrido. Depois, o casal passou a alterar a cena do crime. Segundo a Polícia Civil, a filha chegou a maquiar a măe e a trancou no quarto, provavelmente saindo pela janela, para levar à falsa conclusăo de que a morte teria sido causada por um enfarte.
“Desfizeram a cena do crime e o marido achou que a mulher tinha sofrido um enfarte. A filha vestiu a măe, pintou seu rosto e colocou o corpo sobre a cama para simular uma morte por causa natural. Quando há asfixia, geralmente há luta corporal. Mas nesse caso năo havia sinais evidentes de ferimentos nem no corpo da filha da vítima nem no de seu cúmplice. Acredito que o formol tenha feito a vítima desfalecer, ficando mais fácil a prática da asfixia mecânica”, contou o delegado André Prates Fraga, também da 105ª DP.
Quando o padrasto chegou em casa, verificou que a porta estava trancada, entrou pela janela e encontrou a mulher sem reaçăo. Chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), cujos profissionais constataram a morte, inicialmente por causa indeterminada. O laudo médico constatou a asfixia.
O casal está preso no Rio de Janeiro. Até as 17h45 desta quinta-feira, 11, a reportagem năo conseguiu localizar representantes do casal preso, para que exponham a versăo deles sobre o crime.
Padre Joăo Firmino: ‘Săo os movimentos pastorais que arrecadam dinheiro para ajudar na realizaçăo das festas’ (foto: Mariana Machado/Esp. CB/D.A Press )
Amanhă será dia de fé e de celebraçăo na Esplanada dos Ministérios. Para o dia da padroeira de Brasília e do Brasil, Nossa Senhora Aparecida e a Arquidiocese está preparando uma programaçăo especial para os fiéis, a partir de 8h. Como também é comemorado o Dia das Crianças, a manhă será dedicada aos pequenos. A estrutura com os palcos estará montada no canteiro central ao lado da Catedral. Brinquedos infláveis e pescaria serăo atraçőes para a garotada.
Além da missa das crianças, realizada pelo bispo auxiliar Dom Marcony Ferreira, e da coroaçăo da imagem de Nossa Senhora, um festival de sorvete vai adoçar o dia. Quem comprar uma casquinha ganhará um cupom para participar do sorteio de bicicletas. Desde o início do mês, doaçőes de brinquedos têm sido entregues na Catedral Metropolitana para a festa. Até a última terça-feira, 17 bicicletas tinham sido doadas, mas a expectativa é de que o total seja maior até hoje.
Tradicional na cidade, a festa para Nossa Senhora acontece desde 1998. De acordo com o padre Joăo Firmino Galvăo, pároco da Catedral há três anos e coordenador do evento, o trabalho intenso vale a pena. “A estrutura está quase montada, estamos recolhendo os brinquedos e pedindo ajuda. Năo temos recursos governamentais. Săo movimentos pastorais que arrecadam o dinheiro para ajudar na realizaçăo das festas”, afirmou.
Maria Jana e Jânio: casal de paraibanos participou da novena em homenagem à santa (foto: Mariana Machado/Esp. CB/D.A Press )
Toda a diocese do Distrito Federal, que compreende cerca de 150 paróquias, estará engajada com as homenagens à padroeira. Segundo o padre Joăo Firmino, pela manhă, cada uma fará uma missa para atender à populaçăo que năo puder ou năo quiser ir à Esplanada logo cedo, e um convite para participar da programaçăo da tarde. Algumas igrejas levarăo a própria congregaçăo para as festividades: um coral de 70 crianças da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Samambaia vai se apresentar e os grupos de jovens católicos do DF também farăo performances teatrais.
Às 17h, acontece a Missa Solene, celebrada pelo cardeal emérito de Aparecida (SP) dom Raymundo Damasceno, seguida da tradicional procissăo com velas e três paradas de bênçăos: uma pelos doentes, uma pelas famílias e uma pelos governantes (feita em frente ao Congresso Nacional). “Essa bençăo aos governantes sempre aconteceu, mas este ano toma um sentido maior pelo pleito eleitoral”, explicou o padre Joăo Firmino.
De acordo com a organizaçăo, no ano passado, cerca de 50 mil pessoas passaram pela festa e 40 mil participaram da procissăo. A expectativa é de que os números se repitam neste ano. Todo o trabalho é voluntário, desde a entrega dos folhetos da missa até o serviço de confissăo que funcionará ao lado do palco. Em 2017, 25 sacerdotes ouviram as confissőes ao longo do dia. O mesmo é esperado para 2018.
A imagem que será levada pelo cortejo à frente da procissăo é uma réplica da original em terracota encontrada no Rio Paraíba há 300 anos. Ela veio a Brasília para a primeira missa da cidade, realizada em 1957 na Praça do Cruzeiro. Desde entăo, a santa fica exposta em uma redoma de vidro no altar da Catedral Metropolitana.
Imagem que será levada na procissăo: tradiçăo e fé (foto: Mariana Machado/Esp. CB/D.A Press )
Novena
Nos nove dias que antecederam à festa de Nossa Senhora Aparecida, a Catedral fez, diariamente, sempre às 12h15, missas como preparaçăo espiritual, em que os fiéis rezam a partir de temas relacionados à padroeira. O primeiro dia de novena teve como tema a devoçăo à Virgem Santa Maria e o último, uma reflexăo sobre o Ano Nacional Mariano, celebrado em 2017.
Na terça-feira, sétimo dia da novena, o casal de namorados e professores Maria Jana Veríssimo, 39, e Jânio Ludovic, 64, estiveram na Catedral. Eles moram em Campina Grande (PB) e se empolgaram com a festa de Nossa Senhora. “Achei muito legal, quero levar a minha netinha de 4 anos para a missa das crianças”, disse Jânio.
Maria Jana năo estará em Brasília, na sexta-feira, entăo, aproveitou para conhecer a Catedral pela primeira vez. “Amei, é muito bonita”, disse a professora emocionada. Os dois săo católicos, mas năo se consideram praticantes. “Respeito todas as religiőes e frequento a missa quando sinto vontade. É emocionante, quando temos um pouco de sensibilidade, sentimos essa conexăo com Deus”, emendou Jânio.
Programaçăo
Manhă
8h – Animaçăo para Missa das Crianças — Altar no canteiro central da Esplanada 8h30 – Santa Missa de Nossa Senhora Aparecida para as Crianças » Ao final da Missa: coroaçăo de Nossa Senhora feita pelas crianças. » Logo após a Missa: festival de sorvete com sorteio de brinquedos
Tarde
13h – Oraçăo do Ofício de Nossa Senhora. 14h – Oraçăo do santo terço 15h – Homenagem dos Jovens a Nossa Senhora. 16h – Animaçăo e preparaçăo para a Santa Missa 17h – Missa Solene 18h30 – início da Procissăo das Velas com as três paradas para bênçăos
» Ao final da procissăo: bençăo final no Altar Central
Autoridades conhecem o biotipo do homem que atirou na vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e no motorista Anderson Gomes, segundo informou na manhă desta quinta-feira (11/10) o Ministério Público do Rio (MP-RJ). Foram identificados também novos locais por onde o carro do criminoso passou na noite do crime, após a análise de milhares de imagens de câmeras de segurança.
De acordo com nota divulgada pela 23ª Promotoria de Investigaçăo Penal e do Grupo de Atuaçăo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MP-RJ), os progressos na investigaçăo foram comunicados aos pais de Marielle e à viúva de Anderson em reuniăo na última terça-feira (9/10). A viúva de Marielle, Mônica Benício, foi convidada para o encontro, segundo informou o MP, mas năo compareceu.
Em nota, o MP informou que “em auxílio ao trabalho dos promotores, a Divisăo de Evidência Digitais e Tecnologia da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (DDIT-CSI/MPE-RJ), por meio de softwares de alta tecnologia, identificou o perfil biométrico do atirador”.
A nota oficial informa ainda que, “após a análise de centenas de imagens, também foi possível identificar o veículo, onde estavam os executores, em outros locais além dos que já tinham sido identificados. Esse mapeamento representa outro grande avanço para a continuidade das investigaçőes.”
Os promotores que atuam no caso também estiveram no Presídio Federal de Mossoró (RN) para ouvir o ex-PM Orlando Curicica, que seria líder de milícia na zona oeste do Rio. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também remeteu ao MP-RJ o depoimento prestado pelo mesmo custodiado aos procuradores da República. O conteúdo dos depoimentos é mantido em absoluto sigilo para năo atrapalhar o andamento das investigaçőes.
Os promotores de Justiça esclarecem ainda que têm se reunido com os parentes das vítimas informando-os dos avanços das apuraçőes. E concluem: “também é necessário ressaltar a importância do sigilo para que linhas de investigaçăo năo sejam prejudicadas e o trabalho possa resultar em uma conclusăo correta para puniçăo de todos os envolvidos.”
O pastor evangélico Alessandro Monare, de 38, a mulher dele, Belkis da Silva Miguel Monare, de 35, Samuel da Silva Miguel Monare, de 8, e o irmăo de 6 anos (foto: Reproduçăo da internet/Facebook)
Marcas na estrada semelhantes às de pneus e o testemunho de um casal que teria presenciado o acidente na BR-050 que provocou a morte de pai, măe e um filho de 8 anos, e obrigou outro, de 6, a escalar um barranco para se salvar reforçam a tese de envolvimento de um segundo veículo na tragédia. E o mais grave: o casal aponta indícios de negligência dos socorristas da Polícia Rodoviária Federal e da MGO, concessionária responsável pela administraçăo da rodovia. O carro da família, desaparecida desde domingo quando viajava de Rio Quente (GO) para Campinas (SP), só foi encontrado na madrugada de terça-feira.
“Buzinamos alto na porta da MGO. Eles saíram e minha esposa contou que dois carros tinham acabado de capotar”, afirmou o homem, em entrevista à TV Record. O casal teve sua identidade preservada. “Presenciei claramente. O outro carro capotou em nossa direçăo e só năo bateu no nosso porque parou nessa vala que divide as pistas”, disse a mulher. Na ocasiăo, a PRF e a MGO atenderam apenas os ocupantes de um veículo, um Gol branco. O acidente teria ocorrido no dia 7. As autoridades só encontraram o carro da família dois dias depois, alertados por parentes, que relataram o desaparecimento do casal e dos filhos e foram para Araguari para acompanhar as buscas.
A Polícia Civil de Araguari, no Triângulo Mineiro, já está investigando a suspeita de envolvimento do segundo veículo no caso.”Todos os levantamentos (inclusive a informaçăo sobre a marca de pneus) foram repassados à Polícia Civil, que já esteve no local e prossegue com as investigaçőes”, disse a inspetora Jane Santos, chefe da Delegacia de Uberlândia da PRF.
O pastor evangélico Alessandro Monare, de 38, a mulher dele, Belkis da Silva Miguel Monare, de 35, e Samuel da Silva Miguel Monare, de 8, foram encontrados mortos dentro de um carro caído em uma grota de aproximadamente três metros de altura, às margens da BR-050, entre Uberlândia e Araguari. A localizaçăo só foi possível graças ao ato de superaçăo do filho mais novo do casal, que conseguiu deixar o automóvel e escalar o barranco, chegando até a estrada. Ele foi encontrado deitado por um motorista que passava pela via. O garoto segue internado, sem previsăo de alta. O estado de saúde dele é estável. A Polícia Civil já iniciou os levantamentos para tentar descobrir as causas do acidente e disse que nenhuma informaçăo será fornecida antes da conclusăo do laudo pericial, previsto para ser concluído em cerca de 30 dias.
A rodovia é privatizada e tem diversas câmeras ao longo do percurso. Próximo ao trecho, inclusive, há um equipamento que faz monitoramento em imagens e consegue captar um raio de até dois quilômetros. Porém, segundo a concessionária, o aparelho é móvel e estava voltado para outra direçăo na hora do desastre. O veículo foi visto pela última vez, segundo consta do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, na manhă de domingo, no Km 14 da LMG-223, quando foi flagrado por câmeras localizadas no posto da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).
*Estagiário sob supervisăo da subeditora Rachel Botelho
A Anistia Internacional lançou nesta quarta-feira (10/10) a ediçăo 2018 de sua principal campanha mundial por direitos humanos. Neste ano, a “Escreva por Direitos” (“Write for Rights”) tem como tema o respeito e a solidariedade às mulheres, e destaca Marielle Franco, a vereadora do PSOL do Rio de Janeiro assassinada em 14 de março no centro da cidade. Ela será uma das dez mulheres cujos casos serăo expostos durante a campanha.
A “Escreva por Direitos” destaca que a discriminaçăo, o abuso, a intimidaçăo e a violência afetam de forma desproporcional as mulheres e, em particular, as mulheres que se posicionam publicamente na sociedade. Nesse contexto é exposto o caso de Marielle, reconhecida defensora de direitos humanos no Rio, cujo assassinato ainda năo foi esclarecido.
“Sete meses após o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes (motorista que transportava a vereadora e também foi morto), é fundamental que continuemos firmes exigindo respostas, pressionando para que os verdadeiros responsáveis sejam identificados e levados à Justiça”, afirmou Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil. “A história de vida de Marielle, dedicada à defesa de direitos humanos, agora se junta à história de mulheres de outros nove países que lutam incansavelmente por um mundo mais justo. Queremos que estas mulheres sejam apoiadas e que estes exemplos inspirem ainda mais as pessoas a lutar por direitos”, continuou Jurema. Marinete da Silva, măe de Marielle, sentiu-se lisonjeada pela homenagem à filha.
“Fico feliz de saber que a vida de minha filha vai servir de exemplo para as crianças do Brasil e do mundo. Marielle sempre liderou processos transformadores na escola, na igreja, nos projetos em que participou, sempre com o pensamento de ajudar o próximo, acreditando que a organizaçăo coletiva de base solidária poderia transformar o mundo”, disse Marinete. “Ao fazer pelo outro, ela se sentia bem. Esperamos que mais pessoas sejam assim e lutem como a minha filha pelos direitos humanos.”
Campanha
Nove casos expostos na campanha da Anistia Internacional săo de mulheres ativistas, e o décimo é de uma comunidade no Quênia onde as mulheres estăo sendo expulsas de suas terras ancestrais. Além de Quênia e Brasil, há casos da Ucrânia, Marrocos, Venezuela, África do Sul, Quirguistăo, Iră, Índia e Vietnă.
Entre as mulheres que serăo símbolos da campanha, só Marielle está morta. As demais seguem atuando em seus países, muitas em situaçăo de risco, segundo a Anistia. A campanha pretende mobilizar o mundo todo em apoio a estas ativistas e suas causas, dando visibilidade mundial a elas.
A campanha vai durar cinco meses, deste 10 de outubro até 8 de março de 2019, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher. O projeto vai mobilizar apoiadores da Anistia Internacional, profissionais da educaçăo e grupos de ativismo para realizar atividades que variam de aulas temáticas em escolas até eventos públicos em praças e outros locais públicos. A programaçăo será divulgada pelo site “Escreva por Direitos”.
‘Escreva por Direitos’
A primeira ediçăo dessa campanha aconteceu em 2001, quando um pequeno grupo de ativistas da Anistia Internacional na Polônia decidiu apostar quem escreveria o maior número de cartas pela libertaçăo de pessoas presas injustamente em diversos países. A iniciativa durou 10 dias e gerou milhares de cartas que ajudaram a pressionar as autoridades.
Nos anos seguintes, a campanha tomou proporçăo mundial, agregou elementos de educaçăo em direitos humanos e se tornou a campanha mais importante da Anistia Internacional e o maior evento de direitos humanos do mundo.
Todos os anos, a organizaçăo seleciona casos de pessoas e comunidades vítimas de violaçőes de direitos humanos ou em risco iminente de sofrer violaçőes, em todo o mundo, e convida apoiadores e ativistas a se mobilizar por esses casos. Atendendo à convocaçăo, pessoas planejam e realizam diversas atividades, mobilizando suas comunidades a escrever cartas manifestando solidariedade e pressionando autoridades por justiça.
Ver galeria . 18 FotosMarielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro e lutava pelos Direitos Humanos
(foto: Reproduçăo/ Facebook )
A Anistia Internacional lança, nesta quarta-feira (10/10), no Brasil a campanha global Escreva por Direitos (Write for Rights). Em 2018, o foco săo mulheres, gênero e defensoras dos direitos humanos. A entidade reforçou que a discriminaçăo, o abuso, a intimidaçăo e a violência afetam de forma desproporcional as mulheres e, em particular, as que se posicionam publicamente na sociedade. Um dos destaques da campanha é a vereadora Marielle Franco, reconhecida defensora dos direitos humanos e morta em março deste ano no Rio de Janeiro.
A diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, defendeu que, sete meses após o assassinato de Marielle e Anderson Gomes (motorista do carro onde a vereadora estava no momento em que foi morta), é fundamental que a sociedade se mantenha firme, exigindo respostas e pressionando para que os responsáveis sejam identificados e levados à Justiça. A história de vida de Marielle, segundo Jurema, se junta agora à história de mulheres de outros nove países que lutam por um mundo mais justo.
Ativistas
Nove dos dez casos escolhidos pela Anistia Internacional para a campanha săo de mulheres ativistas, e o décimo é de uma comunidade no Quênia cujas mulheres estăo sendo impactadas pela expulsăo de suas terras ancestrais. Além de Quênia e Brasil, há casos na Ucrânia, no Marrocos, na Venezuela, na África do Sul, no Quirguistăo, no Iră, na Índia e no Vietnă. Com exceçăo de Marielle, as mulheres e ativistas que integram a campanha seguem atuando em seus países, muitas, segundo a entidade, em situaçăo de risco.
“A campanha irá mobilizar pessoas no mundo todo em apoio a estas ativistas, dando visibilidade aos casos e celebrando o papel dessas mulheres que levantam suas vozes contra as injustiças e lideram processos de transformaçăo em seus países”, informou a Anistia Internacional.
Com duraçăo de cinco meses, a Escreva por Direitos segue até 8 de março de 2019, Dia Internacional da Mulher. O processo envolve apoiadores da Anistia Internacional, profissionais da educaçăo e grupos de ativismo na realizaçăo de atividades que văo desde aulas temáticas em escolas até eventos públicos em praças ou cafés. Os eventos serăo registrados por meio da Plataforma Escreva por Direitos, onde é possível também ter mais detalhes sobre cada um dos casos.
Sobre a campanha
Todos os anos, a Anistia Internacional seleciona casos de pessoas e comunidades vítimas de violaçőes de direitos humanos ou em risco iminente de sofrer violaçőes ao redor do mundo e convida apoiadores e ativistas a entrarem em açăo. Atendendo ao chamado, pessoas planejam e realizam atividades diversas, mobilizando comunidades, famílias e amigos a escreverem e assinarem cartas, manifestando solidariedade e pressionando autoridades por justiça.
Alessandro Monare, de 37 anos, que era pastor da igreja, sua mulher Belkis da Silva, 35, e o filho Samuel da Silva Miguel Monare, 8 (foto: Reproduçăo/Facebook)
Muita emoçăo marcou o sepultamento da família morta em um acidente quando voltava de Rio Quente (GO) para Campinas (SP). Os corpos das vítimas foram velados, a partir da madrugada desta quarta-feira (10/10), e o enterro realizado de manhă no Cemitério Parque das Flores, em Campinas. Antes disso, na noite desta terça-feira (9/10), um culto na Igreja Batista Vista Alegre homenageou as vítimas.
A Polícia Civil de Araguari (MG) investiga as causas do desastre e se houve a participaçăo de outro carro. A família voltava de Goiás em um Honda Fit que foi parar dentro de uma vala na Rodovia BR-050, entre os municípios de Araguari e Uberlândia (MG).
O acidente ocorreu, na manhă de domingo (7/10), mas o veículo foi localizado somente na terça, após o filho caçula conseguir chegar ao acostamento da pista.
O resto da família foi achado sem vida dentro do carro e uma marca de pneu na porta indica que o veículo pode ter sido atingido por outro antes de cair no buraco. Uma testemunha que passava pelo trecho também garante ter visto uma colisăo no local.
O menino que sobreviveu foi levado por parentes para Campinas após deixar o hospital em Uberlândia. Ele năo teve fraturas, apenas alguns hematomas, e poderá ajudar a elucidar o caso; mas ainda năo foi ouvido pelos policiais.
A criança também năo esteve presente no velório e enterro da família. Parentes contaram que o menino ainda está um pouco confuso e năo se lembra do acidente, apenas do passeio em Goiás e do momento que saía do buraco. A viagem tinha sido um presente do marido para a mulher que havia feito aniversário.
Apuraçăo
A Polícia Civil evita dar detalhes da investigaçăo, devendo o inquérito ser concluído em 30 dias. A rodovia conta com câmeras cujas imagens estăo sendo analisadas para ajudar a elucidar o desastre. Além de um guincho, até uma retroescavadeira teve de ser usada para retirar o carro da cratera.
O local onde ocorreu o acidente é em linha reta e năo chovia naquele momento, tendo o carro capotado antes de cair na vala. Policiais acreditam que a cadeirinha pode ter ajudado na sobrevivência do filho caçula.
Uma galinha de 1,04 metro de altura foi vendida por R$ 74 mil durante um leilăo de aves gigantes, no dia 29 de setembro, em Jaguariúna, interior de Săo Paulo. Nesta terça-feira, 9, foi confirmado que a franga Betina da Diamante bateu o recorde de preço para fêmeas da raça índio gigante. “Recebemos a confirmaçăo de que é a franga mais valorizada na história da raça”, disse o criador Haroldo Poliselli. Betina é filha de outro recordista, o galo Voodoo da Diamante, que mede 1,26 m, a maior altura já alcançada por um galo índio.
A galinha foi adquirida pelo criador Ademir Melauro, de Franca, também no interior paulista. “É difícil conseguir aves grandes, e o acesso a essa genética exige alto investimento, por isso é uma franga preciosa”, disse. Ele pretende fazer o cruzamento da Betina com seu galo Mezenga, de 1,18 m. “Espero obter aves ainda mais imponentes, que é o que os aficionados estăo buscando hoje. O mercado para essas aves está em crescimento”, disse.
O índio gigante é resultante do cruzamento entre galináceos altivos e a galinha caipira. Para ser considerado um “gigante”, o macho precisa medir pelo menos 1 metro e pesar 4,5 kg, enquanto a fêmea deve ter no mínimo 85 cm e pesar 3 kg, segundo a Associaçăo Brasileira de Criadores de Índio Gigante (Abracig). O principal atributo é o porte altivo e avantajado, que atrai o interesse de criadores, mas as aves săo também dóceis.
Poliselli e o irmăo Diogo, donos do criatório Diamante, em Jaguariúna, se especializaram na raça. Eles já obtiveram frangas maiores que a Betina, como a Viola, com 1,06 m, e a Mamba, recordista em tamanho, com 1,09 m. As aves săo vendidas principalmente em leilőes presenciais, com transmissăo online. O remate de Betina, por exemplo, foi acompanhado por duzentos 200 participantes dos Estados de Săo Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Norte.
Veículo estava em uma grota fora da pista e por isso ficou fora do radar das autoridades (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgaçăo)
Mistério ainda cerca o acidente que provocou a morte de pai, măe e um filho de 8 anos, integrantes de uma família de Campinas (SP) que estava desaparecida desde domingo. Uma das informaçőes que foi repassada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) à Polícia Civil de Araguari, que já investiga o caso, é uma suspeita do envolvimento de um segundo veículo na ocorrência, já que foi encontrada uma marca no carro semelhante à marca de um pneu. Segundo a inspetora Jane Santos, que é chefe da Delegacia de Uberlândia da PRF, isso pode indicar o envolvimento de outro veículo. “Todos esses levantamentos foram repassados à Polícia Civil, que já esteve no local e prossegue com as investigaçőes”, diz a inspetora.
O pastor evangélico Alessandro Monare, de 38 anos, a mulher dele, Belkis da Silva Miguel Monare, de 35, e Samuel da Silva Miguel Monare, de 8, foram encontrados mortos dentro de um carro caído em uma grota de aproximadamente três metros de altura, às margens da BR-050, entre Uberlândia e Araguari, no Triângulo Mineiro.
A localizaçăo só foi possível graças ao ato de superaçăo do filho menor do casal, de 6 anos, que conseguiu deixar o automóvel e escalar o barranco, chegando até a estrada. Ele foi encontrado deitado por um motorista que passava pela estrada. O garoto segue internado, sem previsăo de alta. O estado de saúde dele é estável. A perícia da Polícia Civil já iniciou os levantamentos para tentar descobrir as causas do acidente. Segundo a corporaçăo, nenhumainformaçăo será fornecida antes da conclusăo do laudo pericial, previsto para ser concluído em cerca de 30 dias.
O que era para ser uma viagem em família para o descanso terminou em tragédia. Pai, măe e dois filhos saíram de Campinas para passear em Rio Quente, Goiás, onde permaneceram até domingo. Durante todos os dias eles mantiveram contato com outros parentes, mas na volta pararam de se comunicar. O veículo foi visto pela última vez, segundo consta do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, na manhă de domingo, no km 14 da LMG-223, quando foi flagrado por câmeras localizadas no posto da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Parentes das vítimas tentaram contato com elas, mas sem sucesso. Diante disso, foram para Araguari, também no Triângulo, para acompanhar as buscas.
Durante as açőes, a concessionária responsável pela rodovia conseguiu identificar que o carro da família havia passado por três praças de pedágio em 4 de outubro – em Delta, Uberaba e Araguari, todas no Triângulo Mineiro. Já no domingo, data do retorno a Săo Paulo, năo havia qualquer registro do automóvel nas câmeras de segurança. A Polícia Militar da regiăo chegou a usar dois drones para sobrevoar tanto a BR-050 quanto a LMG-223. Bombeiros também fizeram buscas em outros pontos da regiăo até Indianópolis, sem sucesso.
Na madrugada de ontem, o veículo foi encontrado graças à coragem do garoto sobrevivente. Por volta das 5h50, um motorista passava pelo trecho quando avistou o menino. Segundo informaçőes do boletim de ocorrência do Corpo de Bombeiros, ele estava deitado, molhado, sobre resíduos de massa asfáltica na faixa de domínio da estrada. O menino foi socorrido por funcionários da MGO Rodovias, concessionária responsável pela estrada, e encaminhado a um hospital.
O carro estava dentro de uma grota de aproximadamente três metros de altura por três de largura. Foram encontrados sem vida em seu interior o pastor Alessandro, a esposa dele, Belkis, e o filho do casal Samuel. Para a retirada do veículo, que estava em um local de difícil acesso, foi necessário o uso de um guincho e uma retroescavadeira.
INVESTIGAÇŐES As causas do acidente ainda só devem ser definidas depois das apuraçőes. A perícia da Polícia Civil compareceu ao local onde o veículo foi encontrado para buscar elementos que expliquem a saída de pista. A rodovia é privatizada e tem diversas câmeras ao longo do percurso. Próximo ao trecho, inclusive, há um equipamento que faz monitoramento em imagens e consegue captar um raio de até dois quilômetros. Porém, segundo a concessionária responsável pela rodovia, o aparelho é móvel e estava voltado para outra direçăo na hora do desastre. A MGO Rodovias afirmou que continua os levantamentos para tentar informaçőes que possam ajudar a esclarecer o acidente. Os corpos das vítimas foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML), onde passaram por exames, e foram liberados por volta das 14h30 de ontem.
Superaçăo e mistério
Confira o que já se sabe sobre o desastre que vitimou um casal e o filho de 8 anos no Triângulo e o ato de coragem da criança que se salvou
» Desde domingo, a família paulista que passava por Minas voltando de Rio Quente (GO) rumo a Campinas (SP) năo mantinha contato e era procurada por parentes. Naquele dia, em circunstâncias ainda misteriosas, o carro que transportava pai, măe e dois filhos, de 6 e 8 anos, saiu da pista e caiu em uma vala no Km 45,9 da BR-050, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
» Acionados por parentes diante da falta de notícias, policiais militares rodoviários, bombeiros e agentes da concessionária que administra a rodovia fizeram buscas sem sucesso pelo carro da família, que foi visto pela última vez na manhă do domingo, no Km 14 da LMG-223, em um posto policial. Foram usados inclusive drones para sobrevoar as duas rodovias, sem sucesso na localizaçăo.
» Na madrugada de ontem, a criança de 6 anos, única sobrevivente do desastre, foi achada às margens da rodovia, deitada, molhada e em estado de choque. O menino conseguiu escalar cerca de três metros do buraco onde estava o veículo da família, o que possibilitou a localizaçăo do carro acidentado e seu próprio socorro. As demais vítimas foram encontradas sem vida. Ainda năo se sabe o que provocou o desastre.