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Boletim Coronavírus (11/07): 11.406 óbitos e 129.675 casos confirmados no RJ

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informa que registra, até sábado (11/07), 129.675 casos confirmados e 11.406 óbitos por coronavírus (Covid-19) no estado. Há ainda 1.096 óbitos em investigação e 303 foram descartados. Entre os casos confirmados, 109.061 pacientes se recuperaram da doença.

 

Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira:

 

Rio de janeiro – 64.102

Niterói – 7.139

São Gonçalo – 6.183

Nova Iguaçu – 3.604

Duque de Caxias- 3.545

Macaé – 3.213

Itaboraí – 2.747

Angra dos Reis -2.434

Campos dos Goytacazes – 2.151

Volta Redonda – 2.105

São Joao de Meriti – 1.846

Queimados – 1.822

Magé – 1.788

Itaguaí – 1.653

Belford Roxo – 1.581

Maricá – 1.521

Teresópolis – 1.197

Cabo Frio – 1.040

Itaperuna – 987

Guapimirim – 893

Petrópolis – 891

Rio das Ostras – 831

Mesquita – 796

Nilópolis – 775

Barra Mansa – 663

Três Rios – 661

Nova Friburgo – 630

Rio Bonito –  549

São Pedro da Aldeia – 516

Santo Antônio de Pádua – 489

Barra do Pirai – 488

Seropédica – 483

Resende – 469

Casimiro de Abreu – 420

Araruama – 407

Tanguá -405

Paraíba do Sul – 404

Paracambi – 400

Vassouras – 398

Mangaratiba – 385

Saquarema – 380

Cachoeiras de Macacu – 362

São João da barra – 337

Paraty – 324

São Francisco de Itabapoana – 242

Quissamã – 234

São José do Vale do Rio Preto – 230

Valença – 227

Piraí – 224

Iguaba Grande – 219

Natividade – 215

Conceição de Macabu – 212

Japeri – 197

Armação dos búzios – 190

Bom Jesus do Itabapoana – 176

Miracema – 171

Pinheiral – 166

Sapucaia – 166

Italva – 163

Rio claro – 161

Carapebus – 160

São Fidelis – 154

Cardoso Moreira – 152

Itaocara – 148

Laje do Muriaé – 138

Porciúncula – 134

Miguel Pereira – 123

Silva Jardim – 113

São José de Ubá – 110

Areal – 99

Aperibé – 98

Arraial do Cabo – 86

Varre-Sai – 86

Carmo – 75

Engenheiro Paulo de Frontin -73

Porto Real – 69

Cambuci – 68

Mendes – 67

Comendador Levy Gasparian – 63

Bom Jardim -62

Itatiaia – 57

Paty do Alferes – 57

Cordeiro – 42

Trajano de Moraes – 41

Sumidouro – 35

Duas barras        34

Santa Maria Madalena – 30

Quatis – 26

Cantagalo – 25

Macuco – 21

São Sebastiao do Alto – 13

Rio das Flores – 9

 

 

As 11.406 vítimas de Covid-19 no estado foram registradas nos seguintes municípios:

 

 

Rio de Janeiro – 7.302

São Gonçalo – 522

Duque de Caxias – 481

Nova Iguaçu – 369

São João de Meriti – 259

Niterói – 242

Belford Roxo – 188

Magé – 144

Itaboraí – 140

Campos dos Goytacazes – 133

Mesquita – 115

Petrópolis – 104

Macaé -94

Angra dos Reis – 91

Nilópolis – 87

Volta Redonda – 87

Itaguaí – 83

Maricá – 66

Teresópolis – 58

Cabo Frio – 56

Saquarema – 42

Nova Friburgo – 41

Rio das Ostras – 41

Araruama – 39

Três Tios – 38

Barra Mansa – 37

Guapimirim – 35

Queimados – 35

Tanguá – 32

Seropédica – 28

Barra do Piraí – 27

Mangaratiba – 25

Resende – 25

Paracambi -24

Rio bonito – 21

Cachoeiras de Macacu – 20

Iguaba Grande – 20

Japeri -19

Sapucaia – 19

são Francisco de Itabapoana – 18

Paraíba do Sul – 17

Vassouras – 15

Paraty – 13

São José do vale do Rio Preto -11

São Pedro da Aldeia – 11

Armação dos búzios – 10

Casimiro de Abreu – 10

Itaocara – 10

Miguel Pereira – 9

São João da Barra – 8

Pirai – 7

Quissamã – 7

Valença –             7

Arraial do Cabo – 5

Carapebus – 4

Paty do Alferes                4

Pinheiral – 4

Silva Jardim – 4

Sumidouro – 4

Aperibé               – 3

Bom Jesus do Itabapoana – 3

Engenheiro Paulo de Frontin – 3

Italva – 3

Santo Antônio de Pádua – 3

Bom Jardim – 2

Carmo – 2

Mendes – 2

Porciúncula – 2

Rio Claro – 2

Areal – 1

Cambuci – 1

Cantagalo -1

Comendador Levy Gasparian – 1

Conceição de Macabu   1

Cordeiro – 1

Duas barras – 1

Itaperuna – 1

Macuco – 1

Natividade – 1

Porto Real – 1

Rio das Flores – 1

São Fidélis – 1

São Sebastiao do Alto – 1

 

Para mais informações, acesse o painel de monitoramento de casos no estado do Rio de Janeiro em painel.saude.rj.gov.br.

Prefeitura aplica 44 multas a pessoas flagradas sem máscara de proteção na orla do Rio neste sábado

A Prefeitura do Rio, por meio da Guarda Municipal, aplicou 44 multas a pessoas flagradas sem máscaras de proteção durante fiscalização sanitária realizada nas praias da cidade neste sábado, dia 11. O balanço parcial contempla as ações realizadas até as 16h. Neste fim de semana, a fiscalização foi reforçada na orla com a operação especial Blitz da Vida, que tem objetivo de conscientizar a população sobre os cuidados para evitar o contágio do novo coronavírus.

Participam da fiscalização sanitária 81 guardas municipais com apoio de 19 veículos. Os agentes verificam o cumprimento do decreto 47.439, de 21 de maio de 2020, que tornou obrigatório o uso de máscaras de proteção facial em locais públicos. As equipes realizam abordagens no calçadão e na areia, e o cidadão que for flagrado sem máscara de proteção poderá ser multado. Além disso, a fiscalização também teve como foco a retirada de banhistas, pois só é permitida a permanência de pessoas na faixa de areia para atividades físicas individuais.

A ação conta com dois ônibus posicionados na Praia do Arpoador, em frente ao Parque Garota de Ipanema, e na pista central da Avenida Atlântica, esquina com Avenida Princesa Isabel, em frente ao Hotel Hilton.

 

Fiscalização Sanitária

A Guarda Municipal do Rio registrou 1.289 infrações sanitárias em um mês de atuação dos guardas municipais que compõem a frente voltada ao combate da pandemia da Covid-19. Do total de infrações registradas, entre os dias 5 de junho e 8 de julho, 737 autuações foram pela falta do uso de máscara facial, sendo 568 constatadas em via pública e 169 dentro de estabelecimentos comerciais.

As demais autuações foram por aglomerações, incluindo filas e em via pública; estabelecimentos por não estarem autorizados a funcionar ou fora das condições pré-determinadas.

A multa pela falta do uso de máscara é de R$ 107 aplicada no CPF. Já para os estabelecimentos flagrados com consumidores e funcionários sem a máscara, a infração varia de R$ 590 a R$ 2.696,20, com base na complexidade e risco de cada atividade, de acordo com a Lei Complementar 197/2018, que criou o Código Sanitário do Município implantado em janeiro do ano passado.

Parque Lage reabre depois de quatro meses fechado

Um dos principais espaços ao ar livre da cidade do Rio de Janeiro, o Parque Lage reabriu as suas portas após quase quatro meses fechado como medida preventiva de combate ao contágio do novo coronavírus. A reabertura está sendo gradual, respeitando as regras da flexibilização dos decretos do município e do Governo do Estado, publicados no mês passado e também das autoridades de saúde. Ainda há diversos pontos de restrições, como a  Escola de Artes Visuais, que segue com aulas somente on-line.

Após diversas reuniões, o Parque Lage – um equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) – passou a contar com um plano de reabertura, respeitando todas as medidas de saúde. O funcionamento é das 10h às 16h, de segunda-feira a domingo. Os cuidados começam logo na entrada principal, a única que está funcionando. Os visitantes só podem entrar com máscaras e têm a temperatura aferida. Há um limite de 200 pessoas acessando o parque por hora.

– Os espaços estão reabrindo com base em diversos estudos de segurança para garantir o bem-estar de todos, dos funcionários aos visitantes. Para isso, sempre estamos dialogando com todos os setores para fomentar uma cultura segura nesse período em que ainda enfrentamos a pandemia do novo coronavírus – conta Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.

Os funcionários estão utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para manter todos os ambientes higienizados. Há também pontos para que visitantes utilizem álcool em gel. O Quiosque Plage também voltou a funcionar, mas deve seguir regras, como distanciamento entre consumidores e materiais descartáveis para o consumo, além de outras medidas de saúde.

_ Queremos deixar de recado para os visitantes é que eles são muito bem-vindos, nós queremos que eles venham e participem do Parque Lage. Cada cidadão tem o seu papel nessa preservação, usando seus equipamentos de proteção individual e não criando aglomeração, sendo um cidadão para si e para o outro – disse Yole Mendonça, presidente da escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Um dos principais pontos procurados pelos turistas, o Palacete terá entrada de visitantes monitorada por funcionários dotados de contadores, limitando-se a entrada de 100 pessoas por vez. Não será permitida a permanência de visitantes nas rampas da entrada e os espaços de espera dentro do pátio para fotos na piscina será delimitado. O restaurante e as lojas seguem as mesmas recomendações.

Outros pontos turísticos dentro do Parque Lage não vão reabrir neste momento para evitar aglomeração. O acesso à Capelinha, Grutas, Aquário, Parque Infantil, Cavalariças e áreas de piquenique estão lacrados com o uso de fitas. Também está proibidao a realização de confraternizações, eventos e piqueniques em áreas abertas da unidade, assim como o trânsito de veículos motorizados – exceto prestadores de serviços, entrega de materiais e funcionários.

Prefeitura do Rio faz live inédita para adoção de cães e gatos com quase 23 mil pessoas online

A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Bem-Estar Animal (SUBEM), promoveu neste sábado (11/07) uma inédita campanha de adoção virtual de 50 cães e gatos resgatados e cuidados pelo município. Foi a primeira live na página da SUBEM no Facebook (www.facebook.com/subemoficial) para promover adoções desses animais. A transmissão, que teve início às 10h, diretamente do Centro de Proteção Animal Fazenda Modelo, contou com 22.750 espectadores online

Os bichinhos foram apresentados ao vivo, com o vídeo do resgate de cada um e as explicações sobre sua história, seu comportamento, a guarda responsável e a adaptação no pós-adoção. Ao todo, 1.100 interessados em adotar serão entrevistados por vídeo-chamada pela coordenação.

Até o fim da live, 20 adoções foram fechadas, e os animais serão levados até o novo lar por meio do projeto ‘Entrega Pet’, nas próximas semanas. Esse projeto foi lançado durante a quarentena para incentivar a chegada do ‘novo amigo’ sem o adotante sair de casa.

– Que dia feliz! Toda equipe está emocionada com o resultado da nossa primeira live. Iremos fazer outras, a próxima será sobre felinos. Agradeço à proteção animal pela união com a nossa gestão, juntos somamos forças, os animais precisam disso, da união de todos nós!- disse o subsecretário da SUBEM, Roberto de Paula.

O Centro de Proteção Animal Fazenda Modelo abriga cerca de 900 animais, entre cães e gatos, todos oriundos de abandono e maus-tratos. Diariamente, a SUBEM faz postagens dos candidatos à adoção, em suas redes sociais.

O que preciso para adotar:

Ser maior de 18 anos;

Original e cópia do RG, CPF e Comprovante de Residência;

Chamar nossa equipe pelo Whatsapp: (21)99399-3968

Fazer a entrevista com a nossa coordenadora de adoção, que será feita através de chamadas de vídeos.

Assim que sua entrevista for aprovada, agendamos o dia da entrega e levaremos até sua casa.

Entrega somente na cidade do Rio de Janeiro.

Todos os animais irão castrados, vacinados e microchipados.

CONDOMÍNIOS E ASSOCIAÇÕES DE MORADORES DEVERÃO AFIXAR CARTAZES SOBRE ATENDIMENTO A MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA

Os condomínios residenciais e comerciais, conjuntos habitacionais, associações de moradores e outras organizações similares deverão afixar cartazes sobre os serviços de atendimento às mulheres durante a pandemia de coronavírus. A determinação é do projeto de lei 2.491/2020, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em discussão única, nesta quinta-feira (09/07). O texto seguirá para o governador Wilson Witzel, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

“Apenas nos dez primeiros dias de quarentena, o Plantão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro registrou aumento de 50% nos casos de violência doméstica no estado. Ao mesmo tempo, muitas mulheres têm relatado dificuldade de buscar socorro, uma vez que a circulação social está limitada devido a pandemia do coronavírus”, declarou Mônica Francisco (PSol), autora original da proposta.

Os cartazes deverão ser fixados em locais de fácil visualização contendo os seguintes termos:

“Nós estamos em quarentena, os serviços de atendimento às mulheres NÃO!

Ouviu ou sofreu uma violência?
Ligue 180 (24 horas)

A violência está ocorrendo agora?
Ligue 190

Em caso de estupro, lesão corporal, tentativa de feminicídio e ameaça, as delegacias de atendimento às mulheres seguem em funcionamento. Para outros casos, registre a ocorrência pelo site: www.policiacivilrj.net.br/dpam.php

A Defensoria Pública está atendendo casos de violência contra a mulher através do e-mail: nudem.defensoriarj@gmail.com ou telefone (21) 972268267 (capital). Para outros municípios consulte www.coronavirus.rj.def.br

EM CASO DE DÚVIDAS, envie mensagem para 974735876 – Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher”

O Poder Executivo disponibilizará o conteúdo dos cartazes na internet. Em caso de descumprimento, o projeto determina advertência para que a norma seja cumprida em até trinta dias. Caso o prazo não seja cumprido, os infratores pagarão multa no valor de 100 Ufir-RJ, aproximadamente R$ 355,50. O valor das multas será aplicado em programas e campanhas estaduais de prevenção à violência contra a mulher.

Também assinam o texto como coautores os deputados Vandro Família (SDD), Franciane Motta (MDB), Carlos Minc (PSB), Renata Souza (Psol), Dionisio Lins (PP), Renata Souza (PSol), Bebeto (Pode), Eliomar Coelho (PSol), Subtenente Bernardo (PROS), Waldeck Carneiro (PT), Marcelo Cabeleireiro (DC), Dani Monteiro (PSol), Samuel Malafaia (DEM), Flavio Serafini (Psol), Danniel Librelon (REP), Alana Passos (PSL), Gustavo Tutuca (MDB), Jorge Felippe Neto (PSD) e Renan Ferreirinha (PSB).

UNIDADES DE SAÚDE DEVERÃO PRIORIZAR ATENDIMENTO A PESSOAS COM IMUNODEFICIÊNCIAS, TRANSTORNOS MENTAIS E AUTISMO

As unidades de saúde públicas e privadas do Estado do Rio serão obrigadas a priorizar o atendimento de urgência e emergência aos pacientes que tenham imunodeficiências, hemoglobinopatias, transtornos mentais e autismo. A determinação é do projeto de lei 859/19, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quinta-feira (09/07), em discussão única. O texto seguirá para o governador Wilson Witzel, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo. A medida é de autoria dos deputados Dr. Deodalto (DEM), Giovani Ratinho (PTC), Vandro Família (SDD) e Franciane Motta (MDB).

A norma valerá para hospitais, pronto atendimento de pacientes, postos de saúde, clínicas e consultórios de qualquer natureza, ambulatórios, laboratórios, clínicas de acupuntura, veículos para transporte de pacientes, além de bancos de sangue, de órgãos, de leite e congêneres. Segundo o texto, a prioridade no atendimento de urgência respeitará a classificação de risco de vida, após avaliação médica inicial, conforme as regras de funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O controle do tempo de atendimento será realizado pelo prestador do serviço, utilizando-se, para este fim, sistema de registro de atendimento em papel ou meio eletrônico.

Caso o paciente solicite cópia do boletim de atendimento médico, prontuário ou registro equivalente, este deverá ser fornecido em até 48 horas, contendo também a qualificação profissional dos que o atenderam. O fornecimento poderá ser feito por e-mail e aplicativos de mensagens.

Os estabelecimentos deverão fixar cartazes nas suas dependências informando sobre o conteúdo desta norma. Em caso de descumprimento, as unidades de saúde privadas poderão sofrer sanções previstas pelo Código de Defesa do Consumidor. No caso das unidades públicas, os dirigentes e servidores poderão ser responsabilizados administrativamente.

PREFERÊNCIA A IDOSOS EM BANCOS E LOTÉRICAS SERÁ AMPLIADA

Os idosos, pessoas maiores de 60 anos, terão acesso preferencial em todos os caixas nos bancos privados e lotéricas durante a pandemia de coronavírus. Este é o objetivo do projeto de lei 2.283/2020, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta-feira (09/07), em discussão única. A proposta seguirá para o governador Wilson Witzel, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

Segundo o texto, esses estabelecimentos deverão disponibilizar o acesso preferencial inclusive para serviços de saques e validação de senha e cartão para os idosos, que são o grupo de maior risco para a covid-19. Essa parcela da população deverá ser atendida em, no máximo, 30 minutos. Os atendimentos com os gerentes de contas também deverão ter senhas separadas só para idosos, inclusive diferente das senhas preferenciais já existentes. Dentre os idosos, a prioridade especial é dos maiores de 80 anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos. Os bancos que realizarem pagamento salarial dos idosos ainda deverão adotar medidas que evitem filas e aglomerações, segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O descumprimento da norma acarretará na aplicação de multa no valor de 20 mil Ufir-RJ, aproximadamente R$ 71 mil, a ser revertida para o Fundo Especial de Apoio à Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon), aplicada em dobro no caso de reincidência. Esses estabelecimentos também poderão sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

“Vale ressaltar que as pessoas idosas são as que mais precisam desse atendimento presencial nos bancos e lotéricas, pois a grande maioria não é familiarizada com as inovações tecnológicas e muitos moram sozinhos”, declarou o deputado Marcelo Cabeleireiro (DC), que é o autor original da proposta.

Também assinam o texto como coautores os seguintes parlamentares: Carlos Minc (PSB), Bebeto (Podemos), Mônica Francisco (PSol), André Ceciliano (PT), Martha Rocha (PDT), Dani Monteiro (PSol), Gustavo Tutuca (MDB), João Peixoto (DC), Samuel Malafaia (DEM) , Waldeck Carneiro (PT), Renata Souza (PSol), Rosane Felix (PSD), SubTenente Bernardo (PROS), Dionísio Lins (PP), Val Ceasa (Patriota), Danniel Librelon(REP) , Enfermeira Rejane (PCdoB) e Eliomar Coelho (PSol).

AGORA É LEI: AUTORIDADE POLICIAL DEVERÁ SEGUIR PROCEDIMENTOS PARA CASOS DE AUTO DE RESISTÊNCIA

O Rio de Janeiro teve regulamentados os procedimentos que devem ser adotados pela autoridade policial nas ocorrências dos chamados autos de resistência – quando um indivíduo sofre lesão corporal ou é morto após resistir a uma ação policial. É o que determina a Lei 8.928/2020, que foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (10/07).

De acordo com a nova lei, o policial deverá, obrigatoriamente, tomar algumas medidas, como a solicitação imediata de equipe de apoio para preservação do local da ocorrência e a prestação de socorro à vítima, se houver lesão corporal. O socorro deverá ser feito prioritariamente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio (CBMERJ) e, em casos extremos, pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil, acompanhada por membro da família ou testemunha.

Além disso, todas as provas disponíveis deverão ser colhidas e a polícia técnico-científica deverá realizar perícia no local. Todos os policiais envolvidos, a vítima, as testemunhas e os médicos que fizeram o atendimento deverão ser ouvidos e as armas utilizadas na ocasião deverão ser identificadas pela autoridade policial.

Um processo apuratório deverá ser instaurado imediatamente pela instituição e o ocorrido deverá ser comunicado ao Ministério Público, à Defensoria Pública e ao órgão do Poder Executivo responsável pela promoção dos direitos humanos. Os casos de morte deverão ser encaminhados para a Divisão de Homicídios. Todas essas regras valem inclusive para as ocorrências de lesão ou morte de agentes da segurança pública durante operações.

A norma também determina que o policial que se envolver em mais de um auto de resistência dentro de um ano deverá ser avaliado pelo Setor de Psicologia e, se recomendado, ser afastado para serviços técnicos ou internos. Neste período, o agente passará por acompanhamento psicológico, capacitação em Direitos Humanos e aperfeiçoamento profissional.

O autor da medida, Carlos Minc (PSB), explica que o Estado do Rio apresenta altos índices de violência praticada em incursões policiais, assim como é grande o número de mortes decorrentes das operações de combate ao tráfico e ao crime. “Esta norma vai estabelecer critérios que ajudarão na realização da investigação e da consequente punição”, afirmou o parlamentar.

Empresários ligados ao MBL são presos em investigação de lavagem de dinheiro em SP, diz MP; movimento nega relação com detidos

Dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) foram presos na manhã desta sexta-feira (10) em São Paulo em uma investigação de um esquema milionário de lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público. O grupo nega relação com eles. A operação é realizada em parceria com a Polícia Civil e a Receita Federal.

De acordo com o MP, os presos Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido como Luciano Ayan) são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O órgão afirma que a família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, deve cerca de R$ 400 milhões em impostos federais. A sede do movimento, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, é alvo de buscas.

No entanto, o Ministério Público não esclarece a relação da suposta lavagem de dinheiro praticada pelos presos com a dívida de R$ 400 milhões do criador do movimento.

“As evidências já obtidas indicam que estes envolvidos, entre outros, construíram efetiva blindagem patrimonial composta por um número significativo de pessoas jurídicas, tornando o fluxo de recursos extremamente difícil de ser rastreado, inclusive utilizando-se de criptoativos [são uma representação digital de valores transacionados, como as criptomoedas], e interpostas pessoas”, diz nota do Ministério Público.

Em nota, o MBL afirma que Alessander e Carlos Augusto nunca foram membros do movimento e diz que as atividades empresarias e familiares dos fundadores do MBL são anteriores ao próprio Movimento e não possuem qualquer vinculação. (leia a íntegra abaixo). No entanto, em 2018, o convite de uma aula pública com Luciano Ayan, nome fictício de Carlos, aparece em um folder tem o nome do MBL.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de buscas e apreensão e dois de prisão na cidade de São Paulo e em Bragança Paulista, no interior do estado.

Na casa de Alessander Ferreira foram apreendidos R$ 37 mil em dinheiro. Também foram apreendidos documentos, computadores e HD. Na casa dos pais de Alessander, em Bragança Paulista, os policiais apreenderam mais de R$ 65 mil em dinheiro.

Os presos vão ficar detidos no 2º DP, do Bom Retiro, Centro de São Paulo.

A operação chamada de “Juno Moneta” faz referência ao antigo templo romano onde as moedas romanas eram cunhadas.

Cerca de 35 policiais civis do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) e 16 viaturas participam da operação.

Investigações

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, existe uma “confusão jurídica empresarial” entre as empresas Movimento Brasil Livre (MBL) e Movimento Renovação Liberal (MRL). O MBL disse, em nota, que “não existe confusão empresarial entre Movimento Brasil Livre e Movimento Renovação Liberal, haja vista que o MBL não é uma empresa, mais sim uma marca, sob gestão e responsabilidade do Movimento Renovação Liberal – única pessoa jurídica do Movimento”. (Leia abaixo).

A Promotoria diz que as doações não teriam sido depositadas diretamente na conta do movimento e que ocorreram de forma suspeita através de uma plataforma de pagamentos pela internet.

Segundo o MP, Alessander Monaco Ferreira é investigado por grande movimentação financeira e incompatível, além da criação e sociedade em duas empresas de fachada. Ele teria realizado doações suspeitas ao movimento através da plataforma Google.

O documento cita que Ferreira viajou mais de 50 vezes para Brasília, entre julho de 2016 a agosto de 2018 para o Ministério da Educação com objetivos não especificados. Ele foi contratado pelo governo estadual de São Paulo para trabalhar na Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso da Imprensa Oficial do Estado (CADA). O governo de São Paulo disse que Alessander Monaco foi empregado da Imprensa Oficial de fevereiro a dezembro de 2019 e que não tem mais vínculo empregatício. “Sua contratação foi baseada na experiência comprovada em currículo e atividades anteriores. Ele atuou em projetos de guarda digital, classificação de temporalidade e arquivamento de documentos na empresa. Os fatos até então revelados não tem relação com o Governo de São Paulo”, diz nota.

Ainda de acordo com o MP, Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido como Luciano Ayan, é investigado por ameaçar aqueles que questionam as finanças do MBL e disseminação de “fake news”. Ele também teria criado quatro empresas de fachada com indícios de movimentação financeira incompatível, segundo a Receita Federal.

Em 2018, o programa Profissão Repórter mostrou que o Facebook tirou páginas do ar administradas por Luciano Ayan por fake news. Na ocasião, ele explicou o motivo do uso do pseudônimo. “O objetivo de criar o pseudônimo foi basicamente poder fazer duas coisas manter minha atuação em consultoria de ti e também poder escrever sobre teoria política que é uma coisa que sempre me fascinou”, disse.

Notas MBL

Inicialmente, o MBL divulgou a nota abaixo:

“Alessander Monaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso não são integrantes e sequer fazem parte dos quadros do MBL. Ambos nunca foram membros do movimento. Uma notícia veiculada de maneira errônea por um portal criou tal confusão.”

Posteriormente, o movimentou divulgou um segundo posicionamento.

“Em que pese as alegações amplamente difundidas pela imprensa e até mesmo pelo Ministério Público quanto a ligação do senhores Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Morais Afonso, vulgo Luciano Ayan com o MBL, inicialmente cumpre esclarecer que ambos jamais fizeram parte do movimento.

Importa destacar que não existe confusão empresarial entre Movimento Brasil Livre e Movimento Renovação Liberal, haja vista que o MBL não é uma empresa, mais sim uma marca, sob gestão e responsabilidade do Movimento Renovação Liberal – única pessoa jurídica do Movimento – o que é fato público e notório, inclusive posto publicamente em inúmeros litígios onde a entidade figura como autora e até mesmo Requerida.

Chega a ser risível o apontamento de ocultação por doações na plataforma Google Pagamentos, haja vista que todas as doações recebidas na plataforma públicas, oriundas do YouTube e vulgarmente conhecidas como “superchats”, significando quantias irrisórias, feitas por uma vasta gama de indivíduos de forma espontânea. Sob o aspecto lógico, seria impossível realizar qualquer espécie de ocultação e simulação fiscal por uma plataforma pública e com quantias pífias.

Por fim cumpre esclarecer que as atividades empresariais e familiares dos fundadores do MBL são anteriores ao próprio Movimento e não possuem qualquer vinculação, haja vista que não possuem qualquer conexão ou convergência de finalidade. Com o respeito e acato ao órgão ministerial, importa esclarecer que as assertivas apontadas quanto ao MBL são completamente distantes da realidade, tratando-se de um devaneio tolo, totalmente despido de sustentação fática e legal com a única finalidade de macular a honra de um movimento pautado nos pilares da ética, da moral e da liberdade.”

Com perdas de R$ 100 milhões, BRT Rio pede socorro para não parar já no mês de agosto

A pandemia pela Covid-19 atingiu em cheio o setor de transportes e colocou o BRT Rio no CTI. Com queda drástica do número de passageiros desde o anúncio das medidas restritivas, em março, o BRT Rio registrou redução de 75% da demanda durante os 90 dias do ápice do isolamento social. A flexibilização das restrições de isolamento da população em junho, com a retomada gradual da atividade econômica de setores como serviços e comércio, devolveu 25% dos passageiros ao sistema, mas isso não tem sido capaz de equilibrar as contas. Com perdas de R$ 100 milhões nos últimos quatro meses, o risco de o BRT Rio interromper a operação a partir de agosto é cada dia maior.

“As projeções indicam que somente no segundo semestre de 2021 retomaremos o número de passageiros que o sistema tinha antes da pandemia. A situação do BRT Rio é calamitosa. Se o sistema não obtiver um socorro financeiro emergencial dos Governos o BRT não terá alternativa a não ser paralisar sua operação, o que poderá ocorrer já em agosto”, alerta o presidente-executivo do BRT Rio, Luiz Martins.

A situação crítica do BRT Rio comprova a realidade de outros modais do Rio de Janeiro. No MetrôRio e na Supervia as perdas estão em patamar similar ao do BRT, revelando que o colapso econômico-financeiro é comum a todos os modais de massa do Estado do Rio de Janeiro.

No período anterior à pandemia o BRT transportava cerca de 300 mil passageiros pagantes por dia, fora as gratuidades e evasões por calote. Com a implantação das medidas restritivas esse número caiu para 75 mil/dia em março, e se manteve assim até meados de junho. Após a terceira fase de flexibilização com restrições da Prefeitura do Rio, o BRT Rio vem registrando 150 mil passageiros/dia, ou seja, apenas 50% da demanda média antes da pandemia.

Sem previsão de retomar a totalidade dos passageiros nos próximos meses as dívidas se acumulam, ao mesmo tempo em que despesas com salários de rodoviários, manutenção dos ônibus articulados, compra de óleo diesel, manutenção das estações e terminais não param.

O BRT Rio adotou todas as medidas alternativas na tentativa de preservar empregos, concedendo férias e reduzindo jornadas, entre outras ações.  No entanto, na semana passada, a empresa se viu obrigada a demitir 670 funcionários para readequar sua folha de pessoal à realidade financeira da empresa.  Se o diagnóstico já era preocupante, a Covid-19 jogou o paciente no CTI.

 Antes da pandemia, o BRT já vinha lutando para manter os postos de trabalho frente a adversidades como a não concessão de reajuste da tarifa, política de gratuidades, evasão de passageiros, vandalismo e furtos nas estações. 

“Há quatro meses o BRT vem fazendo malabarismos para manter a operação e não deixar de atender a população, mas a situação chegou no limite.  Se o socorro financeiro imediato dos Governos não vier o BRT poderá parar já em agosto”, antecipa Luiz Martins.