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Mãe é suspeita de dopar e torturar filho de 6 anos com fogo: ‘Quase matei’

Uma mulher de 28 anos foi presa hoje, em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, por suspeita de tortura contra o filho de 6 anos. A mãe submetia a criança a castigos com uso de fogo, além de amarrá-lo na cama e dopá-lo com medicamentos, segundo a polícia.

Além da mãe, o namorado dela, de 24 anos, também foi preso, em Campo Bom. Mensagens de WhatsApp trocadas entre a mulher e o companheiro foram algumas das provas usadas pela Polícia Civil para pedir a prisão preventiva do casal. A investigação apurou que a prática ocorria há pelo menos três meses.

Em uma das conversas, de 16 de julho, a mulher pede ao namorado para sair cedo do trabalho, pois iria dopar o filho – a conversa relatada abaixo, divulgada pela polícia, pode conter gatilhos de violência física.

“Eu quase matei ele agora. Eu tenho muita força quando eu fico com raiva. Vamos sair hoje e vou deixar ele amarrado até a boca pra aprender. Larga cedo, tá, amor? Vou dopar ele daqui a pouco. Dar meio vidro de remédio para dormir. Se não mudar agora, vou abandonar em algum lugar por aí [sic]”, escreveu a mãe. O namorado diz que “Deus não perdoa”.

A mãe, em outra mensagem, revela um plano ao companheiro para deixar o filho abandonado em algum hospital de Canoas.

“Tenho um plano já. Vou levar ele ao hospital e vou dizer que está mal, com febre, diarreia e vômito. Aí ele vai ficar para fazer soro. Vou dizer que vou à rua comprar algo para comer e vou abandonar. No hospital, eles não pedem muita coisa. Vou dar outro nome e já era [sic]”.

O namorado alerta que tem “câmera em tudo”, mas a mãe sugere que não teme ser flagrada. “Azar. Eu não tenho medo de nada. Levo numa UPA, então”, afirmou.

“Era uma morte desenhada”, diz delegado

O caso das torturas chegou ao Conselho Tutelar de Canoas por denúncia anônima na última semana, e o órgão acionou a Polícia Civil. No mesmo dia, a criança saiu das mãos da mulher e está sob guarda de parentes.

Em depoimento, a criança confirmou que era agredido pela mãe, segundo a polícia. Já a mulher, em esclarecimentos iniciais, negou que tenha praticado o crime, também segundo a corporação.

A investigação reuniu provas documentais e testemunhais e pediu a prisão da mãe e do namorado pelo crime de tortura. Os mandados foram cumpridos hoje. O casal deve prestar um novo depoimento. Ambos os suspeitos ainda não apresentaram advogado de defesa e, portanto, não puderam ter suas versões ouvidas.

Para o delegado Mário Souza, a morte do garoto estava “desenhada” em razão das constantes torturas sofridas pela vítima.

“Era uma situação terrível. Se não tivéssemos agido logo, com certeza a criança morreria. Era uma morte desenhada e possivelmente aconteceria uma tragédia”, disse o delegado, ao UOL.

Apesar de a mãe não ter confessado a prática, segundo a investigação, a conjectura das provas indicam que a mulher passou a torturá-lo para ficar sozinha com o namorado.

“A mãe não disse a motivação, mas tudo leva a crer que gostaria de afastar a criança do convívio do casal”, sustenta o delegado.

A Polícia Civil, em Canoas, pede que denúncias anônimas sobre crianças em situações de maus-tratos sejam direcionadas ao telefone (51) 3425-9063.

Decreto torna obrigatória a vacinação contra a Covid-19 de servidores municipais

Em decreto publicado na edição do Diário Oficial do Município desta quarta-feira (18/08), o prefeito Eduardo Paes determina que a vacinação contra a Covid-19 é obrigatória para todos os servidores e empregados públicos municipais, assim como para os prestadores de serviços contratados pelos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal, direta e indireta. De acordo com o texto, a recusa, sem justa causa, em submeter-se à vacinação caracteriza falta disciplinar, passível das sanções dispostas na Lei nº 94, de 14 de março de 1979 e no Decreto-lei n° 5.452, de 1º de maio de 1943.

A Subsecretaria de Gente e Gestão Compartilhada, da Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento, editará normas complementares para execução das disposições do decreto nº 49.286.

Sindicato dos Taxistas do Rio é alvo de operação da polícia contra fraude

Policiais civis da 4ª DP (Praça da República) cumprem, na manhã desta quarta-feira (18) sete mandados de busca e apreensão na sede do Sindicato dos Taxistas Autônomos do Município do Rio de Janeiro, no Centro da cidade. A ação faz parte de uma investigação que apura indícios de fraudes nas eleições do sindicato dos taxistas e suspeitas de desvios de dinheiro.

As buscas são realizadas nas residências dos integrantes da diretoria da associação, nas Zonas Norte e Oeste do Rio, nos bairros de Engenho de Dentro, Del Castilho, Riachuelo e Bangu. A Operação foi batizada de A Bico de Pena, em referência às eleições da época do coronelismo, nas quais os caciques políticos eram escolhidos mediante a elaboração de atas fraudulentas.

Entre os alvos da ação estão o presidente da corporação, o vice-presidente, o tesoureiro e o ex-presidente, que são investigados por organização criminosa e falsidade ideológica. As apurações da Polícia Civil mostram que, as fraudes vem sendo cometidas ao longo dos anos, no processo eleitoral para o grupo se mantenha no poder, fazendo apenas um rodízio dos seus integrantes nos cargos da Diretoria. Ainda segundo os investigadores, o presidente Hildo Braga Ricardo possui extensa ficha criminal e já foi, inclusive, condenado por assalto à mão armada.

As investigações foram iniciadas a partir de denúncias referentes às eleições de 2019 em que o grupo utilizou manobras fraudulentas para conseguir os votos necessários para o pleito. Entre elas, a inclusão no processo eleitoral de sócios inaptos para votar, por não terem o tempo mínimo exigido de dois anos de sindicalizados ou por não estarem em dia com a contribuição sindical. Segundo a delegada Patrícia Aguiar, da 4ª DP (Praça da República), para dar um ar de legitimidade às fraudes, o grupo falsificou documentos e matrículas de taxistas.

“Os sindicalizados que não tinham o tempo mínimo exigido pelo estatuto para participar da votação foram inseridos com data retroativa, para simular que já faziam parte da associação há mais tempo. Além disso, para aqueles que estavam em débito, foram confeccionados fichas de anistia e recibos falsos, simulando que as mensalidades tinham sido pagas. Alguns dos próprios membros da chapa, como o tesoureiro, não poderiam concorrer às eleições por não estarem em dia com os pagamentos. A intenção era tornar regulares eleitores que não possuíam condições legais para participar do pleito”, disse a delegada.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, membros da própria chapa foram inscritos usando números de matrículas de outros taxistas, com datas de associação alteradas. Além disso, segundo as investigações, um dos integrantes eleitos para a Diretoria possui duas matrículas, uma delas, fraudulenta. Outro membro do grupo possui três fichas de qualificação, com datas entre 2011 e 2019. O eleito para vice-presidente também não poderia participar, mas foi ilegalmente anistiado.

A delegada Patrícia Aguiar explicou ainda que outra manobra utilizada pelos investigados era inviabilizar a participação de chapas concorrentes nas eleições. Para isso, sempre que apareciam outros grupos, estes eram informados de que não poderiam apresentar suas candidaturas sob a alegação de que um ou mais componentes não estavam quites com a contribuição sindical, simulando mensalidades antigas em atraso.

“Isso era feito de forma premeditada para que não houvesse chapa concorrente. Dessa forma, o grupo vem conseguindo se perpetuar indefinidamente na Presidência do Sindicato dos Taxistas e, em decorrência disso, praticar outros crimes, que também estão sendo investigados. Os indícios e provas que temos revelam que os interesses desse grupo na administração da associação nada tem a ver com a verdadeira função de zelar pela classe dos taxistas”, afirmou a delegada Patrícia Aguiar.

Palácio Tiradentes é inaugurado como ponto de vacinação no dia de imunizar pessoas com 20 anos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) inaugurou nesta quarta-feira (18/08) mais um ponto de vacinação (PV) contra a Covid-19. O novo PV funcionará no Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), e funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A SMS disponibiliza mais de 280 pontos de vacinação em toda a cidade.

Nesta quarta-feira, o calendário contempla as pessoas de 20 anos, preferencialmente mulheres pela manhã e homens no período da tarde. A jovem Beatriz de Souza Fontoura, que foi tomar a primeira dose no posto montado no Jockey Club Brasileiro, ressalta que o momento não é para a população ficar escolhendo o fabricante da vacina.

 

– A vacina é completamente necessária, independentemente se é Pfizer, Coronavac ou Astrazeneca. A gente não está num período para ficar escolhendo, tem que tomar. No momento atual da pandemia, a gente tem que pensar mais nos outros. A vacinação está fazendo um bem para nós e para todo mundo ao redor – disse.

 

A estudante Manuela Benincasa reforça a campanha contra os sommeliers de vacina.

 

– Para mim, a vacina é uma dose de esperança, eu estava muito ansiosa por esse momento e ele finalmente chegou. Venham se vacinar e não escolham a vacina, todas elas são confiáveis – afirmou Manuela, que também se vacinou no Jockey Club.

 

Também podem se vacinar maiores de 30 anos, pessoas com deficiência, gestantes, puérperas e lactantes. Até o final da semana, a SMS espera concluir a vacinação para o público a partir de 18 anos.

Mais informações sobre o calendário de vacinação do município estão disponíveis em coronavirus.rio/vacina.

Secretaria de Ordem Pública coíbe atuação de lava-jatos clandestinos em Bangu e Padre Miguel

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) realizou na terça-feira, dia 17, uma operação para coibir a atuação de lava-jatos clandestinos nos bairros de Padre Miguel e Bangu, na Zona Oeste do Rio. Os agentes verificaram denúncias registradas na Central 1746 da Prefeitura do Rio sobre ocupação ilegal de calçadas, falta de alvará de funcionamento, além de furtos de água e energia elétrica.

Durante a ação, foram desmobilizados nove lava-jatos resultando na apreensão de 56 itens pela Coordenadoria de Controle Urbano (CCU), entre eles um aspirador de pó e dois cones. Equipes da Light removeram seis pontos clandestinos de energia elétrica e funcionários da Zona Oeste Mais Saneamento desligaram oito pontos de furtos de água. Dois estabelecimentos foram notificados pela Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF) por exercício irregular de atividades.

Os agentes percorreram diversos pontos dos bairros, como as ruas Maravilha, Ceres, Maria Estrela, Carangolas, Guaiaca, entre outras. Coordenada pela Subsecretaria de Operações da Seop, a ação contou com apoio do 14º Batalhão de Polícia Militar, do Grupamento Tático Móvel (GTM) da Guarda Municipal e da Comlurb.

A operação contra lava-jatos clandestinos já foi realizada em outros bairros como Jacarepaguá, Freguesia, Taquara, Pechincha, Bento Ribeiro, Rocha Miranda, Cascadura, Turiaçu, Madureira, Benfica e Realengo. Novas ações serão realizadas com foco no combate às ilegalidades.

Auxílio emergencial: governo vai notificar 650 mil pessoas a ressarcir pagamentos indevidos

O Ministério da Cidadania começou a enviar, nesta semana, mensagens de texto via celular (SMS) para cobrar o ressarcimento de auxílio emergencial pago indevidamente. O comunicado vai orientar sobre a devolução dos recursos e o pagamento de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF).

Segundo o governo federal, nesta quarta e nesta quinta-feira (dias 18 e 19), serão notificadas cerca de 650 mil pessoas que devem restituir os recursos à União. De acordo com a Cidadania, esses trabalhadores pertencem ao grupo que se cadastrou via meios digitais para receber o auxílio em meio à pandemia de Covid-19.

Há dois casos em que a devolução se faz necessária. O primeiro deles inclui pessoas que, ao prestarem contas com o Leão do Imposto de Renda, declararam um rendimento tributável acima de R$ 22.847,76 no ano passado, ficando obrigadas a devolver o auxílio recebido.

De acordo com Ronaldo Navarro, secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério da Cidadania, esses beneficiários, ao declararem o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2021 (ano-base 2020), geraram um DARF para a restituição de parcelas do auxílio emergencial, mas ainda não efetuaram o pagamento.

Além disso, há casos de pessoas receberam recursos de forma indevida por não se enquadrarem nos critérios de elegibilidade do programa.

O grupo inclui pessoas com indicativo de recebimento de um segundo benefício assistencial do governo federal — como aposentadoria, seguro-desemprego ou Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) — cidadãos com vínculo empregatício na data do requerimento do auxílio emergencial ou trabalhadores identificados com renda incompatível com o recebimento do auxílio, entre outros casos.

O governo não informou o montante de recursos que foi pago indevidamente.

SMS

As mensagens enviadas pelo Ministério da Cidadania contêm o registro do CPF do beneficiário e o link iniciado com gov.br. São enviadas pelo número 28041 ou 28042. Qualquer SMS enviado de números diferentes, com este intuito, deve ser desconsiderado.

Para o grupo que recebeu o auxílio emergencial fora das regras do benefício, a mensagem será:

“O CPF ***.456.789-** recebeu Auxilio Emergencial indevidamente. Devolva voluntariamente o auxílio em gov.br/ devolucaoae ou denuncie fraude em gov.br/falabrae”.

Para o grupo relacionado à declaração de IRPF, com DARF emitida, a mensagem será:

“O CPF ***.456.789-** possui DARF do Imposto de Renda em aberto relativo ao Auxilio Emergencial. Pague o valor ou denuncie fraude. Acesse gov.br/dirpf21ae”.

Como devolver o auxílio emergencial?

Os trabalhadores que receberem a mensagem de texto relativos às DARFs em aberto deverão efetuar o pagamento ou acessar o endereço eletrônico para denunciar fraude, se for o caso, ou informar divergência de valores.

Quem não tem DARF em aberto, mas tem valores a devolver, precisa acessar o site gov.br/devolucaoae e inserir o CPF do beneficiário. Depois de preenchidas as informações, será emitida uma Guia de Recolhimento da União (GRU), e a pessoa poderá fazer o pagamento no Banco do Brasil (BB).

Como denunciar?

O canal para registro de denúncias de fraudes é o sistema Fala.Br. Nesses casos, os cidadãos deverão comunicar as ocorrências de atos ilícitos, como o uso indevido de dados pessoais por terceiros.

O Ministério da Cidadani criou ainda um Portal da Transparência com a identificação das pessoas que receberam o auxílio emergencial. É possível fazer a pesquisa por estado, município e mês. A ferramenta também permite busca por nome e CPF.

Prefeitura faz operação de remoção e notificações em Vista Alegre

A Prefeitura do Rio, por meio de ação conjunta entre a Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva), a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) e a Subprefeitura da Zona Norte, removeu uma estrutura erguida sobre área pública na Avenida Braz de Pina, em Vista Alegre, e emitiu notificações para outros estabelecimentos na mesma via. A operação, realizada na terça-feira (17/08), contou com o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS).

A equipe da Coordenadoria Técnica de Operações Especiais (COOPE), vinculada à Seconserva, retirou um deck de madeira instalado sobre a calçada, em frente a um restaurante, atrapalhando a passagem dos pedestres. Em 14 de junho, o responsável pela casa havia sido notificado para que removesse o deck, que estava em fase de montagem.

Na ação desta terça, também foram emitidas notificações para 15 estabelecimentos comerciais que ocupavam irregularmente o passeio. Além disso, fiscais da SMDEIS e da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF), vinculada à SEOP, vistoriaram e notificaram lojas na região.

A secretária de Conservação, Anna Laura Valente Secco, enfatizou a importância da fiscalização. -Não podemos admitir a invasão do espaço público. As calçadas pertencem aos pedestres e devem estar livres para que as pessoas possam circular – afirmou.

O subprefeito da Zona Norte, Diego Vaz, ressaltou que o trabalho vai continuar.

– Da mesma forma que demolimos construções de alto padrão na Maré, estamos aqui para retirar um comércio que, mesmo após inúmeras advertências, bloqueou o passeio. Enquanto as pessoas não se conscientizarem que o período da desordem, de construções fora do padrão e sem fiscalização acabou, seguiremos fiscalizando e demolindo – garantiu.

Ao todo, a ação envolveu 46 servidores e teve o suporte da Coordenadoria Geral de Operações Especiais (CGOE), da Guarda Municipal, da Polícia Militar, da Cedae e da Light. Foram usadas uma retroescavadeira, dois caminhões e 11 viaturas.

Versamune: a disputa por trás da vacina anunciada pelo governo Bolsonaro

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, convocou a imprensa para um anúncio de última hora. Na tribuna repleta de microfones, o ex-astronauta estava acompanhado de Marcelo Queiroga, que havia assumido o Ministério da Saúde dias antes.

“A boa notícia é que três das vacinas [contra a Covid-19] avançaram e agora estão entrando para a fase de testes com voluntários, testes clínicos. Uma delas já tem o protocolo na Anvisa registrado e temos os recursos para financiar”, comemorou Pontes, na tarde do dia 26 de março de 2021.

Quando perguntado a qual produto se referia ao falar do protocolo na Anvisa, o ministro afirmou: “É uma vacina que estamos desenvolvendo com o professor Célio Lopes [Silva], na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, com a equipe dele e outros parceiros.”

De uma hora para outra, um potencial imunizante desconhecido do grande público ganhou projeção nacional e se tornou uma esperança para acabar com a pandemia que, até aquele momento, já havia matado 307 mil brasileiros.

Quatro meses e mais de 260 mil óbitos depois, a vacina ainda não iniciou os testes clínicos anunciados no final de março e teve parte de seu financiamento para pesquisa, estimado em mais de R$ 200 milhões, vetado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Embora os testes da Versamune-CoV-2FC, nome oficial do produto, tenham ficado paralisados esses meses todos, a vacina teve trajetória agitada em outra seara: o universo jurídico.

Isso porque ela foi parar no meio de uma confusão que envolve a Universidade de São Paulo (USP), o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público de Contas, empresas brasileiras e americanas e o próprio professor Célio Lopes Silva.

De um lado, os órgãos de controle do Estado de São Paulo levantam suspeitas de um possível conflito de interesses no contrato assinado entre a USP e a Farmacore, uma startup de biotecnologia de Ribeirão Preto que é a principal responsável pela vacina.

Um ponto levantado pelos procuradores é o fato de a empresa ser presidida por Helena Faccioli Lopes, filha do professor Célio, que era sócio da Farmacore até agosto de 2020.

As dúvidas fizeram a USP abrir uma sindicância interna para apurar o caso, que num pior cenário pode culminar até na expulsão do professor e na abertura de processo criminal contra ele.

Na outra ponta, os responsáveis pela vacina avaliam que os questionamentos são fruto de perseguição política pelo governo de São Paulo, após o anúncio do ministro Marcos Pontes, feito no mesmo dia em que o governador paulista, João Doria (PSDB), divulgou a ButanVac, imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.

“Não sei a pedido de quem foi executado [o inquérito], mas essas informações foram solicitadas na tentativa de barrar o desenvolvimento de nosso projeto”, afirma o professor Célio Lopes.

Para Helena Faccioli Lopes, presidente da Farmacore, não há “outra explicação para todo esse processo que não seja uma guerra política”.

O governo Doria nega perseguição política.

Entenda como uma promessa de vacina foi parar no meio de uma guerra de versões.

Como nasce uma vacina?

A Farmacore foi fundada em 2005 e trabalha na pesquisa e desenvolvimento de soluções na área de saúde humana e animal.

Até o momento, a companhia não possui nenhum produto aprovado, mas afirma que “vários estão em desenvolvimento”.

Um deles é a Versamune. Helena Faccioli Lopes, presidente da Farmacore, explica que a potencial vacina contra a Covid-19 começou a ser desenvolvida em abril de 2020, em parceria com a PDS, empresa americana que também atua na área de biotecnologia.

Esse imunizante é feito a partir de subunidades de proteínas encontradas na espícula, a estrutura da superfície do coronavírus responsável por se conectar ao receptor de nossas células e dar início à infecção.

A ideia é fazer com que nosso sistema imune identifique essas moléculas (as tais subunidades de proteína) e desenvolva uma resposta capaz de nos proteger contra uma tentativa de invasão do vírus de verdade.

A tecnologia é parecida com a da vacina desenvolvida pela farmacêutica Novavax, que está prestes a ser aprovada nos Estados Unidos e já tem acordo de venda fechado com a União Europeia.

Ela também é similar ao imunizante contra hepatite B, que usa essa mesma tecnologia de subunidade de proteína.

Antes de ser aplicada em seres humanos, porém, qualquer molécula promissora necessita percorrer a fase pré-clínica, que são experiências feitas em laboratório com culturas de células e cobaias.

No caso da Versamune, parte desses estudos foram feitos pela própria Farmacore, mas a farmacêutica resolveu transferir algumas etapas dos experimentos para o Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Imunobiológicos da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

O laboratório é coordenado pelo imunologista Célio Lopes Silva, que tem experiência de 40 anos na área e é pai de Helena, a presidente da Farmacore.

Esse foi um dos pontos que gerou uma série de questionamentos dos órgãos de controle, como explicaremos mais adiante.

“Eu recebi essa proposta e a encaminhei imediatamente ao conselho do meu departamento para dar seguimento à elaboração dos convênios com as instâncias superiores da universidade”, diz o pesquisador.

O combinado era que os especialistas da USP realizassem provas de conceito, que envolviam clonar genes da proteína da espícula, purificar lotes de imunizantes e entender como a nova formulação funcionaria em camundongos, entre outras tarefas.

O acordo teve anuência de várias instâncias da USP, como a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, a Agência de Inovação e a Pró-Reitoria de Pesquisa, e foi assinado em julho de 2020.

Como contrapartida pelos serviços prestados, o contrato entre USP e Farmacore prevê que a universidade fique com 5% da propriedade intelectual da Versamune, enquanto a farmacêutica seria dona dos 95% restantes.

Em iniciativas de cooperação entre empresas e universidades, são comuns acordos igualitários, em que a universidade fica com 50% e a empresa com a metade restante.

Mas, no caso do acordo entre USP e Farmacore, o fato de que a universidade faria apenas uma parte muito pontual da pesquisa foi a justificativa para a divisão na proporção de 95% a 5%.

Início das suspeitas

O imbróglio começou no dia 26 de março: naquela manhã, o governador João Doria e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, falaram pela primeira vez da ButanVac.

Passadas algumas horas, foi a vez do ministro Marcos Pontes fazer uma coletiva de imprensa em Brasília e mencionar a Versamune.

Coincidência ou não, os anúncios no mesmo dia ganharam muito destaque e reforçaram a noção de que a ButanVac era a vacina “representante” do governo de São Paulo, enquanto a Versamune era um imunizante “apadrinhado” pelo Governo Federal.

O próximo passo dessa história aconteceu na segunda-feira seguinte (29/3), quando o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) enviou despacho com uma série de questionamentos à reitoria da USP sobre o convênio assinado com a Farmacore.

“Interessa conhecer as tratativas documentadas, os compromissos e as responsabilidades assumidas e os valores envolvidos, sobretudo como estarão resguardados os interesses da Universidade nessa parceria”, destacou o conselheiro Roque Citadini, responsável pelo despacho, em nota.

A reitoria da USP respondeu aos questionamentos e enviou às autoridades toda a documentação, como os acordos feitos e os contratos assinados.

Quase dois meses depois, em 11 de maio, foi a vez do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP) fazer a análise desses materiais e levantar mais dúvidas.

O procurador João Paulo Giordano Fontes identificou no fato de o professor Célio ter sido sócio da Farmacore até agosto de 2020 um possível conflito de interesses.

“Nota-se […] que, na condição de agente público coordenador das atividades de pesquisa realizadas nas dependências da USP em virtude do convênio e de beneficiário de auxílio custeado com verbas públicas, o pesquisador também integrava o quadro societário da empresa que explorará comercialmente o imunizante produzido, mantendo sua relação comercial com a sociedade empresária mesmo após a sua retirada, como consultor científico”, escreve Fontes.

Outro ponto que chamou a atenção do MPC-SP foi a relação de parentesco entre o professor da USP e a presidente da Farmacore. Ambos, inclusive, tinham o mesmo endereço quando Célio foi admitido como sócio da farmacêutica.

Por fim, o procurador também sentiu falta de documentos que detalhassem “o efetivo uso de recursos materiais e de pessoal da Universidade”.

“É preciso que sejam elucidados os custos e a relevância das fases executadas pela FMRP-USP”, dizia o Ministério Público de Contas.

O novo pedido de esclarecimentos foi enviado à USP, que abriu uma sindicância interna para apurar os fatos e responder às autoridades paulistas.

A comissão de investigação envolveu três professores da própria universidade e uma secretária.

Durante dois meses, o grupo analisou documentos e realizou uma série de audiências com as pessoas envolvidas.

Agora, eles estão produzindo um relatório que será apresentado às instâncias superiores da USP, mas não há prazo para que esse trabalho seja finalizado.

O caso pode ter as mais variadas repercussões e consequências. As suspeitas de conflito de interesses sobre o professor Célio Lopes podem ser eliminadas e ele fique livre para seguir suas atividades normalmente ou, em última análise, acabar expulso da universidade e até enfrentar um processo de investigação.

Independentemente do resultado, a Farmacore solicitou a rescisão do contrato com a USP.

Os advogados da farmacêutica entendem que as metas do convênio não foram alcançadas, que o acordo deveria ter sido feito em outros moldes e que o desenvolvimento da vacina não resultou numa patente, o que inviabiliza a divisão de 5% e 95% acertada previamente.

A empresa aguarda agora uma resposta da Agência USP de Inovação.

Tentativa de atrasar a pesquisa?

“Nós ficamos pasmados com todas essas coisas. Na universidade, existem centenas de professores que têm empresa ou fazem essa interação e nunca foram pressionados. Logicamente eu fiquei numa situação muito ruim perante meus pares e toda a comunidade acadêmica”, diz o professor Célio.

O advogado Eduardo Protti de Andrade, que representa o pesquisador, lembra que todo o convênio e a assinatura do contrato entre USP e Farmacore passaram por uma série de instâncias superiores e que o acordo foi costurado pela agência de inovação da universidade.

“Falamos de um professor titular de um laboratório que exerce seu trabalho há 40 anos e é reconhecido mundialmente por isso”, aponta.

“A demanda [da realização da pesquisa] veio direto para a USP, que tem seus trâmites próprios antes de o convênio ser assinado. O professor não está envolvido com essa parte do processo”, defende Andrade, que integra a PAAB Advogados, de Ribeirão Preto.

‘Desserviço à inovação’

Já os advogados Marco Aurélio Braga e Cynthia Almeida Rosa, que representam a Farmacore, entendem que toda essa situação presta “um desserviço à cultura de inovação no Brasil”.

“O processo está provocando uma carga emocional gigantesca num professor que tem mais de 40 anos de pesquisa e numa mulher com 20 anos de atuação na área de biotecnologia. [O episódio] coloca a pecha de que eles estão se aproveitando de uma relação familiar para lesar a universidade, que eles têm uma vinculação com o governo Bolsonaro e por aí vai”, diz Braga.

Vale destacar que, a princípio, a farmacêutica não é alvo direto dos inquéritos, que são focados no professor Célio, e só acompanha a investigação para prestar esclarecimentos pontuais.

Braga, que é sócio do escritório MAB Advogados, em São Paulo, também afirma que a empresa pode contratar e fazer parcerias com quem quiser nos seus projetos. E ela optou pelo laboratório do professor Célio na USP por conveniência e proximidade ? ambos estão em Ribeirão Preto, o que facilitaria a comunicação e o envio de materiais e insumos num contexto em que as pesquisas precisavam avançar muito rápido.

Helena confirma que seu pai realmente foi sócio-fundador da Farmacore, mas diz que ele saiu do quadro societário por recomendação de técnicos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), uma agência vinculada ao MCTI.

Na virada do primeiro para o segundo semestre de 2020, o professor Célio concorreu e ganhou uma bolsa de R$ 3,9 milhões do CNPq.

A meta era usar esse dinheiro para desenvolver as etapas da fase pré-clínica da Versamune e produzir os primeiros lotes-piloto do produto, segundo o que havia sido combinado previamente com a Farmacore.

“Antes de fechar esse financiamento em agosto de 2020, recebemos a orientação de que ele se retirasse da sociedade para receber o valor sem qualquer conflito futuro”, relata Helena.

A presidente da Farmacore entende que a Versamune foi parar no meio de uma “guerra política”.

“Todo mundo devia trabalhar em favor de uma coisa, que seria a criação de mais uma vacina, uma grande contribuição da USP”, afirma.

“Mas nós sentimos que, desde o anúncio em março, houve uma divisão completa. A vacina passou a ser vista única e exclusivamente como algo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações”, completa Helena.

A empresária lembra que, nas duas semanas antes dos anúncios simultâneos do final de março, participou de reuniões com representantes do Governo do Estado de São Paulo, que perguntaram sobre o estágio de desenvolvimento da Versamune.

Governo de São Paulo nega perseguição política

Quem recebeu a equipe da Farmacore em nome do Governo do Estado de São Paulo foi a secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Patricia Ellen.

Ela nega veementemente as acusações do professor Célio e dos representantes da Farmacore de que os questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado, pelo Ministério Público de Contas e pela sindicância interna aberta pela USP teriam motivações políticas, devido à disputa entre o presidente Bolsonaro e o governador Doria sobre o protagonismo da vacinação na pandemia.

A secretária diz ainda que tomou conhecimento das alegações dos advogados e pesquisadores ao ser procurada pela BBC News Brasil.

“Não tenho nenhum pedido de reunião deles que não tenha sido atendido”, diz a secretária. “Todos os pedidos que recebemos, nós sempre atendemos e, no caso deles, nós procuramos proativamente. Fizemos isso com os principais cientistas que estavam desenvolvendo vacinas, a pedido do governador, e sempre oferecemos total ajuda. Oferecemos uma série de opções [de apoio científico] e eles não optaram por nenhuma.”

Patricia Ellen argumenta ainda que os pedidos de esclarecimento por órgãos de controle são rotineiros e que a prestação de contas por servidores, como o professor Célio, é procedimento comum no serviço público e visa garantir o bom uso dos recursos.

“Todos nós temos que responder ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, se ele recebeu pedido de esclarecimentos sobre suas pesquisas, é uma responsabilidade dele como cientista [responder]”, diz a secretária.

A BBC News Brasil também pediu posicionamento ao gabinete do governo de São Paulo, que informou que a resposta da secretária Patricia Ellen é a posição oficial da gestão João Doria.

O conselheiro Roque Citadini, do Tribunal de Contas de São Paulo, respondeu através da assessoria de imprensa do órgão que não poderia conceder entrevista, preferindo aguardar todos os pareceres dos órgãos técnicos internos da Corte e analisar o processo com cautela.

O Ministério Público de Contas de São Paulo disse que o procurador de contas João Paulo Giordano Fontes, signatário da petição encaminhada à USP quanto ao possível conflito de interesses na parceria entre a Farmacore e a Faculdade de Medicina, “é extremamente reservado” e “nunca dá entrevistas”.

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP informou que a sindicância que investiga o professor Célio é sigilosa e que nenhum representante da instituição poderá falar sobre o assunto até que ela seja concluída.

A reitoria da USP disse que a resposta da faculdade deve ser considerada como posicionamento oficial da universidade.

A BBC News Brasil também tentou por diversas vezes contato com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, mas não recebeu nenhuma resposta até o fechamento desta reportagem.

Corporativismo e falta de profissionalismo

O advogado Paulo Almeida, diretor-executivo do Instituto Questão de Ciência, que não trabalha diretamente com o inquérito, avalia que episódios como esse acontecem em razão do “amadorismo na forma como as universidades públicas brasileiras lidam com a inovação”.

“Normalmente, a regulamentação e os órgãos de controle não possuem critérios para determinar exatamente o que é um comportamento de desvio ou um conflito de interesses”, analisa.

O especialista destaca também que muitos dos comitês que aprovam parcerias e contratos são integrados por professores e funcionários da própria instituição, que nem sempre têm experiência naquele assunto.

“São pares que julgam as mesmas pessoas que acabam eleitas para cargos internos e que têm influência na hierarquia acadêmica. Isso gera um senso de corporativismo muito forte”, interpreta o advogado.

Sobre o caso específico envolvendo Farmacore e USP, embora Almeida não conheça todos os detalhes do caso, ele entende que tanto o Tribunal de Contas paulista, quanto o Ministério Público de Contas do Estado, estão dentro de suas prerrogativas de fiscalizar as contas e ver como o dinheiro público do Estado é aplicado.

“Se os órgãos estão demonstrando uma preocupação, é preciso que ocorra uma investigação. Quando vemos casos que envolvem relação público e privado, é preciso olhar sempre com muito cuidado”, diz.

A ciência no meio de tudo isso

Se os inquéritos e as sindicâncias evoluíram consideravelmente nos últimos meses, o mesmo não pode ser dito sobre a própria Versamune: os testes clínicos de fase 1 e 2, anunciados no fim de março, não começaram ainda.

Helena conta que, após o pedido de liberação da pesquisa, a Anvisa fez uma série de perguntas e pediu adequações no modelo de estudo que tinha sido proposto.

“Ainda tivemos um atraso de pelo menos 30 dias porque precisamos explicar todo o inquérito e a repercussão para todos os nossos parceiros no Brasil e no exterior”, relata.

A expectativa da presidente da Farmacore é que tudo seja finalizado e os testes de fase 1 e 2, que determinam a segurança e a dosagem ideal da vacina, finalmente comecem em algum momento do segundo semestre de 2021.

Os detalhes dos ensaios clínicos ainda não estão claros. Não se sabe, por exemplo, se serão recrutados voluntários que já tomaram as vacinas contra a Covid-19 em uso no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Embora essa possibilidade ainda esteja em discussão, é muito provável que os cientistas precisem seguir por esse caminho, uma vez que a maioria da população brasileira adulta deve ser vacinada até o final do ano.

Seguindo o planejamento, os resultados preliminares das primeiras duas etapas de pesquisa seriam obtidos três meses depois dos 360 voluntários receberem as doses.

Se a candidata à vacina for bem nos testes de fase 1 e 2, o próximo passo seria a fase 3, que envolve milhares de participantes e costuma demorar ainda mais tempo — o que, no compasso atual, só deve ocorrer lá para 2022.

Isso, claro, se houver dinheiro: em abril, Bolsonaro bloqueou um recurso de R$ 207 milhões, que serviria para custear parte dos estudos da fase 3, a última etapa antes da liberação pelas agências regulatórias.

À época, o ministro Pontes classificou como um “estrago” o corte no orçamento que afetou este e outros projetos de pesquisa financiados pelo MCTI.

“É chato falar isso, mas é fato. Tem certos tipos de projetos que, sem orçamento têm um hiato e esse hiato mata o projeto. Pesquisa não é uma coisa que dá pra ligar e desligar. Não existe isso. É uma coisa que tem que ter continuidade”, disse o ex-astronauta, durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais no dia 24 de abril.

Na perspectiva de que toda a população brasileira estará vacinada até o final de 2021, os imunizantes de segunda geração (como seria o caso da Versamune) serviriam então como um reforço no futuro, caso a imunidade contra o coronavírus não dure muitos meses e sejam necessárias novas aplicações de tempos em tempos.

Ter vacinas “brasileiras” à disposição, portanto, daria mais previsibilidade sobre a fabricação e a entrega de lotes à saúde pública, considerando o cenário em que a necessidade de doses de reforço realmente seja comprovada pela ciência.

Além do imunizante desenvolvido em Ribeirão Preto, outros candidatos nacionais sofreram atrasos, mas parecem estar um pouco mais adiantados nessa corrida.

A ButanVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, teve seus resultados preliminares prometidos para o início do segundo semestre de 2021. Mas a verdade é que os testes clínicos só foram iniciados mesmo no dia 9 de julho.

A terceira concorrente é a Spintec, criada por especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais e da Fundação Oswaldo Cruz, que está com previsão de início dos estudos com seres humanos em setembro de 2021.

Há também a UFRJVac, criada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, que está finalizando os testes com cobaias.

Porém, num momento de tantas incertezas, ainda não é possível saber se conquistaremos o sonho da vacina própria a tempo de ela ser útil para o combate à atual pandemia.

Águas do Rio antiga Cedae vagas para agente de leituras de hidrômetro, jovem aprendiz, operador, adm, motorista – Rio de Janeiro

 

Águas do Rio antiga Cedae vagas para agente de leituras de hidrômetro, jovem aprendiz, operador, adm, motorista – Rio de Janeiro

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Empresa Águas do Rio, que arrematou os blocos 1 e 4 do leilão da Cedae, anunciou a abertura de cinco mil postos de trabalho no Estado do Rio de Janeiro. A empresa fará a gestão do saneamento de 27 cidades fluminenses. Na capital, atuará na Zona Sul, na Zona Norte e no Centro. Segundo a companhia, as inscrições para o processo seletivo já estão abertas.
Há oportunidades de emprego por toda a área de concessão no estado, para profissionais com diferentes níveis de escolaridade, desde o nível fundamental até o ensino superior completo.
Confira as funções
A empresa está abrindo as inscrições para selecionar profissionais de mais diversas funções e postos de atuação, com vagas para jovens aprendizes, técnicos, gerentes e profissionais com ensino superior completo. O regime de contratação é com carteira assinada.
A empresa paga benefícios como plano de saúde, vale-alimentação e vale-transporte, entre outros. O valor dos salários não foi divulgado e, segundo a companhia, varia de acordo com o cargo, a função e a carga horária. Entre as vagas oferecidas estão:
– Operadores de sistema de esgotamento
– Agentes de saneamento e comercial (leitura e vistoria)
– Gerentes
– Motoristas e mecânicos
– Supervisores de loja comerciais, de estação de tratamento de

esgoto, eletromecânica, manutenção e operações
– Programadores de serviços
– Advogados
– Analistas administrativo, de recursos humanos, eletroeletrônico, de sistemas e de medição e contrato
– Assistentes administrativos, comerciais e de responsabilidade social
– Auxiliares administrativos
– Coordenadores administrativos, comerciais, de comunicação, de laboratório, de planejamento, de processos de risco, de responsabilidade social, de segurança, de serviços e de operação e distribuição
– Jovens aprendizes

Os interessados em trabalhar no Águas do Rio devem Candidatar-se Clicando aqui https://conteudo.gruposeres.com.br/aguas-do-rio