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Trens da Supervia podem parar de circular em agosto

Após uma redução acumulada de 31 milhões de passageiros e um rombo de R$ 102 milhões na arrecadação desde março, a companhia de transporte ferroviário do Rio de Janeiro, Supervia, alerta agora para um risco de paralisação das operações em meados de agosto. Segundo o presidente da empresa, Antonio Carlos Sanches, diversas medidas já foram tomadas para tentar equacionar as contas, mas se nenhum aporte financeiro for realizado pelo governo estadual ou federal o colapso será “inevitável” e todos os ramais seriam interrompidos.
“O risco de paralisação existe, não temos condições de operar sem o caixa em dia. São R$ 102 milhões de perdas, que podem chegar em R$ 285 milhões até o fim do ano. Sem ajuda, a empresa entra em colapso financeiro e não consegue pagar os funcionários, a energia e a manutenção dos trens”, destacou Sanches.
Antes das medidas de isolamento social no estado por conta do novo coronavírus, a SuperVia transportava cerca de 600 mil passageiros por dia útil. Nos últimos meses, a queda média foi de 65%. Ou seja, menos 400 mil pessoas nos trens do Rio diariamente.
“Mesmo com a flexibilização nos últimos dias, só tivemos um aumento de 5% no número de passageiros diários. Estamos com uma perda mensal de R$ 30 milhões”, lamentou Sanches. “Precisamos de um socorro imediato de R$ 100 milhões até o mês de agosto.
Para isso, estamos conversando com o governo estadual, BDNES e também com os ministérios da Economia, da Casa Civil e do Desenvolvimento Regional. Todos estão sabendo da situação. A maior questão é o tempo, não podemos ter uma solução para novembro, dezembro. Se tiver um colapso, isso vai atingir toda a SuperVia, não vai dar para reduzir a operação”, explicou o presidente da concessionária.
Antonio Carlos Sanches acredita, entretanto, que a situação será resolvida antes de uma paralisação. “Tenho convicção que as negociações vão evoluir e teremos uma solução para que a coisa não chegue a esse ponto. Mas é importante alertar que não é só um problema do Rio, mas do transporte público de todo país. São empresas privadas que precisam de apoio”, disse.
Secretário estadual de Transportes do Rio negocia com a União uma Medida Provisória
Para o secretário estadual de Transportes do Rio, Delmo Pinho, a questão é ainda mais grave do que parece, pois se trata de uma crise em todo o sistema de mobilidade urbana fluminense. Pinho tenta, assim, negociar com a União uma Medida Provisória (MP) com um socorro federal à Supervia, MetrôRio, CCR Barcas e às concessionárias de ônibus intermunicipais.
“Não se trata de salvar um, temos que viabilizar o conjunto. Essa é a maior crise no setor dos últimos 50 anos e a retomada da economia ficará comprometida se não houver transporte público operando. Estou, junto aos secretários de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, tentando uma parceria com o governo federal. Não é apenas uma ajuda econômica, queremos aproveitar o momento para uma reestruturação, para um transporte público com mais eficiência, transparência e redução dos preços das passagens”, afirmou ele.
Simultaneamente, o governo estadual verifica possíveis dívidas com as concessionárias de transporte. Se confirmados, os valores poderiam ser repassados às empresas, o que daria um fôlego enquanto uma ajuda federal não chega. “Mas sabemos que isso não será suficiente e depende de um trâmite junto a Alerj, Tribunal de Contas e Ministério Público”, ponderou Pinho.
Procurados, os Ministérios da Economia, da Casa Civil e do Desenvolvimento Regional não responderam as solicitações da reportagem.

 

Habeas corpus de Queiroz vai ao STJ e pode ser decidido por presidente da Corte

Brasília – A desembargadora Suimei Cavalieri, do Tribunal de Justiça do Rio, encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) os habeas corpus apresentados pela defesa de Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia Oliveira de Aguiar. Ele está preso desde o dia 18 de junho; ela, foragida desde então. O processo chegou ontem à noite a Brasília.
Suimei compõe a 3ª Câmara Criminal do TJ e foi voto vencido ao decidir pela manutenção do Caso Queiroz na primeira instância. Ou seja, entendeu que Flávio Bolsonaro não tem direito a foro especial na segunda instância por ser deputado estadual na época em que os crimes teriam sido praticados.
No entanto, como os demais desembargadores deram o benefício ao hoje senador, Suimei entendeu agora que, já que o caso vai para o segunda instância, cabe ao STJ, que está acima do Órgão Especial do TJ fluminense, julgar os pedidos de habeas corpus relativos a ele. O documento está nas mãos do presidente João Otávio de Noronha, único ministro que não está de recesso.
Como o Estadão mostrou no mês passado, Noronha tem perfil governista: em decisões individuais, atendeu aos desejos da Presidência da República em 87,5% dos pedidos que chegaram ao Tribunal.
Queiroz é amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro e, segundo o Ministério Público, atuava como operador financeiro do suposto esquema de desvios liderado pelo filho ‘01’ do presidente.
O ex-assessor foi alvo de prisão preventiva há cerca de três semanas. Ele é acusado de praticar obstrução de Justiça ao longo do processo. No habeas corpus, a defesa pede a conversão da prisão preventiva em domiciliar.
Os advogados citam o estado de saúde de Queiroz e o contexto de pandemia, além de criticarem fundamentos da medida autorizada pela Justiça.
O caso estava prestes a ter a primeira denúncia apresentada quando os desembargadores do Rio mudaram o foro de Flávio. O MP entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal para que a investigação volte para a primeira instância. A expectativa é de que os ministros analisem o pedido em agosto, quando voltarem do recesso.

 

Mulher é presa após lutar com policiais em abordagem por festa

Uma mulher de 25 anos foi presa depois de xingar e lutar contra policiais durante uma abordagem policial. O caso aconteceu na cidade de Santos , no litoral paulista. Segundo vizinhos, a mulher, que não teve a identidade confirmada, o motivo da abordagem seria a realização de festas .

Para conter a jovem, os policiais utilizaram spray de pimenta. No momento em que os agentes chegaram o prédio, a mulher estava discutindo com um grupo de moradores na frente do edifício. Ao tentarem interferir na situação, os PMs foram ofendidos pela mulher.

Isso fez com que a mulher recebesse voz de prisão. Ela ofereceu resistência e só conseguiu ser acalmada com o uso do spray. Já na delegacia, a jovem ficou em silêncio e assinou um termo por “desacato e perturbação do sossego alheio”.

Segundo os policiais, agentes já atenderam outra ocorrência envolvendo barulho e perturbação no apartamento da mulher.

TCU aponta indícios de pagamento de auxílio emergencial indevido a mais de 230 mil empresários

O  Tribunal de Contas da União (TCU)  identificou 235.572  empresários com indícios de serem sócios ou responsáveis por empresas e que receberam o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal. Eles fazem parte de um grupo de   620.299 pessoas suspeitas de recebimento indevido.

Para levantar as supostas irregularidades, o TCU fez  cruzamentos de dados  com a folha de pagamento do auxílio emergencial de abril de 2020. O órgão de controle verificou fragilidade nas informações e nos critérios adotados pelo governo para a concessão do benefício.

Diante deste quadro, o TCU determinou ao Ministério da Cidadania que, no  prazo de 15 dias, indique os controles a serem implementados para reduzir os indícios de inconsistências identificadas nas análises sobre os beneficiários nas folhas de pagamento do auxílio emergencial relativo à pandemia da Covid-19.

Em nota, o Ministério da Cidadania informou que a Controladoria-Geral da União (CGU) analisou 30,5 milhões de pagamentos do auxílio emergencial e encontrou inconformidades em 160 mil, o que representa 0,5% deste total.

Critérios

Para a análise do TCU, foram considerados bancos de dados como o de responsáveis e sócios de pessoas jurídicas da Receita Federal e o Cadastro Nacional de Empresas (CNE), do Ministério da Economia. Como essas bases não identificam explicitamente quem é microempreendedor individual (MEI), foram consideradas apenas empresas com dois ou mais empregados. O MEI só pode ter um funcionário.

Ainda segundo o relatório do TCU, “o público identificado nesse cruzamento é bastante heterogêneo, podendo conter desde o pequeno empresário que está com seu comércio fechado sem a renda necessária para alimentar sua família até o grande empresário que possui as condições de se sustentar em casa durante a quarentena”.

O critério adotado pela Dataprev foi analisar as bases de dados do Imposto de Renda da Receita Federal. “No entanto, dividendos de empresas (além de outras aplicações) gozam de isenção tributária e, portanto, não contariam para o referido limite”, aponta o relatório.

Quanto ao critério de renda familiar, o relatório diz que, no caso do empresário, “a Dataprev e o Ministério da Cidadania não teriam acesso a sua renda ou a uma proxy confiável”. Afirma ainda que mesmo o valor da contribuição do INSS não necessariamente reflete a renda real do contribuinte, o que dificulta a identificação desse público.

“Desta forma, poderia haver  disparidade entre os critérios definidos pela lei,  que, em conjunto com restrições operacionais enfrentadas pelo Ministério da Cidadania, não possibilitariam a focalização razoável do auxílio ao considerarmos o público contribuinte individual do INSS”, informa o relatório.

O documento cita como exemplo dessa fragilidade “os casos de empresários conhecidos que, conforme amplamente noticiado,  tiveram os pedidos de auxílio emergencial aprovados”.

Punição

O Ministério da Cidadania informou ainda que, aqueles que, por algum motivo, estão tentando burlar a legislação que rege o auxílio emergencial estão sujeitos às penalidades descritas no art. 4º, da Portaria 351, de 7 de abril de 2020, e serão obrigados a ressarcir os valores recebidos de forma indevida.

Segundo a pasta, quando alguma irregularidade é confirmada, a Polícia Federal (PF) é comunicada. O ministério afirma que a CGU e a Advocacia-Geral da União (AGU) também estão atuando na fiscalização e no ajuizamento de ações.

Ameaçado! Carnaval de Rua do Rio só acontecerá se vacina contra covid-19 for descoberta

O Carnaval de Rua do Rio em 2021 está ameaçado por conta da pandemia e pode não acontecer. As ligas de blocos Sebastiana, Amigos do Zé Pereira, Carnafolia, Liga João Nogueira, Sambare e Coreto, e de grandes blocos como Bola Preta, Bloco da Anitta, Fervo da Ludmila e Monobloco afirmaram que só irão colocar o bloco na rua  caso uma vacina contra o coronavírus seja descoberta até lá. As informações foram divulgadas pela colunista Rita Fernandes, da Veja Rio.

“Se não surgir [a vacina], não tem conversa, o Bola não sai. Seria muita irresponsabilidade”, declarou o presidente do tradicional Cordão da Bola Preta, Pedro Ernesto, à publicação. Ainda de acordo com Pedro, eles cogitam em desfilar em outra data fora do Carnaval.
Já o médico, diretor da liga Sebastiana e presidente do bloco Suvaco de Cristo, João Avelleira, alerta que alguns fatores serão levados em conta para a tomar a decisão de desfilar. ”Vamos analisar se chegaremos ao final do ano com um grande número de infectados [para isso será necessária uma grande quantidade de testes]. Se sim, a possibilidade de contato com alguém doente diminui, mesmo no Carnaval, mas é preciso saber o tempo que dura a imunidade”, pondera.
Entre setembro e outubro, período em que se espera ter uma panorama mais definido, as lideranças irão se reunir para conversar e bater o martelo.
Já a Riotur, órgão responsável pela organização e infraestrutura do Carnaval, informou que estão acompanhando a evolução do controle da pandemia, mas que ainda não é possível falar em definição sobre o Carnaval de 2021.
“Vale lembrar ainda que o carnaval é um feriado nacional e envolve outras esferas, e não apenas a municipal, e, no carnaval de rua, envolve também as ligas representantes dos blocos.
Além disso, a discussão sobre esse assunto também deve estar de acordo com o Protocolo de Intenções, assinado entre a Riotur, o Ministério Público e diversos outros órgãos públicos, afim de ordenar e melhorar o planejamento do carnaval de rua da cidade.
Trata-se, portanto, de uma questão muito ampla, com vários atores envolvidos.  Uma decisão sobre este assunto, claro, deve ser tomada em conjunto, sempre baseada em estudos científicos que garantam a segurança de todos. Este cenário, ainda inconclusivo quanto ao futuro desta pandemia, dificulta previsões”, disse o órgão em nota.
Essa não é a primeira vez que o Rio enfrenta esse tipo de impasse. Em 1918, a cidade passou por uma pandemia de Gripe Espanhola, que vitimou mais de 15 mil pessoas. Após superar a doença, a cidade registrou uma dos seus maiores carnavais no ano seguinte, 1919.

João Pedro: policiais investigados mudaram versão sobre tiros disparados do helicóptero

Os policiais investigados pelo homicídio do adolescente João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, deram duas versões diferentes sobre tiros disparados do helicóptero em direção ao Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. No primeiro depoimento que prestaram, no dia do homicídio, os três agentes investigados omitiram que fizeram disparos da aeronave. Já no segundo relato, uma semana depois, eles afirmaram que atiraram um total de 29 vezes do helicóptero em direção ao solo.

Segundo a segunda versão apresentada pelos três policiais — lotados na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) —, os disparos do helicóptero foram feitos quando a equipe chegou ao Complexo do Salgueiro e foi atacada por criminosos armados. O agente que afirmou ter dado mais tiros da aeronave é o inspetor Mauro José Gonçalves, que apertou o gatilho 15 vezes antes do pouso.

Gonçalves afirmou, no seu relato, que alertou pelo aparelho de som da aeronave “a respeito do ataque em curso aos demais operadores, enquanto repelia à agressão sofrida, disparando contra os opositores”. Os tiros feitos do alto foram citados nos depoimentos do piloto, do copiloto e do delegado que chefiava a Core na época, Sérgio Sahione — ele estava na aeronave, mas não atirou. Segundo os depoimentos, só fizeram disparos do alto os três agentes que estavam posicionados na direita da aeronave — que eram exatamente os mesmos que entraram na casa.

Marcas de tiro na janela da casa onde aconteceu o crime Foto: João Luis Silva / Rio de Paz

Todos os três agentes investigados afirmaram que invadiram a casa onde estavam João Pedro durante uma perseguição aos homens que haviam visto do helicóptero. Após a aeronave pousar, os três deram mais 35 tiros dentro do imóvel, segundo admitiram em seu segundo depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). Também foi Gonçalves o agente que mais deu disparos dentro da casa: 16 tiros. Segundo investigadores, o tiro que matou João Pedro foi disparado de dentro do terreno da casa.

Em seu segundo relato, Gonçalves também mudou a versão sobre a arma que usou para disparar dentro da casa onde o adolescente foi morto, como EXTRA revelou no mês passado. No primeiro depoimento, ele alegou que só usou, no dia do crime, um fuzil de calibre 762. Já uma semana depois, disse que, na verdade, portou dois fuzis durante a operaçao: o de calibre 762, segundo a nova versão, foi usado no helicóptero; após o pouso, o agente disse ter usado um fuzil M16 de calibre 556, mais leve, que levava como “reserva”.

Gonçalves alegou que cometeu um “erro” em seu primeiro depoimento, pois só portava seu fuzil “principal” na delegacia. O tiro que matou João Pedro foi disparado por um fuzil de calibre 556 — justamente a arma que o agente omitiu ter usado inicialmente. O projétil foi encontrado no corpo do adolescente no dia seguinte ao crime. A arma “reserva” só foi entregue para a perícia uma semana após o homicídio.

João Pedro foi morto durante operação das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no dia 18 de maio. Os três agentes da Core investigados pelo crime foram afastados e, atualmente, só realizam atividades burocráticas. Além de Gonçalves, são alvos da investigação os também inspetores Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister. Os policiais foram convocados para prestar um terceiro depoimento, no Ministério Público, mas não compareceram.

Cometa que se aproxima da Terra é fotografado no céu do Líbano

O cometa Neowise está visível a olho nu e foi fotografado enquanto passava pelo céu do Líbano, no começo desta semana. Na terça-feira (7), a agência espacial norte-americana (Nasa) escolheu um clique que mostra o C/2020 F3 como a Foto Astronômica do Dia.

Descoberto no final de março, o cometa pode ser visto durante quase todos os dias de julho, isso porque sua trajetória o deixa mais perto da Terra. Mas ele já passou por outros lugares e, na semana passada, o Neowise esteve bem perto do Sol ao viajar pela órbita de Mercúrio.

O “iceberg interplanetário”, como descreveu a Nasa, resistiu ao aquecimento solar e está passando pela Terra antes de iniciar sua jornada para fora do Sistema Solar.

Os cometas são feitos de gás, gelo e poeira e se formam no disco rotativo de matéria (disco protoplanetário) que orbita em torno de uma estrela, e onde costuma surgir planetas, asteroides e outros corpos celestes.

Os registros mostram uma cauda e isso é um indicativo a presença de gases.

O Neowise é um dos poucos cometas do século XXI que podem ser vistos a olho nu, segundo a agência espacial. Por isso, já há registros de sua passagem em diferentes países do hemisfério norte.

Na segunda-feira (6) o cometa C/2020 F3 foi avistado no céu da Hungria. Ele deve se chegar ao ponto mais próximo da Terra em 23 de julho.

MC Poze é considerado foragido, investigado por ligação ao tráfico

Investigado pela polícia por ligação ao tráfico, o DJ MC Poze já é considerado foragido pela Justiça. O MC foi denunciado pelo Ministério Público e a 35ª vara criminal do Rio decretou a prisão preventiva de Poze, com base nas investigações. A polícia tentou prendê-lo nesta segunda-feira (6), mas não o encontrou.

De acordo com o inquérito, MC Poze, cujo nome é Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, faz parte da maior facção criminosa do Rio. Ainda segundo a polícia, ele incita a violência, promove o grupo criminoso e participa de shows pagos pelo tráfico, como uma apresentação que ocorreu na favela do Jacarezinho, na Zona Norte.

Em uma imagem, o DJ aparece segurando um fuzil com a camisa da argentina — Foto: Reprodução

A apresentação em questão era a festa de aniversário do traficante Felipe Ferreira Manoel, conhecido como Fred, em março deste ano. Segundo as investigações, Fred é o número dois no controle do tráfico no Jacarezinho.

De acordo com a polícia, Poze recebeu R$ 20 mil pela apresentação, pagas pelo tráfico de drogas. Em um vídeo, o cantor e DJ aparece segurando um fuzil com a camisa da argentina. Na imagem exibida no vídeo, ao lado dele, segundo a polícia, estava o traficante Neymar, morto em maio do ano passado em confronto com a Polícia Militar.

Poze do Rodo ganhou fama com a música e notoriedade pela sua forma de exibir joias nas redes sociais — Foto: Reprodução

Três milhões de seguidores

Em uma de suas redes sociais, Poze tem mais de três milhões de seguidores. O DJ, nascido na favela do Rodo, em Santa Cruz, na Zona Oeste, ganhou fama com a música e notoriedade pela sua forma de exibir joias e mulheres, entretanto, fora das redes sociais, sua vida é alvo de uma investigação da Polícia Civil.

Em depoimento à polícia, Poze confirmou que foi traficante entre os anos de 2015 e 2016, na favela em que nasceu. Ele teria exercido a função de vapor do tráfico, que é transportar e vender drogas, mas afirmou aos policiais que abandonou o tráfico quando a milícia invadiu a comunidade.

Poze é considerado foragido pela Justiça — Foto: Reprodução

MC Poze confirmou que recebeu R$ 20 mil para fazer o show no Jacarezinho no dia 6 de março deste ano, mas ele afirmou que não sabia que o show seria para o tráfico de drogas, nem para a comemoração do aniversário do traficante Fred.

Quanto a fotos que constam na investigação, em que ele aparece ostentando fuzis e até uma granada, Poze disse que eram da época em que ele ainda era traficante.

Marlon Brendo Coelho Couto Silva, de 20 anos, conhecido como MC Poze do Rodo, do Rio de Janeiro, foi preso por apologia ao crime em MT — Foto: Twitter/Reprodução

Prisão no ano passado

Ele já havia sido preso em setembro do ano passado em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Ele foi preso por apologia ao crime, corrupção de menores e tráfico de drogas durante um show que, segundo a Polícia Militar, foi organizado por uma organização criminosa. No evento em que foi detido, mais de 40 adolescentes foram flagrados com álcool e drogas.

Bebidas, maconha e cocaína apreendidas em baile funk em Sorriso — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso/Assessoria

Policial militar é baleado durante tentativa de assalto na Zona Oeste

Um  policial militar foi baleado, na tarde desta terça-feira, durante uma tentativa de assalto a um restaurante na Avenida Piraquara, em Realengo, Zona Oeste do Rio. Identificado como Leonardo da Silva Garcia, o militar estava de folga e foi baleado quando tentou reagir ao roubo. Inicialmente, ele foi socorrido para o Hospital Municipal Albert Schweitzer e transferido para o Hospital Central da Corporação, no bairro Estácio, Centro do Rio. Segundo a Polícia Militar, Leonardo não corre risco de morrer.

O vídeo da câmera de segurança enviado ao O Dia  mostra o momento que o policial reage ao ver a tentativa de assalto, com pelo menos dois suspeitos envolvidos, mas logo é baleado por um deles.  Confira!

Equipes do 14° BPM (Bangu) realizam ações de varredura pela região em busca dos envolvidos na ação. O caso foi registrado na 33ª DP (Realengo).

Rio de Janeiro registra 183 mortes por covid-19 em 24h; óbitos passam de 10,8 mil

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro registrou, até esta terça-feira, 124.086 casos confirmados e 10.881 óbitos por coronavírus em todo o estado. Há ainda 1.025 óbitos em investigação e 301 foram descartados. Entre os casos confirmados, 101.554 pacientes se recuperaram da doença. Nas últimas 24h, 183 pessoas morreram de covid-19.

Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira:

Rio de Janeiro – 61.658
Niterói – 6.809
São Gonçalo – 5.795
Nova Iguaçu – 3.522
Duque de Caxias – 3.403
Macaé – 2.730
Itaboraí – 2.703
Angra dos Reis – 2.351
Campos dos Goytacazes – 2.052
Volta Redonda – 1.982
São João de Meriti – 1.786
Queimados – 1.777
Magé – 1.715
Belford Roxo – 1.545
Itaguaí – 1.545
Maricá – 1.448
Teresópolis – 1.120
Cabo Frio – 1.005
Itaperuna – 961
Petrópolis – 872
Guapimirim – 851
Rio das Ostras – 813
Mesquita – 782
Nilópolis – 751
Três Rios – 607
Nova Friburgo – 596
Barra Mansa – 572
Rio Bonito – 528
São Pedro da Aldeia – 485
Barra do Piraí – 484
Seropédica – 471
Santo Antônio de Pádua – 449
Resende – 439
Paracambi – 395
Tanguá – 395
Paraíba do Sul – 389
Vassouras – 387
Casimiro de Abreu – 383
Araruama – 381
Mangaratiba – 380
Saquarema – 351
Cachoeiras de Macacu – 345
São João da Barra – 330
Paraty – 309
São Francisco de Itabapoana – 235
São José do Vale do Rio Preto – 230
Quissamã – 227
Valença – 222
Iguaba Grande – 217
Conceição de Macabu – 211
Piraí – 211
Natividade – 208
Japeri – 189
Armação dos Búzios – 185
Sapucaia – 162
Bom Jesus do Itabapoana – 158
Italva – 158
Miracema – 154
Carapebus – 153
São Fidélis – 153
Pinheiral – 152
Cardoso Moreira – 150
Rio Claro – 145
Laje do Muriaé – 138
Itaocara – 134
Porciúncula – 120
Miguel Pereira – 114
Silva Jardim – 112
São José de Ubá – 106
Areal – 98
Aperibé – 94
Arraial do Cabo – 86
Varre-Sai – 76
Carmo – 74
Engenheiro Paulo de Frontin – 72
Mendes – 67
Cambuci – 66
Porto Real – 65
Comendador Levy Gasparian – 59
Bom Jardim – 58
Paty do Alferes – 56
Itatiaia – 52
Trajano de Moraes – 41
Cordeiro – 39
Duas Barras – 32
Sumidouro – 31
Santa Maria Madalena – 29
Quatis – 26
Cantagalo – 25
Macuco – 21
São Sebastião do Alto – 14
Rio das Flores – 9

As 10.881 vítimas de covid-19 no estado foram registradas nos seguintes municípios:

Rio de Janeiro – 7.055
São Gonçalo – 487
Duque de Caxias – 462
Nova Iguaçu – 353
São João de Meriti – 243
Niterói – 232
Belford Roxo – 184
Magé – 139
Itaboraí – 134
Campos dos Goytacazes – 112
Mesquita – 112
Petrópolis – 95
Angra dos Reis – 87
Macaé – 87
Nilópolis – 87
Itaguaí – 79
Volta Redonda – 69
Maricá – 61
Cabo Frio – 50
Teresópolis – 50
Nova Friburgo – 40
Araruama – 36
Barra Mansa – 35
Guapimirim – 35
Três Rios – 33
Queimados – 31
Tanguá – 31
Barra do Piraí – 27
Rio das Ostras – 26
Seropédica – 26
Mangaratiba – 24
Resende – 24
Paracambi – 22
Rio Bonito – 21
Cachoeiras de Macacu – 20
Iguaba Grande – 20
Saquarema – 20
Japeri – 19
Paraíba do Sul – 17
São Francisco de Itabapoana – 16
Sapucaia – 16
Paraty – 13
Vassouras – 13
São José do Vale do Rio Preto – 11
São Pedro da Aldeia – 11
Casimiro de Abreu – 10
Armação dos Búzios – 9
Itaocara – 8
Miguel Pereira – 8
Piraí – 7
São João da Barra – 7
Valença – 7
Arraial do Cabo – 5
Carapebus – 4
Paty do Alferes – 4
Quissamã – 4
Silva Jardim – 4
Bom Jesus do Itabapoana – 3
Engenheiro Paulo de Frontin – 3
Italva – 3
Santo Antônio de Pádua – 3
Aperibé – 2
Bom Jardim – 2
Carmo – 2
Mendes – 2
Porciúncula – 2
Rio Claro – 2
Sumidouro – 2
Areal – 1
Cambuci – 1
Cantagalo – 1
Conceição de Macabu – 1
Cordeiro – 1
Duas Barras – 1
Itaperuna – 1
Macuco – 1
Natividade – 1
Pinheiral – 1
Porto Real – 1
Rio das Flores – 1
São Sebastião do Alto – 1