Homem é preso por matar o próprio sogro na Rocinha. #ODia pic.twitter.com/WkNpPQIMTf
— Jornal O Dia (@jornalodia) July 8, 2020
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Fundador da Ricardo Eletro é preso em SP em operação contra sonegação fiscal em MG
Ricardo Nunes, fundador e ex-principal acionista da rede varejista Ricardo Eletro, foi preso no estado de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (8), em operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. A força-tarefa é composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil.
Por volta das 10h, Ricardo Nunes estava em uma delegacia de São Paulo. De lá, embarcaria em um avião para Belo Horizonte, escoltado pela força-tarefa. De acordo com o delegado Vitor Abdala, ele deve ser ouvido pela Polícia Civil até sexta-feira (10).
Laura Nunes é filha de Ricardo Nunes. — Foto: Reprodução / Redes Sociais
A filha de Ricardo, Laura Nunes, também foi presa, na Grande BH. Há ainda um mandado de prisão em aberto para diretor superintendente da Ricardo Eletro, Pedro Daniel Magalhães, em Santo André (SP). Até as 11h, ele ainda estava foragido. Um mandado de busca e apreensão foi expedido para Rodrigo Nunes, irmão de Ricardo.
A operação recebeu o nome de “Direto com o Dono”. De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados. A empresa Ricardo Eletro disse que “se coloca à disposição para colaborar integralmente com as investigações” (leia a nota na íntegra no final desta reportagem).
“O investigado se apropriou indevidamente do tributo. Em contrapartida, seu patrimônio só crescendo”, disse o delegado Vitor Abdala.
Além dos três mandados de prisão, a operação cumpre também 14 mandados de busca e apreensão. Em Minas Gerais, os mandados foram cumpridos nas cidades de Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima. Em São Paulo, há alvos na capital e em Santo André.
Ainda segundo Abdala, documentos, computadores e celulares foram apreendidos. O superintendente regional da Secretaria de Fazenda em Contagem, Antonio de Castro Vaz, disse que a empresa vinha omitindo recolhimento de ICMS há quase uma década.
“O alvo principal teria formalmente se desligado do grupo empresarial em outubro de 2015. Mas, mesmo assim, desde essa data, há indícios veementes que de fato ele continuava na administração do negócio, de modo que todas essas operações de blindagem patrimonial serviam apenas pra ocultar o proveito econômico dos delitos”, disse o coordenador da Ordem Econômica e Tributária de Contagem, Gustavo Sousa Franco.
Durante o cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão no bairro Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, o segurança de um prédio trancou as portas para impedir a entrada dos policiais e acabou levado para uma delegacia. “Foi necessária uma tentativa de arrombamento. Posteriormente foi aberta a residência e cumprida a busca”, explicou o delegado de Polícia Civil.
O G1 entrou em contato com o empresário Ricardo Nunes, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno.
O esquema
De acordo com as investigações, a rede de varejo cobrava dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não fazia o repasse ao estado. O MPMG informou ainda que a empresa se encontra em situação de recuperação extrajudicial, sem condições de arcar com dívidas.
Os bens imóveis do investigado não estão registrados no nome dele, mas de suas filhas, mãe e de um irmão. Ainda segundo a força-tarefa, o crescimento do patrimônio individual do principal sócio ocorreu na mesma época em que os crimes tributários eram praticados, caracterizando lavagem de dinheiro.
“Tem uma empresa nas ilhas britânicas em nome da mãe desse investigado, uma senhora de quase 80 anos de idade. Ela vai ser intimada a prestar declarações”, completou o delegado.
Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o sequestro de bens imóveis do empresário, avaliados em cerca de R$ 60 milhões, para ressarcir danos causados ao estado de Minas Gerais.
“O valor da dívida dessa empresa está girando em torno de R$ 380 milhões com o estado de Minas Gerais. Colegas promotores da Paraíba, do Rio de Janeiro e de Goiás me ligaram hoje, interessados no compartilhamento de informações e provas. Também nesses estados esse grupo empresarial é detentor de dívidas”, relatou o promotor de Justiça Fábio Reis de Nazareth.
De acordo com a força-tarefa, a pena do crime tributário pode chegar a 2 anos de reclusão. Já a pena por lavagem de dinheiro varia de 3 a 10 anos de prisão.
“A conduta do principal dono de esvaziar o patrimônio da empresa, que praticamente quebrou, é muito mais grave do que simplesmente o não pagamento do tributo. Até 2018, início de 2019, a empresa mantinha o estado em ‘banho-maria’, dizendo que tinha interesse de negociar, de reconhecer aquela dívida, mas, ao mesmo tempo, não fazia uma proposta viável. Assinava um termo de parcelamento, pagava uma ou duas parcelas e já se tornava inadimplente de novo”, afirmou Nazareth.
Normalmente, o ICMS corresponde a 18% do valor do produto vendido e deve ser repassado ao estado pelas empresas. No caso da Ricardo Eletro, a força-tarefa informou que este valor seria menor devido a benefícios concedidos ao empreendimento.
“Era um contribuinte que tinha benefício fiscal, já tinha privilégio em relação aos concorrentes, deveria pagar de 5% a 10%. Um beneficio especial, em dobro, diferenciado, e mesmo assim não repassava”, disse o promotor de Justiça.
Histórico da empresa
A primeira loja Ricardo Eletro surgiu em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, em 1989. Em pouco mais de 10 anos já estava entre as cinco maiores empresas de varejo de eletroeletrônicos do Brasil.
Em 2010, a Ricardo Eletro se fundiu à rede de lojas Insinuante criando o terceiro maior grupo varejista do país, chamado Máquina de Vendas. Em seguida, incorporou as marcas Citylar, Eletroshop e Salfer, unificando as lojas com a marca da Ricardo Eletro.
Em 2011, o empresário foi condenado à prisão por corrupção ativa, depois de ser alvo de denúncia da Procuradoria da República. Ele teria pago propina a um auditor da Receita para livrar a empresa de uma autuação. Ricardo Nunes recorreu da decisão.
Em 2018, o grupo entrou com uma ação de recuperação extrajudicial e, no ano passado, foi vendido para o fundo de investimentos e reestruturação Starboard.
Nota da Ricardo Eletro na íntegra
“A Ricardo Eletro informa que Ricardo Nunes e/ou familiares não fazem parte do seu quadro de acionistas e nem mesmo da administração da companhia desde 2019. A Ricardo Eletro pertence a um fundo de investimento em participação, que vem trabalhando para superar as crises financeiras que assolam a companhia desde 2017, sendo inclusive objeto de recuperação extrajudicial devidamente homologada perante a Justiça, em 2019.
Vale ainda esclarecer que a operação realizada hoje (08/07) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil, faz parte de processos anteriores a gestão atual da companhia e dizem respeito a supostos atos praticados por Ricardo Nunes e familiares, não tendo ligação com a companhia.
Em relação à dívida com o Estado de MG, a Ricardo Eletro reconhece parcialmente as dívidas e, antes da pandemia, estava em discussão avançada com o Estado para pagamento dos tributos passados, em consonância com as leis estaduais.
A Ricardo Eletro se coloca à disposição para colaborar integralmente com as investigações”.
Usuários do PicPay e Nubank reclamam de ‘sumiço’ de dinheiro do Auxílio Emergencial
Nesta terça-feira (7), clientes relataram em redes sociais que valores referentes ao auxílio emergencial, depositado pela caixa Econômica Federal, simplesmente desapareceram de suas contas.
O problema foi detectado em pelo menos em duas instituições: o banco digital Nubank e o aplicativo de pagamentos PicPay, que funciona como uma espécie de “carteira digital”.
O Nubank informou que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema da Caixa. O InfoMoney entrou em contato com as assessorias de imprensa da Caixa e do PicPay para pedir um posicionamento sobre o ocorrido, mas ainda não obteve resposta.
Grande parte dos usuários reclamaram sobre o sumiço do dinheiro via Twitter. Segundo a maioria dos relatos, um denominador comum do problema foi que, em média, cerca de R$ 600 sumiram das contas. Como a própria fintech confirmou depois, os problemas estavam relacionados ao auxílio emergencial distribuído pelo Governo Federal.
GENTE!! PELO AMOR DE DEUS, #nubank sumiu com meu dinheiro hoje!
Tinha um saldo de R$518,20 e apareceu esse “Ajuste” que deixou minha conta zerada. pic.twitter.com/iOi5kJCAHF— Pedrão (@opedromelloa) July 7, 2020
Na manhã desta quarta-feira (8), o Nubank veio a público se explicar sobre o ocorrido. Por meio de um posicionamento oficial em seu blog, o banco confirmou o problema e apontou que “uma falha sistêmica da própria Caixa” gerou o sumiço das quantias das contas dos clientes da fintech.
“Entre 15 de abril e 10 de junho de 2020, parte dos clientes do Nubank que realizou o pagamento de boletos por meio da Caixa Econômica Federal recebeu em sua conta digital uma quantia superior ao valor correto. O erro ocorreu devido a uma falha sistêmica da própria Caixa”, explica em nota.
Informado pela Caixa sobre o erro, o Nubank afirmou que comunicou os clientes sobre a falha e estornou os valores ao banco estatal. Mas, diante das reclamações, a fintech suspendeu o estorno à Caixa e devolveu os valores aos clientes. A empresa informou que aguarda esclarecimentos adicionais do banco estatal.
Confira abaixo, na íntegra, a nota do Nubank sobre o caso:
“Boa noite, comunidade!
Ontem, 07/07/20, recebemos vários relatos sobre estornos de valores dentro de algumas Contas do Nubank. Como esse é um tema muito importante e sempre buscamos ser transparentes com nossos clientes, gostaríamos lamentar o transtorno causado e esclarecer os acontecimentos.
Entre 15 de abril e 10 de junho de 2020, parte dos clientes do Nubank que realizou o pagamento de boletos por meio da Caixa Econômica Federal recebeu em sua conta digital uma quantia superior ao valor correto. O erro ocorreu devido a uma falha sistêmica da própria Caixa.
Assim que fomos informados pela CEF sobre a situação, agindo de boa fé, comunicamos nossos clientes sobre o equívoco e, seguindo as recomendações do banco, iniciamos o processo de estorno dos valores excedentes para a Caixa. As devoluções foram suspensas assim que identificamos inconsistências nos dados fornecidos pela Caixa.
Devido à imprecisão dos dados fornecidos, decidimos reverter os valores aos nossos clientes mesmo não sendo responsáveis pela falha. Os valores já estão sendo devolvidos hoje mesmo, e estamos aguardando esclarecimentos adicionais da Caixa.
Qualquer sugestão, estamos à disposição aqui. Se tiver dúvida específica sobre o seu caso, pode nos acessar nos nossos canais de atendimento.”
PicPay também apresenta falhas
Os usuários do PicPay também relataram problemas com o auxílio emergencial. O serviço da plataforma permite que o usuário use o cartão de débito virtual disponibilizado pela Caixa, e assim, receba o dinheiro do auxílio pelo aplicativo.
Alguns clientes relataram que o valor sumiu da conta. Outros dizem ainda que, dias depois de realizar o cadastro do cartão virtual no aplicativo, ainda não receberam o dinheiro na conta do PicPay.
faz 4 dias que fiz a transferência pra minha conta e até agora nada do dinheiro cair#picpaydevolvemeudinheiro pic.twitter.com/ZIZvrjUqK7
— mar 📖: tog¹ (@rcksmilerz) July 7, 2020
‘Machista’, diz Vera Magalhães após ser detonada por José de Abreu
Um comentário feito por José de Abreu nas redes sociais resultou em uma briga que está dando o que falar no Twitter nesta quarta-feira (8). Tudo começou quando o ex-ator da Globo criticou o desempenho da jornalista Vera Magalhães a frente do “Roda Viva”, programa de entrevistas da TV Cultura. A profissional rebateu o artista e o chamou de “machista” por seus comentários.
A briga teve início na segunda-feira (6) quando um usuário do Twitter escreveu o seguinte: “Gosto do Roda Viva coordenado pela Vera Magalhães. Tem trazido ótimos nomes e debatedores. Mas a insistência na retórica anti-Lula e em demarcar que o golpe não foi golpe, é cruel com quem entende de política e direito. E olha que eu não sou petista…”.
José de Abreu não concordou com a parte em que a jornalista foi elogiada e escreveu sua opinião sobre o desemprenho da apresentadora: “Odeio. Sem voz, sem competência, sem neutralidade, sem coerência, acho uma MERDA! Só está lá pelo marido tucano”.
Odeio. Sem voz, sem competência, sem neutralidade, sem coerência, acho uma MERDA! Só está lá pelo marido tucano. https://t.co/brPL3DGRbJ
— José de Abreu (@zehdeabreu) July 7, 2020
Vera Magalhães, que é casada com o ex-assessor do PSDB, Otávio Cabral, respondeu o ator na noite de terça-feira (7) e relembrou o episódio em que ele cuspiu em um casal durante uma discussão em um restaurante: “Ah, o machismo e a misoginia, essas chagas exclusivas da direita, não é mesmo? O que sou por minha responsabilidade. Casamento é outra coisa, Zé do Lixão, que cospe em mulher. Vai viver sua vida medíocre, filho”.
Ah, o machismo e a misoginia, essas chagas exclusivas da direita, não é mesmo? O que sou sou por minha responsabilidade. Casamento é outra coisa, Zé do Lixão, que cospe em mulher. Vai viver sua vida medíocre, filho. https://t.co/1YjIRWx28b
— Vera Magalhães (@veramagalhaes) July 8, 2020
Inclusão é tema de cursos oferecidos gratuitamente para profissionais de Educação Física
A Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude (Seelje) realiza durante essa semana o curso “Os diferentes olhares da inclusão”, em uma parceria com o movimento DNA Educação Física. A formação é feita de forma gratuita em por plataforma digital. A partir do dia 13, até o fim do mês, a programação de capacitação terá cursos individuais, às segundas e sextas, mantendo as temáticas da inclusão.
– O esporte é um forte aliado no processo de inclusão, por fortalecer a socialização e a integração da pessoa com deficiência. Portanto, se torna relevante que o tema seja abordado com profissionais de Educação Física, através de cursos e grupos de discussão, a fim de que possamos contribuir na preparação do profissional para que possa melhor atender a pessoa com deficiência em suas especificidades – declara Felipe Bornier, secretário de Estado de Esporte, Lazer e Juventude, que foi responsável pela criação da Superintendência de Inclusão Socioesportiva no Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Além dos cursos de capacitação, estão sendo oferecidas outras atividades gratuitas e on-line, como lives e fóruns. As inscrições são gratuitas, e limitadas, e devem ser realizadas no site www.dnaef.org/cursos-i.
– A Superintendência de Inclusão Socioesportiva tem atuado na promoção dos direitos da pessoa com deficiência, na esfera esportiva, incentivando que grandes eventos tenham etapas adaptadas e que suas estruturas tenham acessibilidade. Mas também contribui na formação dos profissionais, assim como na orientação de pais e cuidadores – afirma Valnei Costa, Superintendente de Inclusão Socioesportiva da Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude.
Colunista da Folha que diz ‘torcer’ pela morte de Bolsonaro será investigado pela PF
São Paulo – O atual ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, abrirá inquérito junto à Polícia Federal (PF) para investigar o colunista Hélio Schwartsman, que publicou nesta terça-feira o artigo “Por que torço para que Bolsonaro morra” na Folha de S.Paulo, após o presidente testar positivo para a covid-19.
Em seu perfil no Twitter, Mendonça afirmou que, entre os “princípios básicos do Estado de Direito”, está a liberdade de expressão da imprensa como “direito fundamental”. No entanto, “tais direitos são limitados pela lei”.
“Diante disso, quem defende a democracia deve repudiar o artigo ‘Por que torço para que Bolsonaro morra'”, afirmou o ministro na rede social. As postagens foram replicadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
– @AmendoncaMJSP @AmendoncaMJSP pic.twitter.com/IplARQ6k4J
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 8, 2020
O ministro afirma que as declarações feitas na coluna de Schwartsman violam os artigos 31, IV; e 26 da Lei de Segurança Nacional.
No artigo, o colunista afirma que a morte de Bolsonaro teria significado acentuado em relação a um presidente que tem minimizado a pandemia do novo coronavírus e “sabotando” medidas para enfrentá-la.
“Isso salvaria vidas? A crer num estudo de pesquisadores da UFABC, da FGV e da USP, cada fala negacionista do presidente se faz seguir de quedas nas taxas de isolamento e de aumentos nos óbitos”, escreveu Schwartzman.
Ele afirma ainda que, se Bolsonaro vier a óbito em decorrência da covid-19 , passará uma mensagem a “governantes irresponsáveis” que pensarem em “imitar seu discurso e atitudes, o que presumivelmente pouparia vidas em todo o planeta”. “Bolsonaro prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida”, conclui.
Após confusão em bares, Crivella volta atrás na previsão de liberar praias e pede apoio da PM
Depois dos problemas na reabertura de bares e restaurantes, o prefeito Marcelo Crivella disse nessa terça-feira que só vai liberar as praias — a ocupação da areia ainda está proibida — se tiver apoio da Polícia Militar. A medida estava prevista para a próxima sexta-feira, na terceira fase da reabertura planejada para acontecer em seis etapas.
Crivella disse que decidiu reavaliar a questão devido aos incidentes ocorridos no fim de semana, na Barra da Tijuca, quando um casal agrediu verbalmente um fiscal da Vigilância Sanitária:
— Precisamos do apoio da PM para que quem desacate os agentes seja levado para a delegacia. A Guarda Municipal e os agentes da Vigilância têm poder de polícia, mas não trabalham armados. A participação da PM está sendo discutida entre a Secretaria de Ordem Pública e a corporação.
Outra questão abordada pelo prefeito foi a volta das escolas da rede pública municipal. Crivella não garante mais que as aulas presenciais serão retomadas no início de agosto, como chegou a anunciar. Ele afirmou que vai depender das curvas de contágio da Covid-19 nas próximas semanas. De acordo com Crivella, 60% das pessoas ouvidas pela prefeitura são contrárias à reabertura das escolas agora.
Na terça-feira, o prefeito anunciou que cerca de 650 mil alunos da rede vão receber um cartão alimentação de R$ 50 para compras em supermercados. Até então, o valor só havia sido distribuído a famílias de menor renda, inscritas em programas sociais do município. Esses cartões começaram a ser distribuídos para 200 mil alunos da rede, num valor mais alto, de R$ 100.
Polícia prende integrantes de grupo de bate-bolas que estavam em festa da milícia no Tanque
Iabas pede na Justiça avaliação de serviços e diz que o contrato com governo do RJ ainda está vigente
A organização social Iabas entrou nesta terça-feira (7) com uma ação na Justiça do Rio para que uma comissão determine, através de uma perícia, se os serviços da OS, previstos em contratos firmados com a Secretaria Estadual de Saúde em meio à pandemia, foram efetivamente realizados.
A Iabas afirmou que os contratos com o Governo do Rio continuam vigentes.
Em nota, a OS cita a decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública de criar a comissão interdisciplinar que vai averiguar a execução do contrato de gestão.
No início de junho, o governo divulgou que um decreto afastou a Iabas da gestão dos hospitais de campanha do Estado. O motivo para a decisão foi o atraso para a conclusão das obras das unidades.
Até então, apenas o hospital do Maracanã, na Zona Oeste, havia tido parte da obra concluída. A unidade apresentou diversos problemas, como denúncias de troca de respiradores novos por obsoletos e falta de medicamentos.
Hospitais sem conclusão
No dia 1 de julho, o Secretário de Saúde, Alexandre Bousquet, anunciou que o governo do Rio desistiu de concluir dois hospitais de campanha – Campos e Casimiro de Abreu – planejados para vítimas da pandemia da Covid-19.
Outras unidades que estavam em processo de construção em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Nova Friburgo, na Região Serrana, serão concluídas, segundo Bousquet.
Bousquet afirmou que o contrato com a Iabas estava “judicializado” e que os pagamentos para a OS eram feitos através da interventora.
Íntegra da nota da Iabas
“A 5ª Vara da Fazenda Pública determinou a criação de uma comissão pericial interdisciplinar para a averiguar a execução do contrato de gestão que o IABAS mantém com o governo do Estado do Rio de Janeiro. A decisão atende a ação movida pelo Instituto para obter a produção antecipada de provas referente ao cumprimento de suas obrigações com os hospitais de campanha do Estado.
O pedido do IABAS ao Judiciário é para que se faça imediatamente uma perícia multidisciplinar, com profissionais das áreas médica, sanitária e de engenharia, indicados pela Justiça, a fim de verificar o que efetivamente foi implementado e quais serviços vêm sendo prestados pelo Instituto, de acordo com os termos estabelecidos em contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).
A medida é o instrumento jurídico mais adequado para preservar a tempo a verdade dos fatos, diante do risco de que, com a futura desmobilização dos hospitais de campanha (por natureza, provisórios) se torne praticamente impossível ao IABAS comprovar que prestou com correção os serviços firmados em contrato, apesar das inúmeras dificuldades externas surgidas no curso da realização dos trabalhos.”