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PREFERÊNCIA A IDOSOS EM BANCOS E LOTÉRICAS SERÁ AMPLIADA

Os idosos, pessoas maiores de 60 anos, terão acesso preferencial em todos os caixas nos bancos privados e lotéricas durante a pandemia de coronavírus. Este é o objetivo do projeto de lei 2.283/2020, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta-feira (09/07), em discussão única. A proposta seguirá para o governador Wilson Witzel, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

Segundo o texto, esses estabelecimentos deverão disponibilizar o acesso preferencial inclusive para serviços de saques e validação de senha e cartão para os idosos, que são o grupo de maior risco para a covid-19. Essa parcela da população deverá ser atendida em, no máximo, 30 minutos. Os atendimentos com os gerentes de contas também deverão ter senhas separadas só para idosos, inclusive diferente das senhas preferenciais já existentes. Dentre os idosos, a prioridade especial é dos maiores de 80 anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos. Os bancos que realizarem pagamento salarial dos idosos ainda deverão adotar medidas que evitem filas e aglomerações, segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O descumprimento da norma acarretará na aplicação de multa no valor de 20 mil Ufir-RJ, aproximadamente R$ 71 mil, a ser revertida para o Fundo Especial de Apoio à Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon), aplicada em dobro no caso de reincidência. Esses estabelecimentos também poderão sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

“Vale ressaltar que as pessoas idosas são as que mais precisam desse atendimento presencial nos bancos e lotéricas, pois a grande maioria não é familiarizada com as inovações tecnológicas e muitos moram sozinhos”, declarou o deputado Marcelo Cabeleireiro (DC), que é o autor original da proposta.

Também assinam o texto como coautores os seguintes parlamentares: Carlos Minc (PSB), Bebeto (Podemos), Mônica Francisco (PSol), André Ceciliano (PT), Martha Rocha (PDT), Dani Monteiro (PSol), Gustavo Tutuca (MDB), João Peixoto (DC), Samuel Malafaia (DEM) , Waldeck Carneiro (PT), Renata Souza (PSol), Rosane Felix (PSD), SubTenente Bernardo (PROS), Dionísio Lins (PP), Val Ceasa (Patriota), Danniel Librelon(REP) , Enfermeira Rejane (PCdoB) e Eliomar Coelho (PSol).

AGORA É LEI: AUTORIDADE POLICIAL DEVERÁ SEGUIR PROCEDIMENTOS PARA CASOS DE AUTO DE RESISTÊNCIA

O Rio de Janeiro teve regulamentados os procedimentos que devem ser adotados pela autoridade policial nas ocorrências dos chamados autos de resistência – quando um indivíduo sofre lesão corporal ou é morto após resistir a uma ação policial. É o que determina a Lei 8.928/2020, que foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (10/07).

De acordo com a nova lei, o policial deverá, obrigatoriamente, tomar algumas medidas, como a solicitação imediata de equipe de apoio para preservação do local da ocorrência e a prestação de socorro à vítima, se houver lesão corporal. O socorro deverá ser feito prioritariamente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio (CBMERJ) e, em casos extremos, pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil, acompanhada por membro da família ou testemunha.

Além disso, todas as provas disponíveis deverão ser colhidas e a polícia técnico-científica deverá realizar perícia no local. Todos os policiais envolvidos, a vítima, as testemunhas e os médicos que fizeram o atendimento deverão ser ouvidos e as armas utilizadas na ocasião deverão ser identificadas pela autoridade policial.

Um processo apuratório deverá ser instaurado imediatamente pela instituição e o ocorrido deverá ser comunicado ao Ministério Público, à Defensoria Pública e ao órgão do Poder Executivo responsável pela promoção dos direitos humanos. Os casos de morte deverão ser encaminhados para a Divisão de Homicídios. Todas essas regras valem inclusive para as ocorrências de lesão ou morte de agentes da segurança pública durante operações.

A norma também determina que o policial que se envolver em mais de um auto de resistência dentro de um ano deverá ser avaliado pelo Setor de Psicologia e, se recomendado, ser afastado para serviços técnicos ou internos. Neste período, o agente passará por acompanhamento psicológico, capacitação em Direitos Humanos e aperfeiçoamento profissional.

O autor da medida, Carlos Minc (PSB), explica que o Estado do Rio apresenta altos índices de violência praticada em incursões policiais, assim como é grande o número de mortes decorrentes das operações de combate ao tráfico e ao crime. “Esta norma vai estabelecer critérios que ajudarão na realização da investigação e da consequente punição”, afirmou o parlamentar.

Empresários ligados ao MBL são presos em investigação de lavagem de dinheiro em SP, diz MP; movimento nega relação com detidos

Dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) foram presos na manhã desta sexta-feira (10) em São Paulo em uma investigação de um esquema milionário de lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público. O grupo nega relação com eles. A operação é realizada em parceria com a Polícia Civil e a Receita Federal.

De acordo com o MP, os presos Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido como Luciano Ayan) são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O órgão afirma que a família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, deve cerca de R$ 400 milhões em impostos federais. A sede do movimento, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, é alvo de buscas.

No entanto, o Ministério Público não esclarece a relação da suposta lavagem de dinheiro praticada pelos presos com a dívida de R$ 400 milhões do criador do movimento.

“As evidências já obtidas indicam que estes envolvidos, entre outros, construíram efetiva blindagem patrimonial composta por um número significativo de pessoas jurídicas, tornando o fluxo de recursos extremamente difícil de ser rastreado, inclusive utilizando-se de criptoativos [são uma representação digital de valores transacionados, como as criptomoedas], e interpostas pessoas”, diz nota do Ministério Público.

Em nota, o MBL afirma que Alessander e Carlos Augusto nunca foram membros do movimento e diz que as atividades empresarias e familiares dos fundadores do MBL são anteriores ao próprio Movimento e não possuem qualquer vinculação. (leia a íntegra abaixo). No entanto, em 2018, o convite de uma aula pública com Luciano Ayan, nome fictício de Carlos, aparece em um folder tem o nome do MBL.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de buscas e apreensão e dois de prisão na cidade de São Paulo e em Bragança Paulista, no interior do estado.

Na casa de Alessander Ferreira foram apreendidos R$ 37 mil em dinheiro. Também foram apreendidos documentos, computadores e HD. Na casa dos pais de Alessander, em Bragança Paulista, os policiais apreenderam mais de R$ 65 mil em dinheiro.

Os presos vão ficar detidos no 2º DP, do Bom Retiro, Centro de São Paulo.

A operação chamada de “Juno Moneta” faz referência ao antigo templo romano onde as moedas romanas eram cunhadas.

Cerca de 35 policiais civis do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) e 16 viaturas participam da operação.

Investigações

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, existe uma “confusão jurídica empresarial” entre as empresas Movimento Brasil Livre (MBL) e Movimento Renovação Liberal (MRL). O MBL disse, em nota, que “não existe confusão empresarial entre Movimento Brasil Livre e Movimento Renovação Liberal, haja vista que o MBL não é uma empresa, mais sim uma marca, sob gestão e responsabilidade do Movimento Renovação Liberal – única pessoa jurídica do Movimento”. (Leia abaixo).

A Promotoria diz que as doações não teriam sido depositadas diretamente na conta do movimento e que ocorreram de forma suspeita através de uma plataforma de pagamentos pela internet.

Segundo o MP, Alessander Monaco Ferreira é investigado por grande movimentação financeira e incompatível, além da criação e sociedade em duas empresas de fachada. Ele teria realizado doações suspeitas ao movimento através da plataforma Google.

O documento cita que Ferreira viajou mais de 50 vezes para Brasília, entre julho de 2016 a agosto de 2018 para o Ministério da Educação com objetivos não especificados. Ele foi contratado pelo governo estadual de São Paulo para trabalhar na Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso da Imprensa Oficial do Estado (CADA). O governo de São Paulo disse que Alessander Monaco foi empregado da Imprensa Oficial de fevereiro a dezembro de 2019 e que não tem mais vínculo empregatício. “Sua contratação foi baseada na experiência comprovada em currículo e atividades anteriores. Ele atuou em projetos de guarda digital, classificação de temporalidade e arquivamento de documentos na empresa. Os fatos até então revelados não tem relação com o Governo de São Paulo”, diz nota.

Ainda de acordo com o MP, Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido como Luciano Ayan, é investigado por ameaçar aqueles que questionam as finanças do MBL e disseminação de “fake news”. Ele também teria criado quatro empresas de fachada com indícios de movimentação financeira incompatível, segundo a Receita Federal.

Em 2018, o programa Profissão Repórter mostrou que o Facebook tirou páginas do ar administradas por Luciano Ayan por fake news. Na ocasião, ele explicou o motivo do uso do pseudônimo. “O objetivo de criar o pseudônimo foi basicamente poder fazer duas coisas manter minha atuação em consultoria de ti e também poder escrever sobre teoria política que é uma coisa que sempre me fascinou”, disse.

Notas MBL

Inicialmente, o MBL divulgou a nota abaixo:

“Alessander Monaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso não são integrantes e sequer fazem parte dos quadros do MBL. Ambos nunca foram membros do movimento. Uma notícia veiculada de maneira errônea por um portal criou tal confusão.”

Posteriormente, o movimentou divulgou um segundo posicionamento.

“Em que pese as alegações amplamente difundidas pela imprensa e até mesmo pelo Ministério Público quanto a ligação do senhores Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Morais Afonso, vulgo Luciano Ayan com o MBL, inicialmente cumpre esclarecer que ambos jamais fizeram parte do movimento.

Importa destacar que não existe confusão empresarial entre Movimento Brasil Livre e Movimento Renovação Liberal, haja vista que o MBL não é uma empresa, mais sim uma marca, sob gestão e responsabilidade do Movimento Renovação Liberal – única pessoa jurídica do Movimento – o que é fato público e notório, inclusive posto publicamente em inúmeros litígios onde a entidade figura como autora e até mesmo Requerida.

Chega a ser risível o apontamento de ocultação por doações na plataforma Google Pagamentos, haja vista que todas as doações recebidas na plataforma públicas, oriundas do YouTube e vulgarmente conhecidas como “superchats”, significando quantias irrisórias, feitas por uma vasta gama de indivíduos de forma espontânea. Sob o aspecto lógico, seria impossível realizar qualquer espécie de ocultação e simulação fiscal por uma plataforma pública e com quantias pífias.

Por fim cumpre esclarecer que as atividades empresariais e familiares dos fundadores do MBL são anteriores ao próprio Movimento e não possuem qualquer vinculação, haja vista que não possuem qualquer conexão ou convergência de finalidade. Com o respeito e acato ao órgão ministerial, importa esclarecer que as assertivas apontadas quanto ao MBL são completamente distantes da realidade, tratando-se de um devaneio tolo, totalmente despido de sustentação fática e legal com a única finalidade de macular a honra de um movimento pautado nos pilares da ética, da moral e da liberdade.”

Com perdas de R$ 100 milhões, BRT Rio pede socorro para não parar já no mês de agosto

A pandemia pela Covid-19 atingiu em cheio o setor de transportes e colocou o BRT Rio no CTI. Com queda drástica do número de passageiros desde o anúncio das medidas restritivas, em março, o BRT Rio registrou redução de 75% da demanda durante os 90 dias do ápice do isolamento social. A flexibilização das restrições de isolamento da população em junho, com a retomada gradual da atividade econômica de setores como serviços e comércio, devolveu 25% dos passageiros ao sistema, mas isso não tem sido capaz de equilibrar as contas. Com perdas de R$ 100 milhões nos últimos quatro meses, o risco de o BRT Rio interromper a operação a partir de agosto é cada dia maior.

“As projeções indicam que somente no segundo semestre de 2021 retomaremos o número de passageiros que o sistema tinha antes da pandemia. A situação do BRT Rio é calamitosa. Se o sistema não obtiver um socorro financeiro emergencial dos Governos o BRT não terá alternativa a não ser paralisar sua operação, o que poderá ocorrer já em agosto”, alerta o presidente-executivo do BRT Rio, Luiz Martins.

A situação crítica do BRT Rio comprova a realidade de outros modais do Rio de Janeiro. No MetrôRio e na Supervia as perdas estão em patamar similar ao do BRT, revelando que o colapso econômico-financeiro é comum a todos os modais de massa do Estado do Rio de Janeiro.

No período anterior à pandemia o BRT transportava cerca de 300 mil passageiros pagantes por dia, fora as gratuidades e evasões por calote. Com a implantação das medidas restritivas esse número caiu para 75 mil/dia em março, e se manteve assim até meados de junho. Após a terceira fase de flexibilização com restrições da Prefeitura do Rio, o BRT Rio vem registrando 150 mil passageiros/dia, ou seja, apenas 50% da demanda média antes da pandemia.

Sem previsão de retomar a totalidade dos passageiros nos próximos meses as dívidas se acumulam, ao mesmo tempo em que despesas com salários de rodoviários, manutenção dos ônibus articulados, compra de óleo diesel, manutenção das estações e terminais não param.

O BRT Rio adotou todas as medidas alternativas na tentativa de preservar empregos, concedendo férias e reduzindo jornadas, entre outras ações.  No entanto, na semana passada, a empresa se viu obrigada a demitir 670 funcionários para readequar sua folha de pessoal à realidade financeira da empresa.  Se o diagnóstico já era preocupante, a Covid-19 jogou o paciente no CTI.

 Antes da pandemia, o BRT já vinha lutando para manter os postos de trabalho frente a adversidades como a não concessão de reajuste da tarifa, política de gratuidades, evasão de passageiros, vandalismo e furtos nas estações. 

“Há quatro meses o BRT vem fazendo malabarismos para manter a operação e não deixar de atender a população, mas a situação chegou no limite.  Se o socorro financeiro imediato dos Governos não vier o BRT poderá parar já em agosto”, antecipa Luiz Martins.

Pandemia deve provocar a perda de 20 mil empregos em bares e restaurantes do Rio

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que cerca de 20 mil vagas de emprego em bares e restaurantes do município do Rio devem ser perdidas diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

3 Mil fechados e vem mais por ai

Segundo o estudo, cerca de 3 mil estabelecimentos já encerraram as suas atividades na capital, o que representa 30% dos bares e restaurantes que funcionavam antes da pandemia. A estimativa é de que outros mais de 2 mil fechem as portas até o fim do ano.

“O que é importante nesse momento é que os donos dos estabelecimentos tenham acesso efetivamente às linhas de crédito que já foram amplamente divulgadas pelo governo. Só no município do Rio, são R$ 9 bilhões em impostos gerados por bares e restaurantes. Então, é muito importante que esse dinheiro chegue porque já não há mais caixa”, diz Pedro Hermeto, presidente da Abrasel RJ.

Com a quarentena, os estabelecimentos precisaram encontrar alternativas para continuar funcionando. Foi o caso da empresária Ana Carolina Bandeira, cujo bar que administra ficou três meses sem receber clientes no Rio.

O delivery amenizou o problema, mas não cobriu nem 20% dos custos, segundo a empresário. A solução foi suspender os contratos dos 12 funcionários, reduzir as jornadas de trabaçho e apelar para um empréstimo bancário.

Ainda há esperança

“Eu espero que a gente consiga reverter esse quadro até o final do ano, mas não temos certeza assim. A abertura deu um respiro para a gente, foi mais tranquilo trabalhar, pagar as contas. Agora, com esse novo começo, a gente ainda vai ter uma redução de 60%, vai demorar um ano para a gente se restabelecer”, diz Ana Carolina.

Na cidade do Rio, segundo as fases de reabertura gradual, bares e restaurantes puderam abrir as portas desde o dia 3 de julho.

Na primeira noite da autorização, imagens de desrespeito às regras de distanciamento social foram registradas, principalmente, nos estabelecimentos da Zona Sul do Rio.

Depois da repercussão negativa dos flagrantes de bares lotados no Rio, os estabelecimentos voltaram a ficar vazios.

Após fim de ‘Amor de Mãe’, Malu Galli será dispensada pela Globo

A atriz Malu Galli, que faz parte do elenco na novela “Amor de Mãe”, não terá seu contrato renovado após o fim da trama, que está paralisada por conta da pandemia de coronavírus. A informação é da coluna “Notícias da TV”, do “Uol”.

Malu Galli já foi informada da decisão da emissora, onde ela estava há cerca de 13 anos. “Foi uma decisão da empresa. Fiz grandes amigos e só trabalhos bacana”, disse. “Foram 13 anos muito felizes”, disse Malu à colunista Patrícia Kogut.
Atualmente, Malu Galli está no ar nas reprises de “Malhação” e “Totalmente Demais”. Em “Amor de Mãe”, ela vive uma mulher rica que se torna alcoólatra após ser traída pelo marido, interpretado por Murilo Benício.
A globo ta realmente enxugando os custos.

Capitão da PM suspeito de chefiar a milícia na Zona Oeste do Rio se entrega na delegacia

O capitão da PM Leonardo Magalhães Gomes da Silva, suspeito de chefiar uma milícia que também atuava na venda de drogas em Vargem Grande e Vargem Pequena, na Zona Oeste, se entregou à polícia na noite de quinta-feira (9).

Se entregou

O oficial se entregou por volta das 22h, e já foi encaminhado para o Batalhão Especial Prisional da PM, em Niterói, na Região Metropolitana.

Ele era um dos principais alvos da operação Porto Firme, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e em parceria com a Delegacia de Homicídios da Capital e a Corregedoria da Polícia Militar.

Suposto Chefe

O Capitão Léo, como oficial é conhecido, é apontado pelo Ministério Público como o chefe desse grupo criminoso. Ele estaria disputando o controle de uma região conhecida como Pombo sem Asa.

A organização criminosa por ele comandada é, segundo o Gaeco, responsável por crimes como tráfico de drogas e de armas de fogo, além extorsões, homicídios, agiotagem e corrupção ativa na região das Vargens, na Zona Oeste.

Presos na operação

A operação Ponto Firme também prendeu Fernando Mendes Alves, cabo da PM que atua no Programa Centro Presente. Ele é apontado como o número 2 da organização criminosa. O cabo foi preso em casa, em Vargem Pequena.

No dia 7 de junho, uma chacina deixou quatro mortos e dois feridos na comunidade. A polícia também investiga se o Capitão Léo teria envolvimento com esses crimes.

Policial Militar é baleado na cabeça durante tiroteio

Um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Providência foi baleado na cabeça durante um intenso tiroteio na noite desta quinta-feira no Morro da Providência, na Gamboa, área central do Rio. Segundo a PM, agentes estavam em patrulhamento nas proximidades da Estação Américo Brum do Teleférico da Providência e na Ladeira do Barroso quando foram atacados atacados a tiros por criminosos.

A Policia informou 

A Polícia Militar informou que as equipes reagiram à ação criminosa e o policial militar acabou baleado. Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, onde permanece internado.

 

Veja uma parte da operação 

Segundo o relato de moradores da comunidade, a intensa troca de tiros começou por volta das 22h30, na Praça Américo Brum. Até o momento, não há informações de outros possíveis feridos, prisões ou apreensões. Ainda segundo a PM, o patrulhamento foi intensificado na região com equipes da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).

AGORA É LEI: O GOVERNO ESTÁ AUTORIZADO A USAR HOTÉIS PARA ACOLHER VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O Governo do Estado está autorizado a requisitar administrativamente hotéis, motéis, pousadas e outros estabelecimentos de hospedagem para acolher mulheres vítimas de violência doméstica e seus dependentes, durante a pandemia do coronavírus. É o que determina a Lei 8.927/2020, sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (09/07).

A medida estabelece que o acolhimento será concedido por juiz a requerimento do Ministério Público ou a pedido da mulher, garantido o sigilo. A norma ainda assegura que seja garantida à vítima proteção policial, quando necessário; transporte para o local de acolhimento, quando houver risco de vida; manutenção do vínculo trabalhista, quando for necessário o afastamento por até seis meses; bolsa auxílio no valor de pelo menos uma cesta básica e acompanhamento psicológico. Serão disponibilizados pelos estabelecimentos de hospedagem os serviços de lavanderia, serviço de alimentação, telefonia e internet.

Deverá ser mantido um cadastro atualizado dos locais de abrigamento do Estado e dos municípios. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos deverá disponibilizar ao Poder Judiciário a listagem atualizada das propriedades requisitadas administrativamente. Quando necessário, a localização das acomodações será mantida em sigilo, de modo a assegurar a proteção das vítimas e de seus dependentes.

A lei ainda prevê a articulação com demais entidades para viabilizar o encaminhamento de mulheres que, em razão de segurança, necessitam de abrigo longe de sua região de origem, até mesmo em outros estados. A medida dependerá de uma análise de risco realizada junto aos órgãos e instituições que compõem a rede de enfrentamento à violência contra mulheres.

Garantias aos proprietários

A requisição administrativa de que trata a medida deverá ser sempre fundamentada e se consolidará através de ato próprio específico, sendo garantido ao proprietário o direito ao recebimento posterior de indenização, incluindo as despesas com remunerações, encargos previdenciários e provisões trabalhistas, com base em tabela a ser divulgada pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) em conjunto com a Secretaria de Estado de Turismo (Setur). Os custos da aplicação da norma serão pagos pelo Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS).

A medida é de autoria original dos deputados Flávio Serafini (PSol), Renata Souza (PSol), Eliomar Coelho (PSol), Mônica Francisco (PSol), Dani Monteiro (PSol), Vandro Família (SDD), Giovani Ratinho (PTC), Anderson Alexandre (SDD), Val Ceasa (Patriota), Marcos Muller (SDD), Dionísio Lins (PP), Bebeto (PODE), Zeidan (PT), Lucinha (PSDB), Carlos Minc (PSB), Subtenente Bernardo (PROS), Enfermeira Rejane (PCdoB), João Peixoto (DC), Rosenverg Reis (MDB), Waldeck Carneiro (PT), Márcio Canella (MDB), Rosane Félix (PSD), Max Lemos (PSDB), Léo Vieira (PSC), Dr. Deodalto (DEM), Thiago Pampolha (PDT), Valdecy Da Saúde (PTC), Marcelo Cabeleireiro (DC), Carlos Macedo (REP), André Ceciliano (PT), Marina (PMB) e Danniel Librelon (REP).