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PL prevê novo auxílio de R$ 500, mas com tributação de dividendos

O deputado federal André Janones (Avante-MG) criou um projeto de Lei 527/21 que visa conceder o auxílio emergencial de R$ 500 mensais até 31 de dezembro deste ano. Entretanto, para tornar possível o pagamento do benefício, o texto prevê a cobrança do imposto de renda sobre os dividendos, entre outras medidas. As informações são da Agência Câmara.

De acordo com a proposta, que segue em análise na Câmara dos Deputados, o recebimento dos repasses seria limitado a dois integrantes do núcleo familiar e a mãe chefe de família terá direito a duas cotas. Pela proposta, poderá receber o auxílio quem se enquadrar nos seguintes critérios:

  • Ser maior de 18 anos de idade;
  • Não ter emprego formal ativo;
  • Não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial ou seguro-desemprego; e
  • Não ter recebido no ano anterior rendimentos tributáveis abaixo da faixa de isenção.

Além disso, os inscritos em um programa de transferência de renda federal serão transferidos automaticamente para o novo auxílio emergencial, mantendo o benefício de maior valor, se for o caso.

Dividendos

Para financiar a nova rodada de benefícios, o PL indica que os lucros ou dividendos pagos ou creditados por pessoas jurídicas ficarão sujeitos à incidência do Imposto de Renda. Eles também fariam parte da base de cálculo dos rendimentos daqueles que têm residência no Brasil ou no exterior.

Além disso, a proposta tem outras fontes de receita para custear o novo auxílio emergencial, são elas: metade dos lucros do Banco Central (BC) nas operações cambiais, a arrecadação obtida com contribuições sociais PIS e Cofins sobre itens de luxo, como filé-mignon, picanha, bacalhau e caviar, e 10% das atuais renúncias fiscais concedidas pelo governo federal

Segundo Janones, o autor da proposta, o auxílio emergencial beneficiou cerca de 55 milhões de brasileiros e precisa ser recriado. “A tributação sobre dividendos poderá render R$ 59,8 bilhões nos cálculos da Unafisco, a associação dos auditores da Receita Federal. Já o corte de 10% nas renúncias fiscais representará pelo menos R$ 33 bilhões neste ano”, diz.

A agência informou que o projeto tramita na câmara em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Bilionários da Natura ganham R$ 1,5 bi com valorização das ações após campanha de Dia dos Pais

 

No último dia 19, a gigante brasileira de cosméticos Natura lançou sua tradicional campanha de Dia dos Pais, a exemplo do que faz todos os anos. Batizada de #MeuPaiPresente, a iniciativa ganhou proporções estratosféricas nas redes sociais graças a um de seus protagonistas: o ator transexual Thammy Miranda.

Os protestos e as convocações de boicote à marca fizeram muita gente apostar numa crise de imagem e, consequentemente, financeira. Não foi o que aconteceu. Desde o dia do lançamento da campanha até hoje (30), as ações da Natura registraram valorização acumulada de 15,5%, passando de R$ 42 em 17 de julho (sexta-feira, antes da veiculação) para R$ 48,58 às 17h02.

Os ganhos registrados pela companhia influenciaram diretamente a fortuna dos fundadores da companhia, Antônio Luiz Seabra e Guilherme Leal. Juntos, os dois bilionários da Forbes viram seus patrimônios aumentarem R$ 1,544 bilhão. Seabra, sozinho, ganhou R$ 1,05 bilhão, enquanto Leal ficou R$ 494 milhões mais rico.Após o lançamento da campanha, a empresa chegou a registrar duas quedas nas ações por dois dias consecutivos (23 e 24 de julho). Entretanto, o período foi de perdas e quedas generalizadas entre detentores de grandes patrimônios.

Somente hoje, Seabra e Leal atingiram ganhos de R$ 339 milhões e R$ 139 milhões, respectivamente.

Info: forbes

 

 

Banco Central anuncia que lançará cédula de R$ 200

 

Banco Central anuncia que lançará cédula de R$ 200

 

O Banco Central informou nesta quarta-feira (29) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da cédula de R$ 200, que terá como personagem o lobo-guará.
De acordo com a instituição, a nova cédula deverá entrar em circulação no final de agosto, e a previsão é que sejam impressas 450 milhões de cédulas de R$ 200 em 2020.
Até a última atualização desta reportagem, o Banco Central ainda não tinha divulgado a imagem da nova cédula.
Atualmente, há seis tipos de cédulas em circulação: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.

 

Rio: comércio de rua teve perda de 80% nas primeiras semanas de julho

 

 

Por

Agência Brasil

 

O comércio de rua do Rio de Janeiro acumulou perdas de 80% nas primeiras semanas de julho, apesar da flexibilização das atividades autorizada pela prefeitura carioca no final de junho passado. Atualmente, as perdas estão, em média, entre 50% e 60%, disse hoje (28) à Agência Brasil o presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio (CDL Rio) e do Sindicato de Lojistas do Comércio (SindilojasRio), Aldo Gonçalves. As duas entidades representam 25 mil lojistas. “E não há nenhum sinal de recuperação”, apostou. “Só para aqueles que conseguirem sobreviver. E serão poucos”.

Gonçalves afirmou que o fraco movimento se deve a dois motivos principais. O índice de desemprego no estado, que já era o maior do país, aumentou muito, porque “houve muita redução de contratos de trabalho, de jornada e, consequentemente, redução de salários. Então, tem muita gente sem emprego ou com orçamento reduzido e não pode comprar. Há também ainda receio da doença (covid-19), mas principalmente é a questão do desemprego”. Segundo o presidente do CDL Rio, o comércio está sem perspectiva no curto prazo. “Mas os camelôs estão a pleno vapor”, criticou, referindo-se ao comércio informal, considerado um dos grandes entraves ao desenvolvimento das lojas legalizadas.

O presidente da Sociedade dos Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências (Saara), Eduardo Blumberg, disse à Agência Brasil que o problema no comércio do centro da capital fluminense foi o home office (trabalho em casa). “Muitas empresas deram home office até o final do ano e isso está derrubando muito o centro. Sem contar que falta turistas na cidade. São essas dificuldades do pequeno empresário.O movimento caiu muito”. A queda foi de 50%, na média, indicou Blumberg.

Alguns comerciantes conseguiram se recuperar porque se adaptaram rapidamente às vendas pela internet, com propaganda nas mídias sociais. “Isso ajudou muito o comércio, mas nós estamos sentindo muito a falta da pessoa que trabalha nas redondezas, que é o grande consumidor do centro da cidade”.

Dia dos Pais

Na avaliação do presidente do CDL Rio e Sindilojas, Aldo Gonçalves, é difícil ter expectativa positiva para o Dia dos Pais, “porque as pessoas estão sem dinheiro”. Lembrou que no ano passado, devido à crise econômico financeira do estado, todas as datas comemorativas tiveram resultados negativos. Com a pandemia do novo coronavirus, o problema se agravou. “Não se pode esperar um milagre”, disse Gonçalves.

O presidente da Saara, Eduardo Blumberg, também está pessimista, além de considerar a data comemorativa uma das mais fracas do ano normalmente. “Não acredito que vá ter aumento das vendas este ano. Em relação ao ano passado, vai cair”.

Blumberg afirmou que falta financiamento para os pequenos empresários. Embora já se veja uma quantidade significativa de pessoas nas ruas que compõem a Saara, ele comentou que nem de longe esse movimento se aproxima do grande volume de pessoas “que a gente está acostumado a ver na região, principalmente na hora de pico do almoço, entre 11h30 e 14h. Você vai ver muitas pessoas. Mas o nosso volume de pessoas é muito maior que esse”.

Na Rua da Carioca, também no centro da cidade, a maioria das lojas se encontra fechada. As que ainda resistem tiveram de efetuar cortes nos quadros de funcionários. Na zona sul, a situação não é diferente. Muitos lojistas estão sendo obrigados a encerrar os negócios porque não têm condições de bancar as despesas.

Bolsonaro sanciona, com vetos, nova lei do FGTS; limite do saque imediato passa a ser R$ 998

O limite do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) passou de R$ 500 para R$ 998, valor correspondente ao salário mínimo.

Tem direito a sacar R$ 998 todo trabalhador que tiver saldo de até esse valor na conta vinculada ao fundo de garantia. Essa quantia pode ser retirada de cada conta, ativa (emprego atual) ou inativa (emprego anterior). Para o trabalhador com mais de R$ 998 na conta, o limite de saque segue sendo de R$ 500.

Com a sanção, os clientes que se enquadram na regra do salário mínimo e já sacaram os R$ 500 poderão sacar os R$ 498 restantes. O prazo limite para fazer o saque imediato é 31 de março de 2020.

O aumento foi oficializado com a sanção, com vetos, nesta quinta-feira (12) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, da Medida Provisória (MP) que fixa as novas regras do FGTS.

Com a sanção, a medida é convertida em lei. Bolsonaro vetou quatro trechos da MP. Um relacionado à fiscalização do fundo de garantia e três a regras para uso dos recursos do FGTS para habitações populares.

A medida provisória foi aprovada pelo Senado em novembro (veja no vídeo abaixo). O aumento do valor do saque imediato foi proposto pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) na tramitação do texto na Câmara.

Em julho, o governo editou a medida provisória, criando o saque imediato e o saque-aniversário. O calendário do saque-aniversário só começa em abril do ano que vem.

De acordo com o governo, os saques na modalidade imediato devem injetar R$ 3 bilhões na economia.

Para quem tem conta poupança na Caixa, o crédito referente ao saque imediato já entrou automaticamente. Para quem não tem, há um calendário que leva em conta a data de nascimento do trabalhador.

O saque-aniversário, modalidade diferente da primeira, entrará em vigor apenas em 2020. Neste caso, o trabalhador poderá retirar parte do FGTS todos os anos, no mês do seu aniversário.

O que é o FGTS

O FGTS é uma conta vinculada ao contrato para proteger o trabalhador, caso ele seja demitido sem justa causa.

No início de cada mês, as empresas depositam, em contas da Caixa Econômica Federal, o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário. Esse dinheiro pertence ao trabalhador, é depositado em seu nome.

Hoje, o FGTS pode ser sacado apenas em algumas situações, como compra da casa própria, aposentadoria e demissão sem justa causa.

O FGTS é administrado por um conselho, composto pelo governo federal e por organizações que representam os trabalhadores e as empresas empregadoras.

O fundo segue tendo como único agente operador a Caixa, que controla as contas dos trabalhadores. O banco também define as regras de execução de programas de habitação, saneamento e infraestrutura do governo financiados com recursos do FGTS.

Pelo texto aprovado pelos paramentares, a taxa de administração do FGTS paga à Caixa, que incide sobre o total de ativos, foi reduzida de 1% para 0,5% ao ano. Com isso, a estatal perderá receita.

Economistas aconselham como investir durante alta do dólar

Na última semana, o dólar chegou ao valor de R$ 4,1717 na quinta-feira (29), alcançando o maior patamar de fechamento desde setembro do ano passado. Além disso, atingiu uma valorização de 8,50% no mês de agosto, maior nível de encerramento mensal desde setembro de 2015. A instabilidade econômica entre China e Estados Unidos, decorrente da disputa comercial, e a moratória da Argentina são os principais motivos para o alto valor da moeda norte-americana.

“Continuamos com essa volatilidade devido a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Ninguém sabe qual vai ser o posicionamento do Donald Trump, já visando as eleições de 2020 nos EUA. Outro motivo é o calote argentino. Então, a dificuldade da economia argentina aliada ao fato que a Argentina é um parceiro importante do Brasil, isso vai afetar a balança comercial brasileira e também pode desvalorizar nossa moeda em relação ao dólar”, disse Cesar Caselani, professor de finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, mantida pela Fundação Getulio Vargas.

Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos, acrescentou as queimadas da Amazônia como um dos fatores para alta da moeda. “As incertezas internas, a questão da Amazônia e como isso vai se desenvolver fizeram com que o dólar chegasse ao patamar mais alto do ano”, falou.

Coordenador dos cursos de pós-graduação da Faculdade Fipecafi, Estevão Garcia de Oliveira Alexandre comentou quais as melhores formas para as pessoas investirem durante o período de variação do dólar.

“Nunca colocar seu dinheiro em um único tipo de ativo. Portanto, é importante fazer investimentos em vários tipos de ativos, levando em consideração o perfil de risco”, disse o coordenador.

Garcia também destacou como agir para as pessoas que pretendem investir. “Exclusivamente no câmbio, levando em consideração que há uma volatilidade muito grande, como é um ativo que tem risco alto, os melhores investimentos seriam de médio a longo prazo, mais de um ano pelo menos e você ainda tem a chance de perder recursos neste período”, ressaltou.

Vanei Nagem, porém, aconselhou os investidores a terem cautela nesse momento. “A gente pode dizer que a cautela é a principal atitudes que todos devem tomar”.

Viagens para o exterior

Para as pessoas que irão viajar, Nagem destaca que a melhor solução é ir comprando dólar aos poucos, para assim evitar as grandes movimentações e ficar em uma média.

“Se a pessoa tem uma viagem marcada ela pode começar a comprar a moeda aos poucos até chegar a data de viagem, para dessa forma pegar um dólar alto e um baixo e ficar em uma média agradável”, falou.

Para finalizar, Vanei advertiu: “As pessoas podem evitar grandes viagens ao exterior, pois a conta pode ficar um pouco pesada”.

 

Petrobras abre programa de demissão voluntária

A Petrobras informou na noite desta quarta-feira (24) a abertura de um programa de demissão voluntária (PDV). A medida será voltada para os funcionários que estejam aposentados até junho do ano que vem, quando as inscrições serão encerradas.

De acordo com a companhia, a estimativa é que aproximadamente 4,3 mil empregados participem do PDV. O custo previsto é de R$ 1,1 bilhão, e o retorno estimado com o programa é de R$ 4,1 bilhões para o período de 2019 a 2023.

“O PDV foi elaborado considerando o custo de reposição dos quadros da companhia, a preservação do efetivo necessário à continuidade operacional e a aderência ao Plano de Negócios e Gestão vigente”, informou a companhia.

Em março, a companhia anunciou a intenção de cortar US$ 8,1 bilhões de seus custos operacionais em quatro anos, com reduções nas despesas com funcionários e menores gastos em propaganda e escritórios. A companhia já anunciou que vai desocupar o prédio da sede em São Paulo.

“O efeito nas demonstrações financeiras ocorrerá à medida em que as adesões se efetivarem”, disse a Petrobras.

Fonte: G1

Copacabana Palace é vendido para a Louis Vuitton por US$ 3,2 bilhões

A holding LVMH, dona da Louis Vuitton e outras marcas de luxo, anunciou nesta sexta-feira (14/12) a compra da rede de hotéis Belmond por US$ 3,25 bilhões. A rede administra dois hotéis brasileiros, o Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR), e o famoso Copacabana Palace (RJ), além de outros hotéis luxuosos. São informações do portal InfoMoney.

Além do Copacabana Palace, a Belmond passará o controle de outras propriedades hoteleiras “exclusivas” à LVMH, entre elas o único hotel em Machu Picchu, no Peru, e o Hotel Splendido, na Riviera Italiana.

 

 

Esses não são os primeiros hotéis que a LVMH passa a comandar: ela está por trás também do hotel Cheval Blanc, na estação de esqui Courchevel, nos Alpes Franceses, e a rede de hotéis Bvlgari.

A transação ainda está sujeita à aprovação dos acionistas da Belmond e de órgãos competentes, mas a expectativa é de que já no primeiro semestre de 2019 ela seja concluída.

Nos 12 meses encerrados no final de setembro, o Belmond registrou EBTIDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 140 milhões e uma receita de US$ 572 milhões. O acordo avaliou seus ativos em US$ 2,6 bilhões em ações e o restante em dívidas, totalizando os US$ 3,2 bi.

Hotel mais famoso do Brasil
Certamente o hotel mais famoso do Brasil, o Copacabana Palace foi construído entre 1919 e 1923, quando Rio de Janeiro era a capital do país, a pedido do então presidente Epitácio Pessoa. O empresário Octávio Guinle foi o responsável por bancar sua construção.

Ele foi inspirado em famosos hotéis da Riviera Francesa, como o Carlton, em Cannes, e já hospedou celebridades de todo o mundo – a atriz Brigitte Bardot, Princesa Diana, Evita Perón, Nelson Rockfeller, Janis Joplin e Louis Armstrong são algumas delas.

Em 1985, ele tornou-se patrimônio histórico e foi tombado nas esferas federal, estadual e municipal. Quatro anos mais tarde a família Guinle vendeu o hotel ao grupo OrientExpress Hotel, que colocou a propriedade sob um processo de modernização. Hoje, suas diárias partem de R$ 1.500.

 

Queda do petróleo afetará pouco contas federais, diz especialista

Um dos principais fatores que ajudou a melhorar a arrecadação em 2018 perdeu força perto do fim do ano. O pagamento de royalties de petróleo deverá cair em novembro e dezembro por causa da queda na cotação internacional do barril. Apesar de uma das principais fontes de recursos para o governo estar encolhendo, as contas federais não deverão ser tão afetadas, por causa da existência de outros fatores atípicos que estão reforçando o caixa da União.

A avaliação é da especialista em contas públicas Vilma Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Segundo ela, o governo federal deverá cumprir, com folga, a meta de déficit primário de R$ 159 bilhões para este ano. “A provável diminuição dos royalties criará alguma dificuldade, mas não será grande coisa porque existem outros fatores, tanto do lado da receita como da despesa, garantindo o cumprimento da meta com expressiva folga”, disse.

O déficit primário é o resultado nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. De janeiro a outubro, segundo os dados mais recentes, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – tinha acumulado resultado negativo de R$ 72,3 bilhões. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, prevê que o déficit encerrará 2018 em torno de R$ 20 bilhões abaixo da meta original de R$ 159 bilhões.

De janeiro a outubro, a União arrecadou R$ 49,2 bilhões com royalties de petróleo, alta de 64,43% na comparação com o mesmo período do ano passado em valores corrigidos pela inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A principal causa da alta foi a evolução do preço internacional do petróleo, cujo barril chegou a atingir US$ 76 (óleo cru) e US$ 86 (tipo Brent) no início de outubro. De lá para cá, no entanto, as cotações caíram vertiginosamente. Na sexta-feira (7), estavam em US$ 52,6 (óleo cru) e US$ 61,6 (Brent).

De acordo com Vilma Pinto, análises de especialistas da própria FGV indicam que a queda nas cotações é temporária. Segundo ela, os preços devem voltar a subir, sem voltarem aos níveis observados há dois meses. Além disso, ela aponta que outros fatores compensarão a queda de arrecadação de royalties.

Do lado das receitas, ressalta a especialista, a arrecadação federal em 2018 foi impulsionada pelo Programa Especial de Recuperação Tributária (Pert), programa de renegociação de dívidas de contribuintes com a União; pela alta do dólar, que elevou o Imposto de Importação, e principalmente pelas mudanças nas regras de compensação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

A Lei 13.640, publicada em maio, proíbe que as empresas que apuram pelo lucro real – categoria que engloba as grandes companhias – usem créditos tributários (abatimentos a que têm direito) para conseguirem descontos no pagamento do IRPJ e CSLL por estimativa. Somente uma vez por ano, esses créditos poderão ser usados. “A mudança na legislação alterou o fluxo de pagamentos e de aproveitamento dos créditos. De janeiro a outubro, a arrecadação desses dois tributos subiu quase 11% acima da inflação, por causa principalmente dessa medida”, diz a professora do FGV/Ibre.

Do lado dos gastos, aponta Vilma, a folga no cumprimento da meta fiscal está garantida por dois fatores. O primeiro é o empoçamento de verbas autorizadas que não conseguem ser gastas pelos ministérios. O Tesouro estima que o represamento de gastos encerrará o ano em torno de R$ 15 bilhões. O segundo é o corte de investimentos federais (obras e compra de equipamentos). “Mesmo com aumento em relação ao ano passado, quando pegamos a proporção dos investimentos em relação às despesas totais continua caindo”, disse a especialista.

Se a queda na arrecadação dos royalties não trará grandes problemas para o governo federal, a pesquisadora do FGV/Ibre adverte que o mesmo não se pode dizer dos estados. Segundo ela, governos estaduais que usaram os royalties do petróleo para pagarem o funcionalismo público nos últimos anos, como o Rio de Janeiro, podem se complicar caso a queda nos preços internacionais do barril se prolongue. “As receitas dos royalties são atípicas e têm comportamento imprevisível. Elas não podem ser usadas como ferramenta de política fiscal, como alguns estados fizeram”, adverte. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Noticias Ao Minuto

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