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Deputado quer proibir publicação de foto de pessoas acidentadas e feridas

 

 

¨Tem quem se sinta bem, ou tenha curiosidade mórbida, para ver pessoas feridas ou acidentadas, ou aqueles que gostem quando vê alguém passando vergonha. Ainda é o pior o caso de quem publica o mesmo em suas redes sociais, o que pode fazer com que aquela imagem persiga a pessoa por toda a sua vida.
Pensando nestes casos, o deputado estadual Danniel Librelon (Republicanos) apresentou nesta quarta-feira, 22/7, o projeto de lei 2916/2920, que prevê multa de 100 UFIR-RJ a quem filmar, publicizar em rede social ou praticar qualquer outro meio capaz de capturar ou divulgar imagens que exponham pessoas acidentadas, feridas ou em situação vexatória ou vulnerável, decorrente do acidente, sem expresso consentimento ou autorização da vítima. Caso a vítima seja menor de idade, ou apresente problemas mentais, a multa será dobrada.

Librelon diz em sua justificativa que “a crescente prática de se postar tudo na internet, sem pudor, avaliação, critério ético ou de valor, aliada à velocidade das redes sociais, atropela o espaço para ponderações“. “a divulgação de fotografia e/ou vídeo de vítimas não fatais constitui ofensa à imagem e à privacidade, passível de repercussão na esfera cível, se o ofendido promover ação indenizatória. Diante dos inúmeros casos de violação desse direito ocorrido nas redes sociais, percebe-se que a proteção legal conferida se mostra um tanto ineficaz, tornando-se necessária a criação de dispositivos legais específicos, para garantir sua efetiva proteção, com aplicação de multa ao infrator“, ressalta o deputado.

 

 

Três homens foram mortos e um baleado durante operação da PM em comunidade do Rio

 

Três homens foram mortos e um baleado durante operação do 7ºBPM (São Gonçalo), na tarde desta quarta-feira (22), na comunidade da Viúva no bairro Jardim Bom Retiro, em São Gonçalo.

De acordo com a PM, os policiais foram até a localidade com o objetivo de localizar os responsáveis pelo tiroteio que deixou uma pessoa ferida, na manhã desta quarta-feira (22), na BR-101. Durante a ação, houve intensa troca de tiros e quatro homens foram baleados, sendo socorridos e levados para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. Três deles não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito na unidade estadual de saúde. O outro suspeito permanece internado no hospital em estado de saúde gravíssimo.

De acordo com o comandante da unidade, tenente-coronel Gilmar Tramontini, a ação respeitou o caráter de excepcionalidade prevista na decisão do Supremo Tribunal Federal, que proibiu a realização de operações policiais em comunidades, com exceção de casos excepcionais.

Com eles, foram apreendidos um fuzil e uma pistola. O caso foi registrado na 74ªDP (Alcântara).

 

Volta às aulas no Rio pode colocar 600 mil pessoas em risco, alerta Fiocruz

 

Depois do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciar a volta das aulas em escolas particulares do município, a Fiocruz publicou um estudo nesta quarta-feira (22/07) mostrando que a retomada das atividades pode expor mais de 600 mil pessoas, que fazem parte do grupo de risco para a Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o levantamento, essas pessoas são idosos ou adultos com alguma comorbidade e que vivem em lares com, pelo menos, um menor em idade escolar e que poderiam ser infectados caso estas crianças e adolescentes se tornem vetores da doença, levando o coronavírus para suas casas. Em todo o Brasil este número chegaria a 9,3 milhões de pessoas.

O estudo foi elaborado pelos pesquisadores do do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz) e leva em consideração um retorno pleno às aulas.

O levantamento usou como base dados da Pesquisa Nacional de Saúde indicando os dois grupos populacionais que se encontram nos grupos de risco da Covid-19: os adultos com idade entre 18 e 59 anos que têm diabetes, doença do coração ou no pulmão, e pessoas com mais de 60 anos. Estes dados foram cruzados para determinar quantas pessoas destes grupos vivem em lares com pelo menos uma pessoa entre 3 e 17 anos, ou seja, em idade escolar.

 

Suspeito de chefiar primeira milícia que se uniu ao tráfico morre na Região dos Lagos

Suspeito de uma série de homicídios e apontado pela polícia como chefe da primeira milícia do Rio a explorar territórios em parceria com o tráfico de drogas, Jonas Gonçalves da Silva, o Jonas é Nós, está morto. Ele sofreu um infarto na última quinta-feira, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Ex-vereador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Jonas segundo denúncia do Ministério Público estadual (MP), liderava um violento grupo paramilitar atuante em oito bairros da cidade.

O bando, integrado também por policiais, ex-policiais e até por militares da ativa, teria inclusive assassinado cinco testemunhas que colaboraram com as investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). A especializada foi responsável por identificar a quadrilha, em 2010 .

Segundo a Polícia Civil, a Draco está investigando nomes de possíveis sucessores de Jonas no comando do bando e a continuação da atuação do grupo no município de Duque de Caxias.

Segundo dados disponíveis no site do Tribunal de Justiça, a morte de Jonas foi registrada num cartório de São Pedro da Aldeia. O ex-parlamentar foi denunciado pelo MP, ao lado de outras 33 pessoas, por homicídio, tráfico de armas e formação de quadrilha, entre outros crimes. Ele respondia a pelo menos dois processos de homicídio. Num deles, de acordo com o despacho do juízo da 4ª Vara Criminal de Caxias, Jonas é apontado como mandante do assassinato de Lucas José Antônio.

Uma das pessoas que teriam colaborado com as investigações da Draco, Lucas foi morto por vingança, de acordo com denúncia do MP. O crime ocorreu em novembro, de 2011, um ano após a vítima prestar depoimento na Draco.

Com a morte de Jonas, a pena de ate 30 anos de prisão que o ex-parlamentar estaria sujeito caso fosse condenado, fica automaticamente extinta. De acordo com o delegado Marcus Amim, da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), que investigou crimes de tráfico de armas praticados por milícias e por facções criminosas, o grupo paramilitar de Jonas foi o primeiro no Rio a buscar uma aliança com uma facção integrada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixe ou Peixão.

O traficante está foragido e o Disque-Denúncia (2253-1177) oferece uma recompensa de mil reais por informações que levem até sua prisão. A facção criminosa integrada por Peixão atualmente explora áreas da Praça Seca em parceria com milícias da Zona Oeste e de Jacarepaguá.

— Eles ( milícia ) faziam uma espécie de link, na Região de Caxias, com a facção criminosa do Peixão. Os milicianos ficavam com atividades exploradas pelos paramilitares( venda de gás, de sinal clandestino de TV, taxa de segurança e etc) e no mesmo território a facção ficava com a venda de drogas. Era uma espécie de consórcio. De Caxias, a modalidade acabou se expendido para outras áreas, com a mesma facção criminosa e outras milícias — disse o delegado.

Jonas Gonçalves da Silva chegou a ser preso por duas vezes. A primeira vez ocorreu em dezembro de 2010, na Operação Capa Preta, quando 23 pessoas foram detidas. Na época, ele era vereador, cargo para o qual fora eleito com mais de 7 mil votos, em 2008.

Na ocasião, a investigação da Draco revelou que, entre outros crimes, a milícia vendia armas para traficantes chegava a lucrar R$ 400 mil por mês com o negócio irregular.

Em 2013, uma liminar determinou que Jonas fosse solto até que a sentença transitasse em julgado ( até que todos recursos fossem julgados). Em 2016, o ex-parlamentar voltou a ser preso, quando estava em um hospital de Tanguá. Em maio de 2019, conseguiu um benefício da justiça e ganhou direito a liberdade.

A defesa de Jonas Gonçalves da Silva foi procurada pela reportagem , mas optou por não dar entrevistas. Abaixo, a íntegra da nota da Polícia Cívil sobre a continuação da investigação do grupo que era chefiado por Jonas.

“De acordo com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), há investigações em andamento que apuraram a ação da organização criminosas no formato de milícia nesta região. As investigações correm sob sigilo.”

Após apoiar desembargador que rasgou multa, presidente de comissão da OAB de Santo André é destituído

O presidente da comissão de Direitos dos Refugiados e Migrantes da subsecção de Santo André da OAB, Alberto Carlos Dias, foi destituído do posto por ter divulgado nota de apoio ao desembargador Eduardo Siqueira, que no último fim de semana rasgou uma multa e humilhou um guarda municipal que o advertiu por circular sem máscara na cidade de Santos, no litoral paulista. A presidente da OAB de Santo André, Andrea Tartuce, divulgou nesta terça-feira nas redes sociais a decisão sobre a destituição.

“O referido presidente da comissão de direitos dos refugiados e dos imigrantes desta subseção será destituído de suas funções por descumprimento ao regimento interno”, escreveu.

Em vídeo, Tartuce acrescentou que Dias “não tem autonomia para falar em nome da entidade”. Disse ainda que o tema tratado por ele não é de “relevância da comissão”.

Na nota divulgada na manhã desta terça-feira, Dias dizia que a comissão de Direitos dos Refugiados e dos Migrantes (CDRM) da subseção de Santo André se solidarizava com o desembargador.

“A conduta do Desembargador retratada indevidamente pelos veículos de comunicação, com o fito apenas em impingi-lo como autoritário, reflete mais uma vez a sanha dos veículos de comunicação em alcançar os seus patrocinadores por meio do sensacionalismo”, afirma trecho da nota.

Diz também que “antes de tudo, trata-se de uma pessoa idosa que fora abordada de maneira abrupta (inclusive com abertura de portas), o que instintivamente provoca dois comportamentos imediatos: reação ou fuga”. E também alega que a ligação feita pelo desembargador para o inspetor-chefe da Guarda Civil de Santos visava “resolver o conflito de maneira efetiva e legal, afinal quem não preza pela celeridade processual? ”

“A CDRM reafirma que nenhum magistrado, seja de primeira instância ou dos tribunais superiores, pode ser punido ou ameaçado de punição porque decidiu de acordo com a sua consciência, nos termos da Constituição e das leis. Igualmente, nenhum magistrado pode ser punido ou ameaçado de punição porque se manifestou publicamente na defesa da independência funcional da magistratura. Vivemos em uma democracia e no Estado Democrático de Direito”, diz a nota.

No último sábado, o desembargador Eduardo Siqueira estava caminhando na faixa de areia sem o uso da máscara, obrigatória no estado por uma determinação do governo estadual e diversas prefeituras, quando foi abordado por uma viatura que fazia o patrulhamento. Ao receber a orientação dos guardas municipais para que colocasse máscara, Siqueira se recusou e ameaçou telefonar para o secretário municipal de Segurança, Sérgio Del Bel.

Um dos guardas saiu do veículo para pedir os documentos do desembargador e aplicar a multa, de R$ 100, pela recusa em usar o equipamento de proteção. Nesse momento, o magistrado pegou o celular e ligou para o secretário municipal.

— Estou aqui com um analfabeto que não está entendendo o que estou explicando — disse Siqueira ao telefone.

Governo propõe reunir PIS-Cofins em uma mesma contribuição com alíquota única de 12%

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou nesta terça-feira (21) ao Congresso Nacional a primeira parte da proposta de reforma tributária do governo, envolvendo a tributação sobre o consumo.

A proposta prevê a unificação do PIS e do Cofins (incidente sobre a receita, folha de salários e importação), criando um tributo sobre valor agregado, com o nome de  Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

A alíquota proposta é de 12% para as empresas e de 5,8% para instituições financeiras  porque estas últimas, de acordo com o governo, “não apropriam nem permitem a apropriação de créditos”.

O projeto é a primeira etapa das mudanças a serem propostas pelo governo para o sistema tributário brasileiro, considerado complexo demais por investidores internacionais.

No início da noite desta terça-feira, o “Diário Oficial da União” publicou mensagem do presidente Jair Bolsonaro na qual ele pede ao Congresso regime de urgência para a tramitação da reforma tributária.

Neste momento, a área econômica ainda não tratou de mudanças em outras bases de tributação, como a renda, o patrimônio e transações digitais — que serão enviadas noutros momentos.

Para não ter de mexer na Constituição Federal, o CBS proposto ficará restrito à arrecadação federal, sem mexer no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, estadual) e no Imposto sobre Serviços (ISS, municipal).

“Em respeito à federação e ao Congresso, não cabe ao ministro da Fazenda e sim ao Congresso, legislar sobre as relações entre os entes federativos. Não posso invadir o território dos prefeitos, falando sobre ISS, e dos governadores, falando sobre ICMS.

Apoiamos o acoplamento desses impostos. Pode ser que haja estados que querem acoplar, e estados que não. Mas é sobretudo uma tarefa do Congresso”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Igrejas e sindicatos

De acordo com o Ministério da Economia, a CBS incide sobre a receita de venda de bens e serviços e, portanto, as pessoas jurídicas que não exercem atividade econômica não sofrem incidência sobre suas atividades típicas.

Entre essas pessoas jurídicas, estão igrejas, partidos políticos, sindicatos, fundações, entidades representativas de classe, serviços sociais autônomos, instituições de assistência social.

“Além disso, a Constituição Federal concede imunidade às entidades beneficentes de assistência social, que atualmente devem ser certificadas pelo Ministério competente”, acrescentou.

Manutenção da arrecadação

A área econômica informou que a alíquota proposta para o tributo tem por objetivo manter o atual patamar de arrecadação do governo federal sobre o consumo. Com isso,  não atende ao pleito de ceder parte da receita desses impostos a estados e municípios.

“As contribuições substituídas respondem por mais de 20% da arrecadação tributária federal, e a instituição da CBS pretende manter a mesma carga tributária total das contribuições substituídas, conquanto inevitavelmente haja variações na carga individual suportada pelos contribuintes”, informou o governo.

Em 2018, o PIS-Pasep e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) arrecadaram R$ 310 bilhões, de um total de R$ 1,54 trilhão de todos os tributos federais no período, segundo dados da Receita Federal.

  • Assim como as outras propostas de reforma tributária que já estão sendo debatidas no Congresso Nacional, o texto do governo não reduz a tributação sobre o consumo — o que penaliza a parcela mais pobre da população.
  • Em 2016, no  Brasil, 48% da arrecadação incidiu sobre o consumo, contra  33% na média da OCDE, grupo que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta e  18% nos Estados Unidos.
  • A consequência da concentração maior da carga tributária brasileira sobre o consumo no Brasil é o alto grau de “regressividade” (se arrecada proporcionalmente mais de quem ganha menos).

Regimes diferenciados

De acordo com o governo, haverá manutenção de alguns regimes diferenciados, ou seja, exceções à regra. São eles:

  • Simples Nacional: não muda. Empresa que adquirir bens e serviços de optante pelo Simples poderá apurar crédito.
  • Manutenção do regime agrícola dá condições iguais de concorrência para pequenos agricultores já que apenas empresas podem apurar e transferir créditos da CBS.
  • Regime monofásico (por unidade de medida) continua para produtos como gasolina, diesel, GLP, gás natural, querosene de aviação, biodiesel, álcool e cigarros.
  • Isenção na venda de imóveis residenciais para pessoas físicas
  • Como tem previsão constitucional, a Zona Franca de Manaus fica mantida, mas com simplificação das regras e procedimentos.
  • As cooperativas têm isenção em operações entre elas e seus associados.
  • Transporte coletivo: isenção para receitas decorrentes da prestação de serviços de transporte público coletivo.

Setores da economia

Segundo o presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese, a unificação da contribuição ao PIS com a Cofins em uma sistemática não cumulativa, independentemente da alíquota praticada, teria impacto negativo nos setores da agropecuária, da indústria extrativa, da construção civil e dos serviços privados não financeiros, com elevação de suas cargas tributárias.

Por isso, Nese defendeu que também ocorra a substituição da contribuição patronal do INSS, de parte da contribuição dos trabalhadores e do salário-educação por um imposto sobre movimentações financeiras. Na visão dele, isso seria uma “forma eficaz e simples de compensar esses efeitos negativos” da unificação do PIS-Cofins.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, observou que a proposta do governo isenta de tributação as vendas de imóveis residenciais. Para ele, essa é uma vitória para o setor e terá um impacto decisivo sobre os preços dos imóveis e para o mercado imobiliário como um todo.

O  G1  entrou em contato com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e, até a última atualização desta reportagem, aguardava um posicionamento sobre a proposta de mudança na tributação sobre o consumo do governo federal.

Reforma difícil

Diferentes governos tentaram, sem sucesso, fazer a reforma tributária nas últimas décadas, focados principalmente na tributação sobre o consumo.

As tentativas esbarraram em resistências regionais, partidárias e de diferentes setores produtivos, todos representados no Congresso Nacional.

A simplificação da cobrança de impostos é considerada por especialistas como fundamental para a retomada do crescimento econômico.

Analistas e investidores reclamam do elevado número de tributos e da complexidade do sistema tributário brasileiro, e avaliam que isso afasta investimentos. No caso do ICMS estadual, por exemplo, há 27 diferentes legislações vigentes no país.

Tramitação no Congresso

A área econômica avalia que uma nova contribuição federal sobre o consumo é compatível com as propostas de emenda à Constituição (PECs) em discussão no Congresso Nacional.

Isso significa que, se houver a posterior unificação com os impostos estaduais e municipais, o imposto sobre valor agregado poderá ser incorporado. Se não, pode seguir separado dos tributos estaduais.

Atualmente, há duas propostas sendo discutidas pelo Congresso Nacional, na comissão especial da reforma tributária, formada por deputados e senadores. A proposta do governo também será enviada para essa comissão.

  1. A primeira, de autoria do economista Bernard Appy, do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), prevê a  substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por um só, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
  2. A segunda, tramitando no Senado, do ex-deputado Luiz Carlos Hauly,  que prevê a substituição de nove impostos por um e cria um imposto seletivo.

Posição dos estados

Nesta terça-feira, em audiência pública na comissão especial sobre o novo coronavírus, no Congresso Nacional, o presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Rafael Fonteles, defendeu uma proposta mais ampla para as mudanças na tributação sobre o consumo – envolvendo também os tributos estaduais e federais.

Enviada ao Congresso Nacional no ano passado, a proposta dos secretários de Fazenda dos estados prevê um período de 10 anos até a implantação total do Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS) – tributo sobre consumo a ser cobrado no destino e que substituiria outros cincos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS), segundo Fonteles.

O secretário de Fazenda de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, também defendeu a proposta dos estados.

“Foi a primeira vez em 30 anos que os estados chegaram a um acordo, é muito importante, o projeto é muito equilibrado, contemplando diferentes regiões do país. Colocando tributação no destino e eliminando guerras fiscais. O governo federal quer concentrar impostos federais, perfeitamente. Mas vamos manter o substitutivo dos estados, fazendo uma unificação [dos tributos estaduais e municipais também]”, declarou.

Crivella diz que plano para volta às aulas na rede pública será apresentado esta semana e promete ‘telecurso’

O prefeito Marcelo Crivella disse que o plano de retomada de aulas na rede pública de ensino será apresentado ainda esta semana, mas a reabertura das escolas segue sem data definida. A informação foi passada à imprensa durante entrevista coletiva em que a equipe de Vigilância Sanitária do município confirmou a volta às aulas para alunos de 4º, 5º, 8º e 9º anos de escolas particulares.

Na ocasião, Crivella citou critérios como quantidade de alunos e meios de transporte para justificar a decisão de priorizar a volta às aulas em instituições privadas. Segundo o prefeito, a rede pública é maior e o retorno dos alunos às escolas causaria impacto no transporte público. A prefeitura, então, decidiu “testar” a retomada das atividades acadêmicas na rede particular.

— A rede privada, além das famílias terem mais meios, precisamos levar em consideração que são 650 mil crianças. Na rede privada geralmente são os pais que levam as crianças em transporte próprio. Na rede publica, é o transporte de massa, exceto nas áreas cobertas pelos ônibus da liberdade. O número de alunos na rede particular é muito menor. E estamos começando voluntariamente para termos uma amostra. Começar tudo de uma vez não era possível.

Crivella aproveitou a oportunidade para anunciar que negocia parceria com uma emissora de TV aberta para a transmissão de aulas por uma espécie de telecurso, mas também não deu mais detahes sobre o projeto.

Conheça ‘O Destruidor’, o novo líder brutal e enigmático do grupo Estado Islâmico

Ele é conhecido como “o professor” ou “o destruidor”. E liderou, entre outros, o massacre dos yazidis, uma minoria de língua curda. Mas o novo líder do grupo Estado Islâmico (EI) é relativamente desconhecido e ainda deve demonstrar sua legitimidade.

Amir Mohamed Said Abd al-Rahman al-Mawla, um jihadista com vários pseudônimos que agora o grupo Estado Islâmico apresenta como “o emir” Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurashi, terá a difícil tarefa de reconstruir uma organização resiliente, apesar de agora estar desprovida de um califado.

Embora a liderança do EI o tenha nomeado no final de outubro de 2019, os serviços secretos iraquianos e americanos levaram vários meses para identificar o novo “califa dos muçulmanos”, que sofre de um déficit de notoriedade significativo.
O novo líder do EI, nascido no Turquemenistão, provavelmente em 1976, sucede Abu Bakr al-Baghdadi, morto em uma operação dos EUA no ano passado.
Sua origem étnica —em uma organização cujos líderes eram anteriormente todos árabes— levou a ONU a pensar que se tratava de uma nomeação “temporária” até que a organização encontrasse um “emir mais legítimo”.
Mas em 24 de março, o Departamento de Estado dos EUA reconheceu oficialmente Mawla como o novo líder do EI e o acrescentou à lista dos terroristas mais procurados.
“Liquidação da minoria yazidi”
De acordo com think-tank Counter Extremism Project (CEP), este ex-oficial do exército de Saddam Hussein, formado pela Universidade de Ciências Islâmicas de Mossul, se incorporou às fileiras do Al-Qaeda após a invasão dos EUA no Iraque e a captura de Hussein em 2003.
Foi preso em 2004 na prisão americana de Bucca, considerada como terreno fértil para o jihadismo no Levante, onde conheceu Baghdadi.
Libertado por razões desconhecidas, permaneceu ao lado de Baghdadi, que em 2010 assumiu o controle da filial iraquiana da Al-Qaeda, antes de criar o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria.
“Além de suas responsabilidades neste terrorismo de massa, ‘Abu Omar, o turcomano’ desempenhou um papel importante na campanha jihadista para liquidar a minoria yazidi, através de massacres, expulsões e escravidão sexual”, destacou Jean-Pierre Filiu, professor da Sciences-Po Paris e especialista em jihadismo.
“Solvente, criativo, mortal”
Atualmente, Mawla deve restaurar o vigor de um grupo certamente enfraquecido em comparação com sua ‘idade de ouro’ (2014-2019), mas que se beneficia do início da retirada dos EUA da região e da energia empregada pelo Estado para combater a pandemia.
“Apesar de suas graves perdas de território e equipe, [o EI] continua sendo financeiramente solvente, criativo, mortal”, afirmou Abdullah Al-Ghadhawi, analista e jornalista sírio, citado na nota do CGP.
A partir de agora, Mawla terá que desenvolver tanto a influência local como a internacional do grupo, segundo Seth Jones, especialista em terrorismo do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS) com sede em Washington.
No entanto, ainda há um dilema fundamental entre a necessidade de se tornar uma figura inspiradora e a necessidade de não se expor a quem o quer morto.
Os Estados Unidos acabam de dobrar o valor de sua recompensa, de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões.

Tiroteio em Chicago, nos EUA, deixa feridos

Ao menos 14 pessoas ficaram feridas em Chicago, nos  Estados Unidos, após um tiroteio na noite desta terça-feira (21), confirmou a polícia local.

O incidente teve início quando alguém em um carro preto atirou em pessoas que estavam em um funeral. Algumas pessoas que participavam da cerimônia atiraram em resposta e o veículo bateu pouco adiante.

Os 14 feridos foram encaminhados a cinco hospitais diferentes, alguns em estado crítico.

Uma pessoa foi detida, mas a polícia não informou qual sua participação no caso. O motivo do tiroteio também não foi divulgado pelas autoridades.

Polícia troca tiros e prende baloeiros após invasão ao Galeão para pegar balão de 18 metros

Policiais federais e civis prenderam dois baloeiros que teriam invadido o Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio, à procura de um balão com cerca de 18 metros, na madrugada desta terça-feira (21).

Segundos a polícia, ao todo, mais de 30 criminosos participaram da ação. Parte do grupo conseguiu fugir com motos, carros e até um barco. Segundo os agentes, houve troca de tiros no local.

A polícia informou que os presos disseram que o “balão painel” era disputado por turmas de baloeiros, com recompensa de R$ 5 mil em espécie, além de um troféu para quem fizesse o resgate.

O balão foi apreendido e, de acordo com a PF, poderia causar “acidente aéreo de proporções gigantescas” no local.

Balão com cerca de 18 metros é apreendido no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Ação

Por volta das 23h de segunda-feira (20), os policiais receberam uma informação sobre a invasão na área do aeroporto, na Ilha do Governador, por várias pessoas – algumas com armas de fogo – em carros e motos.

De acordo com a Polícia Federal, imagens de câmeras de segurança confirmaram a movimentação. Na operação, antes de serem presos, os dois homens trocaram tiros com os policiais, segundo os agentes.

Ainda de acordo com a PF, os demais integrantes do grupo fugiram, usando não só os veículos com que chegaram ao aeroporto, mas também um barco, para escapar pela Baía de Guanabara.

Os presos serão encaminhados à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e vão responder por organização criminosa.

A prisão e apreensão foram realizadas por policiais civis de plantão na Delegacia do Aeroporto Internacional RioGaleão (DAIRJ) e policiais federais da Delegacia Especializada no Aeroporto (DEAIN).