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Em ação conjunta, PM e Detran.RJ realizam mais de 300 abordagens

Agentes de fiscalização de trânsito do Detran.RJ e policiais militares realizaram, no sábado (14/08), 329 abordagens no início das operações conjuntas com foco na segurança pública e na regulamentação do trânsito. O primeiro dia teve 15 veículos apreendidos e 236 autos de infração emitidos em ações realizadas nos bairros Copacabana e Méier, na cidade do Rio de Janeiro, e nos municípios de Niterói, Petrópolis e São Gonçalo.

Durante as abordagens em São Gonçalo, no bairro Barro Vermelho, duas pessoas foram conduzidas para a delegacia após duas placas que seriam de um veículo roubado terem sido encontradas na revista ao carro em que estavam.

As ações seguirão ocorrendo diariamente em todo território estadual. A parceria entre a Secretaria de Estado de Polícia Militar e o Detran foi firmada para atender a duas finalidades. Uma, na área de segurança pública, é a repressão aos criminosos que circulam pelas vias urbanas utilizando motocicletas e carros. A segunda é a identificação de veículos irregulares e motoristas não habilitados.

– Nos últimos meses, o Detran vem intensificando as blitzes em todo o estado. Em algumas operações, utilizamos drones para ajudar a detectar os famosos “pegas”. Agora, damos início a essa importante parceria com a Polícia Militar. A população do Estado do Rio de Janeiro só tem a ganhar com as ações conjuntas. É mais um reforço para a segurança pública e viária – avalia o presidente do Detran.RJ, Adolfo Konder.

– Estas ações representam um importante trabalho conjunto em benefício de toda a sociedade. Tivemos nas ruas a união de esforços das duas instituições com as abordagens das equipes da Polícia Militar e a fiscalização dos agentes do Detran – afirma o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo.

Neste formato de atuação conjunta, os policiais militares fazem a primeira abordagem, determinando que os motoristas encostem o veículo na lateral da pista. Depois da checagem inicial dos documentos e de uma revista no veículo, os agentes do Detran começam uma fiscalização mais detalhada, tanto na documentação como nos itens de segurança do veículo, determinados pela legislação de trânsito.

 

Grávida que foi morta pelo marido se declarava para ele nas redes sociais: ‘Te amo tanto que até dói’

A grávida de seis meses Nahaty Gomes de Mello, de 33 anos, morta a tiros pelo marido, na noite desta sexta-feira, 13, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, se declarava para ele nas redes sociais. Ricardo Pinheiro Jucá foi autuado em flagrante por duplo homicídio – cometido contra a companheira e a sogra – e pela tentativa de homicídio contra o sogro, segundo a Polícia Civil.

Em seu perfil no Instagram, a mulher, que era juíza de paz, publicava mensagens de carinho para o companheiro em datas comemorativas, como o Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, e o Dia dos Pais, comemorado no domingo passado. Na última ocasião, Nahaty escreveu: “Meu amor, feliz dia dos pais!!”. “Nesses 6 meses do nosso pacotinho eu só tenho amor, gratidão e certeza de que nossa filha tirou a sorte grande em te ter como PAI!!”.

No dia 23 de maio, a vítima desejou feliz aniversário para o companheiro, com o recado: “Te amo tanto que dói!!”. E acrescentou: “Obrigada por fazer de mim uma pessoa melhor! Obrigada por todos os dias me fazer gargalhar, e obrigada por ser meu melhor amigo, meu marido e eterno namorado!”.

Já no Dia dos Namorados, Nahaty começou a postagem dizendo que a data é “um dia a mais para darmos valor a quem temos ao nosso lado!!”. “Meu marido é, e sempre será meu eterno namorado, pois buscamos cultivar sempre momentos leves, alegres, românticos, únicos! Casamento é bom demais, pq vc pode ter seu namorado (ou namorada) pertinho o tempo todo… o meu conselho para cada um é que nunca se esqueçam de aproveitar cada momento ao lado de quem se ama!”, finalizou.

Nas redes sociais, colegas e conhecidos de Nahaty lamentaram a sua morte. “Lamentável tudo o que aconteceu. Que Deus conforte todos os familiares!”, disse um homem. “Não dá para acreditar que ele tirou a sua vida”, publicou uma mulher. “Minha linda, meu doce, você e doutora Rose (mãe de Nahaty, morta na mesma ocorrência), agora, são estrelas. Sempre amarei vocês, pessoas maravilhosas. Meu coração está chorando”, postou outra internauta.

O crime
Em nota, a Polícia Militar informou que, na noite de sexta-feira, 13, policiais militares do 11ºBPM (Nova Friburgo) foram acionados para verificar ocorrência no bairro Cônego, no município de Nova Friburgo. No local, três pessoas foram encontradas feridas.

Segundo a PM, o Corpo de Bombeiros também foi acionado e socorreu uma pessoa ferida ao Hospital Municipal Raul Sertã. As outras duas pessoas feridas estavam em óbito. A equipe policial do 11ºBPM deteve um indivíduo na residência e apreendeu uma pistola calibre 9 mm e munições. Ocorrência encaminhada para a 151ª DP.

Em nota, a Polícia Civil disse que, de acordo com a 151ª DP (Nova Friburgo), um homem foi preso por policiais militares acusado de atirar na mulher grávida e nos sogros. A perícia foi realizada no local e o autor encaminhado ao sistema penitenciário.

Bailes funk registram aglomeração no Complexo da Penha e na Tijuca

Um baile funk no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio registrou aglomeração e pessoas sem máscara em plena pandemia da covid-19. O evento, conhecido como Baile da Penha, começou na noite de sábado (14) e foi até o inicio da manhã deste domingo (15). Por conta do baile, “Penha” chegou a ficar entre os assuntos mais comentados no Twitter nesta manhã.

Na rede social, usuários publicaram vídeos e fotos no local. Nas gravações, é possível ver grande aglomeração em volta de um palco. Diversas pessoas que estavam no local também comentaram sobre o evento. “Baile da Penha é muito bom”, escreveu um. “Penha ta lotado”, comentou outro.

Além do Complexo da Penha, também houve registro de baile na comunidade do Chacrinha, no Complexo do Turano, entre os bairros da Tijuca e Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. Nas redes sociais, moradores reclamaram do barulho do evento, que foi até a manhã de domingo e durou mais de 10 horas.

Questionada pelo DIA, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) informou que não realizará ações que possam colocar em risco os moradores da comunidade ou agentes da fiscalização, já que “trata-se de área que sofre influência do crime organizado, com necessidade de operação policial e riscos concretos de enfrentamento bélico”.

 

Ensaios fotográficos de casamento em locais inusitados, como estações de trem e do BRT, viram moda no Rio

Uma pausa para o lanche entre a cerimônia religiosa e a festa rendeu um ensaio fotográfico inusitado para o álbum de casamento de Alexandre Oliveira, de 30 anos, e Isabelli Marquezini, de 20. As imagens foram feitas pela fotógrafa Patrícia Spilari, de 38, que acompanhava os noivos, no último dia 17. O cenário escolhido foi a loja de uma rede de fast food na Estrada do Monteiro, em Campo Grande. A ousadia vai sempre render boas recordações. Não é a primeira vez que noivos escolhem locais inusitados para fazerem seus ensaios de casamento. E mais: parece que está virando moda! Estação de BRT e de trem, cooperativa de reciclagem de lixo e até cozinha industrial já foram os cenários eleitos para eternizar o momento único.

— Um ensaio comum não ficaria tão marcado na nossa memória. Foi mágico, as pessoas na rua filmando, os carros buzinando, os clientes e funcionários interagindo e batendo palmas. Será inesquecível — descreve a jovem, que mora em Angra dos Reis.

A fotógrafa, que há dez anos é especializada em casamentos, disse que foi a primeira vez que recebeu um pedido tão inusitado. Ela postou as imagens em suas redes sociais e foi o suficiente para começar a surgirem outras solicitações parecidas:

— As fotos bombaram. Não esperava que fosse assim.

Em dezembro de 2019, antes da pandemia, o biólogo Daniel Soares Alves, de 38, se casou com a nutricionista Bianca da Silva Coutinho, de 33. O local escolhido para o ensaio de casamento foi uma cooperativa de recicláveis, em Maria da Graça.

— Teve um momento na minha história que vivi da catação de lixo, que é um trabalho digno, e o ensaio foi uma espécie de homenagem a essa trajetória.

Quando se casaram, em 2017, Adailto Ribeiro Fonseca, de 43 anos, e Luciana de Freitas Rios Fonseca, de 39 anos, de Campo Grande, resolveram fazer no pré-ensaio uma homenagem à profissão de ambos e ao local de trabalho que os uniu: uma cozinha industrial. O cenário escolhido pelos dois confeiteiros fica no Rio Comprido.

— A gente se conheceu trabalhando num hotel, em Copacabana. Eu era a confeiteira da noite e ele do dia, mas como sempre passávamos do horário acabávamos nos encontrando e viramos amigos. Depois de dez anos começamos a namorar. Quando decidimos nos casar, queríamos o ensaio para o álbum do casamento num lugar que homenageasse a nossa profissão e a maneira como nos conhecemos — explicou Luciana, que tem uma fábrica de pães artesanais em sociedade com o marido no bairro onde moram.

Outro casal que se conheceu no trabalho também quis eternizar a profissão que os uniu no álbum de casamento. O controlador ferroviário Luiz Cláudio Carvalho Penna, de 50, e a maquinista Eliana Penna, de 38, se casaram em 2016 numa estação da SuperVia. O ensaio foi num trem.

— Ela se vestiu de noiva na Central do Brasil e foi levada por um trem, reservado para a ocasião, até a estação Engenho de Dentro, onde a cerimônia foi realizada com direito a convidados, coquetel, músicos e tudo que tinha direito. Vai ficar marcado para sempre em nossa vida — diz o morador de Jardim Sulacap: — A gente ama ser ferroviário e se unir com uma pessoa que trabalha junto e gosta da mesma coisa é especial.

O amor não é passageiro

O cabeleireiro Emerson Costa, de 43, e a advogada Daniela Moratelli, de 39, são a prova de que o amor não é passageiro. Eles se conheceram numa viagem de BRT e, quando se casaram, em 2017, fizeram questão de um ensaio dentro da estação Rio 2, do Transcarioca, onde se viram pela primeira vez, numa fila para pegar o coletivo.

— Eu morava na Vila da Penha e trabalhava perto do Rio 2. Estava vindo cansado do trabalho quando a encontrei pela primeira vez no BRT. Quando olhei para ela, meu coração bateu mais forte. Fui até ela, pensei que fosse levar um toco, mas puxei assunto. Falei que era cabeleireiro e elogiei os cabelos dela. Quando ela falou que ia descer, pedi o número telefone dela. Nos encontramos dias depois, sempre no BRT, onde fiz o pedido de casamento também, com direito a entrega de aliança. Somos a prova de que amor à primeira vista acontece — disse o cabeleireiro, que hoje mora em Portugal com a esposa.

Apesar de o encontro no BRT ter sido inesquecível para Emerson, a mulher dele garante que a ideia do ensaio na estação foi dela.

— Não gostaria que fosse igual ao que todo mundo estava fazendo, que era um ensaio na praia ou em algum parque arborizado — contou, acrescentando que a iniciativa surpreendeu parentes e amigos, que no final acabaram aprovando.

 

Homem é preso suspeito de matar esposa grávida e a sogra, e de balear o sogro no Rio de Janeiro

Um homem, de 43 anos, foi preso suspeito de ter matado a esposa, de 33 anos, que estava grávida de seis meses, e a mãe dela, de 67 anos, e de ter baleado o sogro, de 75 anos, na noite desta sexta-feira (13/08) em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. O crime aconteceu em uma residência na Rua Venceslau Braz, no bairro do Cônego. O suspeito, identificado como Ricardo Pinheiro, seria tabelião de um cartório. Na casa em que o crime aconteceu os policiais apreenderam uma pistola de calibre 9mm com três carregadores, arma que teria sido usada no crime.

De acordo com informações do 11º Batalhão de Polícia Militar, policiais foram ao imóvel após o batalhão ter sido acionado para uma ocorrência em que um homem estaria armado e ameaçando uma família. Quando os policiais chegaram ao imóvel encontraram uma das vítimas, o sogro do suspeito, na frente da residência. Ao entrar no portão do imóvel, os policiais encontraram o suspeito, que precisou ser contido. Já na sala da casa os PMs encontraram Rosemary Gomes de Mello morta. A filha dela, a gestante Nahaty Gomes de Mello, que trabalhava como juíza de paz, foi encontrada morta no segundo andar do imóvel. No último domingo, dia dos pais, Nahaty fez uma postagem em uma rede social.

“Meu amor, feliz dia dos pais!! Nesses 6 meses do nosso pacotinho eu só tenho amor, gratidão e certeza de que nossa filha tirou a sorte grande em te ter como PAI!”, publicou Nahaty.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi ao local e constatou o óbito das mulheres. A terceira vítima, o sogro do suspeito, foi socorrido pelos militares e encaminhado ao Hospital Raul Sertã, onde permanece internado. Já o suspeito foi levado para a 151ª Delegacia de Polícia de Friburgo, onde o caso foi registrado. A Polícia ainda não informou a motivação para o crime. Ele será encaminhado para uma unidade prisional do estado para passar por uma audiência de custódia.

Duas pessoas morrem em grave acidente no RJ

Dois homens, ainda não identificadas, morreram em um grave acidente envolvendo um caminhão e uma bicicleta na tarde deste sábado (14), no Km 50, da BR-101, altura de Travessão, em Campos.

Segundo informações da Arteris Fluminense, uma vítima teria sido aremessada do caminhão e a outra vítima foi o ciclista. Ambos não resisitiram ao impacto da batida e morreram no local.

Segundo informações obtidas pelo NF Notícias, uma criança foi socorrida por populares para o Hospital Ferreira Machado.

URGENTE | Ex-deputada Flordelis acaba de ser presa no Rio de Janeiro

A ex-deputada federal Flordelis foi presa em sua casa, em Niterói, por volta das 18h40 desta sexta-feira (13), pela Polícia Civil do Rio.

Ao deixar a casa, a ex-deputada carregava uma Bíblia e disse a seus familiares “Amo vocês, fé em Deus”.

Flordelis é acusada de ser a mandante da morte do então marido, o pastor Anderson, assassinado na porta de casa em 16 de junho de 2019.

Em redes sociais, Flordelis divulgou um vídeo falando que estava indo presa, e pedindo orações (assista abaixo).

“Olá gente, chegou o dia que ninguém desejaria chegar. Estou indo presa por algo que eu não fiz, por algo que eu não pratiquei. Eu não sei para quê, mas estou indo com força e com a força de vocês. Orem por mim. Orem, orem. Uma corrente de oração na internet. Busquem a deus, está bom? Um beijo, amo vocês”.

A decisão se dá 48 horas após a ex-deputada ter o mandato cassado, e depois de dois pedidos de prisão: um feito pelos advogados da família de Anderson, que atuam como assistentes de acusação, outro pelo Ministério Público do Rio, protocolado nesta sexta.

A defesa de Flordelis entrou com pedido de habeas corpus.

 

11 denunciados

 

Em agosto de 2020, ela e outras 10 pessoas foram denunciadas pelo assassinato de Anderson do Carmo de Souza.

Na época, Flordelis não teve sua prisão pedida por ter imunidade parlamentar.

 

Perda de foro

Na última quarta-feira (11), no entanto, a Câmara dos Deputados cassou seu mandato por quebra de decoro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Câmara na última quinta-feira (12).

“Com a perda do mandato de parlamentar, a situação jurídica da ré deve ser revista, para sanar a desproporcionalidade que havia entre as medidas cautelares impostas e os fatos imputados e as condutas que a ré praticou para interferir na instrução e se furtar no momento da aplicação da lei penal”, diz o pedido encaminhado à 3ª Vara Criminal de Niterói.

No documento, destaca o MPRJ que, ao longo de toda a persecução penal, ficou claro que a liberdade da ré colocava em risco tanto a instrução criminal quanto a aplicação da lei penal e que, mesmo sendo cabível e necessária sua prisão preventiva, a decretação só não foi possível devido à imunidade parlamentar.

Blogueira e amigas suspeitas de estelionato têm nova prisão decretada após deboche na web

O Tribunal de Justiça do Rio, através da 1ª Vara Especializada Criminal do Rio, determinou novamente a prisão da blogueira Anna Carolina de Sousa Santos, de 32 anos, e de outras quatro cúmplices por roubar cartões de créditos de vítimas. No início do mês passado, o grupo foi preso em flagrante em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Elas foram soltas após 20 dias, sem que o Ministério Público fizesse nenhuma denúncia durante o período de reclusão.

As acusadas Rayane Silva Sousa, de 28 anos; Yasmim Navarro, de 25; Gabriela Silva Vieira, de 20; e Mariana Serrano de Oliveira, de 27, além de Anna Carolina, seriam integrante de uma quadrilha especializada em uma prática criminosa conhecida como ‘golpe do motoboy’. As mulheres forjavam uma situação de que os clientes tiveram seus cartões de crédito clonados e se passavam por operadoras de administradoras de cartão de crédito.

Barraco: amante leva surra pela 2ª vez e é jogada da escada por não largar o macho da amiga

Um vídeo que circula nas redes sociais nesta quinta-feira (05) mostra o momento em que a esposa vai na casa da amante para bater nela. A pancadaria ocorre em uma escada.

De acordo com informações, a amante acordava à 6h da manhã já querendo o marido da outra. Ela mandava mensagens, “Ela dizia que o café estava pronto e faltava apenas o leite, ela pedia leite ”, disse a esposa.

Cansada de ser traída, pois a mesma já havia flagrado a amante com o seu marido ‘Geraldão’ e também já havia dado uma surra na ‘talarica’, a esposa foi de novo tentar acabar com o relacionamento extraconjugal.

A ‘corna’ chega braba e puxa a mulher da escada, dá uma série de tapas na cara dela e grita que ela é uma vadia, safada e cadela. Ela chega a rasgar a blusa da amante e deixá-la com os seis a mostra.

Uma mulher tenta apartar a situação mas quase é agredida.

Com informações do site: PORTAL CM7

Vendedora é demitida por justa causa após denunciar tentativa de estupro

Uma vendedora foi demitida por justa causa após denunciar uma tentativa de estupro que sofreu por dois colegas de trabalho na loja da TIM Norte Shopping. De acordo com a vítima o assédio aconteceu um dia antes de entrar de férias, no dia 15 de abril, por um consultor e o gerente geral da unidade. Em um longo desabafo em suas redes sociais, ela afirmou que era humilhada e recebia constantes ameaças deles, caso continuasse com as denúncias. O caso está sendo investigado pela 23ªDP (Méier).

“Eu vivi o pior dia da minha vida. Entrei na cozinha como de costume, subi para beber água e fui pega de surpresa pelo meu colega de trabalho, um consultor igual a mim e pelo meu gerente geral. Eles apagaram a luz e fui empurrada para o gerente pelo ‘colega de trabalho’. Minha mente paralisou na hora, não conseguia assimilar por que comigo e o por que de estarem fazendo aquilo, foram minutos angustiantes. Ele passou a mão no meu corpo, ele pressionava tão forte o seu corpo contra o meu e beijava o meu pescoço de forma rígida e rápida, enquanto continuava passando a mão no meu corpo, enquanto eu pedia para ele parar e quando vi que seria dali para pior, lembrei de uma “colega de trabalho” que tinha subido junto comigo porque marcamos de almoçarmos juntas”, disse a vendedora.

Ela contou que começou a gritar pela mulher várias vezes até que ela veio socorrê-la, mas ao tentar abrir a porta, não conseguiu, porque os homens haviam trancado. Segundo ela, em todo momento eles ficavam rindo da situação, enquanto sua agonia aumentava.

“Quando essa colega fala: ‘denuncia eles’ (pelo canal interno que a TIM disponibiliza), eles abriram a porta e eu consegui sair. Seguro na mão dela meio trêmula e falo que estou nervosa. Depois subimos para almoçar e contei a ela o que tinha acontecido e que estava com muita vergonha. Entrei de férias no dia seguinte e somente quis esquecer tudo aquilo. Porém o meu corpo e mente já estavam corrompido pelo que fizeram comigo, então voltei no dia 03.05.2021 e só de pisar na loja eu me tremia, subia para sala do ar de condicionado e chorava sozinha, ainda com muita vergonha e medo de perder o emprego e ainda sem entender o porquê eles fizeram isso comigo”, continuou.

Ela disse que era uma das melhores vendedoras, recebia premiações e sempre foi gentil com todos. No entanto, após esses episódios de assédio seu rendimento começou a cair, desencadeando crises de ansiedade e depressão.

“De tanto conversar com essa ‘colega de trabalho’, descobri que ele (o gerente) estava dizendo para todos que não me pegou porque não quis, me humilhando e me ameaçando junto com o consultor caso eu continuasse com a denúncia, lembrando que eu estava no meu ambiente de trabalho. Meu rendimento caiu, não conseguia mais atender um cliente, porque eu sempre estava com lágrimas nos olhos, mas ainda sim tentando ser profissional com o gestor e com o colega de trabalho. Mal eu sabia ali que me calando, eu estava me sufocando por dentro, desencadeando a minha depressão”.

Segundo a vendedora, ela tomou coragem e resolveu fazer uma denúncia interna na TIM e responder uma avaliação da gestão do gerente geral. “Mal eu sabia que minha vida se tornaria ainda pior. Aí começou o olhar de cara feia, a exclusão dos grupos de trabalho para o meu bom desempenho profissional, até que no dia 01.06.2021 ele me chama até a sala e depois chama os dois colegas de trabalho que presenciaram, que eu fui atacada, humilhada de várias formas, ameaçada e coagida, simplesmente porque ele teve acesso a denúncia e a avaliação da sua gestão que eu claramente respondi de forma negativa a gestão dele”.

Ela disse que mesmo muito abalada, nesse mesmo dia, registrou um Boletim de Ocorrência na 23ªDP (Méier) e depois foi parar no hospital. “Enviei o R.O e o atestado médico de 2 dias para minha coordenadora e manager, em forma de um pedido de ajuda que nunca veio, ainda fui chamada de Priscila por uma MANAGER que sequer prestou qualquer ajuda ou procurou saber meu nome. No outro dia a minha ansiedade estava pior, eu estava extremamente abalada a ponto da médica pedir vigilância da família sobre mim e me dando outro atestado, agora de 5 dias”.

“No último dia de atestado em um domingo recebi uma mensagem via WhatsApp da coordenadora pedindo para que eu fosse para loja da TIM NYCC, um detalhe muito importante que a mesma coordenadora e manager, queria que eu voltasse para mesma loja do Norte Shopping. Queria que eu convivessem com os meu abusadores, mas depois de muita insistência enfim fui. Não estava bem mas não queria agir de má fé com a empresa colocando mais atestados. Quando chego na loja sou bem recebida, porém novamente tive uma crise intensa de ansiedade e pedi ao gerente para subir e ficar lá esperando o meu namorado me buscar para me levar para casa. Então subo e logo em seguida para minha surpresa o gerente fala que a coordenadora está na loja e queria falar comigo, pedi a ele para que ela subisse pois não estava bem e quando a mesma subiu me demitiu por justa causa, no meio de uma crise de ansiedade e me demitiu de forma humilhante, falando sobre eu ter ferido a honra dos meus superiores e colegas de trabalho, quebrando assim o código de ética da TIM”.

“Depois de tudo isso que vivi, me senti perdida, só chorava e meu corpo queimando, dor no peito, minhas mãos suadas, até vir o diagnóstico de depressão, ataque de pânico e estresse pós-traumático. Só queria a ajuda da empresa, eu estava falando a verdade, não teria motivo para mentir e destruir minha carreira e minha vida. Agradeço do fundo do meu coração os policiais da 23ªDP, que investigaram a fundo e indiciaram os dois. Essa dor que sinto, essa ansiedade e ataques de pânico, se Deus quiser irão passar uma dia. Mas eu nunca vou esquecer o que esses dois fizeram e a ajuda que pedi e não tive. Agradeço a Deus pela família maravilhosa que tenho, pelo meu namorado, por terem ficado ao meu lado em todos esses momento. Que a TIM mude a sua estrutura de ‘denúncias anônimas’, que ouçam mais os seus funcionários, pois o meu namorado ainda está lá de forma profissional buscando tirar um sustento para nossa família, e sei que existem mais casos semelhantes e que muitas se calam mediante o silêncio da empresa”, encerrou.

Procurada pela reportagem do MEIA, a TIM informou que “repudia qualquer situação de assédio” e esclareceu que “o caso encontra-se sob apuração sigilosa por parte das autoridades competentes, motivo pelo qual tem se mantido respeitosamente silente.” A empresa também lamentou o episódio e disse que entrou em contato com a ex-colaboradora para prestar apoio e suporte psicossocial a toda sua família. A operadora ainda afirmou que afastamento da vendedora se deu por “causas anteriores e totalmente alheias aos fatos relatados” e que “afastou do trabalho os dois colaboradores arrolados no inquérito.” Confira a nota na íntegra:

“A TIM repudia qualquer situação de assédio e esclarece que o caso encontra-se sob apuração sigilosa por parte das autoridades competentes, motivo pelo qual tem se mantido respeitosamente silente. A empresa lamenta a situação exposta pela ex-colaboradora e informa que entrou em contato com a mesma para prestar apoio e suporte psicossocial a toda sua família. A empresa esclarece que qualquer decisão tomada com relação a seus colaboradores é sempre feita de forma imparcial e baseada em fatos apurados e documentados. Assim, o afastamento da colaboradora se deu por causas anteriores e totalmente alheias aos fatos relatados. A TIM trata com máxima atenção, seriedade e sigilo as denúncias e manifestações recebidas em seu Canal de Denúncias, como ocorreu no presente caso. Em função da abertura do processo criminal, a empresa afastou do trabalho os dois colaboradores arrolados no inquérito.”