Morreu Nesta Quinta o Padre Henrique Leijen, Figura Conhecida Em Campo Grande.
Morreu na manhã desta quinta-feira (24), aos 85 anos, o Padre Henrique Leijen, da Congregação SSCC. Ele esteve na paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande, chegando na década de 90, sendo transferido em 2009.
Padre Hendricus Johannes Maria Leijen, o Padre Henrique, nasceu no dia 21 de dezembro de 1935, em Naandam, na Holanda e aos 14 anos entrou para a Congregação dos Sagrados Corações. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de fevereiro de 1964 e chegou ao Brasil oito meses depois, no dia 13 de outubro daquele ano.
Padre Henrique estava internado desde o início do mês no hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte, por problemas de saúde e morreu de insuficiência cardíaca e renal.
O antigo campo grande deseja Força Aos Familiares, Amigos e membros da Igreja Nossa Senhora Do Desterro Por Essa Perda Irreparável.
CINCO MORADORES DE CAMPO GRANDE SÃO PRESOS SUSPEITOS DE APLICAR GOLPES USANDO APLICATIVOS DE TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (24), cinco pessoas suspeitas de aplicar golpes milionários usando aplicativos de celular para fazer pagamentos e transferências bancárias.
Juliano da Silva Santos, Andrei de Souza Soares da Silva, Kamylly Maretti de Castro, Átila Francisco Melo e Erica Pereira da Silva Mello foram presos em dois apartamentos na Estrada do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.
Segundo a polícia, o grupo comprava moedas digitais com os cartões de crédito das vítimas.
Os agentes apreenderam com os suspeitos dois carros de luxo, celulares, máquinas de cartão de crédito e cheques roubados.
O começo da minha história é parecido com o de muitas mulheres: tinha uma vida estável, até que descobri uma traição e fiquei com o coração partido. Só que, no meu caso, transformei as feridas em negócio. Criei uma empresa que investiga casos de infidelidade e hoje atendo principalmente clientes de luxo.
Nasci em uma cidade pequena de Minas Gerais, mas aos 14 anos me mudei para Juiz de Fora a fim de estudar. Cursei duas faculdades, a última delas na área financeira, e comecei a trabalhar para uma multinacional. Depois, abri uma empresa que vendia toners e cartuchos para impressoras. Tinha uma condição financeira boa, fazia muitas viagens e namorava um rapaz por quem era bastante apaixonada. Ficamos juntos por quase cinco anos, até descobrir que ele mentia para mim.
Leia mais
Ele tinha muitas amigas e estava sempre viajando a trabalho. Desconfiada, passei a investigá-lo. Em pouco tempo, consegui provas de que as viagens não batiam com a agenda profissional. Descobri que ele ativava o Tinder quando estava em outras cidades, tinha casos com mulheres de fora e, por causa de um gasto no cartão de crédito, soube até que estava envolvido com garotas de programa.
O processo do término foi extremamente dolorido. Tive que ouvir que era ‘louca’ e que estava inventando tudo. Entrei em uma crise depressiva, perdi muito peso e, sem sair da cama, acabei deixando a empresa de lado. Voltei a morar na minha cidade natal e só consegui me reerguer porque tive o apoio da minha família. Graças ao incentivo deles, me tornei funcionária da prefeitura.
“Jurei que todas as vezes que um homem estivesse fazendo uma mulher de idiota eu iria ajudar”
Eduarda Lima se profissionalizou como detetive após descobrir traições do ex-namorado Imagem: Acervo pessoal
Um dia, quando já estava com a vida mais estabilizada, entrei em grupo feminino no Facebook e vi a postagem de uma moça de 20 anos abrindo seu coração sobre um dilema amoroso. Ela estava noiva de um rapaz que dizia ser piloto de avião, mas acreditava que pudesse estar sendo enganada.
A história me tocou e começamos a conversar no privado. Disse que iria ajudá-la. Pedi o perfil do tal namorado e comecei a segui-lo no Instagram. Na mesma hora, ele me seguiu de volta e curtiu várias fotos. Puxei uma conversa e fui reunindo diversas informações desencontradas. Paralelamente, puxei dados disponíveis em órgãos públicos. Descobri que ele não tinha sequer licença para dirigir, quanto mais pilotar um avião.
Após mostrar as provas para a menina, ela terminou o relacionamento e me agradeceu muito. Tanto que fez um post, nesse mesmo grupo, contando sobre como eu havia ajudado. A publicação tomou grandes proporções e minha caixa de mensagens ficou lotada com outras mulheres, oferecendo até dinheiro pelos meus ‘serviços’ — que até esse momento não eram monetizados. Tocada pelas mensagens, eu respondi a todas. Jurei que se elas estivessem sendo feitas de idiotas, eu iria ajudar.
“Comecei cobrando R$ 50, mas cheguei a atender um caso de R$ 10 mil”
Para atuar no primeiro caso como detetive, cobrei apenas R$ 50. Mas, quando me vi com 20 atendimentos simultâneos, fui obrigada a subir o valor. Acabei caindo em um nicho. Depois de ajudar uma amiga dos EUA, ela me recomendou para conhecidas que também vivem por lá e hoje tenho uma parcela de clientes que vive em Miami. Pouco a pouco, fui montando um pacote de serviços que inicia em R$ 500, mas aumenta de acordo com as especificações de cada caso.
Percebendo o quanto as mulheres chegavam até mim fragilizadas, procurei uma psicóloga para auxiliar. Além de me orientar nas situações mais delicadas, ela também criou, em conjunto comigo, uma classificação dos tipos de personalidade dos homens que investigamos.
A partir das informações que as clientes nos traziam, montamos uma lista de 12 personalidades e definimos as estratégias através delas. A mais comum ainda é o cafajeste descarado: aquele que dá em cima fácil se outra mulher corresponde ao tipo físico que ele acha mais atraente — mas existem também os desconfiados, que demoram mais para corresponder às investidas.
Percebendo que não daria conta de atender a tantos serviços, fui estendendo minha rede e convidando amigas e conhecidas para trabalhar comigo nas abordagens. Todas elas são acompanhadas de perto e recebem um detalhamento de como se comportar. O time foi crescendo e, atualmente, conto com o auxílio de 14 colaboradoras, dentro e fora do Brasil.
Minha equipe deve passar muita credibilidade, por isso não usamos contas falsas. As ajudantes, que têm diferentes tipos físicos, utilizam seus perfis nas redes sociais para fazer as abordagens e não atuam de forma descarada. São orientadas a agir como mulheres reais, que estão paquerando. Nosso objetivo é marcar um encontro. Depois que o homem aceita, mandamos as provas para as clientes e damos um jeito de desmanchar a situação sem levantar suspeitas.
Como meu rosto já ficou conhecido, hoje não faço mais as investigações, apenas coordeno a equipe. Há casos, por exemplo, em que a história fica mais complicada. Se o homem já está envolvido com outra pessoa, geralmente recorro aos serviços de um fotógrafo para fazer o flagra. Também temos um advogado parceiro, que auxilia a mulher caso ela opte pelo divórcio. Em um dos casos, que envolvia uma figura pública e demandou uma viagem para outro estado, chegamos a cobrar R$ 10 mil.
“Investiguei mais de 400 homens e apenas 7% deles foram fiéis”
Em dois anos, foram mais de 400 clientes atendidas. Faço questão de investigar apenas homens, porque a minha missão tem a ver com ajudar outras mulheres.
Mas confesso que, enquanto os negócios cresciam, minha vida pessoal bagunçava: durante um período, se tornou difícil me relacionar. Até porque, as estatísticas não ajudam. Percebi que em 93% dos casos a infidelidade masculina acontece. Passei a acreditar que a monogamia realmente não é natural — e que são poucos que fazem essa escolha e conseguem se manter nela. É uma questão de criação e de caráter.
Nos primeiros meses atendendo, intercalava entre períodos de não querer saber de homens e outros de beijar todos na balada, mas não desenvolver sentimentos reais por nenhum. Brinco com as minhas amigas que meu faro para a infidelidade se tornou muito aguçado — mas é claro que isso também gerou bloqueios. Achei até que nunca mais conseguiria me apaixonar de novo.
Esse pensamento mudou quando conheci alguém que tem a alma bonita, em quem pude reconhecer uma inocência que não via há tempos. Atualmente estamos separados por diferenças de idade e porque estamos passando por fases distintas. Mas sou muito focada: ele me fez acreditar novamente nas pessoas e espero que um dia possamos ficar juntos.
Por enquanto, sigo trabalhando. Nunca foi minha intenção que o negócio se transformasse em algo tão grande, que fosse chamada para abrir franquias, expandir tanto ou dar entrevistas. Mas, já que aconteceu, não pretendo desperdiçar a oportunidade” Eduarda Lima, 31 anos, Espera Feliz (MG)
Diferentemente do informado, Eduarda ocupa um cargo comissionado na prefeitura.
O deputado estadual Marcelo Freixo, segundo pesquisa Atlas, lidera as intenções de voto para governador do Rio de Janeiro com 33%. Freixo, que anunciou sua saída do Psol recentemente, filiou-se ao PSB. No total, 807 pessoas responderam a consulta.
Numa soma de votos, possivelmente aconteceria um 2º turno entre Freixo e o atual governador, Cláudio Castro (PL), que aparece com 22% das intenções. Ainda na pesquisa, 12% das pessoas votam branco/nulo e outros 24,8% não souberam responder.
Rodrigo Neves (PDT), Paulo Ganime (Novo) e Felipe Santa Cruz (PSD) aparecem nas respostas com 4,4%, 3,4% e 2,2%, respectivamente.
A Prefeitura passa a oferecer aos cidadãos um serviço de denúncias de crimes contra a administração pública ou realizados por agentes públicos. Por meio dos canais do 1746, será possível acessar a nova Central Anticorrupção, ligada à Subsecretaria de Integridade Pública da Secretaria de Governo e Integridade Pública (Segovi).
Serão acolhidas denúncias de corrupção, improbidade administrativa, fraude, suborno, conflito de interesses, favorecimento, nepotismo, desvios de função ou finalidade, discriminação, assédio moral ou sexual, irregularidade em contratos ou licitações, enriquecimento ilícito ou qualquer outra prática criminal cometida por agente públicos, incluindo fornecedores atuando em nome da Prefeitura.
A denúncia poderá ser feita de forma anônima ou identificada. No caso do anonimato, é necessário que o cidadão utilize o portal, o aplicativo ou o telefone do 1746 (neste caso, ele irá discar a nova opção 9 na URA). Pelo WhatsApp ou Facebook Messenger, os chamados serão sempre identificados, pela natureza dos canais. Em todas as situações, o denunciante receberá um número de protocolo, pelo qual poderá acompanhar o andamento do processo.
O secretário de Governo e Integridade Pública, Marcelo Calero, ressalta a importância de ter um instrumento como este para garantir uma cidade mais democrática e relações mais republicanas:
– O prefeito Eduardo Paes assumiu a atual gestão em 1º de janeiro de 2021 e, de imediato, criou a Secretaria de Governo e Integridade Pública, com uma série de atribuições ligadas a transparência e integridade. A Central Anticorrupção é uma das mais importantes medidas da Secretaria. Temos um trabalho de mudança de paradigmas para construir um ambiente hostil à corrupção dentro da Prefeitura do Rio. Não se trata apenas da criação de um canal ou uma medida isolada; é um grande projeto em prol da cidade do Rio de Janeiro.
A Central Anticorrupção se insere no Programa Carioca de Integridade e Transparência – Rio Integridade (Decreto Rio 48.349, de 1º de janeiro de 2021), que tem como fundamento a efetivação, na administração municipal, de práticas de integridade pública, por meio de governança e conformidade; de transparência integral; de gestão de dados e de governo digital. O Rio Integridade é baseado em três pilares de ação para eficiência e mitigação de riscos: prevenção, detecção e responsividade. A missão do programa é impedir desvios de dinheiro e outros recursos, mas também coibir desvios de finalidade.
Fluxo das denúncias
Após receber a denúncia, via 1746, a equipe da Central Anticorrupção identificará o seu teor, realizando seu tratamento e análise. Em 30 dias, o cidadão deverá receber uma resposta sobre o prosseguimento da sua denúncia. O prazo final para que a denúncia registrada seja apurada e indicada qual medida será adotada pelo setor responsável dependerá do teor e da complexidade.
As denúncias procedentes receberão um parecer preliminar com dados e evidências. Dependendo da natureza e dos agentes envolvidos no caso, o parecer será encaminhado para o órgão do qual ele faz parte, para que seja aberto procedimento administrativo, ou para a Controladoria Geral do Município (CGM). A Subsecretaria de Integridade Pública ficará responsável por acompanhar todo o processo – para garantir que todas as etapas sejam seguidas.
Caso a irregularidade seja confirmada, as penalidades serão aplicadas de acordo com a natureza da infração praticada, nos termos das legislações pertinentes. Os achados da investigação também podem ser encaminhados aos órgãos de controle competentes.
Christina e Mark Rotondo, um casal dos Estados Unidos, cansado de sustentar o filho Michael Rotondo, de 30 anos, que não queria se mudar de sua casa, entrou na justiça para obrigá-lo a sair.
Segundo contado pela CNN, os pais se revoltaram porque, mesmo deixando cinco avisos para o rapaz, além de uma oferta em dinheiro para apoiá-lo no início de sua nova vida, ele não se mudou.
Os pais juntaram ao processo judicial provas das cinco notificações que entregaram a Michael. A primeira nota dizia que seus pais decidiram que ele deveria sair da casa imediatamente, porque discutiu com sua mãe, e lhe deram 14 dias para encontrar um novo local.
Logo após a notificação, o casal procurou um advogado. Como o primeiro recado não surtiu efeito, Christina e Mark deixaram outro, dizendo que lhe dariam apenas mais 30 dias, ou iniciariam processos que garantiriam a mudança do filho.
Cinco dias depois, em outra notificação, os pais deram alguns conselhos para que o filho pudesse viver bem sozinho, oferecendo-se ainda para ajudá-lo a encontrar um novo local. Além disso, dispuseram-se a ajudá-lo financeiramente com a mudança.
Ainda argumentou que já havia uma exigência de lei afirmando que é necessário um aviso prévio de seis meses para que o inquilino possa ser removido através de expulsão. No entanto, o juiz responsável pelo caso ficou do lado dos pais, e concedeu-lhes o despejo.
Revoltado, Michael disse que não pretendia se reconciliar com os pais e que apenas queria “sair da situação”. A mudança aconteceu 10 dias após a decisão.
O processo não deve ter sido agradável para Christina e Mark também, mas sua decisão polêmica garantiu que o filho seguisse o seu caminho sem depender deles.
Comissário de Polícia, Ulisses Carlos Pourchet, de 45 anos, matou a própria esposa, Janaína Castro Souza Pourchet, de 44 anos, com um tiro na cabeça, durante uma discussão dentro de casa, na Rua José Mindlin, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (25)
De acordo com informações da Polícia Militar, após de matar a esposa, ele também se matou. O filho do casal, de 11 anos, viu tudo e chegou a ligar para o telefone 193 dos Bombeiros.
Implantado em abril deste ano, o Portal RJeConsig, o novo sistema de gestão de consignados para servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado do Rio, apresentou problemas este mês. A situação fez o diretor da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Rio, o sargento Rogério Roxo, divulgar um áudio em grupos de aplicativo de mensagens. Segundo ele, policiais que não haviam contratado empréstimo, ou que já haviam quitado todas as parcelas, receberam descontos indevidos no contracheque.
As cobranças indevidas, segundo Roxo, também se referiram a taxas de adesão a associações de policiais militares, como a Caixa Beneficente da PM, a Associação de Pensionistas e Inativos da PM e do Corpo de Bombeiros e a Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas das Polícias Militares, Brigadas Militares e Corpo de Bombeiros Militares do Brasil (Assinap).
“Foram descontados em contracheque policias que nunca haviam solicitado adesão às associações. O erro não foi das associações, foi da Seplag (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão), mas eles reconheceram e já estão resolvendo a situação. Como diretor da Caixa Beneficente, me coloquei à disposição para ajudar os colegas que me procurarem para resolver esse engano, caso a caso”, explica o sargento Rogério Roxo que, no dois últimos dias, diz ter sido procurado por cerca de 150 policiais que alegaram descontos indevidos no contracheque:
“O problema afetou todas as patentes, praças e oficiais. Em relação à Caixa Beneficente da PM, que é um clube de lazer e entretenimento e oferece descontos em pousadas e em faculdades e cursos para os policias, a cobrança foi de cerca de 4% do salário, que varia de cerca de R$ 3 mil para soldados a aproximadamente R$ 30 mil no caso de coronéis”.
O próprio sargento Rogério Roxo conta que teve desconto indevido:
“Tive uma cobrança indevida no contracheque de R$ 138, referente a um empréstimo junto ao Banco Pan que eu nunca contratei”.
O DIA procurou a Seplag, que disse ser o assunto de responsabilidade da Casa Civil do Estado do Rio. Procurado, o órgão informou que a Subsecretaria de Gestão de Pessoas está em contato com as empresas para apurar as possíveis irregularidades. Até a conclusão, a Casa Civil disse que solicitou a suspensão dos descontos correspondentes. E afirmou, ainda, que o servidor ou pensionista que identificar descontos indevidos em seu contracheque deverá entrar em contato com o seu RH ou direto com a empresa para solicitar o ressarcimento.
O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou, nesta quinta-feira (24), quarenta pessoas pelo envolvimento com a comercialização ilegal de cigarros no Rio de Janeiro. O bando atuava em parceria com milícias e o tráfico e tinha centrais de distribuição na Baixada Fluminense, no Rio e no Norte Fluminense. O grupo criminoso é conhecido como ‘Banca da Grande Rio’, em referência a vínculos de denunciados com a escola de samba Grande Rio. Segundo o MPRJ, os irmãos Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Claudio Nunes Coutinho, apontados como líderes da organização criminosa, são primos de Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho, presidente de honra da agremiação.
João Ribeiro de Oliveira, outro integrante do bando é, por sua vez, irmão de Helinho. O relatório do MPRJ afirma que João Ribeiro de Oliveira chega a afirmar que não “caiu de paraquedas” no bando, justamente por ser irmão de Helinho, e que diversos denunciados também fazem questão de ostentar seus vínculos com a escola de samba. O documento relata que em uma das imagens João Ribeiro de Oliveira aparece conversando com Francisco Sergio Simões, o Serginho, no “escritório” do bando usando uma máscara com o símbolo da Grande Rio.
O esquema funcionava da seguinte maneira: A organização criminosa adquiria cigarros de uma marca específica, através de pessoas jurídicas formalmente constituídas e ligadas aos líderes do bando. Após serem adquiridos da fabricante, os cigarros eram levados em caminhões para centros de distribuição, que ficam nas cidades de Duque de Caxias, Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes.
No centro de distribuição os cigarros eram repassados para os integrantes do grupo conhecidos como operadores, que são os responsáveis pela entrega do produto aos comerciantes finais (vítimas de extorsões e roubos). Nas áreas de influência do bando, os comerciantes finais eram, então, constrangidos, mediante grave ameaça, a somente adquirirem as marcas comercializadas pelos criminosos, assim como observar o tabelamento de preços por eles determinados.
A organização se utilizava de fiscais e seguranças para ameaçarem comerciantes que vendem marcas que não aquelas autorizadas pelo bando, bem como aqueles que compram cigarros de pessoas não ligadas aos criminosos e/ou descumprem o “tabelamento” de preços.
Aqueles comerciantes que, nas áreas de influência do bando, optavam por vender cigarros diversos daqueles comercializados pela organização, tinham suas mercadorias apreendidas, e recebiam ameaças.
Em conjunto com as polícias Federal e Civil e a Receita Federal foi realizada nesta quinta-feira (24) a ‘Operação Fumus’ e quatro acusados foram presos. Um dos presos é o policial militar Flávio Lúcio de Oliveira, lotado no 40º BPM (Campo Grande). O PM Adriano Teixeira também foi preso. A polícia apreendeu documentos, telefone celulares, mais de R$ 55 mil em espécie e grande quantidade de cigarros. A organização criminosa é acusada de extorsão, roubo, corrupção, lavagem de dinheiro, duplicada simulada e delitos tributários.
Estrutura da organização
Os irmãos Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Claudio Nunes Coutinho são os “patrões” e líderes da organização criminosa. Os dois são primos de Helinho, presidente de honra da Grande Rio. Também ocupa a função de “patrão”, mas em menor grau, Pedro Henrique Pinheiro Carvalho.
Os “patrões” são os responsáveis pela gestão do esquema criminoso e destinatários finais dos lucros obtidos com as atividades espúrias, além de empenharem suas empresas no exercício da atividade criminosa. Na qualidade de gestores do esquema criminoso, Adilsinho e Claudio Nunes Coutinho lotearam as áreas de atuação do bando, sendo cada irmão Coutinho responsável por determinadas áreas.
Cada “patrão” comercializava de 600 a até mais de mil caixas de cigarros por mês, levando-se em conta apenas o centro de distribuição situado no “escritório”. Assim, o montante de unidades de cigarros comercializadas pelo bando, levando-se em conta apenas o “escritório” de Duque de Caxias, alcança a marcas que ultrapassam a 10 milhões de cigarros por mês.
Ainda de acordo com o relatório do MPRJ, o segundo escalão da organização criminosa é dividido entre João Ribeiro de Oliveira, irmão de Helinho, Marcio Roberto Braga e o policial militar Wallace Soares Gonçalves, o Cabeça ou Kbça, ao todo, seis policiais militares estão entre os denunciados.
Na divisão dos lucros, os membros de primeiro escalão levavam 70% e os de segundo escalão ficavam com 30%. O faturamento entre os meses de setembro de 2019 e fevereiro de 2020 totalizou R$ 9,3 milhões, com média mensal de mais de R$ 1,5 milhão. Desde 2019, até os dias atuais, a organização faturou mais de R$ 45,1 milhões.
Envolvimento com a milícia e tráfico
Outro modo de atuar do bando, característico de suas extorsões, é a realização de parcerias com outras organizações criminosas, sejam elas ligadas ao tráfico de drogas ou a milícia, se valendo da
estrutura de medo e coação que tais grupos exercem em suas áreas de domínio, para obrigar os comerciantes daquelas áreas a, apenas, venderem as marcas e cigarros do grupo.
Segundo a denúncia do MPRJ, a parceiria entre as organizações criminosas fica clara em ligações entre os acusados, onde citam áreas de domínio da milícia. Em um dos áudios, Francisco Sergio Simões, o Serginho, relatou seu encontro com milicianos para o acusado Henrique da Silva Turques. Membros dos primeiros escalões do bando também estão envolvidos com a exploração do jogo do bicho, de bingos e máquinas caça-níquel.
De acordo com o MPRJ, o bando contava com “ajuda de funcionários públicos e se valeu dessa condição para a prática dos delitos, além de manter conexões com outras organizações criminosas independentes, ligadas ao tráfico de drogas e milícias”.
Denúncia de ex-integrante
Segundo a denúncia feita pelo MPRJ, a investigação ainda contou com provas obtidas através de acordo de colaboração premiada celebrado com um ex-integrante da organização criminosa. O colaborador era comerciante de bebidas, comidas e cigarros em Duque de Caxias e, inicialmente, foi vítima dos criminosos, pois teve cigarros “apreendidos” (roubados) pelo bando e passou a ser obrigado, mediante grave ameaça, a vender os produtos da organização criminosa.
Com o passar do tempo, o colaborador acabou entrando para o grupo, assumindo a posição de “operador”, e era responsável pela distribuição dos cigarros para os comerciantes vítimas e pela realização da fiscalização sobre eles. Mas, em 2019, se desentendeu com um integrante do bando e acabou rompendo com os criminosos.
Após ameaças, o ex-integrante resolveu procurar a policia para contar o que sabia sobre a organização criminosa em troca de proteção.
Lista dos denunciados
ADILSON OLIVEIRA COUTINHO FILHO
ADRIANO TEIXEIRA BASTOS
ALEXANDRE DA ROCHA GONÇALVES (v. “Barão”)
ALOISIO DE SOUZA (v. “Mito”)
CARLOS AUGUSTO DE CASTRO RODRIGUES (v. “Guto”)
CARLOS HENRIQUE DE ARAÚJO (v. “Henrique Máquina”)
CLAUDIO NUNES COUTINHO
CLAUDIO LUIZ STOLET HERDY
CRISTIANO RIBEIRO RODRIGUES
DAVIDSON DA COSTA VIANA BRAGA
DIEGO CANDIDO SOARES
DIVINO JULIO DE ASSIS
FÁBIO BASSON DE MELO (v. “Fabinho”)
FLAVIO LUCIO DE OLIVEIRA LEMOS (v. “Bololó”)
FRANCIS COUTINHO SOARES
FRANCISCO SERGIO NUNES SIMÕES (v. “Serginho”)
GLEISON GOMES BARBOSA (v. “Siri”)
GUTEMBERG ANDRADE DE SANTANA
HENRIQUE DA SILVA TURQUES
HENRIQUE OLIVEIRA DE ARAÚJO (v. “Riquinho”)
IGOR AGUIAR BAPTISTA DE OLIVEIRA (v. “Cara de Cavalo”)
IGOR GUIMARÃES SILVA
JOÃO RIBEIRO DE OLIVEIRA
JOSÉ MOACYR FERNANDES DE OLIVEIRA (v. “Cabeça”)
LUÍS CLÁUDIO SOUZA DAS NEVES (v. “Gordinho” ou “Gordinho do Gelo”)
MARCELO SILVESTRE DA SILVA (“Salu”)
MARCIO ROBERTO BRAGA
MARCO ANTÔNIO CASADO LIMA (v. “Batata”)
PEDRO HENRIQUE PINHEIRO CARVALHO
RAFAEL ARAÚJO DA SILVA
ROGGER FERNANDES
RONALD MACHADO DA CRUZ
RONILE DE OLIVEIRA SANTOS
SIDICLEI SEBASTIÃO DE FREITAS (v. “Moa”)
VAGNER OLIVEIRA DE ANDRADE (v. “Fortinho”)
VITOR HUGO GONÇALVES DA SILVA OLIVEIRA (v. “Agonia”)
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e o município do Rio de Janeiro celebraram, nesta segunda-feira (21/06), Termo de Cooperação cujo objetivo é reforçar o trabalho de combate a ocupações e construções ilegais, estando ou não em áreas de floresta ou em demais formas de vegetação especialmente protegidas. Para isso, o termo, assinado pelo procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, na sede da administração municipal, prevê a união de ações entre os signatários, com a permanente troca de informações, elementos e materiais sobre o ordenamento urbano. Tais dados, em sua maioria, serão apurados a partir das operações rotineiras realizadas pela Prefeitura na cidade.
Durante a assinatura do documento, o procurador-geral de Justiça explicou à imprensa que a iniciativa do MPRJ de solicitar as informações à Prefeitura atende a um compromisso assumido por ele, no início de sua gestão, para avançar no controle das ocupações urbanas desordenadas, evitando-se, assim, danos e tragédias ambientais. “A solicitação do MPRJ acolhida pelo prefeito permitirá que essas informações tenham um fluxo mais rápido para dar subsídios à atuação do Ministério Público na área ambiental, de defesa da ordem urbana e na área criminal”, afirmou o procurador-geral de Justiça.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, declarou que a Prefeitura está agindo contra a ocupação irregular do solo, “que é uma indústria consolidada a partir do fortalecimento das milícias na cidade”. Paes disse, ainda, que com o fluxo de informações geradas a partir das ações da Prefeitura e repassadas ao MPRJ, “os elementos vão receber a devida punição, respondendo pelos seus atos perante a Justiça. Tenho certeza que com essa parceria vamos conseguir avançar muito no combate a esse tipo de crime, especialmente contra a indústria imobiliária miliciana que existe no Rio de Janeiro”, afirmou o prefeito.
Para o cumprimento da proposta, o MPRJ e o município do Rio se comprometem a designar agentes para o acompanhamento do presente termo de cooperação; a compartilhar, entre si, informações, processos, documentos, equipamentos, bem como denúncias recebidas em seus canais próprios de comunicação, bem como acompanhar e/ou executar, em conjunto, quando for acordado, operações de interesse mútuo. Por fim, assumem o compromisso de estabelecer, por acordo das partes, protocolos de atuação que permitam a célere apuração das denúncias apresentadas, com a tomada das providências de urgência administrativas e judiciais aplicáveis, respeitadas as respectivas atribuições legais e constitucionais.
O Termo de Cooperação terá a validade inicial de 60 meses, a contar da data de assinatura, e pode ser prorrogado. A sua execução não implica em transferência de recursos financeiros entre os partícipes, devendo cada um arcar com os próprios custos. O documento destaca a importância de os órgãos públicos atuarem em conjunto diante da necessidade de garantir a ordem urbana, a fim de evitar danos decorrentes de invasões, ocupações desordenadas e obras irregulares, assegurando o cumprimento da legislação urbanística, para preservar os espaços coletivos, a propriedade e a cidade.
Compareceram à assinatura do Termo, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística, promotora de Justiça Patrícia Gabai Venâncio; o coordenador-geral de Segurança Pública do MPRJ, promotor de Justiça Reinaldo Lomba; o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale; o secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere; e o chefe de gabinete do prefeito, Fernando Dionísio.