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Secretário admite que pode fechar o ano sem elucidar caso Marielle

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O secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes – (foto: Tomaz Silva/Arquivo Agência Brasil
)

Carioca, o general Richard Nunes está desde fevereiro à frente da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Nesta entrevista, ele revela que vive 24 horas e sete dias por semana os problemas da segurança do estado. Durante pouco mais de uma hora, o general conversou com a equipe de reportagem da Agência Brasil e năo descartou a possibilidade de concluir o ano sem a elucidaçăo do duplo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes. “Eu sempre falei com essa cautela. Eu nunca fiquei dizendo negócio de data. Existe a possibilidade de fechar? Existe. E existe a possibilidade de a gente ter um pouco mais de dificuldade e levar um pouco mais de tempo.”

Marielle Franco e Anderson foram assassinados a tiros, em 14 de março deste ano, após um evento político no centro do Rio de Janeiro. O crime causou comoçăo internacional. O papa Francisco se manifestou sobre o episódio ao apelar por providências. Mais de uma vez, houve a discussăo da transferência do comando das investigaçőes, sob tutela da Polícia Civil do Rio, para a Polícia Federal.  

Richard Nunes, entretanto, se demonstra prudência na soluçăo do duplo assassinato, esbanja firmeza quando fala do legado que deixará em 31 de dezembro. O principal é a retomada do orgulho e da credibilidade das polícias Civil e Militar. E também o fortalecimento das corporaçőes, com a efetivaçăo de novos policiais como oficiais de cartório, praças, papiloscopista e um concurso para delegados.

 

O chefe da Segurança no estado disse também que está tudo pronto para as eleiçőes de outubro. Haverá um gabinete de crise, nos moldes do implementado durante a paralisaçăo dos caminhoneiros, em maio, mas desta vez, sem crise. Serăo empregados 20 mil militares. No Rio, muitos candidatos săo investigados por associaçăo com traficantes e milicianos.

O general está otimista quanto aos números do Instituto de Segurança Pública (ISP) em relaçăo a este mês de setembro. Segundo ele, as prévias mostram “que todos os índices devem baixar”, inclusive os de homicídios por confrontos no estado, que em agosto, subiram mais de 150%.  

Homicídios em confronto com policiais

“Foi o único índice que destoou. Estamos fazendo duas grandes manobras. E é um paradigma daquilo que a gente vinha tolerando. O estado estava quebrado. Năo tinha recursos. O policiamento caiu muito, e o criminoso é um ser adaptável ao ambiente. Agora vamos atuar em cima das manchas criminais e aí nós estamos nos defrontando com aqueles criminosos que estavam tendo uma certa liberdade. E eles têm sido resistentes a se adaptar a um novo cenário. O suporte logístico da atividade criminosa foi muito afetado. Na realidade, a gente quebrou a autonomia dessas facçőes. Em nenhum momento nós temos política de enfrentamento”.

Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs)

“É preciso redesenhar o patrulhamento. E isso tem dado problema. Vamos falar o português claro: a gente fingia que tinha polícia e a sociedade acreditava. Certas UPPs nossas năo passam de uma coletânea de bases. O policial tem de tomar conta daquela instalaçăo e é incapaz de patrulhar aquela área. No momento em que a gente transforma a UPP em companhia de batalhăo, passa a ter patrulhamento. Passa a dar mobilidade. E aquelas UPPs de áreas restritas em que é possível manter, nós vamos manter. A Providência vai continuar. Santa Marta vai continuar. A Rocinha a gente está estudando, mas é difícil imaginar que a gente possa ter uma UPP numa área tăo grande. A soluçăo definitiva para a Rocinha ainda năo está definida. Na Cidade de Deus e Vila Kennedy, também năo dá. É complicado”.

Delegacias de polícia

“Isso está sendo resolvido agora com o Fundo Estadual de Investimentos e Açőes de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised)). É aquele fundo de 5% dos royalties do petróleo. Ele só vai sair pelo esforço da intervençăo. Até para reunir o conselho foi uma luta. A primeira parcela, de R$ 92 milhőes, já está em execuçăo. A segunda parcela, de R$ 103 milhőes, nós vamos bater o martelo no dia 3 de outubro. A terceira parcela  depende da arrecadaçăo até o final do ano, só vai entrar praticamente em janeiro. Se considerarmos uns R$ 300 milhőes de royalties, para a segurança pública săo uns R$ 225 milhőes. É bastante dinheiro. Este ano a gente está amortizando muito coisa. Quem entrar no próximo ano já vai pegar uma situaçăo muito mais estabilizada”.

Combate à criminalidade 

“Aquela prisăo em Japeri foi um divisor de águas. Nós identificamos um prefeito ligado ao narcotráfico, o presidente da Câmara de Vereadores e mais um vereador. Essa quadrilha foi toda presa. Prender um prefeito, com toda sua estrutura de mando, sinaliza para o estado que os ventos estăo mudando”.

Legado da intervençăo

“O principal é um exercício eficaz de liderança. Hoje, estive numa cerimônia no Batalhăo de Choque. O comandante do Batalhăo de Choque, ao me cumprimentar, disse: ‘General eu queria te dizer uma coisa. Muitos destes aqui săo pais e eles estăo resgatando o orgulho e dizendo para os filhos que săo policiais’. Isso é um legado que, para mim, é o mais importante de todos – a retomada da autoestima e de querer ter a credibilidade perdida”.

Esquema de segurança nas eleiçőes

“Vamos atuar de maneira integrada à semelhança do que fizemos na greve dos caminhoneiros. Vamos instalar um gabinete de crise, năo que haja uma crise. Com todos os órgăos envolvidos. Já temos o trabalho de inteligência integrada funcionando faz tempo. Temos um levantamento completo das áreas de risco. Onde nós vamos empregar as Forças Armadas. Onde a PM [Polícia Militar] vai se encarregar. Apoio da Guarda Municipal. Em que pontos a Polícia Rodoviária Federal vai ser importante. E a coalizăo com o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] já está funcionando há vários meses. O efetivo de 20 mil militares que está aqui. Do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A gente vai para áreas onde o histórico mostra mais problemas: Săo Gonçalo, Baixada Fluminense”.

Transiçăo para o novo governo

“Nós já temos um plano preparatório para a transiçăo, assinado entre o general Braga Netto e o governador Pezăo, que sinaliza secretarias e tudo o que tem de ser feito. No momento em que nós tivermos o governador eleito aí este plano, que é provisório, vai ter de ser consolidado. A parte administrativa, necessariamente, tem de ir até 30 de junho do ano que vem. Porque estamos comprando coisas e contratos estăo sendo celebrados. É dinheiro federal.  Năo temos como passar isso para o estado, ainda mais um estado em recuperaçăo fiscal. Um quarto do efetivo vai poder tocar. É que claro que o governador eleito vai ter a sua vontade política, mas se tiver o mínimo de bom senso nesta transiçăo, vai pegar o nosso plano, trocar o seis por meia dúzia e botar adiante”.

Índices devem baixar

Todos os índices devem baixar, inclusive o confronto. Se continuar do jeito que está aí, a gente vai ter uma reduçăo bastante boa em relaçăo a agosto (deste ano) e a setembro do ano passado. O indicativo está muito bom. Aquele 150% foram uma distorçăo. O problema da estatística é que ela pode ser usada para qualquer coisa. O observatório da Cândido Mendes está com a lente quebrada. Eu afirmo. Eles só estăo focados em uma visăo e conseguem abstrair todo o mais, que é muito mais consistente. É impressionante. Estes 150% săo um ponto fora da curva até porque, no ano passado, naquele momento năo havia nem policiamento. Por isso que estava tudo estourando. A criminalidade atingiu níveis dramáticos porque a policia năo tinha viatura, năo tinha salário. O regime adicional de serviço, que a gente resgatou, é fundamental.

Homicídios em confrontos

“Foi porque a gente começou a operar com ostensividade. Agora, a coisa começa a se acomodar um pouco mais. A nossa expectativa é esta. Ninguém aqui quer o enfrentamento. Desde o início nós achamos. O enfrentamento pelo enfrentamento é uma bobagem. Às vezes, ele se produz de maneira legítima e necessária. Lógico, vamos fazer uma açăo numa área, que a gente sabe, que temos dados concretos, investigaçăo, que tem um grupo criminoso, armado e ameaçando as pessoas…nós vamos nos omitir? Determinados noticiários ficam buscando o flagrante da criminalidade. O radar deles fica ali atrás. Localizado um ato criminoso, fica uma cobrança. “ E aí? Năo văo fazer nada?”. A gente năo pode se pautar por isso. Se chegar lá simplesmente para dar uma resposta midiática, aí sim dá um risco colateral muito grande”.

Rio de Janeiro em 2019

“Vamos entregar [o estado] em situaçăo muito melhor do que encontramos porque tudo que fizemos até agora, em termos estruturantes, teve uma repercussăo favorável. O mais importante é que as próprias instituiçőes se deram conta de que isso era relevante. Elas se apropriaram do plano. Isso é que é bom. Entăo, qualquer que seja o cenário, eu acredito que a gente fez uma ruptura de tendência importantíssima”.

Prisăo dos assassinos de Marielle e Anderson

“Tenho a expectativa. Nós temos feito o máximo de esforço possível. As coisas têm caminhado. Agora estamos mais fortalecidos porque o Ministério Público [MP] se vinculou fortemente à investigaçăo com o Gaeco [Grupo de Atuaçăo Especial de Combate ao Crime Organizado]. Entăo, isso nos dá um ânimo muito grande. Eu conversei com o nosso procurador-geral de Justiça sobre isso e ele colocou o MP junto conosco. Eles entraram, fizeram uma avaliaçăo da investigaçăo e perceberam que a gente está no caminho certo. Mas qual é grande problema do caso? A deficiência estrutural que ainda temos em várias áreas, principalmente essa questăo de câmeras pela cidade, săo câmeras da prefeitura, isso nos atrapalhou muito, porque há crimes que estamos elucidando com muito mais facilidade porque esses sistemas estăo funcionando bem. A grande dificuldade hoje é coletar e produzir as provas necessárias para que os nossos suspeitos possam ser efetivamente condenados no futuro. E năo irresponsavelmente dar por concluído o inquérito com provas frágeis e, no final, isso năo resultar em nada. Vai ser muito pior para a sociedade. A gente entende o clamor da sociedade. O clamor da família. Eles têm confiança de que a gente está fazendo a coisa certa. E a nossa expectativa é de elucidar. Agora, para termos sucesso pleno na investigaçăo ainda faltam detalhes técnicos. Isso é que năo é simples. A investigaçăo está sendo custosa porque, realmente, foi um crime elaborado com cuidado para evitar a investigaçăo. Eles conseguiram criar grande dificuldade pela maneira como praticaram esse crime.

Eu sempre falei com essa cautela. Eu nunca fiquei dizendo negócio de data. Existe a possibilidade de fechar? Existe. E existe a possibilidade de a gente ter um pouco mais de dificuldade e levar um pouco mais de tempo. Ambas existem”. 

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Fonte: Brasil

Polícia ouvirá alunos envolvidos em agressão a professor

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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) informou neste domingo (23/9) que os alunos envolvidos no caso de agressăo ao professor de Língua Portuguesa Thiago dos Santos Conceiçăo, de 31 anos, começarăo a ser ouvidos nos próximos dias. O caso aconteceu na última terça-feira (18) no Centro Integrado de Escola Pública (Ciep) Mestre Marçal, em Rio das Ostras, na Regiăo dos Lagos. O inquérito foi instaurado após a divulgaçăo de um vídeo nas redes sociais. De acordo com informaçőes divulgadas pela polícia durante a semana passada, foram identificados quatro alunos, entre eles o autor do vídeo e um maior de idade, que pode ser indiciados por desacato, ameaça, constrangimento ilegal, tentativa de lesăo corporal e dano ao patrimônio público.

Na sexta-feira, o professor conversou com o Estadăo. Segundo ele, as agressőes e manifestaçőes racistas na turma de 9º ano, com alunos na faixa de 17 e 18 anos, eram rotineiras. “No telefone do garoto tem toda a filmagem dessa e de outras brutalidades que eles vêm fazendo. Já aconteceu confusăo com funcionário da escola em que o guarda deu tapas no rosto de um garoto, e ele revidou. Entrei em fevereiro no Ciep, como temporário. Sabia que seria um ambiente difícil, mas no meio do caminho percebi que seria pior”, disse.

Após a divulgaçăo das agressőes, Conceiçăo foi afastado da turma e agora deixou a escola, onde dava aulas havia sete meses. Ele diz ter se sentido ameaçado. “Tem um ditado popular que diz: ‘Quem ameaça, faz'”, afirmou. “Năo quero pagar para ver. Saí de Rio das Ostras e năo volto”, completou.

Apesar da revolta, o professor defende uma açăo pedagógica para mudar o comportamento dos alunos. Para ele, fatores como negligência dos pais e outras questőes sociais levaram àquela situaçăo. “Năo adianta transferi-los de escola, e outro colega passar pelo que passei”, disse o professor, frisando que acredita na educaçăo. “Eu tenho esperança de que esse cenário pode mudar”, completou.

O vídeo, divulgado na rede por um dos alunos da turma, tem cerca de três minutos. As imagens mostram um dos estudantes arremessando uma pochete em direçăo ao professor, um aluno rasga uma das provas, Conceiçăo é empurrado e xingado.

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Fonte: Brasil

Tiroteio entre PMs e criminosos assusta moradores no RJ

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Policiais militares e criminosos trocaram tiros na manhă deste domingo (23/9) no alto da Rua Sacopă, ao lado do Morro dos Cabritos, na Lagoa, bairro nobre da zona sul do Rio. A regiăo dá acesso às comunidades dos Cabritos e Tabajaras, em Copacabana.

Segundo informaçőes da Unidade de Polícia Pacificadora do Tabajaras e Cabritos, bandidos escondidos na mata do morro atiraram contra policiais militares na parte alta da Rua Sacopă. Houve tiroteio, mas ainda năo há informaçőes sobre feridos. Năo houve prisőes nem apreensőes. A ocorrência foi registrada na 12ª Delegacia de Polícia, de Copacabana.

Na noite de sábado, 22, um suspeito ficou ferido após intenso tiroteio na favela da Quitanda, no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte da cidade. De acordo com informaçőes da PM, agentes do 41º Batalhăo da Polícia Militar foram atacados por homens fortemente armados durante uma operaçăo na comunidade. Após o tiroteio, os militares apreenderam um fuzil.

No fim da manhă deste domingo, um homem foi preso em flagrante por policiais rodoviários federais enquanto assaltava pedestres com uma faca na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Por volta das 12h, agentes da PRF faziam patrulhamento na rodovia, na pista sentido Săo Paulo, quando perceberam que um homem apontava uma faca para pedestres numa passarela, na altura do quilômetro 186. Segundo a PRF, ele estava assaltando as pessoas que passavam pelo local. Os policiais conseguiram prendê-lo, e nenhuma vítima ficou ferida. A ocorrência foi registrada na 52ª Delegacia de Polícia, de Nova Iguaçu.

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Fonte: Brasil

Policial militar é sequestrado por homens armados no RJ

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Um policial militar foi sequestrado por homens armados em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. O cabo André Luiz Moreira da Silva estava de folga na tarde deste sábado (22/9) quando o carro em que viajava com sua família foi abordado pelos criminosos.

Segundo a Polícia Militar, os filhos do policial foram deixados na rua, mas Silva foi levado pelos bandidos. A família pediu socorro ao 27º Batalhăo da Polícia Militar, de Santa Cruz, que desde entăo faz buscas para tentar localizar e resgatar a vítima.

Os agentes receberam informaçőes preliminares de que o carro com Silva a bordo teria seguido em direçăo à Rodovia Rio-Santos (BR-101), mas o policial ainda năo tinha sido encontrado até a tarde deste domingo, 23.

A operaçăo de resgate mobiliza esforços de agentes de três batalhőes de polícia (27º, 24º e 40ºBPM), do Batalhăo de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), do Grupamento Aeromóvel (GAM), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Delegacia Antissequestro (DAS).

No fim da manhă, o carro do policial militar foi encontrado incendiado nas proximidades da rodovia, na pista sentido Costa Verde, na altura do distrito industrial de Santa Cruz. O local foi isolado para realizaçăo da perícia.

Policiais do Comando de Operaçőes Especiais (COE) fazem operaçăo ao longo deste domingo em três favelas da regiăo: as comunidades Aço, Antares e Rodo. Ainda năo há informaçőes sobre detidos ou apreensőes.

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Fonte: Brasil

Temporal no RS deixa mais de 360 mil residências sem luz

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O forte temporal que atingiu várias cidades do Rio Grande do Sul na madrugada deste domingo (23/9) deixou mais de 360 mil pontos sem energia elétrica. De acordo com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), no auge da tempestade, mais de 300 mil usuários ficaram sem luz.

“No final da manhă, ambas as regiőes seguiam com a maioria dos casos a serem resolvidos: em torno de 95 mil na Grande Porto Alegre e 30 mil em Pelotas e arredores. Conforme mediçăo de institutos de Meteorologia, a velocidade dos ventos ultrapassou a marca dos 80 km/h no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Também houve registro de chuva forte, colaborando para a queda de galhos que danificam a rede elétrica”, informou a assessoria da empresa.

Os municípios da regiăo Metropolitana de Porto Alegre foram os mais prejudicados. Também houve danos significativos no sul do estado, especialmente das cidades de Canguçu, Capăo do Leăo, Arroio Grande, Jaguarăo e Pelotas.

A CEEE atua na regiăo Metropolitana, Sul, Litoral e Campanha gaúcha, atendendo a 72 municípios, aproximadamente a 34% do mercado consumidor do Rio Grande do Sul. A empresa orienta que, em situaçőes como essa, as pessoas năo devem se aproximar de fios ou galhos caídos para evitar o risco de choque.

Além dos clientes atendidos pela CEEE, o temporal trouxe prejuízos para os usuários atendidos pelas distribuidoras RGE e RGE-SUL que também tiveram o fornecimento de energia interrompido. As duas empresas atendem 264 municípios, nas regiőes norte e nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, com aproximadamente 1,4 milhăo de consumidores.

Pela manhă, cerca de 18 mil residências atendidas pela RGE estavam sem luz. A maioria nas cidades de Gravataí, Taquara e cidades no entorno de Caxias do Sul, na Serra. Na área da RGE Sul, săo mais 45 mil pontos sem luz, concentrados na regiăo Metropolitana.

No início da tarde, a empresa atualizou os dados. Segundo a assessoria, o forte temporal atingiu as redes elétricas da RGE e da RGE Sul, causando diversos tipos de danos, principalmente por galhos e objetos jogados pelo vento forte sobre fios e outros equipamentos. A empresa disse ainda que as equipes seguem trabalhando para normalizar o fornecimento no menor tempo possível.

“Neste momento, há 14 mil clientes sem energia elétrica na área da RGE, sendo a maioria em Gravataí, Taquara, cidades no entorno de Caxias do Sul e Regiăo dos Vinhedos. Na RGE Sul săo 39 mil clientes sem energia elétrica, concentrados na regiăo Metropolitana e Vales”, disse a assessoria.

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Fonte: Brasil

Cada vez mais quadrilhas se especializam em roubo de celular

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A cada hora, cinco pessoas săo vítimas de furto de celular no DF (foto: PCDF/Divulgaçăo)

A cada hora, cinco brasilienses săo vítimas de furto ou roubo de celular no Distrito Federal. Os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que ocorreram 33.818 crimes dessa natureza entre janeiro e agosto deste ano. Isso significa que ao menos 140 aparelhos săo subtraídos por dia na capital. Especialistas e as forças de segurança alertam que a prática deixou de ocorrer como “casos isolados”. Associaçőes criminosas passaram a se especializar nesse tipo de delito, usando estratégias de açăo refinadas. Para desova dos produtos roubados, centros comerciais e locais de grande circulaçăo de pessoas se transformaram em ponto para a venda dos telefones surrupiados.

Em comparaçăo aos primeiros oito meses do ano passado, os números registraram queda de 13,4%, quando foram registrados 39.073 casos em 2017. Entretanto, o índice ainda coloca em alerta os brasilienses. Nesse mesmo período de 2018, apenas 1.199 celulares foram recuperados pela polícia, ou seja, pouco mais de 3% do total.

Quando se avalia apenas os furtos, o índice aponta crescimento em comparaçăo ao ano passado. De janeiro a maio deste ano, 5.277 pessoas foram vítimas desse tipo de crime, quando, em igual período de 2017, ocorreram 3.590 casos. No total, o número de ocorrências aumentou mais de 46%. Mesmo com o valor expressivo, de outubro a agosto de 2018, apenas 6.530 vítimas realizaram o bloqueio de aparelhos subtraídos pelo programa Fora da Rede da Polícia Civil.

O estudante de enfermagem Edson Freitas, 26 anos, é mais uma das vítimas do expressivo número de casos registrados no DF. Em fevereiro deste ano, dois criminosos o abordaram e levaram o celular dele. “Eu estava saindo de uma festa, no Setor Comercial Sul, e seguia para a Rodoviária do Plano Piloto. Um deles colocou a faca na minha barriga e outro levou o celular. Năo tinha como reagir”, conta.

 

Quadrilha desarticulada. Polícia Civil apreendeu aparelhos celulares na casa de dono de loja na Feira dos Importados (foto: Thiago Melo/Esp. CB/D.A Press)

 

 

Edson afirma que realizou o bloqueio do aparelho, registrou boletim de ocorrência, mas năo conseguiu reaver o celular, que tinha apenas quatro meses de uso. “Foi um prejuízo, mas melhor perder um telefone do que a vida”, pondera. De acordo com o estudante, que mora em Samambaia, os casos săo comuns e é quase rotina escutar algum caso sobre alguém que teve o celular roubado ou furtado. “O ruim é que a gente trabalha para conseguir alguma coisa e vem alguém e leva”, diz.

Comércio ilegal 

No Distrito Federal, năo é difícil encontrar pontos de venda de celulares sem qualquer tipo de fiscalizaçăo. Os “comerciantes” (interceptadores perante a lei) atuam em pontos de grande circulaçăo de pessoas ou em polos comerciais. Na Feira dos Importados, localizada no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), há diversas lojas que vendem aparelhos sem fornecer qualquer tipo de documentaçăo ou nota fiscal, como foi o caso de uma quadrilha presa na última quinta-feira (confira Memória).

Os celulares ficam expostos em vitrine e săo vendidos sem caixa ou acessórios. Em alguns estabelecimentos, é possível realizar o desbloqueio dos aparelhos, que, geralmente, săo travados pelos donos ao perderem o item em alguma situaçăo. “É superseguro. A gente consegue limpar tudo e ele fica novinho, como se tivesse saído da loja”, garante um vendedor, ao ser questionado sobre o serviço. O preço para fazer o procedimento varia de acordo com a marca do celular e pode chegar a R$ 200. Os comerciantes năo se inibem em oferecer o serviço, alguns até anunciam a prática em placas.

De acordo com os comerciantes, há marcas de celulares, como os da Apple, em que nem sempre é possível realizar o desbloqueio. No entanto, os vendedores encontram outra saída para năo perder o cliente. “Se você trouxer o aparelho aqui, posso dar uma olhada. Se năo der para resetar ele, a gente compra as peças”, informa.

Nas lojas de manutençăo, diversos celulares desmontados ficam expostos para a clientela. Um vendedor conta que as peças chegam das mais diversas formas. “Algumas, compramos pela internet, mas muita gente traz celular aqui, a gente compra, desmonta e usa em outros serviços. Eles chegam sem nota mesmo, pegamos só o aparelho”, diz.

No centro de Brasília, na Rodoviária do Plano Piloto, cerca de 700 mil pessoas circulam pelo local, de acordo com dados do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). Apesar de o lugar ser monitorado por equipes da Agência de Fiscalizaçăo (Agefis) e contar com constantes rondas da Polícia Militar, a venda irregular de celulares se tornou comum. A grande movimentaçăo de público atrai os “comerciantes”, que querem fechar o negócio de forma rápida.

Abordagem

Os vendedores, geralmente, se instalam na plataforma superior da Rodoviária, próximo ao ponto de táxi. Eles ficam com os celulares na măo e abordam as pessoas que passam oferecendo o produto. “Tenho dois modelos aqui, um deles está R$ 250 e outro R$ 450. Vamos levar? Se você quiser, até troco em pulseira ou relógio”, oferece um “comerciante”, sem qualquer receio. Ele ainda informa que o celular vem fora da caixa e, caso o cliente exija, ele consegue “arrumar” um carregador. A poucos metros dele, havia quatro policiais militares, que năo davam nenhuma atençăo para a venda irregular.

O aparelho de valor inferior oferecido pelo ambulante é um Moto G, da marca Motorola. Nas lojas, ele é vendido por até R$ 800, ou seja, na Rodoviária, ele estava sendo comercializado cerca de 70% a menos do que o valor de mercado. O outro celular, um Samsung Galaxy G6, é encontrado nas lojas por cerca de R$ 1 mil, mais de 50% a menos do que a oferta do “comerciante”.

Em nota, a Agefis informa que tem equipe permanente na área central de Brasília, incluindo a Rodoviária. O órgăo também ressalta que năo fiscaliza nenhum produto específico e, por isso, năo tem dados de apreensăo somente de celulares. “Temos equipes de auditores combatendo atividades econômicas sem o devido licenciamento, que faz operaçőes nos pontos mais congestionados, mais denunciados e em eventos”, destaca.

 

Esquema de crime organizado

 

O comércio ilegal de celulares furtados e roubados no Distrito Federal se tornou uma forma de negócio organizada e bem profissional. Primeiro ocorre a subtraçăo do item, em seguida, ele é repassado para um revendedor e, por fim, chega às măos do consumidor final. Todas as etapas do esquema săo consideradas crime, mas se tornaram um comércio sólido na capital, que acaba impulsionando os índices criminais.

Este ano, a Polícia Civil realizou ao menos três operaçőes para combater organizaçőes criminosas especializadas em furto e roubo de celulares. Em uma delas, deflagrada em 5 de junho, os agentes prenderam 15 pessoas, acusadas de subtrair os aparelhos durante a Parada LGBT de Săo Paulo. Eles foram encontrados com 43 celulares na Rodoviária Interestadual de Brasília. Na última quinta-feira, os investigadores desarticularam grupo responsável por clonar cartőes de créditos de Săo Paulo, comprar aparelhos no Rio de Janeiro e revendê-los na Feira dos Importados.

As investigaçőes duraram 4 meses e conseguiram identificar que o grupo criminoso participava de diversos eventos em outros estados, furtavam os celulares e revendiam na capital do país. De acordo com a apuraçăo policial, até mesmo o pagamento dos motoristas que realizavam o transporte do bando era realizado com os aparelhos. Como năo foi possível configurar flagrante, os suspeitos năo responderăo por furto, mas por associaçăo criminosa e receptaçăo.

Esse tipo de açăo demonstra como o celular se tornou um objeto de desejo, tanto para o consumidor, quanto para os criminosos. De acordo com o delegado Ronney Matsui, da Coordenaçăo de Repressăo aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), os aparelhos săo compactos e de alto valor no mercado, o que faz com que ele seja tăo cobiçado pelos criminosos. “Existe um canal, um comércio irregular para receptar essas mercadorias e reincorporá-las no mercado”, explica o delegado. De acordo com ele, essa logística se consolidou justamente por causa dos consumidores. “O grande problema năo é a subtraçăo, mas sim as pessoas que compram esses produtos e fomentam o comércio”, constata.

Por causa das várias etapas do esquema, desde o roubo, ou furto, até a revenda, Matsui ressalta que o crime se tornou cada vez mais difícil de ser combatido. “Săo muitas pessoas envolvidas e năo temos um efetivo tăo grande na Polícia Civil para acompanhar todos os casos nem os pontos irregulares de venda”, lamenta. Matsui explica que, por ter pessoas com grande poder aquisitivo, o Distrito Federal se tornou um atrativo para os criminosos. “Apesar do trabalho de repressăo da polícia, que acaba afastando esses bandidos, temos um público que porta celulares de alto valor, que săo os preferidos dos assaltantes”, diz.

O investigador aponta que, além das vendas realizadas nas ruas ou em feiras comerciais, ainda há uma grande movimentaçăo do mercado pela internet. “Os aparelhos săo vendidos com um valor muito inferior ao comum. Quem pratica o roubo ou furto repassa por um preço baixo ao comerciante, que realiza um reajuste um pouco maior para o consumidor final”, destaca.

Para o delegado, a forma ideal de combater esse tipo de crime começa pelo consumidor. “Se as pessoas parassem de comprar os produtos, açăo que é considerada crime, năo haveria essa movimentaçăo no mercado, o que desmotivaria os assaltantes”, comenta. Segundo Matsui, quem for comprar um aparelho deve exigir nota fiscal. O delegado relata que a Polícia Civil investiga receptadores no Distrito Federal, e que novas operaçőes devem ser deflagradas ao longo do ano. “Estamos com investigaçőes em curso para levar esses comerciantes ilegais para a prisăo”, afirma.

É crime

Confira as penas para quem participa de alguma forma do esquema de comércio ilegal de celulares roubados ou furtados

Quem compra celulares de forma ilegal responde por receptaçăo dolosa e pode cumprir pena de 1 a 4 anos de detençăo.

Quem comercializa celulares advindos do crime responde por receptaçăo qualificada e pode cumprir pena de 3 a 8 anos de prisăo.

A legislaçăo prevê pena de 1 a 10 anos de prisăo para quem comete furto.

Para quem cometer o crime de roubo, a pena pode variar entre 4 e 10 anos.

Memória 

20 de setembro de 2018 

A Polícia Civil deflagrou a Operaçăo Hermes, que resultou na prisăo de duas pessoas responsáveis por clonar cartőes de crédito em Săo Paulo, para realizar a compra de celulares no Rio de Janeiro e revendê-los na Feira dos Importados, em Brasília. Celulares, computadores, máquinas de cartăo e dezenas de documentos foram apreendidos pelos agentes durante a operaçăo.

13 de julho de 2018 

Policiais da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) indiciaram 15 pessoas por receptaçăo, por terem adquirido celulares advindos de crimes. A operaçăo resultou na apreensăo de 25 aparelhos que foram subtraídos durante crimes como roubos e furtos. Com o auxílio do depoimento das vítimas, os policiais conseguiram identificar os suspeitos, que estavam em cidades do DF e do Entorno.

8 de março de 2018 

Agentes da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) prenderam oito pessoas acusadas de participar de um esquema criminoso especializado em desbloqueio de celulares furtados e roubados. A investigaçăo indicou que os suspeitos atuavam em Taguatinga, Ceilândia, na Feira dos Importados, em Águas Lindas de Goiás (GO) e em Goiânia. Dentro da associaçăo criminosa, cada integrante cumpria um papel. Havia aqueles que atuavam na ponta, cometendo furtos e roubos, e pessoas que repassavam ao grupo os aparelhos já subtraídos das vítimas. Os reféns bloqueavam os dados do celular acreditando que ele ficaria inutilizado, mas, por meio de um programa, criminosos conseguiam desbloquear o código e utilizar normalmente o celular.

20 de junho de 2017  

Policiais civis desarticularam uma organizaçăo criminosa especializada em furto de aparelhos celulares em comércio. O grupo, que se organizava em Santo Antônio do Descoberto (GO), atuava em pelo menos nove unidades da federaçăo, inclusive o DF. Eles planejavam cada etapa dos crimes de forma articulada. Três ou quatro integrantes entravam na loja pouco antes do fechamento e saíam pela manhă, quando o estabelecimento era reaberto, carregando os itens. Em seguida, os produtos eram revendidos de forma clandestina a receptadores. No total, 19 crimes foram cometidos na capital e o grupo teria faturado mais de 2 mil celulares avaliados em mais de R$ 2 milhőes. Os policiais cumpriram 34 mandados de prisăo.

10 de dezembro de 2017 

Investigadores da Delegacia de Repressăo a Roubos e Furtos (DRF) prenderam um funcionário da empresa de aviaçăo Latam Cargo por desviar smartphones que estavam em trânsito. O emprego foi preso com uma carga com 400 celulares, avaliada em R$ 250 mil. A suspeita é de que o homem repassa os aparelhos para uma banca da Feira dos Importados, que vende os celulares com preço abaixo do mercado. Ele também foi preso. A investigaçăo apontou que os criminosos deram prejuízo de mais de R$ 1,5 milhăo.

 

 

 

 

 

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Fonte: Cidades

Assunto esquecido por candidatos à Presidência, falta d'água será desafio

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Em Pernambuco, cena comum a falta de água: cerca de dois milhőes de pessoas săo abastecidas por carros-pipa em oito estados (foto: Ricardo Fernandes/CB/D.A Press)

Um candidato a governador abre a torneira que jorra água numa casa humilde. Um presidenciável navega pelas águas da transposiçăo do Rio Săo Francisco. Os vídeos das campanhas dăo a entender que a celeuma da estiagem acabou no país. Fantasia. Quase 28 milhőes de brasileiros vivem na regiăo do semiárido e convivem com a falta d’água. Pelo menos 780 municípios — 14% do total brasileiro — decretaram estado de emergência e pediram ajuda ao Ministério da Integraçăo Nacional. Frear o problema já custou R$ 509 milhőes este ano.

Atualmente, dois milhőes de pessoas săo abastecidas por carros-pipa em Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Dados do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), baseados em imagens de satélites, mostram que agosto terminou com 53% dos municípios do Nordeste enfrentando seca. Ao todo, 952 cidades de 1.794 da regiăo Nordeste viviam a escassez de água naquele mês.

As cenas narradas no início da reportagem săo repetidas diariamente no horário eleitoral, mas os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) năo falam claramente sobre o tema. Dos 13 candidatos, somente quatro abordaram a questăo e apenas uma campanha trata especificamente do assunto.

“A seca ainda é desafiadora”, alerta o diretor e pesquisador em Recursos Hídricos do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Salomăo Medeiros. Para ele, manter a segurança hídrica da regiăo é o obstáculo a ser enfrentado. “Avançou-se muito nos últimos anos, mas dizer que ela acabou é mentira. A última seca nos provou que a nossa vulnerabilidade é a área urbana”, explica.

Mesmo as obras realizadas nas últimas décadas foram insuficientes, de acordo com os dados obtidos por Medeiros. “A chegada das águas da transposiçăo foi essencial para Campina Grande năo entrar em colapso: mais de um milhăo de pessoas ficariam sem água. Até hoje, temos municípios sendo abastecidos por caminhăo-pipa. Estamos com um problema ligado à gestăo da água e esse é um fator limitante”, critica.

Rudá Ricci, cientista político da Pontifícia Universidade Católica de Săo Paulo, coordenou campanha presidencial em outros pleitos e descarta “a falta de conhecimento” sobre o assunto dos candidatos. “Há uma vantagem política de ter bolsőes de pobreza. Quando isso é combatido, nascem outras demandas. A mesma coisa acontece com a seca. Campanha é algo altamente profissionalizado. Há dados de tudo, dossiês, pesquisas e especialistas. Năo é simplesmente desleixo deixar o tema de fora do plano de governo”, conclui.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Săo Francisco, Anivaldo Miranda, aponta que, tradicionalmente, a problemática do semiárido năo faz parte da agenda política e que, apesar de torpe, a troca de voto por água ainda é uma constante. “Nunca esteve entre as prioridades. Năo seria diferente agora, principalmente numa eleiçăo na qual o debate foi comprimido a ataques pessoais e a uma polarizaçăo. Sem dúvidas, a seca ainda é usada para captar voto. A insegurança hídrica faz com que as populaçőes fiquem reféns”, defende.

A Articulaçăo Semiárido Brasileiro (ASA) lançou a campanha “Năo troque seu voto por água. A água é um direito seu!”, com o objetivo de alertar, fiscalizar e denunciar os abusos no uso eleitoreiro da água nas eleiçőes. A iniciativa começou nas eleiçőes municipais de 2012. A vigilância ocorre nos nove estados do Nordeste e no semiárido do Norte mineiro.

Frentes atuais

O Ministério da Integraçăo Nacional, apesar do cenário crítico, garante que atua em diversas frentes para enfrentar as dificuldades da escassez hídrica. “Um conjunto de investimentos tem sido direcionado ao atendimento emergencial e à execuçăo de obras estruturantes, com a finalidade de minimizar os efeitos para a populaçăo. Entre as açőes de apoio imediato, estăo a implantaçăo de adutoras de engate rápido, o abastecimento por meio de caminhőes-pipa nas áreas urbanas e rurais e a aquisiçăo de forragem para alimentaçăo animal”, pontua o órgăo, em nota.

Contudo, o governo federal admite que as açőes săo complementares à atuaçăo dos estados e municípios. “O desafio de superar as vulnerabilidades climáticas só pode ser enfrentado com o comprometimento de todas as partes envolvidas para a construçăo das soluçőes eficazes”, argumenta. Uma das medidas mais bem-sucedidas, o Programa Água para Todos instalou cerca de 385.584 estruturas entre 2012 e 2018. Mais de 2,6 milhőes de pessoas tiveram acesso a cisternas, sistemas coletivos, pequenas barragens, barreiros e poços.

Para se ter ideia da gravidade do problema, os reservatórios do semiárido estăo com cerca de 18% da capacidade total. Ao todo, 135 (34,8% das bacias) estăo com volumes abaixo de 10% da capacidade. Apenas 45 (11%) das bacias estăo com quantidade de água superior a 75%. No Ceará, por exemplo, a situaçăo é de colapso. As bacias estăo com 12% de abastecimento. Em Pernambuco, 14%.

Contrato

Os reconhecimentos federais de situaçăo de emergência ou de calamidade pública têm vigência de 180 dias. Dentre as açőes de apoio imediato, estăo a implantaçăo de adutoras de engate rápido, o abastecimento por meio de caminhőes-pipa nas áreas urbanas e rurais e a aquisiçăo de forragem para alimentaçăo animal. Coordenadas pela Secretaria Nacional de Proteçăo e Defesa Civil (Sedec) do Ministério da Integraçăo Nacional.

O que eles propőem

 

Fernando Haddad (PT)

» Ampliar o Programa Um Milhăo de Cisternas e dar continuidade do Projeto de Integraçăo do Rio Săo Francisco (Pisf).

Marina Silva (Rede)

» Promover a universalizaçăo do saneamento básico, reúso de água e aproveitamento de água da chuva.

Ciro Gomes (PDT)

» Expandir os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.

Guilherme Boulos (PSol)

» Adotar soluçőes que permitam o gerenciamento das águas do período chuvoso e a reduçăo das carências nos períodos de estiagem, assim como a adoçăo de estratégias de reúso e tratamento de águas residuárias.

Fonte: Planos de governo registrados no TSE (A reportagem enviou e-mail para as outras campanhas, mas nenhuma respondeu). 

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Fonte: Brasil

População de rua deve ficar fora do Censo 2020

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Pauta antiga de entidades da área de direitos humanos, a informaçăo sobre o número de pessoas em situaçăo de rua no país deve continuar desconhecida após o Censo 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, o assunto é estudado pela equipe técnica, porém ainda sem previsăo de inclusăo no levantamento.

“Nossas pesquisas consideram apenas domicílios permanentes, e identificar pessoas em situaçăo de rua exige um grande esforço de mobilizaçăo, em particular em países com grandes territórios, como o Brasil”, informa o IBGE.

De fevereiro a abril deste ano, o instituto abriu pela primeira vez uma consulta pública para que pessoas e instituiçőes apresentassem sugestőes de temas e perguntas para o questionário do Censo Demográfico 2020 por meio do Portal do IBGE.

A necessidade da contagem do número de pessoas que se encontram atualmente nessa condiçăo é uma reivindicaçăo principalmente de instituiçőes e movimentos ligados ao tema, mobilizados em nível nacional. “A populaçăo em situaçăo de rua tem pressa, tem uma urgência histórica de ser visibilizada nessa pesquisa”, ressalta Manuel Torquato, representante da Campanha Nacional Criança Năo é da Rua, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

Em maio, o IBGE começou o primeiro teste de coleta de dados para o Censo 2020 pela internet em 52 municípios das cinco grandes regiőes, incluindo domicílios de todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes.

Entre 20 de agosto e 6 de setembro foi realizada a primeira prova piloto do questionário temático do Censo 2020, com perguntas específicas para indígenas, quilombolas e outros povos e comunidades tradicionais. O censo pretende refinar a identificaçăo de povos indígenas e incluir as comunidades quilombolas por meio de uma questăo de pertencimento específica, em conformidade com o Decreto nº 8.750 de 2016, que institui o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais.

A inclusăo da populaçăo em situaçăo de rua no Censo 2020 já havia sido solicitada pelo Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a Populaçăo em Situaçăo de Rua (Ciamp-Rua), instituído em conjunto com a Política Nacional em Situaçăo de Rua pelo Decreto nº 7.053 de 2009.

“Depois de muita dificuldade, o IBGE vai incorporar agora povos e comunidades tradicionais, já incorporou populaçőes indígenas e quilombolas, agora é preciso avançar na identificaçăo dessa populaçăo invisibilizada pela nossa sociedade. É muito importante que o IBGE como órgăo oficial de pesquisa faça essa investigaçăo, porque trabalha com categorias próprias, é uma política pública importante, é preciso conhecer para poder atuar”, destaca a procuradora federal dos Direitos do Cidadăo, Deborah Duprat.

Metodologia

Em 2014, o IBGE chegou a fazer um pré-teste no município do Rio de Janeiro. Segundo o instituto, houve dificuldade em executar a pesquisa com populaçőes sem domicílio devido à necessidade de metodologias de amostragem, logística de campo e abordagem do entrevistado.

“A gente năo pode aceitar que o principal instituto de pesquisa do país năo faça essa contagem porque diz năo ter metodologias. No mundo, existem várias e aqui mesmo no Brasil temos metodologias interessantíssimas. A gente tem apontado isso para o IBGE e esse diálogo năo acontece por falta de abertura do órgăo”, afirma Manuel Torquato, do Conanda.

O levantamento mais recente sobre essa populaçăo foi feito em 2016 pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que estimou em 101.854 pessoas o número de pessoas situaçăo de rua no Brasil.

A pesquisa usou dados de 1.924 municípios por meio do Censo do Sistema Único de Assistência Social (Centro Suas), e a estimativa considerou fatores crescimento demográfico, centralidade e dinamismo urbano, vulnerabilidade social, serviços voltados à populaçăo de rua e o número de pessoas em situaçăo de rua inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (Cadastro Único). O documento publicado pelo Ipea aborda a necessidade de dados oficiais sobre essa populaçăo. “[A ausência de dados oficiais sobre a populaçăo em situaçăo de rua], justificada pela complexidade operacional de uma pesquisa de campo com pessoas sem endereço fixo, prejudica a implementaçăo de políticas públicas voltadas para esse contingente e reproduz a invisibilidade social da populaçăo de rua no âmbito das políticas sociais.”

No dia 23 de julho deste ano, data em que foram lembrados 25 anos da Chacina da Candelária no Rio de Janeiro, quando oito jovens em situaçăo de rua foram assassinados, organizaçőes ligadas ao tema se mobilizaram nas sedes do IBGE em 15 estados para entregar à coordenaçăo geral do Instituto um documento com a proposta de inclusăo de uma pergunta na pesquisa domiciliar do Censo 2020 relacionada a essa populaçăo. A proposta é que as pessoas entrevistadas em suas casas respondessem sobre a existência de algum integrante da família em situaçăo de rua.

“A inclusăo dessa pergunta năo nos diria quantas pessoas estăo em situaçăo de rua, mas já nos daria o dado de quantas famílias dizem possuir pessoas em situaçăo de rua no Brasil. O IBGE respondeu novamente que năo possui metodologia pra fazer uma pesquisa com essa populaçăo, mas năo era isso que estávamos pedindo naquele momento”, acrescenta Torquato.

Estudos que pudessem quantificar e permitir a caracterizaçăo socioeconômica das pessoas em situaçăo de rua săo reivindicados como uma açăo prioritária desde o 1º Encontro Nacional da Populaçăo em Situaçăo de Rua realizado, em setembro de 2005.

De 2007 a 2008, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário promoveu o 1º Censo e Pesquisa Nacional sobre Populaçăo em Situaçăo de Rua e apontou um total de 31.922 pessoas nessa situaçăo nos 71 municípios onde a pesquisa foi realizada – cidades com mais de 300 mil habitantes e capitais.

O estudo teve como alvo pessoas com 18 anos ou mais que se encontravam nessa condiçăo, mas năo foi feito com o objetivo estimar o total da populaçăo em situaçăo de rua no país. Importantes capitais que já contavam com pesquisas nesse sentido foram excluídas da pesquisa, caso de Săo Paulo, Recife, Belo Horizonte e Brasília.

O ministério usou dados disponíveis nas secretarias e conselhos estaduais e municipais de assistência social por meio do Censo do Sistema Único de Assistência Social (Centro Suas) e equipamentos públicos os Centros de Referência da Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Centros de Referência Especializado para Populaçăo em Situaçăo de Rua (Centros POP).

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Fonte: Brasil

PF combate grupo criminoso responsável por contrabando de cigarros

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A Polícia Federal (PF) deflagrou neste sábado (22/9) a Operaçăo Nepsis para desarticular organizaçăo criminosa especializada no contrabando de cigarros e combater a corrupçăo policial que facilitava esses crimes nos estados de Mato Grosso do Sul, Săo Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas.

Cerca de 280 policiais federais de diversos estados foram às ruas para cumprir 35 mandados de prisăo preventiva, oito mandados de prisăo temporária, 12 suspensőes de exercício de atividade policial e 43 mandados de busca e apreensăo nos cinco estados. Entre os presos, além dos líderes e dos “gerentes” da organizaçăo criminosa, encontram-se policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Militar e da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul.

Segundo a PF, a organizaçăo criminosa investigada formou um consórcio de grandes contrabandistas, com a criaçăo de uma sofisticada rede de escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai pela fronteira do Mato Grosso do Sul.

De acordo com as investigaçőes, essa rede estava estruturada em um sistema logístico de características empresariais, com a participaçăo de centenas de pessoas exercendo funçőes de “gerentes, batedores, olheiros e motoristas” e, ainda, a corrupçăo de policiais cooptados para participar do esquema criminoso.

Com base na investigaçăo, estima-se que, no ano passado, os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1,2 mil carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiőes Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

A Polícia Rodoviária Federal participa da operaçăo, que contou ainda com a colaboraçăo da Receita Federal do Brasil, apoio logístico do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira (FAB) e acompanhamento das corregedorias das polícias Civil e Militar.

De acordo com a PF, Nepsis reporta a um termo grego que significa vigilância interior, estado mental de atençăo plena, em uma alusăo à vigilância necessária para combater “as sofisticadas atividades contrabandistas e no que concerne à própria atividade de fiscalizaçăo estatal no combate à cooptaçăo integrantes de órgăos de repressăo e fiscalizaçăo”.

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Fonte: Brasil

Polícia Militar faz operação na Rocinha

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A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) e o Comando de Operaçőes Especiais (COE) da Polícia Militar (PM) realizam desde o início da manhă de sábado (22/9) estăo realizando uma operaçăo na Favela da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, que nos últimos meses vem sendo palco de seguidos tiroteios, mortes em confronto e guerra entre facçőes do crime organizado em disputa pelos pontos de venda de drogas na comunidade.

A PM ainda năo divulgou um balanço da operaçăo e nem confirma ter havido confronto entre traficantes e policiais que resultaram na troca de tiros. Moradores da comunidade, no entanto, relatam através das redes sociais tiroteios na regiăo.

A açăo ocorre com a participaçăo de policiais do Batalhăo de Açőes com Căes (BAC), do Batalhăo de Polícia de Choque (BPChq) e do Batalhăo de Operaçőes Policiais Especiais (Bope).

Segundo informaçőes da Polícia Militar, o Grupamento Aeromóvel faz o monitoramento aéreo da regiăo, mas até o momento năo houve a necessidade de interromper as duas principais vias de ligaçăo dos bairros do Leblon com Săo Conrado, como vem acontecendo com frequência nas últimas semanas.

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Fonte: Brasil