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Detran amplia atendimento para renovação de habilitação

O Detran.RJ segue o plano de retomada gradual dos serviços e, a partir desta segunda-feira (20/7), amplia o número de unidades para a entrega de carteiras de habilitação solicitadas antes da pandemia e a oferta para renovação de CNH na sede do departamento. O órgão também passa a oferecer mais vagas para serviços com emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV), como transferência de propriedade e troca de município nos postos com atendimento drive-thru.

A entrega de CNHs emitidas antes da paralisação dos serviços passa a ocorrer também nas seguintes unidades a partir desta segunda-feira: Nova Friburgo, Volta Redonda e Teresópolis. Só estarão disponíveis nesses locais os documentos solicitados anteriormente nesses mesmos postos. As carteiras emitidas no posto do Cocotá, na Ilha do Governador, e na unidade do Largo do Machado serão entregues na sede do departamento, no Centro do Rio. Já os documentos solicitados no Detran Oeste, localizado na Rua Arthur Rios, em Campo Grande, estarão disponíveis no posto do West Shopping, localizado no mesmo bairro da capital.

Na sede, nos postos e nas unidades do Rio Poupa Tempo, o atendimento será das 10h às 16h e, nas demais unidades, das 12h às 16h. Não é necessário agendamento, basta comparecer nas unidades para retirar o documento. Com exceção da unidade de Teresópolis, onde o funcionamento seguirá de acordo com a orientação municipal, e das unidades do Rio Poupa Tempo, o atendimento foi dividido em ordem alfabética. Nesta semana, segunda, quarta e sexta-feira, serão atendidas pessoas com iniciais de A até J, e na terça e quinta-feira, será a vez das iniciais de K até Z.

Quem deu entrada em um posto que ainda se encontra fechado precisa aguardar a reabertura da unidade. A lista com todos os postos de habilitação que estão disponibilizando os documentos está no site do Detran (www.detran.rj.gov.br).

As vagas para renovação da carteira de habilitação vencidas antes do dia 19/02/2020 serão ampliadas na sede do departamento e também seguirá nas unidades do Rio Poupa Tempo de Bangu, São João de Meriti e Duque de Caxias. O agendamento deverá ser realizado no site ou pelo teleatendimento (21 3460-4040 /4041). O atendimento será das 10h às 16h. Importante frisar que habilitações e PPDs vencidas de 19 de fevereiro de 2020 para cá estão com a validade prorrogada.

Para seguir as orientações sanitárias, as vagas seguem limitadas para evitar aglomerações e serão ampliadas com segurança, a cada semana.

 

Serviços com emissão do CRV

A quantidade de vagas ofertadas também está maior para os serviços de veículos que necessitam da emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV), como transferência de propriedade, mudança de município ou jurisdição e segunda via do CRV. Os postos de vistoria que terão mais vagas disponíveis são os da Barra da Tijuca e Ceasa (Irajá), na capital, Reduc (Duque de Caxias), São Gonçalo e São Pedro da Aldeia. A lista completa com os 20 postos em funcionamento e os serviços disponíveis está no site do departamento. Todos funcionam no sistema drive-thru, onde o motorista não precisa sair do veículo para realizar os serviços. É necessário agendamento prévio para realizar os serviços.

O uso de máscaras é obrigatório nas unidades, se possível, as pessoas devem comparecer aos postos sem acompanhante.

 

Teleatendimento

Funciona das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados. Pelos telefones (21) 3460-4040, 3460-4041 e 3460-4042.

Aplicativo vai permitir que PMs registrem ocorrência pelo celular já a partir de agosto

A  Polícia Militar do Rio começará a implementar, em agosto, o  Sistema de Ocorrência Virtual (SOVi), permitindo que 22 mil policiais de todo o estado façam  registros de ocorrência  no local do crime, através de seus próprios celulares. Se, por um lado, o novo aplicativo diminui o movimento nas delegacias, por outro representa mais uma tarefa a ser incorporada pelos agentes, o que pode sobrecarregá-los, segundo especialistas.

Secretário da PM, o coronel Rogério Figueredo estima que, depois que o aplicativo estiver sendo usado em larga escala, o deslocamento dos policiais para as delegacias será desnecessário em 85% dos casos.

— O serviço funciona graças a um aplicativo no celular pessoal dos agentes da atividade-fim, que estão nas ruas, com recursos de voz, texto, inserção de imagens e geolocalização. A ideia é otimizar o trabalho do PM e a vida do cidadão. Isso traz um ganho enorme, evitando a ausência do militar no seu local de atuação, já que o acompanhamento da vítima até a delegacia pode levar horas. No fim, os envolvidos recebem uma cópia da ocorrência por e-mail — explica o coronel.

Apesar da otimização do tempo, o especialista em segurança pública José Ricardo Bandeira alerta que os agentes terão de lidar com mais uma demanda:

— Hoje temos um efetivo militar quase 50% menor que o necessário, e com mais essa atividade pode haver uma sobrecarga na atuação policial. Mas, se bem estruturado, o sistema provoca como efeito colateral a agilidade em relação ao registro e à liberação mais rápida do policial para seguir com patrulhamento.

Quando foi anunciado pelo governador Wilson Witzel (PSC) como uma das principais mudanças para a área da segurança pública do Rio, o SOVi foi criticado pelo fato de PMs não terem a obrigação da formação em Direito, como é o caso dos delegados. Assim, dizem especialistas, o registro pode ficar comprometido, e a falta de conhecimentos técnicos pode prejudicar a tipificação do crime.

— Os oficiais da Polícia Militar têm uma sólida base em Direto, mas os praças não têm essa formação. Outro fator importante é quando a ocorrência vier a encobrir uma má atuação do PM. Vamos supor que o caso esteja envolvendo abuso de autoridade do mesmo policial que fará o registro da ocorrência. O inquérito já nasce contaminado, com sérios prejuízos ao cidadão — opina Bandeira.

Disque-Denúncia e 190 estarão integrados

A Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, foi a região escolhida para implantação do projeto piloto, em junho do ano passado. Ainda de acordo com o secretário da PM, a corporação ganhará a integração de outros dois bancos de dados para otimizar a nova operação. Informações do serviço do 190 e do Disque-Denúncia serão unificadas e possibilitarão a consulta mais riqueza de detalhes:

— Reunir esses bancos de dados faz com que eles sejam mais úteis no processo decisório de cada batalhão, permitindo o entendimento do cenário para otimizar os recursos e alcançar o melhor resultado operacional. Há uma riqueza enorme de dados nas ligações do 190. Os moradores são essenciais dentro do processo.

Segundo o coronel Figueredo, a ferramenta ainda vai evoluir muito.

— A ideia é que o policial militar possa fazer, pelo seu próprio smartphone, o reconhecimento facial do cidadão abordado e consultar se há mandados de prisão contra ele ou passagens. Outro desafio é aperfeiçoar o sistema integrado de câmeras de monitoramento de todo o estado, um verdadeiro cerco eletrônico. Permitir, por exemplo, que um policial na Linha Amarela receba a informação de um carro roubado e consiga, pela placa, saber naquele momento para qual direção o veículo seguiu — pontua o coronel.

Atuação em crimes específicos

Para o secretário Rogério Figueredo, entretanto, grande parte dos crimes cometidos é fácil de ser identificada. Ele aponta ainda a experiência de rua dos agentes. Além disso, apesar de os PMs terem a permissão do registro, ainda será preciso o aval do delegado responsável para que a ocorrência entre no sistema da Polícia Civil.

— Durante o inquérito, o delegado pode reavaliar a tipicidade do crime e fazer uma edição do documento, até porque podem surgir fatos novos. Além do mais, alguns crimes são claros: roubo a residência é sempre roubo a residência, assim como assalto a mão armada é sempre um assalto a mão armada, ou seja, são crimes quase universalizados — argumenta Figueiredo.

Com o SOVi, vítima e autor, quando possível, são ouvidos pelo PM e podem ser liberados em seguida. Crimes como roubos a pedestres ou a residências e os considerados de menor potencial ofensivo, com penas de até dois anos, não serão encaminhados a delegacias. Crimes contra a mulher e situações que precisem de perícia e prisões em flagrantes ainda serão registrados somente na presença de um delegado. No fim do registro, os usuários do serviço poderão ainda avaliar o atendimento prestado.

Twitter afirma que hackers ‘manipularam’ funcionários para conseguir acesso a contas

Os hackers que organizaram o ataque às contas no Twitter de celebridades e figuras políticas “manipularam com sucesso um pequeno número de funcionários” do Twitter, informou a empresa neste sábado (18).

Twitter afirmou que, no total, os hackers visaram 130 contas e conseguiram sequestrar 45 graças ao “uso de ferramentas acessíveis apenas às equipes de suporte interno”.

 

Entre as contas hackeadas estavam a de líderes políticos, como o candidato presidencial democrata  Joe Biden, o ex-presidente  Barack Obama, mas também de grandes empresários, como  Jeff Bezos, fundador da Amazon,  Elon Musk, chefe da Tesla, ou ainda  Bill Gates, fundador da Microsoft.

A partir das contas invadidas, os hackers enviaram mensagens atraentes incitando os inscritos a enviar bitcoins, uma criptomoeda, em troca do dobro do valor enviado.

De acordo com sites especializados que registram as movimentações em bitcoins, mas que não permitem que os destinatários sejam rastreados, foram enviados cerca de US$ 100.000.

Twitter informou neste sábado (18) que, para oito dessas contas, os hackers também baixaram dados, que normalmente estão disponíveis apenas para o proprietário da conta.

Nenhuma dessas contas era verificada, ou seja, dotada do pequeno “v” distintivo que aumenta sua credibilidade e concede certos privilégios aos usuários.

O Twitter também disse que, graças às ferramentas que assumiram o controle, os hackers conseguiram atravessar a barreira da autenticação dupla, que normalmente possibilita proteger uma conta além de uma simples senha.

Essa ação hacker, sobre a qual o FBI abriu uma investigação nos  Estados Unidos, desencadeou um debate sobre a segurança das plataformas sociais alguns meses antes da  eleição presidencial americana de novembro, mas também sobre as possíveis consequências se os hackers chegassem a sequestrar a conta de  Donald Trump, que muitas vezes conduz sua diplomacia no Twitter, onde tem 83,5 milhões de inscritos.

Na última quarta-feira (15),  quando aconteceu o ataque hacker, a conta @realdonaltrump não foi invadida.

‘Japonês da Federal’ perde cargo e terá que pagar multa após ser condenado por contrabando

Newton Ishii, o ex-agente da Polícia Federal, conhecido como “Japonês da Federal”, foi condenado por facilitação de contrabando pela fronteira Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu. Devido a isso, ele perderá o cargo e terá que pagar uma multa de R$ 200 mil.

De acordo com o juiz Sérgio Luis Ruivo Marques, da 1ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu, a conduta de Ishii ” foi de “extrema gravidade, com afronta direta a dignidade da função pública por ele exercida”.

A ação aponta que ele se “escondeu por trás do aparato institucional voltado ao combate do crime na fronteira, para facilitar o contrabando/descaminho, o que impede que o agente, após tal fato, prossiga atuando como agente policial”.

A multa de R$ 200 mil foi reais foi calculada a partir do valor de 40 vezes a média da renda autodeclarada por ele. O valor da condenação será atualizado monetariamente pelo INPC e sofrerá a incidência de juros moratórios, no patamar de 1% ao mês.

Além deste imbróglio, em 2009, o “Japonês da Federal” foi condenado por corrupção e descaminho por supostamente facilitar entrada de produtos contrabandeados do Paraguai. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) chegou a referendar a decisão de primeira instância, rejeitando recurso do acusado.

Tim, Vivo e Claro apresentam proposta por ativos móveis da Oi

A italiana TIMI, que opera a  TIM  no Brasil, a Telefônica Brasil, dona da Vivo, e a America Móvil, que opera a  Claro, apresentaram uma proposta conjunta pela unidade móvel da operadora  Oi, segundo documentos apresentados pelas empresas neste sábado (18).

As empresas de telecomunicações disseram que pediram à Oi o direito de cobrir potenciais propostas que a empresa brasileira possa ter recebido pelos ativos.

Segundo duas fontes com conhecimento do assunto, houve uma segunda proposta de um investidor estratégico estrangeiro com pequena presença no Brasil.

Para escolher o vencedor, a Oi não levará em conta apenas o valor da proposta, mas também qual grupo pode garantir aprovação dos órgãos reguladores para o negócio mais rapidamente. A  Oi está em recuperação judicial  desde 2016.

A operadora disse que recebeu mais de uma proposta pela sua unidade móvel, mas não revelou a identidade dos candidatos ou o número de propostas.

A Oi estabeleceu um preço mínimo de R$ 15 bilhões pelos seus ativos móveis. A empresa quer usar os rendimentos da venda para financiar o crescimento da sua banda larga de fibra ótica e pagar dívidas, tentando escapar da proteção de insolvência. Não ficou claro se a proposta cobriu o preço mínimo.

A Tim Brasil e a Telefônica Brasil disseram, em maio, que planejavam uma proposta conjunta pelos negócios da Oi móvel, sem mencionar a Claro – e apesar da pandemia da Covid-19.

“A transação, se completa, deve acrescentar valor para todos os acionistas e clientes, com mais crescimento, geração de eficiências operacionais e melhora na qualidade dos serviços”, afirmaram os três candidatos, em comunicados.

A maior portadora de linha fixa do Brasil tinha aproximadamente R$ 65 bilhões em dívidas quando pediu proteção contra falência.

Em outro comunicado, a Oi afirmou que recebeu proposta de R$ 1,08 bilhão pela unidade de torres da Highline do Brasil II Infraestrutura de Telecomunicações S.A.

Google está trabalhando em ‘tatuagens sensíveis ao toque’

Em mais um projeto de wearable, a Google quer transformar a pele em um touchpad através de tatuagens. SkinMasks, como são chamadas internamente, são tatuagens de henna carregadas de sensores que detectam toques diretos e convertem em comandos.

Até o momento, o projeto é exclusivamente experimental e está longe de ser disponibilizada para o público por inúmeros fatores — inclusive, a usabilidade. As tatuagens removíveis são equipadas com sensores de toque e podem ser colocados em várias áreas do corpo, detectando toques simples ou gestos assim que ativados.

A vantagem? Aproveitar a memória muscular e todos os gestos que já conhecemos. Apertar a mão, tocar no próprio corpo e outras ações mais peculiares poderiam aproximar o corpo de dispositivos e expandir as possibilidades para dispositivos de entrada.

A ideia é tornar a interação com tecnologia mais natural e integrar seu corpo aos sistemas. O toque entre dedos poderia servir para controle de mídia, enquanto outros gestos poderiam acionar a câmera para fotografias, apagar a tela e atender ligações.

“SkinMask é fino e flexível o bastante para se acomodar em superfícies irregulares, como tendões e ossos protuberantes”, foi descrito em um dos documentos do projeto, elaborado por pesquisadores da Saarland University.

Em vídeo, as tatuagens parecem responsivas e capazes de detectar uma grande variedade de gestos — alguns deles até mesmo com uma única mão. Contudo, o projeto está em estágios iniciais e está muito distante do visual de um produto. Além disso, as tatuagens ainda exigem a presença de um módulo arduino para funcionar.

 

Ideias curiosas

Em um artigo (somente em inglês), o CNET reuniu várias das invenções curiosas que são testadas internamente na Google. Além da tatuagem sensível ao toque, a companhia está trabalhando em controles de realidade virtual que simulam pesos de objetos virtuais e óculos que projetam ícones holográficos.

Assim como a SkinMask, todos os projetos estão em estágio inicial e podem nem sair dos laboratórios. Apesar disso, é interessante observar como a Google tenta explorar tecnologias ainda inéditas e conferir seu potencial de venda. Será que teremos alguma invenção curiosa nas lojas em breve?

Possíveis casos de reinfecção pela Covid-19 são investigados no Hospital das Clínicas de SP

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo investiga o caso de pacientes que voltaram a testar positivo depois de terem se recuperado da Covid-19. A reinfecção pelo vírus ainda é apenas uma hipótese.

Além de apresentarem novos testes positivos tempo depois de terem se recuperado do vírus, o HC explicou em nota que dois pacientes também voltaram a ter sintomas, mas não especificou quais foram nem o estado de saúde atual deles.

Assim como a hipótese de terem se infectado mais de uma vez, o HC também estuda a possibilidade dos testes positivos serem, na realidade, de fragmentos inativos do coronavírus que permaneceram no corpo dos pacientes, enquanto que a volta dos sintomas seriam de uma virose causada por vírus diferente.

“Os sintomas e testes positivos em dois períodos diferentes poderiam ser explicados por: outra virose por um vírus diferente, que causaria confusão porque haveria ainda  fragmentos inativos  que permaneceram no corpo do paciente; pela longa permanência do vírus no corpo, com período de inatividade; pela reinfecção, hipótese ainda pouco provável por não ter sido constatada em nenhum outro caso registrado pela literatura médica internacional”, explicou o HC em nota.

Ambos os pacientes estão sendo acompanhados pelo HC e serão testados para outros vírus, a fim de descartar a hipótese de infecção por vírus diferente da Covid-19. O HC não informou perfil dos pacientes.

Reinfecção e Covid-19

Até o momento, os cientistas não conseguiram comprovar a possibilidade de se infectar mais de uma vez pelo coronavírus.

Contudo, no dia 13, pesquisadores de uma universidade britânica anunciaram que a  carga de anticorpos de recuperados do coronavírus pode cair drasticamente ao longo do tempo – depois de 3 ou 4 meses. Uma das sugestões da pesquisa é que a reinfecção é possível.

Se comprovada a hipótese de reinfecção, as discussões sobre da imunidade de rebanho em torno da Covid-19 – quando uma população, ao atingir um número alto de pessoas resistentes a um vírus (por já terem sido infectadas ou vacinadas), cria um ambiente em que o vírus não consegue encontrar pessoas suscetíveis a serem infectadas – não seriam válidas.

Com paralisia cerebral, estudante da UnB vira ícone da autoestima no TikTok

Oinício da quarentena foi um “banho de água fria” para muita gente, em especial para a estudante de letras  Clara Marinho, 21 anos. Ela estava ansiosa pelo retorno das aulas na  Universidade de Brasília (UnB),  após as férias de fim de ano, quando a pandemia interrompeu seus planos. Para fugir do tédio, rendeu-se, assim como tantos jovens, ao TikTok. Foi a partir desse gesto despretensioso que sua vida mudou completamente, “de um dia para o outro”.

Como tem  paralisia cerebral  desde o nascimento, deficiência que limita parte dos seus movimentos, incluindo a fala, Clara começou a usar a rede social para dublar vídeos divertidos. A ideia era se distrair “diante de tantas notícias ruins”, relembra. A forma diferente com que se expressa, por causa da deficiência, chamou atenção dos usuários, a maioria crianças e adolescentes.

“Me perguntavam por que eu andava e mexia a boca de um jeito diferente, algumas até me chamavam de doente. Como eu não queria magoar ninguém e, ao mesmo tempo, queria explicar da maneira mais simples possível sobre a minha deficiência, procurei ser o mais didática que pude”, conta a estudante.

CLARA NOGUEIRA MARINHO, ESTUDANTE DE LETRAS DA UNB, ESCRITORA E PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Apesar de ser uma condição comum — de acordo com a  Organização Mundial da Saúde (OMS),    a paralisia cerebral afeta dois de cada mil bebês; e 15 de cada 100 bebês prematuros —, Clara constatou que havia muito desconhecimento sobre o assunto. “Por isso, não tenho raiva. Tem muita gente que sequer ouviu falar a respeito”, destaca.

Em resposta aos comentários preconceituosos, ela gravou uma série de vídeos, explicando como se dá a malformação cerebral, seus diferentes sintomas e sobre como encara a deficiência. “Sempre vi a PC como uma de minhas melhores características. Nunca a tive como uma patologia ou algo maléfico e que precisasse ser vencido”, salienta.

Em um deles, ela esclarece que, em seu caso, a paralisia afetou apenas o desenvolvimento motor, mas que há pessoas que apresentam deficiência intelectual, problemas comportamentais, dificuldade para ver ou ouvir e transtornos convulsivos. “Não significa que sou melhor que elas, só diferente.”

O conteúdo teve boa repercussão e, no dia seguinte, a brasiliense se deparou com dezenas de mensagens no WhatsApp e milhares de novos seguidores nas redes sociais. Hoje, são mais de 430 mil no TikTok e 60 mil no Instagram. Alguns de seus vídeos têm mais de 1 milhão de visualizações.

“Meus amigos me mandaram mensagem contando que o  Celso Portiolli  tinha compartilhado o vídeo, assim como outros famosos, alguns eu nem conhecia. Foi inesperado. Ainda estou em choque”, recorda.

No começo, a família de Clara ficou receosa com a exposição.

“Meus pais nunca me privaram de nada por eu ser deficiente. Pelo contrário, eles sempre estimularam minhas habilidades e me desafiaram. No entanto, tinham medo que alguém falasse algo que me machucasse. Expliquei a eles que o normal, até pouco tempo, era eu ter que me esforçar para abrir portas, chegar em alguém para pedir informação e essa pessoa virar a cara pra mim. Isso já aconteceu. O que eu tenho recebido é justamente o contrário, muita gente me ouvindo e apoiando”.

 

Escritora em formação e influenciadora

Antes da reviravolta que o TikTok provocou em sua vida, Clara usava as redes sociais para compartilhar algumas poesias, que sonha em transformar em livro. Os planos seguem e alguns conteúdos continuam. Agora, ela segmentou a atuação nas redes.

No app em que virou famosa e ícone da autoaceitação, ela compartilha vídeos mais dinâmicos, voltados para o público jovem. O Instagram, além de um espaço para divulgar seu trabalho, transformou-se em um canal de mensagens positivas, lives e informações a quem está disposto a saber mais sobre a   paralisia cerebral.

@cl_arinhamarParte 2… ##pessoacomdeficiencia ##deficiencia

♬ som original – cl_arinhamar

Ela ainda se considera uma “escritora em formação”, mas pretende se lançar às oportunidades e usar o espaço que conquistou para promover visibilidade e respeito para as  pessoas com deficiência (PCDs).

“Eu sempre precisei de ajudas em minha vida e eu sempre pedi aos céus que algum dia eu pudesse retribuir tais ajudas de alguma forma. E minhas preces foram ouvidas. É um prazer enorme poder compartilhar o pouquinho que vivi e ajudar as pessoas de alguma forma”, afirma.

Ao instalar o   TikTok no celular, em março, Clara buscava apenas uma forma de se distrair em meio ao distanciamento social. Hoje, sequer tem tempo para descansar e vive a mil com as responsabilidades impostas pela exposição. O sacrifício, de acordo com ela, tem valido a pena.

“Todos os dias, recebo dezenas de mensagens de pessoas que se inspiraram em mim, de alguma forma. Sempre tem pelo menos uma de uma pessoa com paralisia cerebral, elogiando a minha coragem, perguntando como consigo ser tão positiva e alto astral”, relata.

“Respondo que é difícil. Não conseguimos fazer tudo, mas precisamos nos aceitar. Se a gente não se ama, como esperar isso dos outros? Como conseguir dar amor para alguém? A deficiência não é algo ruim. Não precisa ser. É preciso entendê-la, aceitá-la e usá-la de uma forma positiva. É isso que faço e tento ‘jogar’ no mundo”, finaliza.

 

‘Tem que perguntar para o secretário de Saúde’, diz Witzel sobre fechamento de hospitais de campanha

Ao ser questionado na manhã deste sábado sobre o fechamento dos hospitais de campanha do Rio, o governador Wilson Witzel (PSC) afirmou que isso deveria ser perguntado ao secretário de Saúde do estado, Alex Bousquet. Witzel deu a declaração durante um evento na Ceasa, em Irajá, na Zona Norte do Rio. Ao chegar na central de abastecimento, o governador foi vaiado por trabalhadores, que também entoaram gritos de “ladrão”, e recebeu poucos aplausos de apoiadores. Os pacientes dos hospitais de campanha começaram a ser transferidos para outras unidades nessa sexta-feira.

— Isso que você tem que perguntar para o secretário de saúde. Tudo que fiz como governador para resolver o problema da pandemia foi pautado na opinião de especialistas. Nossa secretaria de Saúde investiu 12% do orçamento, no ano passado, e o percentual será superado este ano. Se compararmos os investimentos e o que está sendo apurado agora de irregularidade, o número apontado é menor do que a imprensa mostra — disse o governador, ao visitar a Ceasa de Irajá.

Witzel, que está sendo investigado por desvios de verba pública na Saúde e enfrenta um processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio, afirmou que os hospitais de campanha são problemas da secretaria de Saúde:

— Se eu tiver que tomar medidas para responsabilizar quem tomou decisão errada, vou buscar outros especialistas. Quando fazemos um plano, existe sempre a possibilidade de erro. Fazendo uma avaliação da política de saúde, vislumbro que acertamos muito mais que erramos. E o que foi feito de errado tem que ser corrigido.

O EXTRA procurou a assessoria da secretaria de Saúde, que encaminhou a mesma nota que já havia mandado desde cedo sobre os hospitais de campanha. Nela, a SES esclareceu que “os pacientes foram transferidos, de forma preventiva, para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, o Instituto Estadual do Tórax Ary Parreira e o Hospital Municipal Luiz Palmier, tendo em vista que o Iabas notificou sua decisão de interromper o funcionamento dos hospitais a partir deste sábado (18/07). A transferência foi feita de modo seguro e por decisão médica, solicitada através da Central Estadual de Regulação. As unidades para onde os pacientes foram transferidos são bem aparelhadas e dotadas de leitos especialmente preparados para atender pacientes de Covid-19.”

Ainda na nota, a SES frisou que “os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo não fecharam, como afirmou nesta sexta-feira o secretário Alex Bousquet. Neste momento, há um paciente internado no hospital de campanha de São Gonçalo. As duas unidades estão sob administração da Fundação Saúde. Os hospitais seguem ativos e em condições de receber pacientes se necessário, como apoio e contingência aos leitos regulares da rede hospitalar. Os equipamentos utilizados nos hospitais de campanha do Maracanã e São Gonçalo são bens do Governo do Estado e permanecem nas unidades.” (Veja abaixo nota da SES na íntegra).

DISCURSO INFLAMADO NA CEASA

Ao discursar para os comerciantes e apoiadores, o governador se exaltou ao se defender de acusações que vem recebendo:

— Eu não tenho apego a bens materiais. Pelo amor de Deus, entendam isso. Eu não tenho apego a carro, nem carro eu tenho. Não tenho apego a avião, jato. Não tenho apego a dinheiro. O único tesouro que me interessa e eu quero levar para o meu túmulo, deixar para as próximas gerações, ninguém vai tirar de mim. São princípios que meu pai me deu, minha mãe me deu e minha igreja me deu: a honestidade.

Witzel esteve na Ceasa para assinar um termo de compromisso garantindo que a central não será transferida de Irajá para Duque de Caxias. De acordo com o governador, a polêmica sobre a transferência do Ceasa Grande Rio para Caxias se encerra hoje. Ele afirmou que o projeto de uma nova central de abastecimento na Baixada Fluminense fica para o futuro.

— Bem no início do governo recebemos diversos projetos, de toda ordem. O projeto da Ceasa em Caxias é para o futuro. Esta Ceasa daqui não sai, é o povo que pede. Dentro das políticas públicas que planejamos para esse ano, tínhamos a previsão de investimentos na ordem de R$ 100 milhões para turismo e agricultura, que não foram executados por conta do isolamento social. Para 2021, como nosso isolamento foi bem feito e o Rio está entre os estados com declínio de contágio, esses recursos poderão ser aplicados, e teremos uma volta da economia pujante. Nossa previsão é de aumento da produção. Não haverá necessidade de tirar de um lugar para outro. Teremos que ter mais postos de abastecimento. Durante muito tempo a agricultura foi considerada um patinho feio no estado.

Há 46 anos funcionando em Irajá, o principal entreposto fluminense corria risco de trocar de endereço, por sugestão do prefeito de Caxias, Washington Reis, que quer levar o Ceasa para a cidade da Baixada. Com uma circulação de mil caminhões, dez mil carros e cerca de 60 mil mil pessoas por dia, o centro atacadista comercializou R$ 4,5 bilhões em hortifrutigranjeiros e cereais, em 2019.

O argumento de Washington Reis é que Duque Caxias está melhor situada, para receber as mercadorias e escoar a produção. A gestão do novo espaço sairia do governo estadual e passaria para uma concessionária. Mas comerciantes do Ceasa, produtores e moradores de comunidades do entorno são contrários a transferência. Os dirigentes da Associação Comercial dos Produtores e Usuários da Ceasa explicaram isso ao governador. Eles contam com apoio de políticos como os deputados estaduais Val Ceasa (Patriota) e Dionísio Lins (PP). Val tem um boxe no mercado e acompanhou a visita de Witzel, interessado no momento em cada voto favorável na Alerj.

NOTA NA ÍNTEGRA SOBRE FECHAMENTO DOS HOSPITAIS DE CAMPANHA

“A Secretaria de Estado de Saúde (SES) esclarece que os pacientes foram transferidos, de forma preventiva, para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, o Instituto Estadual do Tórax Ary Parreira e o Hospital Municipal Luiz Palmier, tendo em vista que o Iabas notificou sua decisão de interromper o funcionamento dos hospitais a partir deste sábado (18/07). A transferência foi feita de modo seguro e por decisão médica, solicitada através da Central Estadual de Regulação. As unidades para onde os pacientes foram transferidos são bem aparelhadas e dotadas de leitos especialmente preparados para atender pacientes de Covid-19.

A SES frisa que os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo não fecharam, como afirmou nesta sexta-feira o secretário Alex Bousquet. Neste momento, há um paciente internado no hospital de campanha de São Gonçalo. As duas unidades estão sob administração da Fundação Saúde. Os hospitais seguem ativos e em condições de receber pacientes se necessário, como apoio e contingência aos leitos regulares da rede hospitalar.

Os equipamentos utilizados nos hospitais de campanha do Maracanã e São Gonçalo são bens do Governo do Estado e permanecem nas unidades.

Somente em unidades de campanha, a SES tem à disposição os hospitais de São Gonçalo, Maracanã, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Nova Friburgo. A SES esclarece que os três últimos foram concluídos, sendo mantidos como leitos de retaguarda. Ou seja, caso ocorra uma segunda onda de Covid-19 no estado, eles serão utilizados para garantir vagas disponíveis para o atendimento à população. Também ficará na retaguarda o hospital modular de Nova Iguaçu. Ao todo, o estado terá 900 leitos de retaguarda nestas unidades para atendimento de pacientes em eventual segunda onda de coronavírus.

Cada um desses três hospitais de campanha ficará com 20 leitos prontos para emprego imediato caso seja necessário, inclusive com os profissionais de saúde preparados. Essa medida visa garantir a agilidade na eventual abertura de novas vagas. Os demais leitos também estarão concluídos e em condição para serem abertos rapidamente, caso haja necessidade no futuro.

Os dados da Covid-19 no estado estão sendo analisados diariamente, para que seja possível estabelecer estratégias de abertura gradual ou de fechamento da economia. Em caso de aumento do uso de leitos de Covid-19, o Governo do Estado voltará a contar imediatamente com essas unidades.”

Selvageria! Tubarão devora outro em praia dos EUA; vídeo

Um vídeo filmado pelo surfista e fotógrafo profissional norte-americano Jack Bates viralizou nas redes sociais por mostrar um tubarão-tigre se alimentando de um tubarão-martelo próximo à costa de uma praia de Palm Beach, na Flórida.

Ambas as espécies de tubarão costumam chegar próximo da praia para encontrar suas presas. Os tubarões-tigre estão entre as maiores espécies de tubarões costeiros, podendo alcançar 5,5 metros de comprimento. Já os tubarões-martelo podem crescer até 6 metros.

Ambos os animais se alimentam de outros bichos do mar, como tartarugas, arráias, entre outros. Veja o vídeo na sequência: