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Pesquisa IPESPE mostra que apoio de Bolsonaro a Crivella poderia levá-lo à liderança nas Eleições 2020

Existe um bom motivo para Marcelo Crivella (Republicanos) insistir tanto em aparecer do lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido): os votos que o capitão pode transferir para o bispo que 4 anos atrás prometeu “cuidar das pessoas”.

Uma pesquisa do instituto de pesquisas IPESPE, registrada no TSE sob o nº RJ-04390/2020 e divulgada no jornal Correio da Manhã, mostra que na hipótese de ter o apoio expresso e declarado de Bolsonaro, Crivella Poderia chegar a 22%, enquanto Eduardo Paes (DEM) ficaria com 19% (um empate técnico, com vantagem para o sobrinho de Edir Macedo, atual prefeito).

A pesquisa, que já se encontra um pouco defasada, foi feita com 1.000 moradores do Rio por telefone, em 27 de agosto, antes, então, do afastamento do governador Wilson Witzel (PSC) e do muito divulgado escândalo dos chamados Guardiões do Crivella. E traz 2 cenários : o 1º com o nome dos prováveis candidatos a prefeito em 2020, incluindo Marcelo Calero (Cidadania) que já retirou a sua candidatura e agora apóia Eduardo Paes. E o 2º cenário, informando quem poderia apoiar cada candidato.

1º Cenário

Abaixo segue o resultado do 1º Cenário, contendo entre parênteses os números da pesquisa do Instituto Paraná, divulgados em 21 de Agosto. Lembrando que são metodologias diferentes, mas vale a comparação.

A margem de erro do estudo é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com uma confiabilidade de 95,5%.

  1. Eduardo Paes (DEM) – 25% (28,6%)
  2. Marcelo Crivella (REP) – 16% (15,4%)
  3. Martha Rocha (PDT) – 7% (9,3%)
  4. Benedita da Silva (PT) – 7% (7%)
  5. Cabo Daciolo (PL) – 5% (5,1%)
  6. Renata Souza (PSol) – 2% (0,9%)
  7. Marcelo Calero (CID) – 1% (1%)
  8. Clarissa Garotinho (PROS) – 1% (3,1%)
  9. Paulo Marinho (PSDB) – 1% (1,5%)
  10. Cristiane Brasil (PTB) – 1% (1,1%)
  11. Glória Heloíza (PSC) – 1% (0,9%)
  12. Rodrigo Amorim (PSL) – 1% (1%)
  13. Fred Luz (NOVO) – 1% (0,9%)
  14. Hugo Leal (PSB) – 0% (1,1%)
  15. Paulo Messina (MDB) – 0% (0,4%)
  • Não Sabe – 9% (4,3%)
  • Nenhum – 22% (18,5%)

2º Cenário

No 2º cenário, o Ipespe diminui o número de candidatos de 15 para 8, retirando nomes muito ligados ao Bolsonarismo como Rodrigo Amorim (PSL) e Cristiane Brasil (PTB), cuja presença na listagem poderia mudar o resultado da pesquisa.

  1. Marcelo Crivella, com o apoio de Jair Bolsonaro – 22%
  2. Eduardo Paes, com o apoio de Rodrigo Maia – 19%
  3. Benedita da Silva, com o apoio de Lula – 10%
  4. Delegada Martha Rocha, com o apoio de Ciro Gomes – 10%
  5. Renata Souza, com o apoio de Marcelo Freixo – 7%
  6. Fred Luz, com o apoio de João Amoêdo – 2%
  7. Clarissa Garotinho, com o apoio de Anthony Garotinho – 2%
  8. Juíza Glória Heloíza com o apoio de Wilson Witzel – 0%
  • Não Sabe/Não Respondeu – 9%
  • Nenhum/Branco Nulo – 20%

Policia realiza operação para prender integrantes da milícia em comunidade na Zona Oeste

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), realiza nesta quarta-feira (02/09) a operação “Intocáveis III”. O objetivo é cumprir mandados de prisão preventiva contra três, dos seis denunciados à Justiça pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de 14 mandados de busca e apreensão. Os denunciados integram a milícia que atua em Rio das Pedras e adjacências. A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital, que deferiu as medidas cautelares.

De acordo com a denúncia, o grupo denunciado é liderado por Marcus Vinicius Reis dos Santos, o “Fininho”, denunciado na primeira fase da operação “Os Intocáveis” e que encontra-se custodiado. Mesmo da cadeia, “Fininho” continua dando ordens aos seus integrantes. Segundo as investigações, ele é considerado braço direito de Maurício Silva da Costa, o “Maurição”, um dos chefes da milícia que atua na região e também denunciado na primeira fase da operação “Os Intocáveis”.

Os demais integrantes da organização criminosa são: Bruno Leonardo Fonseca Teixeira, Thaisa Oliveira da Silva Teixeira, Fabricio Ferreira Godoi, e Fernando Braga Ribeiro, que atuavam como “laranjas”, dificultando o rastreio do patrimônio ilícito de “Fininho”. Já a denunciada Valdiane Moreira de Sousa auxiliava “Fininho” com a contabilidade da agiotagem, uma das atividades ilícitas mais lucrativas exploradas pela organização criminosa.

O patrimônio ilícito foi construído através da exploração de diversas atividades criminosas, como extorsões, grilagem e agiotagem, entre outros. De acordo com a investigação, o grupo criminoso obteve vantagens indevidas no valor mínimo de R$ 5.787.460,57, valores estes que foram submetidos a procedimentos de lavagem de dinheiro e agora estão bloqueados pela Justiça, a pedido do GAECO/MPRJ.

Tendo por finalidade dar aparência legal aos recursos ilícitos obtidos, “Fininho” engendrou a prática de diversas manobras de lavagem de dinheiro com o auxílio do grupo, dentre elas a conversão dos valores em ativos lícitos, mediante a aquisição de diversos bens imóveis e constituição de empresas, atribuindo-os a terceiros, sempre com a finalidade de ocultar e dissimular a origem e a propriedade dos recursos financeiros.

Durante o período em que esteve foragido, após a deflagração da operação “Os Intocáveis”, “Fininho” também se valeu das contas bancárias de integrantes da organização criminosa para guardar e movimentar valores, com o claro propósito de promover a lavagem de capitais obtidos de forma ilícita. Ainda de acordo com a denúncia, como também não possuía lastro econômico ou legal para as aquisições imobiliárias e movimentações financeiras, já que não possui vínculo empregatício ativo, “Fininho” dissimulava valores declarados em aquisições de imóveis de alto padrão, incompatíveis com seus rendimentos.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços nos bairros de Curicica, Recreio, Itanhangá, Jacarepaguá e Rio das Pedras. Entre os denunciados nesta terceira fase, Fernando Braga Ribeiro já encontra-se preso, após ser denunciado na operação “Os Intocáveis II”, por exercer a função de “laranja” do bando. Embora também tenha sido denunciado na operação anterior, Bruno Leonardo Fonseca Teixeira se encontrava foragido desde então.

Polícia procura homem que espancou idoso após discussão na zona oeste do Rio de Janeiro

 

O Portal dos Procurados divulga nesta quarta-feira, dia 02/09, cartaz para ajudar a 32ª DP – Taquara – com informações que possam levar a localização e prisão de Renato Figueiredo, de 57 anos. Renato, que é suboficial reformado da Aeronáutica, é o principal suspeito da morte de Valdecir Scheidegger Stauffer. Renato por se encontra em local não sabido já é considerado foragido da Justiça.

Um desentendimento entre os vizinhos de um condomínio na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, ocorrido no final de agosto do ano passado, terminou com a morte do aposentado Valdecir Stauffer, de 73 anos. Ele chegou a ficar internado por uma semana no hospital depois de ser diagnosticado com traumatismo craniano.

O motivo do desentendimento seria o cachorro de Renato, que costumava circular pelas dependências do condomínio sem coleira, segundo moradores. De acordo com as testemunhas, os dois vizinhos passeavam com seus cães em uma área comum do condomínio, quando se desentenderam e começaram uma discussão. Outros moradores contaram que ouviram a troca de acusações entre eles e em seguida um grito de socorro do aposentado. Ao chegarem ao local, Stauffer estava caído no chão desacordado e com um sangramento na cabeça. Valdecir teve múltiplas escoriações e hematomas em face e crânio, com rebaixamento do nível de consciência, conforme relatório médico.

A esposa do aposentado, disse que o marido conseguiu falar algumas palavras antes de ser internado. Segundo ela, Valdecir contou que tinha sido brutalmente agredido por Renato. Ela ainda comentou que o marido se incomodava com o fato de Renato andar com seu cachorro solto pelo prédio e que, inclusive, ele já teria atacado outros moradores.

Na noite do dia 01 de setembro o filho do Sr. Stauffer e outros vizinhos dirigiram-se à 32ª DP e registraram ocorrência naquela UPAJ com o fim de acusar Renato de tentativa de homicídio, dizendo àquela Autoridade Policial que o paciente teria agredido fisicamente a ora vítima com socos até que este desfalecesse, causando-lhe graves lesões.

Diante dos fatos e das investigações, e em decisão exarada pela Justiça, em conformidade com Autoridade Policial da 32ª DP – Taquara – a Delegada Titular Drª Carolina Salomão, foi expedido mandado de prisão, pela 3ª Vara Criminal da Capital, pelo crime de Homicídio – art. 121, §2º, incisos II, na forma do art. 14, inciso II, todos do Código Penal, porque impossibilitou a defesa da vítima e por um motivo banal, sendo decretada a prisão temporária do réu em 17/09/2019, Nº do Mandado de Prisão: 0221412-34.2019.8.19.0001.01.0001-14, com validade até 2039.

Quem tiver qualquer informação a respeito da localização de Renato Figueiredo, favor denunciar pelos seguintes canais: Whatsapp Portal dos Procurados (21) 98849-6099; pelo facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procuradosrj/, pela mesa de atendimento do Disque-Denúncia (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177 , ou pelo Aplicativo para celular – Disque Denúncia e também pelos aplicativos: https://twitter.com/PProcurados, e https://www.instagram.com/portal.dos.procurados, e em todos os casos  O Anonimato é garantido.

Todas as informações pertinentes sobre o caso de Homicídio, serão repassadas para 32ª DP, que está encarregada do caso e do inquérito criminal

 

Jovem morre afogado na baia de Sepetiba

 

Um jovem identificado apenas como Marcelo Julião, conforme consta em seu Facebook oficial, morreu afogado na baia de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. De acordo com as informações da página Sepetiba NotíciaRJ, o jovem teria sido encontrado – já sem vida – nas proximidades da Ilha do Tatu.

corpo foi levado para a unidade do Corpo de Bombeiros, da mesma região. Marcelo era muito querido. No facebook, amigos e familiares lamentam a lastimável perda.

Mais cedo, um parente chegou a publicar uma live mostrando o momento em que os agentes do Corpo de Bombeiros realizavam as buscas. O mar estava muito agitado.

LANCHONETE É ASSALTADA AGORA NOITE EM CAMPO GRANDE ( VÍDEOS)

 

Uma loja de açaí, localizada na estrada da cachamorra, na altura do número 795 em frente a uma casa de shows em Campo Grande na zona oeste do Rio de Janeiro
O assalto aconteceu por volta das 22:30 minutos , levando pertences dos donos, dinheiro, relógio…
Os vídeos da ação dos bandidos vocês podem ver abaixo

Morte da Sargento do Exercito no RJ!! Tem caroço nesse Angu…

A sargento do Exército Bruna Carla Borralho Cavalcanti de Araújo, de 27 anos, estava rendida quando foi baleada duas vezes na cabeça por um criminoso, na noite do último domingo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Testemunhas afirmaram à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) que ela levantou os braços acima da cabeça quando foi abordada pelo assassino. Os três sobrinhos da militar, de 3, 5 e 12 anos, estavam com Bruna no momento e viram a tia ser atingida.

Bruna voltava de um dia na Praia de Copacabana com o marido, sua irmã e as crianças quando o carro enguiçou num local ermo. Segundo as testemunhas, o marido teria dito que o motor do veículo — um Cruze prata — havia aquecido. Nesse momento, a família foi abordada pelo criminoso. Após ser baleada, a militar foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pilar, mas não resistiu aos ferimentos.

As crianças ainda estão traumatizadas. A mais nova ainda pergunta para parentes “por que o moço fez aquilo” com a tia.

Bruna era sargento do Exército Foto: Facebook / Reprodução

A DHBF trabalha com as hipóteses de roubo seguido de morte ou execução. O celular da militar — lotada na 21ª Brigada de Infantaria Paraquedista — estava no bolso na vítima e não foi levado pelo criminoso. Só um homem, com um capuz no rosto, participou da ação. Segundo as testemunhas, ele não ordenou que Bruna passasse o celular nem a carteira e, portanto, não reagiu ao descobrir que ela era militar. Quando o homem atirou, Bruna colocou as mãos no rosto tentando se proteger. Depois do tiro, o homem entrou no veículo e fugiu. Nenhum outro parente se feriu. A militar não portava nenhuma arma.

A polícia já sabe que, três semanas antes do crime, a militar fez um registro de ocorrência contra o marido por uma agressão durante uma briga. Segundo testemunhas, o homem tinha ciúmes por Bruna ter muitos colegas de trabalho do sexo masculino: ela era a única mulher na Brigada Paraquedista. A militar foi arranhada no braço durante a briga. Na semana seguinte, Bruna e o marido se reconciliaram e voltaram a viver juntos.

Bruna era sargento da Brigada Paraquedista

O sonho da militar era saltar de paraquedas. De acordo com parentes, faltava pouco tempo para ela fazer o curso interno do Exército que daria a permissão para que ela fizesse o primeiro salto. O corpo de Bruna foi enterrado às 11h desta terça-feira no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, Zona Oeste do Rio. A irmã da militar, Bárbara, fez um desabafo nas redes sociais.

“Que a justiça seja feita e não caia no esquecimento como mais uma vítima ou mais um número pra estatística de uma violência que só aumenta, porque a família não esquece nunca. É um vazio que jamais será preenchido. Tiraram uma filha dos seus pais, uma irmã tão querida que era o nosso elo forte, tiraram uma tia dos seus sobrinhos”, escreveu.

Informações sobre o autor do crime podem ser enviadas para o Disque-Denúncia pelos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177. O anonimato é garantido.

A Secretaria de Estado de Vitimados (SEVIT) informou que a família de Bruna receberá atendimento psicológico da pasta. A equipe psicossocial da secretaria já esteve com a família da vítima durante o sepultamento nessa terça-feira.

fonte: Extra

Concurso IBGE é confirmado para 2021 com 208 mil vagas

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vai mesmo abrir um novo edital de concurso público (Concurso IBGE) para o preenchimento de mais de 208 mil vagas temporárias em 2021. A informação consta no Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021.

O Ministério da Economia confirmou que o Censo Demográfico será realizado no ano que vem. Ou seja, um novo concurso também será aberto.

O Governo Federal chegou a cogitar o adiamento do concurso IBGE para 208 mil vagas. Na ocasião, conforme reportagem do Estadão, o motivo seria o orçamento.

O dinheiro do Censo seria repassado para outras áreas no Orçamento, como, por exemplo, o Ministério da Defesa, conforme apurou o Estadão. A verba destinada à pesquisa é de R$2,3 bilhões.

A justificativa apontada para transferir os recursos do orçamento para outros ministérios seria ainda por conta da pandemia do novo coronavírus em 2021.

Concurso IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou a informação de que a realização do Censo Demográfico foi adiada para 2021 diante pandemia coronavírus no país. O concurso público do IBGE havia sido aberto com 208 mil vagas.

De acordo com dados do IBGE, o próximo Censo terá como data de referência 31 de julho de 2021. A coleta ficou para ser realizada entre 1º de agosto e 31 de outubro de 2021.

“A decisão (de adiar para 2021) leva em consideração a natureza de coleta da pesquisa, domiciliar e predominantemente presencial, com estimativa de visitas de mais de 180 mil recenseadores a cerca de 71 milhões de domicílios em todo o território nacional”, informou o IBGE em comunicado.

A retomada do concurso aberto deve contar com 208.695 vagas temporárias, distribuídas da seguinte maneira:

  • Agente Censitário Municipal: 5.462 vagas – Nível Médio – Salário de R$2.100 + R$ 458,00 de auxílio-alimentação, totalizando R$2.558;
  • Agente Censitário Supervisor: 22.676 vagas – Nível Médio – Salário de R$1.700 + R$ 458,00 de auxílio-alimentação, totalizando R$2.158;
  • Recenseador: 180.557 vagas – Nível Fundamental – Salário de R$1.278,94*(Previsão média para a remuneração por produção).

As provas objetivas serão realizadas, simultaneamente, em 4.612 municípios, no caso dos agentes, e em 5.569 municípios para o recenseador. Os exames ocorrerão nos 26 estados, além do Distrito Federal. As perguntas serão sobre:

Veja a distribuição das questões das provas:

Agentes – 60 questões: Língua Portuguesa (10); Raciocínio Lógico Quantitativo (10); Ética no Serviço Público (05); Noções de Administração/Situações Gerenciais (15); e Conhecimentos técnicos (20).

Recenseador – 50 questões: Língua Portuguesa (10); Ética no Serviço Público (05); Matemática (10); e Conhecimentos técnicos (25).

 

Polícia apreende 5 toneladas de produtos falsificados na Zona Oeste

 

Cinco toneladas de produtos falsificados, entre eles roupas, calçados, bonés e eletrônicos, foram apreendidos nesta terça-feira por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). A operação aconteceu na comunidade conhecida como Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. De acordo com a Polícia Civil, os produtos eram vendidos como se fossem verdadeiros. O material está avaliado em cerca de R$ 5 milhões.

— Estávamos monitorando aquela região há algum tempo. Essa ação já estava prevista para acontecer antes da pandemia, mas tivemos que esperar e conseguimos realizá-la agora. Não houve resistência dos proprietários, que assinaram o termo de compromisso e foram liberados — afirma o delegado Maurício Demétrio, titular da DRCPIM.

Ainda de acordo com o delegado, sete pessoas foram conduzidas à delegacia e responderão por venda de produtos falsificados, crime com pena prevista de reclusão de até três anos. Demétrio destacou ainda que os produtos eram comercializados em sete lojas da região, que deverá ser alvo de novas operações nas próximas semanas.

— Toda a região da Zona Oeste tem sido alvo da DRCPIM, nós vamos seguir fiscalizando todos os bairros de lá, um por um — afirma.

Segundo a polícia, a região é controlada por uma milícia ligada ao grupo de Wellington da Silva Braga, o Ecko, chefe da maior milícia do Rio de Janeiro, que hoje domina os bairros de Campo Grande, Paciência e Santa Cruz, também na Zona Oeste do Rio, além das cidades de Seropédica e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

 

Depois de dois anos, licitação milionária da Cedae acontece esta semana

 

Depois de dois anos, licitação milionária da Cedae acontece esta semana

Uma licitação programada para a próxima sexta-feira, 4 de setembro, pode pôr fim a uma saga iniciada em 2016 e que move uma montanha de dinheiro no reino da Cedae.
São R$ 278 milhões pelo serviço de leitura dos hidrômetros em todo o estado, dividido em quatro lotes: Rio de Janeiro e Baixada; Zona Sul, São Gonçalo e Região Norte; Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes e Costa Verde; Duque de Caxias e Região Sul.
A concorrência deveria ter ido para a rua ainda no governo de Luiz Fernando Pezão.

Mas, o processo caiu nas teias do Tribunal de Contas do Estado (TCE) — que, por razões que a própria razão desconhece, prendeu a licitação por dois anos e meio
Foram sete adiamentos até chegarmos à nova data marcada, finalmente, para esta semana.

Velhos interesses

Contam as péssimas línguas que forças nada ocultas e velhas conhecidas da companhia trabalham pelo oitavo adiamento. Quer dizer, trabalhavam — antes de a Operação Tris in Idem levar algumas delas para a cadeia na última sexta-feira (28).

Mulher é demitida após denunciar racismo e intolerância religiosa no Carrefour na zona oeste do Rio de Janeiro

 

Uma auxiliar de cozinha negra foi demitida após denunciar que foi vítima de racismo e intolerância religiosa em uma unidade do hipermercado Atacadão, na Zona Oeste do Rio. A justificativa para a demissão foi ter “se envolvido em situações de conflito com outros funcionários”.
Como mostrou a GloboNews nesta segunda-feira (31), Nataly Ventura da Silva, de 31 anos, afirmou que logo que começou a trabalhar no local já convivia com a discriminação de um colega.
Identificado como Jeferson Emanuel Nascimento, o funcionário é suspeito de ter ofendido a mulher por conta da cor de pele e da religião dela, que é o candomblé.
O Ministério Público do Trabalho afirmou que a funcionária foi surpreendida com a frase “só para branco usar” em um avental. A mensagem foi assinada e escrita por Jeferson.
O órgão, então, entrou com uma ação contra o estabelecimento, do Grupo Carrefour. A GloboNews teve acesso com exclusividade ao documento.

“Eu me senti menor que uma formiguinha. Eu me senti tão mal que eu fui pra trás chorando, cheguei em casa chorando e fiquei com aquilo na cabeça perguntando o porquê, mas não sou eu que tenho que me perguntar o porquê”, lamentou a funcionária.
Procurado pela GloboNews, o Atacadão disse que abriu sindicância para apurar o ocorrido, “que resultou no desligamento do colaborador em questão” (leia íntegra da nota ao fim da reportagem). A GloboNews também procurou Jeferson, que classificou o episódio como “brincadeira”.

Mulher é vítima de racismo e intolerância religiosa dentro do próprio ambiente de trabalho — Foto: Reprodução/GloboNews

Em depoimento, Jeferson assumiu que ser o autor da frase e afirmou que a Nataly pediu apenas para apagar a mensagem. De acordo com documentos internos do próprio mercado, o funcionário já havia sido acusado de racismo e agressão contra outra colega de trabalho na mesma unidade.

“Isso tem que parar. Até quando a gente vai viver se escondendo? Até quando a gente vai viver acuado por conta do preconceito alheio? Eu não acho certo, não acho justo comigo. Cheguei a ficar envergonhada”, disse a auxiliar de cozinha.

Mesmo após a funcionária levar o caso até a chefia, os gestores não puniram o funcionário de forma imediata, apenas o mandaram apagar as palavras.
Posteriormente, Jeferson foi demitido, mas o Ministério Público do Trabalho apontou que a demissão só ocorreu após o início da investigação do caso por promotores.
“Eu fui desligada da empresa. Voltei no refeitório pra poder buscar meus pertences, celular, bolsa de remédio, carregador, e estava lá o avental. No mesmo momento eu tirei a foto, fotografei, mas fiquei muito chateada.”
Na ação contra o hipermercado, o Ministério Público quer o pagamento de uma indenização de até R$ 50 milhões por dano moral coletivo, além da recontratação da vítima.
À Globonews, a procuradora do Ministério Público, Fernanda Barbosa Diniz, destacou a importância de denunciar casos de racismo dentro do ambiente de trabalho.
“O que nós buscamos é que a empresa crie um ambiente de trabalho seguro para os seus trabalhadores. Hoje, a gente vive hoje numa sociedade só para branco usar. E a nossa resposta quanto sociedade é qual? É a mesma resposta da chefia da Nataly, é apagar, esquecer, esconder. O que nós não podemos é continuar perpetuando essa prática”, declarou a procuradora.
O Sindicato dos Comercia´rios informou que o departamento jurídico presta assistência à vítima.
“É crime uma cena de racismo e intolerância religiosa, como essa. O Sindicato dos Comerciários está cumprindo seu papel de também prestar assistência jurídica necessária para a Nataly. A legislação proíbe qualquer tipo de discriminação no ambiente de trabalho e quem passar por situações assim não deve hesitar em procurar apoio”, diz Márcio Ayer, presidente do Sindicato.

O que dizem os citados

A Globonews pediu uma entrevista para os representantes do Grupo Carrefour, controlador do Hipermercado Atacadão, mas eles enviaram apenas uma nota. Confira a íntegra abaixo:
“O Atacadão atua a partir de políticas sérias de diversidade e repudia veementemente qualquer tipo de discriminação. Assim que tomou conhecimento do caso por meio do Ministério Público do Trabalho, abriu rigorosa sindicância para apurar o ocorrido, que resultou no desligamento do colaborador em questão.
A empresa reforça que, quando a denúncia do episódio mencionado foi realizada, a colaboradora já tinha sido desligada após avaliação de desempenho do período de experiência de 90 dias. O Atacadão conta com um canal exclusivo para denúncias, para que os funcionários possam reportar casos internamente de forma anônima.”
A GloboNews também entrou em contato com o funcionário acusado de racismo, e ele negou que seja racista. Jeferson também disse que tudo se tratava apenas de brincadeiras no ambiente de trabalho.