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CORPO DA FILHA DE MULHER QUE USOU ENXADA PARA BUSCAR PARENTES EM PETRÓPOLIS É RECONHECIDA

 

CORPO DA FILHA DE MULHER QUE USOU ENXADA PARA BUSCAR PARENTES EM PETRÓPOLIS É RECONHECIDA: “Era a coisa mais linda que eu tinha ”

Uma das cenas marcantes da tragédia em Petrópolis foi a de Gizelia de Oliveira Carminate, de 36 anos, usando uma enxada para cavar a lama e tentar encontrar parentes soterrados (veja no vídeo abaixo). No início da tarde, a agonia se transformou em dor: a moradora de Juiz de Fora (MG) recebeu a confirmação de que a filha, Maria Eduarda Carminate de Carvalho, de 17 anos, tinha tido o corpo reconhecido.

mais linda que tem no mundo. Te juro por deus. Uma princesa, 17 anos”, disse Gizelia, muito emocionada.

A mãe, que saiu ainda de madrugada, de Juiz de Fora, a cerca de 120 quilômetros de Petrópolis, para buscar pela filha. Usou as mãos e outros objetos para tentar escavar. Chegou a perder a unha de tanto tentar cavar.

Gizelia contou que Duda foi encontrada no sofá abraçada à madrinha, Tânia, e à neta dela, a bebezinha Helena, de 1 ano.

Mais cedo, Gizelia cobrava ajuda para tentar achar os parentes. “Tem que mexer, mas ninguém tá mexendo. É uma bebê de 1 ano sem respirar debaixo dessa lama. Você consegue?”, questionou (veja abaixo).

Duda era uma das dezenas de soterradas no Morro da Oficina, um dos locais mais devastados pela chuva em Petrópolis. Em seis horas, choveu o previsto para todo o mês de fevereiro. Segundo os moradores, uma estamparia e um bar estavam em pleno funcionamento no começo do temporal.

Estudante e digital influencer
Além de cursar o ensino médio, Duda trabalhava em um salão de cabeleireiro e estava investindo na carreira de digital influencer. Tinha o sonho de ser modelo. Estava em Petrópolis havia quatro dias.

No Instagram, tinha mais de 16 mil seguidores, que deixaram mensagens nesta quarta.

“Deus conforte os familiares e amigos”, escreveu um usuário.

GARI É ATROPELADO E MORTO EM CAMPO GRANDE

Por volta da 1:00 da manhã dessa quarta-feira (16), um funcionário ainda não identificado da companhia de limpeza e urbana do Rio de Janeiro ( Comlurb) foi atropelado e veio a óbito na avenida Brasil, na altura da comunidade da Carobinha em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Um motorista que segundo testemunhas, estava embriagado, atropelou e matou um gari que estava a trabalho.

Bombeiros foram acionados, mas foi em vão, nossos sentimentos a família e amigos da vítima

Mais informações em instantes no nosso site

Governador pede ajuda ao governo federal para reconstruir Petrópolis

 

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, informou hoje (16) que o custo do primeiro auxílio aos moradores de Petrópolis, na Região Serrana, prejudicados pelo temporal de ontem (15), será bancado pelo governo do estado. Ele disse, no entanto, que está em entendimentos com o governo federal para um aporte de recursos para a reconstrução da cidade. Castro informou que conversou ontem com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e com o presidente Jair Bolsonaro, sobre a situação da cidade e pediu apoio.
“Ontem mesmo falei com o ministro Rogério Marinho e com o presidente Bolsonaro da necessidade de apoio e ajuda. Há uma boa possibilidade deles virem na sexta-feira (18) aqui, e na semana que vem já com o número de projetos [que serão realizados] e a real situação na parte da reconstrução. Essa parte do primeiro auxílio o governo do estado vai fazer, não vou esperar o governo federal, mas na parte da reconstrução é muito importante o apoio e o aporte deles”, disse em coletiva no 15º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) Petrópolis.
O governador chegou ontem à noite à cidade para acompanhar o trabalho das equipes e verificar a destruição em vários locais do município fortemente atingido pela chuva. “Acompanhei os primeiros trabalhos e a organização do grupo executivo para dividir as tarefas. A essa hora não adianta ter vaidade, não adianta também ter sobreposições de ações. Tem que estar bem organizado, então, ficamos até tarde organizando o trabalho para que as pessoas saibam a quem procurar e saibam o que fazer”, disse.

Solidariedade

Para iniciar a desobstrução das vias que impediam a chegada e o deslocamento  das equipes dos bombeiros do Rio de Janeiro para Petrópolis, o governo do estado contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo o governador, os bombeiros levaram até uma hora impedidos de trafegar na serra para chegar à cidade.
“Hoje já são mais de 400 bombeiros trabalhando aqui. O governo do estado está presente em peso e o maquinário já chegou. As secretarias de Desenvolvimento Social, tanto do estado como do município, já estão cadastrando as pessoas para que a gente possa dar o primeiro atendimento, limpar e fazer a vida da cidade voltar o mais rápido possível. Toda a questão de IML [Instituto Médico Legal, para o reconhecimento das vítimas], ontem a Polícia Civil já subiu para cá. Falei com o presidente do Tribunal de Justiça para que a gente possa agilizar essa questão, infelizmente, das pessoas vitimadas”, disse.
O governador agradeceu a solidariedade de municípios do estado que estão enviando equipes para ajudar no trabalho de recuperação de Petrópolis. “O governo do estado está olhando todas as áreas e outras cidades estão mandando profissionais para cá para que a gente possa entrar em locais onde nem caminhão e nem retroescavadeira entram e precisam de trabalho braçal, trabalho humano. As prefeituras estão mandando gente para cá, realmente, em um grande trabalho de solidariedade de todos os municípios e do governo do estado juntos”, disse.
“É importante que a prefeitura coordene os trabalhos e todos os outros atuem com suporte deles somente em uma questão colaborativa”, disse Cláudio Castro.
Em seu perfil no Twitter, a Marinha informou que enviou, hoje (16), uma equipe de Fuzileiros Navais e uma aeronave para reforçar o apoio às vítimas de Petrópolis.

Base de apoio

A prefeitura de Petrópolis montou uma base no ginásio da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), no bairro do Bingen, para reunir os equipamentos e caminhões que estão sendo utilizados nas operações na cidade. O prefeito Rubens Bomtempo disse que a intenção é buscar mais agilidade para devolver a normalidade à cidade.
“A cidade perdeu a sua capacidade de mobilidade urbana. Então, a gente precisa muito, nesse momento, das pessoas saírem de casa somente se for necessário, para a gente poder atuar o mais rapidamente possível. Serão dias difíceis que a gente vai ter que enfrentar, e a gente vai ter que fazer esse enfrentamento junto”, apelou o prefeito em um vídeo publicado no seu perfil no Facebook.
Está prevista para hoje, às 13h, uma uma primeira reunião executiva, para levantar todos os dados concretos dos efeitos do temporal. Depois do encontro deverá haver uma coletiva de imprensa no meio da tarde para divulgação das informações atualizadas de todas as áreas envolvidas nas ações.
A gente está evitando muito dar dado sem que ele seja concreto e científico, e a ideia é no meio da tarde dar uma coletiva dizendo as reais proporções, mas é muito estrago. São cenas tristes e duras e tem muita coisa para fazer aqui”, disse o governador.
O governador estimou em dois dias o prazo de conclusão da limpeza da cidade. “Não chovendo entre hoje e amanhã, no máximo no fim de semana a vida já vai estar voltando ao normal nas áreas mais comuns da cidade, não nas áreas de mais tragédia. Ali vai demorar um pouco e o estado vai ter que entrar muito forte”, disse.

Prevenção

Para evitar novas tragédias, Cláudio Castro disse que o governo do estado está realizando projetos em cidades da Região Serrana, impactadas por grandes ocorrências causadas pela chuva forte. Em Petrópolis, a última grande ocorrência de chuvas foi em 2013. Após assumir o governo do Rio de Janeiro em agosto de 2020, o governador lançou, em outubro, o Comitê das Chuvas, que realizou no ano passado a limpeza de rios em 35 municípios com o investimento de mais de R$ 50 milhões, além da aplicação de mais de R$ 80 milhões em trabalhos de contenção de encostas. “Tanto que no ano de 2021 até essa tragédia agora não se viu impactos. Essa foi realmente uma grande tromba d’água que infelizmente causou isso”, disse.
Conforme o governador, o atendimento às famílias que moram em áreas de risco está sendo feito por meio do Programa Casa da Gente, que prevê a entrega de dez mil unidades por ano para que elas possam deixar os locais. “Neste ano entregaremos 10 mil e a minha orientação é que as primeiras pessoas [a serem atendidas] sejam aquelas de áreas de risco”, disse, acrescentando, no entanto, que isso não será suficiente para atender à demanda. “Não se resolve um problema de décadas em um ano, mas essa já era uma preocupação minha desde o primeiro dia em que me tornei governador”.

Alerta Rio amplia parceria com Instituto de Meteorologia e passa a integrar mapa nacional

 

Dados do Alerta Rio, sistema de meteorologia da Prefeitura com sede no Centro de Operações (COR), passaram a integrar o mapa de estações do Instituto Nacional de Meteorologia. A iniciativa, em vigor desde o início deste ano, facilita a consulta de informações sobre as condições do tempo em todo o país, por meio de uma única plataforma: https://mapas.inmet.gov.br.

O Inmet é responsável pela meteorologia e pela climatologia no Brasil, e é fundamental que os dados do Alerta Rio façam parte dessa rede nacional, ampliando a visibilidade do conteúdo carioca não só para o cidadão, mas para estudiosos do tempo. A parceria entre os dois órgãos vem desde os Jogos Olímpicos de 2016, com a troca de informações sobre o município.

Atualmente o Alerta Rio tem 33 estações telemétricas, em todas as regiões da cidade, sendo 26 pluviométricas, que fazem leitura de chuva. As demais registram também as temperaturas e a umidade do ar. O sistema atua 24 horas, monitorando as condições do tempo e fazendo a previsão para até quatro dias. O carioca acessa as informações em tempo real, nos canais do COR nas redes sociais (@operacoesrio no Twitter, no Instagram e no Facebook) e no aplicativo COR.Rio, onde também é possível receber alertas sobre o deslocamento de núcleos de chuva e sua intensidade.

Parcerias

Com o objetivo de aprimorar cada vez mais a previsão do tempo e amenizar os impactos da chuva, o Alerta Rio e o COR também têm parcerias com outras instituições federais, como o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Petrópolis tem 38 óbitos e expectativa de mais chuva ao longo do dia

O número de mortes provocadas pela chuva em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, subiu para 38, segundo a Defesa Civil municipal. O temporal que atingiu a cidade ontem (15) provocou deslizamentos de terra em vários morros e alagamentos com fortes correntezas nas ruas.

Mais de 300 pessoas tiveram que sair de suas casas. Vinte e cinco escolas estão abertas para receber desabrigados. A prefeitura decretou estado de calamidade pública e luto oficial de três dias.

Os bombeiros estão atuando em mais de 40 pontos da cidade, em ações de resgate e salvamento. O governador fluminense, Cláudio Castro, afirmou que pelo menos 16 pessoas foram resgatadas com vida.

A cidade está em alerta máximo e funciona em estágio operacional de crise. Petrópolis deve esperar mais pancadas de chuva hoje (16), segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Por meio de nota, o prefeito Rubens Bomtempo disse que o número de vítimas pode ser maior. “Vivemos um momento de grande tristeza com o número de vítimas fatais que ainda pode aumentar e a quantidade de ocorrências que impactam drasticamente a nossa cidade. Unimos todos os nossos esforços e contamos com o suporte do Estado para o atendimento ágil às vítimas e recuperação da cidade”.

Entre as localidades em que houve registros de maior gravidade estão a 24 de Maio, Morro da Oficina, Caxambu, Sargento Boening, Moinho Preto, Rua Uruguai, Rua Washington Luiz, Coronel Veiga, Vila Militar, Vila Felipe, Avenida Portugal e Rua Honorato Pereira.

Pelo Twitter, o ministro do desenvolvimento regional, Rogério Marinho, prestou solidariedade às famílias afetadas. Segundo ele, o presidente irá para Petrópolis na sexta-feira (18).

“Nosso secretário de defesa civil está se deslocando para o local hoje. Ontem fui contactado pelo presidente Jair Bolsonaro da Rússia, que determinou mobilização de todos para ajudar. Sexta ele estará conosco no local”, diz o tuíte publicado na manhã de hoje.

 

HOMEM DE 47 ANOS MORRE DENTRO DO MOTEL COM IDOSA DE 71 ANOS

HOMEM DE 47 ANOS MORRE DENTRO DO MOTEL COM IDOSA DE 71 ANOS

A Polícia Civil está investigando a morte de um homem de 47 anos encontrado sem vida dentro de um motel em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo informações, o médico que atendeu o caso atestou que Edilson Cordeiro da Silva pode ter sido vítima de uma “morte violenta”. Por isso, o corpo do Silva foi encaminhado para exame necroscópico. Os laudos ainda não foram divulgados. O corpo de Edilson foi encontrado por dois policias, na cama de um dos quartos do motel. O homem estava acompanhado por uma idosa de 71 anos que, para a polícia, afirmou que estava no local apenas para conversar com o rapaz. Ela relatou que, durante o “bate-papo”, Edilson começou a passar mal, suando excessivamente, e que começou a soltar um líquido não identificado pela boca até que acabou desmaiando.

Com a vítima desmaiada, a aposentada ligou para a recepção do motel, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando os médicos chegaram no local, porém, a vítima já estava sem vida. Além do registro de “morte violenta”, o médico que atendeu o caso também atestou que a vítima acabou sofrendo uma parada cardiorrespiratória. O caso foi registrado pelo 2º DP de Santos e será investigado.

Fonte: G1

 

Covid-19: Fiocruz aprova primeiro lote de vacina 100% brasileira

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) liberou o primeiro lote da vacina contra a covid-19 feita 100% no país. Fabricado em parceria com a AstraZeneca, o imunizante será entregue ao Ministério da Saúde para ser incluído no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A aprovação de qualidade ocorreu ontem (14), mas a informação só foi divulgada nesta terça-feira (15).

“O primeiro lote de vacinas Covid-19 Fiocruz 100% nacionais foi liberado pelo controle de qualidade nesta segunda-feira. A Fiocruz vem alinhando junto ao Ministério da Saúde a agenda dessa entrega, segundo a demanda da pasta. Outras informações sobre a vacina nacional serão divulgadas em breve”, informou a fundação em nota.

O imunizante é resultado de contrato de transferência tecnológica entre a Fiocruz e o consórcio formado pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. Os primeiros lotes produzidos no Brasil pela fundação usaram ingrediente farmacêutico ativo (IFA) – principal insumo do imunizante – enviado pela China.

A necessidade de adquirir o IFA na China fez com que a entrega de imunizantes da AstraZeneca pela Fiocruz sofresse atrasos no ano passado. Essa situação mostrou a importância de se concretizar a capacidade de produção do ingrediente no Brasil.

O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre o recebimento do primeiro lote 100% nacional nem a quantidade de vacinas que será entregue.

 

𝙈𝙖𝙧𝙞𝙙𝙤 𝙩𝙧𝙖𝙞𝙙𝙤 no RJ 𝙢𝙖𝙩𝙖 𝙢𝙪𝙡𝙝𝙚𝙧 𝙘𝙤𝙢 𝙜𝙤𝙡𝙥𝙚𝙨 𝙙𝙚 𝙛𝙤𝙞𝙘𝙚 𝙚𝙢 𝙨𝙚𝙜𝙪𝙞𝙙𝙖 𝙘𝙤𝙢𝙚𝙩𝙚 𝙤 𝙨𝙪𝙞𝙘𝙞𝙙𝙞𝙤.

𝙈𝙖𝙧𝙞𝙙𝙤 𝙩𝙧𝙖𝙞𝙙𝙤 no RJ 𝙢𝙖𝙩𝙖 𝙢𝙪𝙡𝙝𝙚𝙧 𝙘𝙤𝙢 𝙜𝙤𝙡𝙥𝙚𝙨 𝙙𝙚 𝙛𝙤𝙞𝙘𝙚 𝙚𝙢 𝙨𝙚𝙜𝙪𝙞𝙙𝙖 𝙘𝙤𝙢𝙚𝙩𝙚 𝙤 𝙨𝙪𝙞𝙘𝙞𝙙𝙞𝙤

Uma mulher foi morta a golpes de foice pelo companheiro na manhã desta terça-feira (15) na Rua Elza Amarante, no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo. Há informações que o marido descobriu as traições da mulher e a matou com golpes de foice, onde enseguida, tirou a própria vida usando uma ferramenta de trabalho conhecida como Makita.

Segundo vizinhos, que não quiseram ter as identidades relevadas, ninguém ouviu barulho de briga e o casal morava junto na casa. Os corpos foram identificados como Jeane Vilela Teixeira, de 40 anos, e Aguinaldo Pereira Teixeira, 47.

Segundo a Polícia Militar, policiais do 7° BPM (São Gonçalo) foram acionados para checar o caso, e, ao chegarem, já encontraram o casal morto. O local foi isolado e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel (SAMU) constatou os óbitos.

Peritos da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) realizaram a perícia técnica no local. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó.

𝙎𝙞𝙜𝙖 𝙣𝙤𝙨𝙨𝙖 𝙥𝙖́𝙜𝙞𝙣𝙖 𝙚 𝙛𝙞𝙦𝙪𝙚 𝙥𝙤𝙧 𝙙𝙚𝙣𝙩𝙧𝙤 𝙙𝙖𝙨 𝙣𝙤𝙩𝙞́𝙘𝙞𝙖𝙨 !!

 

Oswaldo de Oliveira é contratado como comentarista do Carioca

 

A TV Record contratou, nesta terça-feira (15), Oswaldo de Oliveira, ex-técnico do Flamengo e do Fluminense, como comentarista do Campeonato Carioca. Ele fará sua estreia no duelo que acontece amanhã entre Fluminense e Nova Iguaçu. A informação é do site Notícias da TV.

O acordo de contratação é pontual e já era um desejo antigo da direção de Jornalismo da Record. Os chefes da emissora desejavam ter alguém que possuísse conexão com o Fluminense nos comentários das próximas rodadas. Essa será a primeira experiência do treinador em uma transmissão na TV.

Na transmissão da partida desta quarta-feira, Oswaldo dividirá os microfones com Athirson, ex-jogador do Flamengo e comentarista fixo da emissora.

Oswaldo de Oliveira teve três passagens pelo Tricolor, time em que teve seu último trabalho como treinador, em 2019. Ele deixou a equipe após maus resultados e discussões com o meia Paulo Henrique Ganso. Em 2001, foi semifinalista do Campeonato Brasileiro. Também foi técnico do Vasco, em 2000, do Flamengo, em 2003, e do Botafogo, entre 2012 e 2013.

Pesquisa aponta aumento do racismo nas abordagens policiais no Rio

 

De volta às ruas do Rio de Janeiro depois de 20 anos, a pesquisa Elemento Suspeito indicou o agravamento do racismo nas abordagens policiais e, por consequência, em todo o ciclo da justiça criminal. O primeiro levantamento, coordenado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), foi publicado em 2003 e na edição divulgada hoje (15) recebeu o subtítulo Negro trauma: racismo e abordagem policial no Rio de Janeiro.
Os dados apontam que 68% das pessoas abordadas andando a pé e 71% no transporte público são negras, enquanto os pretos e pardos somam 48% da população do Rio de Janeiro. Além disso, 17% já foram paradas mais de dez vezes e 15% de seis a dez vezes. Entre os que tiveram a casa revistada pela polícia, 79% eram negros, bem como 74% dos que tiveram um parente ou amigo morto pela polícia.
De acordo com a cientista social Silvia Ramos, coordenadora do Cesec, os novos dados são “absolutamente impressionantes” e apontam para a abordagem sempre das mesmas pessoas, gerando um ciclo vicioso no sistema de justiça.
“A abordagem é o começo de um mecanismo da área da justiça criminal. A pessoa começa sendo abordada, os abordados são mais presos em flagrante, que são levados à delegacia e são indiciados por delegados que confiam na palavra daquele policial, de que aquele menino negro da favela fazia parte de uma quadrilha criminal. Na justiça são os mais condenados e assim nossas cadeias estão cheias de jovens negros”.
Pesquisa

Para a pesquisadora, existe uma cultura racial nas atividades policiais e ela começa com as abordagens e revistas constrangedoras.
“Quando a polícia aborda uma pessoa, às vezes faz uma revista corporal: mão na parede, abre as pernas e apalpa a pessoa à procura de armas e drogas. É um procedimento bastante invasivo e pode ser muito violento, muitas vezes extremamente constrangedor e humilhante. A gente descobriu que mais de 70% desses revistados são negros”.
Silvia destaca que a prática policial de abordar sempre os jovens negros e pobres moradores de favelas, além de racista, é incompetente.
“A polícia acaba não prendendo os criminosos e fazendo desse mecanismo, que é a abordagem policial, o único mecanismo policial. Quando, na verdade, nós sabemos que o que desarticula as quadrilhas e o crime são as investigações, a inteligência, não é o trabalho de estar todos os dias nas ruas da cidade com aquele olho que olha sempre para o menino negro como se ele fosse suspeito e produz com esse menino negro o tempo todo uma prática traumática”.
De acordo com a pesquisadora, as situações de constrangimento e violência policial contra a população negra pioraram nos últimos 20 anos, ao passo que a segurança não melhorou para a cidade como um todo.

Dados

A pesquisa entrevistou 739 pessoas e aprofundou o levantamento com grupos de jovens moradores de favelas, entregadores, motoristas de aplicativos, mulheres e policiais. Com a análise de idade, gênero, cor, classe e território, os pesquisadores identificaram o perfil típico das pessoas abordadas pela polícia. São os homens negros, com até 40 anos, moradores de favela e periferia e renda de até três salários mínimos.
Em todas as situações analisadas, a proporção de negros abordados pela polícia é sempre maior do que a de brancos. Os negros são 74% dos abordados em vans ou kombis, 72% nos carros de aplicativos, 68% andando de moto e 67% em evento ou festa.
Os policiais militares que participaram da pesquisa afirmaram que identificam como “elemento suspeito” o indivíduo com “bigodinho fininho e loirinho, cabelo com pintinha amarelinha, blusa do Flamengo, boné”. Para os pesquisadores, a descrição corresponde à estética dos jovens das favelas e periferias cariocas.
As mulheres são menos abordadas que os homens, com 16% do total. Mas quando mulheres e mulheres trans são paradas por agentes de segurança, elas passam por intimidações e têm suas bolsas revistadas, com os pertences muitas vezes espalhados no chão. As participantes da pesquisa também relataram que policiais costumam procurar drogas nos cabelos trançados no estilo africano, usados por jovens negras e negros.
Na comparação com os dados de 2003, as ameaças nas abordagens passaram de 6,5% para 23% e a experiência de ter uma arma apontada para o indivíduo subiu de 9,7% para 28%. Ter sido parado mais de dez vezes passou de 8,2% para 17% e ter sido revistado subiu de 36,9% para 50%.
Silvia Ramos destaca o impacto psicológico que a rotina policial impõe aos jovens negros, que mudam seus hábitos apenas para evitar as abordagens, evitando inclusive o uso de acessórios como bolsas e roupas que podem se enquadrar no estereótipo do “elemento suspeito”.
“Às vezes a pessoa nem é abordada, mas o medo de ser abordada faz com que ela mude de percurso, que ela nem saia na rua, que tenha medo ou vergonha de sair com amigos ou a namorada porque pode sofrer um procedimento humilhante”.
Sobre as operações policiais, a pesquisa indicou que 80% dos entrevistados acreditam que elas precisam existir, mas 97% discordam que a polícia possa ferir e matar pessoas durante as ações.
A pesquisa completa está disponíveis no site do Cesec.
Respostas

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a corporação tem a missão central de “defender a sociedade do Rio de Janeiro” e que as ações são “baseadas em protocolos rígidos, treinamentos e orientação”.
“A maioria do contingente policial militar vem das classes de base da sociedade, incluindo as comunidades carentes, o que torna nossos policiais parte do contexto estrutural, histórico e social em que atuam”, informou a Polícia Militar, destacando que “a corporação foi uma das primeiras instituições públicas do país a ser comandada por um negro e hoje mais da metade de seu efetivo de praças e oficiais é composto por afrodescendentes”.
A Polícia Civil informou que não trabalha com abordagens e ostensividade, que são o foco da pesquisa, exercendo a função de polícia judiciária, “que realiza investigações baseadas em Inteligência e não na raça, credo ou qualquer outra característica”.

Casos recentes

A violência das forças de segurança contra pessoas negras se mostra em episódios recentes registrados no Rio de Janeiro. Ontem (14), o vendedor de doces Hiago Macedo de Oliveira Bastos, de 22 anos, foi baleado e morto por um policial militar fora de serviço, em frente à estação das barcas de Niterói, na região metropolitana.
No dia 6, o entregador Yago Corrêa de Souza, de 21 anos, foi preso após comprar pão no Jacarezinho, na zona norte da capital. Ele foi acusado do crime de tráfico de drogas e ficou dois dias detido, estando ainda em liberdade condicional.
No início do mês, o trabalhador Durval Teófilo Filho, de 38 anos, foi morto a tiros por seu vizinho, o sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra, quando tirava a chave da mochila para abrir o portão da própria casa, no bairro Colubandê em São Gonçalo, na região metropolitana. O sargento alegou que confundiu o vizinho com um assaltante.