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Presidente do Banco do Brasil deixa o cargo

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, entregou seu pedido de renúncia ao cargo ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

O pedido tem efeito a partir de agosto, em data que será definida e comunicada ao mercado, de acordo com nota enviada pelo banco para a Comissão de Valores Mobiliários, na noite desta sexta-feira.

No texto, o banco afirma que Novaes avalia que a companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de inovação no setor bancário.

Segundo fontes próximas a Guedes, Novaes estava cansado e pediu demissão por motivos pessoais. O Ministério da Economia ainda não se manifestou.

Novaes tem 74 anos é muito próximo a Guedes. Tomou posse em janeiro de 2019, logo após Guedes assumir o Ministério da Economia.

“O Banco do Brasil (BB) comunica que o Sr. Rubem de Freitas Novaes entregou ao Exmo. Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro e ao Exmo. Ministro da Economia, Paulo Roberto Nunes Guedes, pedido de renúncia ao cargo de presidente do BB, com efeitos a partir de agosto, em data a ser definida e oportunamente comunicada ao mercado, entendendo que a Companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”, diz o texto.

Em entrevista recente ao GLOBO, concedida no fim de maio, Novaes disse estar convencido de que era necessário privatizar o Banco do Brasil, mas se dizia frustrado por não ver condições políticas para levar a proposta adiante. O presidente Jair Bolsonaro era contra a privatização do banco.

Mesmo durante a pandemia, Novaes continuava a dar expediente no BB.

Na avaliação de Novaes, a privatização era o melhor caminho para modernizar a instituição.

Ele afirmou na ocasião que o banco perdeu o bônus de ser público e ficou apenas com o ônus. Novaes citou como exemplo o fato de que o banco tinha a folha de pagamento de todo o setor público, a administração de depósitos judiciais e de repente tudo isso passou a ser definido por meio de concorrência.

Ele se queixou de regras como ter de fazer concurso público, não ter a mesma facilidade para contratar ou demitir um funcionário.

MPRJ recorre de decisão do STF que permitiu discutir licenciamento ambiental do Autódromo de Deodoro em audiência pública virtual

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Subprocuradora-Geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais (SUB Cível/MPRJ) e da Assessoria de Recursos Constitucionais Cíveis (ARC Cível/MPRJ), interpôs, nesta sexta-feira (24/07), agravo regimental, com o objetivo de obter reforma da decisão prolatada pelo Ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao deferir liminar pretendida pelo município do Rio, Toffoli suspendeu os efeitos da decisão anterior no agravo de instrumento nº 0032717-65.2020.8.19.0000, que manteve decisão liminar deferida pela 14ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinando a suspensão da realização de audiência pública para apresentação do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) relativos ao Novo Autódromo do Rio, por meio exclusivamente eletrônico ou presencial, enquanto durarem os efeitos dos decretos que reconheceram a situação de emergência e calamidade no Estado, em razão da atual pandemia de Covid-19.

O agravo refere-se à ação civil pública nº 0097479-87.2020.8.19.0001, ajuizada pelo MPRJ em face do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), com a finalidade de obter a suspensão da realização da audiência pública, então prevista para o dia 28/05/2020, por meio eletrônico, no bojo do processo de licenciamento ambiental do Novo Autódromo, a ser construído em Deodoro, na Zona Oeste, por ferir as normas do devido processo de licenciamento ambiental, que exigem a efetiva participação dos cidadãos interessados. Foi formulado ainda pedido alternativo para que seja declarada a nulidade da audiência pública, caso realizada,  seja por meio eletrônico ou  presencial, durante a vigência do estado de exceção em saúde pública,  provocado pela pandemia, com a determinação de realização de nova audiência pública, em data adequada, após restabelecida a situação de normalidade no Estado. Cabe ressaltar que, com a derrubada da liminar por Dias Toffoli, foi marcada nova data para a audiência pública virtual que tratará do licenciamento do autódromo: dia 7 de agosto.

Em suas alegações, fundamenta o parquet fluminense que o uso de meios eletrônicos deve se dar de maneira complementar aos meios tradicionais, como forma de ampliar o acesso ao debate público, mas nunca de modo a restringi-lo (o que certamente ocorreria no caso em questão, e no período atual); que não é adequado que a audiência ocorra no momento de pandemia, não permitindo o mais amplo acesso à informação e debate popular acerca do empreendimento e de seus impactos, uma vez que a sociedade encontra-se com a sua capacidade de articulação e mobilização nitidamente prejudicada; e que foi publicada a Resolução SEAS/INEA Nº 22 DE 16/04/2020, que “suspende os prazos de cumprimento de obrigações administrativas ambientais, incluindo as previstas em Termos  de Ajustamento de Conduta e outros ajustes celebrados no âmbito da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e do INEA, em decorrência da situação de emergência atual.

Na referida ACP, o MPRJ apontou também como fundamento para o pedido de concessão de tutela provisória de urgência para a impedir a realização da referida audiência pública,  que o Autódromo de Deodoro é empreendimento sensível  e complexo, potencialmente gerador de significativo impacto ambiental, que acarreta supressão de floresta em estágio avançado/médio de regeneração do bioma da Mata Atlântica, valendo destacar, ainda, que o EIA/Rima vem sendo alvo de críticas por setores da sociedade civil, por ser tendencioso e omisso, subdimensionando diversos impactos do projeto; e que a complexidade de que se reveste o processo de licenciamento do empreendimento, com suas possíveis repercussões  socioambientais  irreversíveis, inclusive no incremento do processo de mudanças climáticas e de enchentes na área, desaconselha que seja atribuído andamento açodado ao trâmite, entre outros pontos.

Em sua decisão, o Juízo da 14ª Vara de Fazenda Pública da Comarca da  Capital deferiu a  liminar pleiteada pelo MPRJ, que acabou sendo derrubada no STF por recurso interposto pelo município do Rio. No agravo regimental, o parquet requer que seja reexaminada pelo colegiado a existência de risco à ordem jurídico-administrativa, bem como ao Princípio da Separação entre os Poderes, nos moldes em que foi delineada na decisão agravada, e à luz da jurisprudência do próprio STF, conforme pode ser verificado em decisões anteriores. Dessa forma, o MPRJ afirma existir, a partir da decisão ora agravada, perigo de dano inverso com risco para o princípio democrático, ligado ao princípio da participação popular, e risco de dano ao direito fundamental de meio ambiente adequado. Assim, pede a reconsideração da decisão monocrática, para reformar a decisão que suspendeu os efeitos da tutela provisória, de modo que a eficácia daquela medida seja logo restabelecida.

Idosa de 92 anos morre com Covid-19 dias depois de receber homenagem em hospital do Rio por ter se curado

 

Do G1 – A dona de casa Rosa Neves, de 92 anos, morreu com o novo coronavírus 19 dias após receber uma homenagem do Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, por ter supostamente se curado da doença.

 

A informação de que ela estava com Covid-19 quando morreu está no atestado de óbito da idosa, que faleceu na última segunda-feira (20) em um hospital em Duque de Caxias.

No dia 1º de julho, Rosa recebeu uma placa dizendo “Eu venci a Covid” após receber alta médica no Evandro Freire, mas a família diz que nunca recebeu o laudo do exame atestando a cura.

Neto de Rosa, Ricardo Pereira dos Santos acredita que a avó entrou no hospital apenas com mal-estar e saiu da unidade contaminada.

 

“Eu acredito que ela tenha se contaminado no hospital. Tenha trazido isso do hospital, da primeira vez. Até o momento que ela foi se internar, ela estava isolada completamente. Ela, meu avô e minha tia não recebiam a visita para ninguém. Eu trazia a compra e deixava na porta de casa. Eu nem entrava”, disse o neto.

Dona Rosa ao lado do marido Edvaldo dos Santos, que se contaminou após esposa voltar de hospital — Foto: Arquivo Pessoal

Após receber a idosa em casa, outros quatro familiares apresentaram sintomas e testaram positivo para a doença. Entre eles, o marido de Dona Rosa, Edvaldo Pereira dos Santos, 93 anos.

“É desesperador, a gente fica sem saber o que aconteceu. Eu acho que ela pegou a primeira vez no hospital. Ela entrou e não tinha. Eu creio que ela pegou antes de ela sair do hospital. Tenho quase toda certeza. Porque aqui na família a gente não tinha nenhum caso. Eu acho que ela acabou transmitindo para a gente”, contou Eliene Pereira dos Santos, filha do casal.

A família contou ao G1 que Rosa Neves sentiu febre e procurou atendimento no Hospital Evandro Freire. Apesar de, segundo a família, não apresentar qualquer resultado positivo de testes para Covid-19, o hospital iniciou o tratamento. Oito dias depois, a idosa recebeu alta médica com homenagens, placa e balões da equipe médica.

Os familiares chegaram a fazer um teste, em clínica particular, no mesmo dia em que ela recebeu alta, 1º de julho. O resultado foi negativo para Covid-19. Mas os parentes acreditam que ela estava recém-infectada e o laudo não constatou a doença.

Dias depois, já em casa com a família, Rosa Neves voltou a se sentir mal e procurou o hospital. Os médicos informaram a família que novamente era Covid-19 e ela teria que ser internada

O que dizem os citados

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou que a paciente de 92 anos, com Alzheimer e supostamente Covid-19 foi transferida — do Hospital Evandro Freire, na Zona Norte do Rio, para o Hospital Municipal São José, na Baixada Fluminense — sem que a família fosse avisada. A SMS informou que “lamenta e pede desculpas aos familiares”.

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A pasta informou ainda que os resultados dos exames ficam à disposição da família, apesar de a filha e do neto da paciente terem informado ao G1 que não receberam nenhum laudo.

O órgão, em nota posterior (veja a íntegra abaixo), disse ainda que não é possível saber onde a idosa foi infectada e que seguiu todos os protocolos no tratamento, inclusive os prazos para a alta.

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de Duque de Caxias informou que a paciente deu entrada no hospital dia 13 de julho e foi realizado exame de tomografia de tórax, que evidenciou “acometimento pulmonar de 30 a 50%, necessitando de oxigênio”.

A paciente teve “piora progressiva clínica e respiratória, sendo necessário intubação orotraqueal e ventilação mecânica”. Dona Rosa morreu no dia 20 de julho.

 

Fiocruz lança manual para reabertura segura das escolas

 

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz) lançou, nesta sexta-feira (24), um manual sobre biossegurança para a reabertura de escolas no contexto da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

Com linguagem acessível, o manual traz orientações para retomada das aulas em segurança, além de informações sobre questões sanitárias e formas de transmissão da doença. O manual destaca ainda a necessidade de implementar boas práticas de biossegurança que contribuam para promover a saúde e prevenir a doença nas escolas.

A coordenadora-geral de Ensino Técnico da escola, Ingrid D’avilla, integrante da equipe que elaborou o manual, disse à Agência Brasil que o material está disponível no site da unidade e em alguns portais da Fiocruz, como a Agência Fiocruz de Notícias e o Observatório Covid-19 Informação para Ação, cujo objetivo é disponibilizar informações sobre a covid-19.

Com a atualização contínua das pesquisas sobre a doença, o documento deve ser também frequentemente atualizado. Por isso, a opção foi disponibilizá-lo em formato digital, disse Ingrid D’avilla.

Seções

O manual é dividido em quatro seções, e a primeira aborda a própria covid-19. De acordo cm Ingrid, muitos protocolos lançados pelas secretarias municipais e estaduais de Educação e também pelo Ministério da Educação nem sempre traziam informações sobre a doença em si. “[Faltava] o que elas [escolas] precisavam saber sobre a covid-19, as formas de transmissão do vírus”, destacou.

Na primeira seção, a equipe da EPSJV trabalha com a atualização científica da covid-19. “Discutem-se fundamentos científicos importantes para a tomada de decisão, com ênfase nos marcos legais e educacionais vigentes no país, e também a partir de conceitos da biossegurança e da vigilância, temas que estruturam o trabalho”, disse a coordenadora da escola. Outro destaque da seção é a articulação intersetorial para constituição de políticas no âmbito da educação.

Na segunda parte, há disposições sobre como organizar o ambiente escolar para as atividades presenciais. “Fala sobre uso de máscaras, atendimento ao público, como organizar a porta de entrada, as salas de aula, laboratórios, água, alimentação escolar. Fala dos aspectos mais de disposições gerais da organização”, acrescentou.

A terceira seção da cartilha trata dos deslocamentos, indicando atitudes individuais em transportes que podem ajudar a proteger vidas.

A última parte do manual fala da saúde do trabalhador da educação e envolve desde os profissionais da limpeza e serviços gerais, de serviços de alimentação e nutrição, até professores e dirigentes das escolas. “Ele é um trabalhador fundamental”, ressaltou a coordenadora-geral de Ensino Técnico da EPSJV/Fiocruz.

Ingrid informou que, à medida que os estudos científicos trouxerem novos conhecimentos sobre o vírus e sobre a covid-19, o manual será atualizado, levando em conta também publicações e recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Nosso esforço foi tentar fazer, simultaneamente, uma tradução, porque muitos documentos orientadores das escolas estão em outros idiomas, foram publicados por agências internacionais, e também reunir aquilo que já foi publicado em âmbito nacional.”

Plano local

Ingrid enfatizou que, ao mesmo tempo que trata de regulamentações, o manual incentiva as escolas a elaborar seu próprio plano de ação. “O que fazemos é disponibilizar os fundamentos técnicos e científicos que podem organizar a tomada de decisão. Mas entendemos que a tomada de decisão é tanto da parte das autoridades municipais, estaduais e federais quanto da direção das escolas.”

Um exemplo são os rodízios de estudantes, questão que Ingrid considera central. O manual destaca a necessidade de reduzir a exposição de pessoas e de mais controle sobre os riscos biológicos no ambiente escolar. Quanto à forma de efetivar os rodízios, ela disse que cabe às escolas determinar. “É importante haver um retorno gradual, parcial, e com intenso monitoramento. Agora, o formato adotado deve expressar escolha com base na realidade local”, concluiu.

Diferenças

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz reconhece, no manual, que a realidade das escolas brasileiras é diferente em termos de infraestrutura, recursos financeiros, força de trabalho, interlocução com o sistema de saúde, entre outros fatores, para que possam conseguir uma perfeita adaptação às orientações.

 

POLÍCIA CIVIL REALIZA OPERAÇÃO PARA DESARTICULAR BRAÇO FINANCEIRO DA MILÍCIA EM GUARATIBA( VIDEOS)

 

 

MARTELADA NA MILÍCIA!!!!
POLÍCIA CIVIL REALIZA OPERAÇÃO PARA DESARTICULAR BRAÇO FINANCEIRO DA QUADRILHA DO ECKO EM GUARATIBA

Policiais da DDSD, com apoio operacional da DCOD e peritos do ICCE, além de equipes da Concessionárias Light e Zona Oeste Mais, deflagraram hoje (24/07) operação para desarticular o braço financeiro da milícia de Wellington da Silva Braga, vulgo ECKO, atuante em Guaratiba, que controla ligações clandestinas de energia elétrica, água e TV a cabo.

Segundo as investigações da DDSD, o grupo criminoso controlado pelo miliciano ECKO, realizava ligações clandestinas de serviços públicos em residências e comércios, obrigando moradores e comerciantes a pagar taxa mensal por esse “serviço”.

Foi verificado também que a milícia local ameaçava os técnicos e funcionários das Concessionárias da região, impedindo ações e cortes de serviços.

Na ação de hoje foram estourados dois pontos de fornecimento de TV a cabo e Internet, resultando apreensão de cabos e baterias de concessionárias de serviço público utilizadas para distribuição clandestina de sinal.

Na ação de hoje foram presas oito pessoas em flagrante. Um golpe no faturamento mensal da milícia de aproximadamente 250 mil reais e cerca de 180 mil reais apenas com apreensões de produtos de crime.

 

 

Estado do Rio registra 154 mil casos e 12.654 mortes por covid-19

 

O estado do Rio de Janeiro registra, até o momento, 154.879 casos confirmados e 12.654 mortes por covid-19. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (24) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Nas últimas 24 horas, foram confirmados mais 3.330 casos e 119 óbitos registrados. Há 1.165 óbitos em investigação e 132.225 pacientes se recuperaram da doença.

A capital tem o maior número de pessoas infectadas, 69.456. Em seguida, entre os municípios com maior número de casos, estão Niterói (8.573), São Gonçalo (7.780), Duque de Caxias (5.374), Macaé (5.116), Nova Iguaçu (3.985), Angra dos Reis (3.524), Itaboraí (3.165), Volta Redonda (3.059), Campos dos Goytacazes (2.719), Magé (2.435), São João de Meriti (2.155), Teresópolis (2.062), Belford Roxo (2.013), Maricá (1.950), Queimados (1.932) e Itaguaí (1.813).

O maior número de óbitos ocorreu também na capital, 7.941. Em seguida, entre os municípios com maior número de óbitos, aparecem São Gonçalo (568), Duque de Caxias (517), Nova Iguaçu (412), São João de Meriti (301), Niterói (283), Belford Roxo (204), Campos dos Goytacazes (189), Magé (153), Itaboraí (147), Petrópolis (133), Mesquita (123), Angra dos Reis (109), Nilópolis (105), Macaé (104), Volta Redonda (101), Itaguaí (85), Teresópolis (77), Maricá (75) e Cabo Frio (66).

 

POLICIA FEDERAL CRIA BANCO DE DADOS CONTRA FRAUDES NO AUXÍLIO EMERGÊNCIAL  

 

POLICIA FEDERAL CRIA BANCO DE DADOS CONTRA FRAUDES NO AUXÍLIO EMERGÊNCIAL
Todas as comunicações de irregularidades deverão ser repassadas à Caixa Econômica, que confirmará se houve pagamento fraudulento do beneficio
Todas as comunicações de irregularidades deverão ser repassadas à Caixa Econômica, que confirmará se houve pagamento fraudulento do benefício. Foto: Divulgação/ Marcello Casal Jr
O Governo Federal decidiu como será a atuação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) no combate a fraudes ao Auxílio Emergencial. Os dois órgãos passarão a atuar com foco em casos considerados graves e que envolvam grupos criminosos. Renda, patrimônio pessoal e participação em empresa serão considerados na triagem dos supostos fraudadores.
Todas as comunicações de irregularidades deverão ser repassadas à Caixa Econômica Federal (CEF), que confirmará se houve pagamento fraudulento do auxílio emergencial. Se o banco confirmar que ocorreu fraude no pagamento, remeterá os dados à PF para integrar a Base Nacional de Fraudes ao Auxílio Emergencial (BNFAE), criada pela PF, que possibilitará a investigação da atuação de grupos criminosos.
Nos casos em que a Caixa verificar que não houve pagamento do auxílio a um particular ou, mesmo havendo pagamento, e não existirem indícios de fraude no momento do pagamento dos valores, os dados serão repassados ao Ministério da Cidadania.
Outros órgãos e entes públicos, igualmente mobilizados na estratégia integrada, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU), também encaminharão ao Ministério da Cidadania os dados que obtiverem diretamente.
Os casos individuais nos quais não haja indicação de atuação organizada e sistêmica serão encaminhados às unidades da Polícia Federal para investigação. Os casos envolvendo servidores civis e militares serão encaminhados aos respectivos órgãos para apuração no âmbito disciplinar.
A PF e o MPF terão acesso à ferramenta de triagem e ao produto da aplicação dos filtros, pelo Ministério da Cidadania, para adoção de medidas no âmbito penal, podendo sugerir novos critérios e cruzamentos de dados. Além disso, o MPF receberá informações sobre a base e as respectivas fraudes sistêmicas, para controle gerencial de casos e para adoção das medidas penais cabíveis.
Os eventuais fraudadores estarão sujeitos a penas de reclusão de um a cinco anos, acrescida de 1/3, no caso de estelionato qualificado, de dois a oito anos, no caso de furto qualificado e de três a oito anos, no caso de o crime ter sido praticado por organização criminosa.
Fonte Certa
Via Rio das ostras em foco

 

São Paulo adia carnaval e cancela Parada LGBTQI+ e Marcha Para Jesus

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou hoje (24) o adiamento do carnaval e o cancelamento de eventos tradicionais, como a Marcha para Jesus e a Parada LGBTQI+, por causa da pandemia do novo coronavírus.

A nova data para o carnaval ainda não foi definida. O prefeito informou que os festejos só deverão ocorrer a partir de maio, evitando o mês de junho para não coincidir com as festas de São João, muito concorridas no Nordeste do país. As datas mais prováveis para o carnaval seriam o fim de maio ou o início de julho.

“Batemos o martelo e estamos adiando o carnaval do ano que vem”, disse Covas hoje, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. “Tanto as escolas de samba quanto os blocos carnavalescos entenderam a inviabilidade de realização do carnaval em fevereiro do ano que vem”, acrescentou o prefeito.

O adiamento dos desfiles e demais festejos carnavalescos vale para a capital.

Segundo Covas, no ano passado, o carnaval atraiu 120 mil pessoas para o sambódromo paulistano, gerando R$ 227 milhões para a prefeitura. Já o carnaval de rua juntou, durante três fins de semana, 15 milhões de pessoas, gerando R$ 2,75 bilhões.

Marcha para Jesus e Parada LGBTQI+

O prefeito anunciou também, após acordo com organizadores, o cancelamento de dois grandes eventos da capital: a Marcha para Jesus e a Parada LGBTQI+.

Marcada inicialmente para 13 de junho, a Marcha para Jesus foi adiada para 2 de novembro. No entanto, por causa da pandemia, os organizadores da marcha decidiram cancelar o evento deste ano.

No ano passado, a marcha atraiu 3 milhões de pessoas e gerou R$ 217 milhões para a prefeitura.

Covas disse que a organização do evento já avisou à prefeitura que não fará a marcha no dia 2 de novembro de forma presencial. Nos próximos dias, os organizadores vão apresentar à prefeitura outro formato para realização da marcha, que não será presencial, informou o prefeito.

Já a tradicional Parada LGBTQI+, que seria realizada no dia 14 de junho, ocorreu de forma virtual. Os organizadores haviam, inicialmente, adiado o evento para 29 de novembro, mas, também por causa da pandemia, optaram pelo cancelamento. No ano passado, a parada atraiu 3 milhões de pessoas e gerou para a prefeitura benefício econômico de R$ 404 milhões.

No dia 17 de julho, o prefeito já havia anunciado o cancelamento do réveillon da Paulista, comemoração de ano-novo que atrai milhares de pessoas, todos os anos, para a Avenida Paulista.

São Silvestre

A realização de outro evento tradicional no calendário paulistano, a Corrida São Silvestre, disputada no último dia do ano, ainda está sendo analisada.

De acordo com Bruno Covas, a prefeitura já entrou em contato com os organizadores da corrida de rua para avaliar se a prova será adiada ou cancelada.

Fórmula 1

Nesta sexta-feira, foi anunciado o cancelamento do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, que é realizado desde 1973 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

A prova é disputada de forma ininterrupta desde 1990.

* Matéria atualizada às 16h20 de 24 de julho para informar que os adiamentos valem apenas para a cidade de São Paulo.

 

Prefeitura aplicou mais de 200 multas por irregularidades nos ônibus apenas nesta semana

 

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), informou nesta sexta-feira (24/07) que registrou 227 multas por descumprimento das medidas sanitárias e de obrigações contratuais nos ônibus que circulam pela cidade apenas nesta semana. Desde o início das ações de contenção à Covid-19, a SMTR aplicou 3.623 multas aos consórcios responsáveis por linhas de ônibus convencionais e ao BRT Rio por inconformidades nos serviços.  

Durante a atuação dos agentes nos terminais do BRT da Alvorada e de Santa Cruz, e nas estações de Madureira, Mato Alto e Pingo D´Água, nos últimos sete dias, foram aplicadas 142 multas, sendo 43 por lotação e 32 por falta de marcação no piso dos ônibus. A prefeitura ressaltou que os operadores tiveram cinco dias úteis para se adaptar à determinação de demarcar os corredores dos coletivos, de forma a orientar os passageiros sobre a posição para viajar em pé, mantendo o distanciamento adequado. Intervalo superior entre os ônibus e falta de informações no monitor aos usuários foram outras irregularidades flagradas.

Estamos atentos aos serviços prestados e vamos manter a fiscalização reforçada em pontos de maior demanda de passageiros e de maior índice de reclamações. Por isso a importância da participação da população no registro de irregularidades do sistema de ônibus, para que possamos atuar pontualmente no problema“, disse o secretário municipal de Transportes, Paulo Jobim, ressaltando sobre o novo canal direto de passageiros com a SMTR, por meio do envio de mensagens para o Whatsapp 98909-3717.

Fiscalização em terminais

Equipes também atuaram em diferentes terminais da cidade, como Haroldo Melodia, Américo Ayres, Shopping Nova América, Ribeira, Bananal, Campo Grande e Cascadura, para verificar os serviços de linhas regulares de ônibus. Ao todo, 57 autuações foram registradas. Destas, 26 foram por circulação com frota abaixo do determinado e três por inoperância de linhas. É importante destacar que os operadores também devem cumprir a determinação de operar com 100% da frota efetiva, se adequando ao aumento da demanda devido à retomada gradual das atividades na cidade.

Inspeção em garagem

Fiscais também estiveram na garagem da empresa Redentor e vistoriaram 71 veículos, sendo 31 ônibus do BRT e 40 convencionais. Dez articulados estavam sem marcações no piso; 01 ônibus convencional estava com a vistoria vencida e outros 17 não apresentavam o certificado de dedetização em dia. Ao todo, 28 multas foram aplicadas durante a inspeção.

As ações seguirão intensificadas para verificar se os protocolos sanitários estão sendo cumpridos. O respeito às medidas é fundamental para preservar a saúde de todos, passageiros e motoristas. E, neste momento, é preciso que empresas, Poder Público e população façam seu papel e continuem a unir forças, pois só assim vamos superar esta pandemia“, concluiu o subsecretário municipal de Transportes, Allan Borges.