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‘Cidadão não, engenheiro civil’: Homem que aparece em vídeo é cadastrado em auxílio emergencial

 Engenheiro civil que aparece junto com uma mulher constrangendo um funcionário da Vigilância Sanitária após realizar fiscalização na cidade do Rio é cadastrado no programa de auxílio emergencial do governo.
Em uma reportagem exibida neste domingo no Fantástico, uma mulher ofende o superintendente da Educação e Projetos da Vigilância Sanitária do Rio, Flávio Graça. Após ele chamar seu marido de cidadão, Nívea del Maestro dispara: “Cidadão não, engenheiro civil formado. Melhor do que você!”. Graça é mestre e doutor pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
Uma rápida busca no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União mostra que Leonardo de Barros, de 43 anos, deu entrada no auxílio em maio e já recebeu a primeira parcela do benefício de R$ 600. Confira:

 

Após a veiculação da reportagem, a entrevista rapidamente viralizou e gerou revolta de internautas nas redes sociais, assim como outros episódios em que fiscais foram destratados por pessoas que violavam recomendações médicas e sanitárias em áreas nobres da cidade.
Na noite de sexta, pessoas que estavam bebendo na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, chegaram a cantar música em coro para zombar da fiscalização.
Nesta segunda-feira, após repercussão do caso,  a empresa de transmissão de energia elétrica, Taesa, se manifestou através de uma nota oficial publicada em suas redes sociais e anunciou a demissão de Nívea.

“A TAESA tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo (…). Diante dos fatos expostos, a TAESA decidiu por sua imediata demissão”, escreveu a empresa.

 

Contágio no Rio

O Rio de Janeiro tem mais de 10 mil mortes por coronavírus, com a maior parte dos casos concentrados na capital. O índice de letalidade da doença no Estado está em 8,79%. No último final de semana, foram aplicadas pela Vigilância Sanitária 132 multas em estabelecimentos que desrespeitavam as determinações de higiene e distanciamento social.

 

 

Brasil terá nova gasolina a partir de agosto; Petrobras diz que combustível será mais caro, mas deixará veículos mais econômicos

A partir de 3 de agosto, a gasolina vendida no Brasil deverá seguir novas especificações definidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que regula o setor.

As mudanças valem para a gasolina tipo C (comum) e premium, aquela indicada pelas fabricantes de carros esportivos.

Na prática, o combustível terá melhor qualidade e deixará os carros mais eficientes – reduzindo o consumo de combustível e as emissões de poluentes.

Por outro lado, o litro da gasolina ficará mais caro, de acordo com a Petrobras. Ainda não há uma estimativa de qual será o aumento.

“Em termos finais de custo, acreditamos que será mais positivo, porque poderá rodar mais com menos”, afirmou Anelise Lara, diretora da Petrobras em uma transmissão da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Ou seja, apesar de o motorista pagar mais pelo combustível, o veículo rodará mais quilômetros com um litro de gasolina.

Para Everton Lopes, mentor de tecnologia em energia da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), a melhoria no consumo do veículo irá compensar o custo mais alto para abastecer. “Há previsões de que os veículos devem ter a performance melhorada, chegando a 3% ou 4% (na economia de combustível)”, disse.

Além disso, a nova gasolina ainda deve ajudar na redução de emissões.

“Cada litro consumido gera uma quantidade de CO2. E, com 4% menos consumo, as emissões também caem 4%”, completou.

O que há de novo

Entre as novidades, estão a introdução de uma massa específica mínima de 715 kg/m³ para a gasolina. A massa específica é a quantidade de uma substância em um determinado volume.

No momento, não há exigência de uma específica mínima, mas Everton Lopes afirma que a gasolina produzida no Brasil já estava próxima dessa marca. “Porém, nas importadas, havia o risco de vir com massa menor”, completa.

Segundo o engenheiro:

“Quando a massa específica é muito baixa, há menor conteúdo energético por litro, então o consumo aumenta”.

Além disso, Silvio Shizuo, professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário FEI, ressalta o benefício de se estabelecer uma densidade para a gasolina. “É importante ter a padronização, saber se está boa ou ruim. Também facilita a fiscalização”, disse.

Outra novidade é a adoção de um novo padrão na contagem da octanagem da gasolina. O octano é o nível de resistência à combustão dentro do motor.

“Quanto maior a quantidade de octanos, mais resistente o combustível é à queima, e mais próximo do melhor nível de eficiência ele vai estar”, diz Lopes.

Na hora que o combustível é comprimido pelo pistão dentro do cilindro, há um ponto ideal para a combustão. Se a octanagem é mais alta, essa explosão acontece em um ponto onde o pistão é impulsionado com mais força para baixo, melhorando, assim, o desempenho do veículo

Por outro lado, se uma gasolina tem pouca octanagem, a explosão acontece de forma precoce, prejudicando o desempenho.

Dois padrões

Atualmente, havia apenas um padrão de medição da octanagem, chamado de MON. com octanagem mínima de 82. Agora, a gasolina também deverá seguir a metodologia RON, mais adequada aos motores modernos, com octanagem mínima de 92.

A partir de janeiro de 2022, o índice sobe para 93.

Shizuo acredita que a nova forma de aferição ainda deixa a gasolina brasileira mais próxima da europeia. “Eles divulgavam o MON e o IDA (média entre os dois padrões), enquanto o mais usado lá fora era o RON”.

Só que o aumento nos octanos não deve representar um ganho real no desempenho. No entanto, além da economia de combustível, a octanagem mais alta ajuda vai ajudar a preservar os motores.

A gasolina comum ainda ficará abaixo do combustível premium, que passará de 91 octanos, no padrão RON, para 97. Esse tipo de combustível especial, além de ser mais caro, normalmente é recomendado pelas fabricantes de carros esportivos, que desenvolvem seus motores para essa octanagem mais alta.

Além do maior número de octanos, a gasolina premium também possui menor índice de etanol anidro (sem água). A proporção, inclusive, não sofrerá alterações, e segue em 27% na gasolina C (comum e aditivada) e 25% na premium.

A gasolina aditivada, como o nome já diz, um combustível comum, acrescido de aditivos, seguirá o mesmo padrão de mudanças da gasolina tipo C.

A Anfavea, associação das fabricantes, diz que a nova especificação é “um avanço importante na direção critérios internacionais modernos”.
“Estes critérios permitem que os novos motores possam ser projetados com características mais econômicas, menos poluentes e com melhor desempenho. Sem dúvida, é um passo importante na melhoria do combustível e, consequentemente, dos futuros veículos. Mesmo para os veículos atualmente em campo, a nova gasolina poderá causar menos depósitos no motor, aumentando sua vida útil”, concluiu.

Caso Miguel: ‘Não achei que seria essa tragédia. Acreditei que ele voltaria’, diz ex-patroa Sari Corte Real

Sari Corte Real,  indiciada por abandono de incapaz pela morte de Miguel Otávio Santana, de cinco anos, que caiu do nono andar de um prédio em Recife disse que errou ao não desconfiar do perigo de deixar o menino sozinho em um elevador. A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa “Fantástico”, da TV Globo.

— Eu não achei que seria essa tragédia. Eu acreditei que ele voltaria para o andar, que ele voltaria para o quinto andar, até porque ele sabia o número, eu acreditei que ele voltaria para o andar — disse Sari, que acrescentou: — Eu acho que o meu erro foi fazer igual a eu fazia com o meu filho, de achar que o elevador é seguro.

Sari, que é casada com Sérgio Hacker (PSB), prefeito do município de Tamandaré, argumentou que não se sentia segura para repreender a criança, que saiu do apartamento em busca da mãe, Mirtes Renata de Souza, que tinha a tarefa de passear com o cachorro da família. Imagens de câmeras de segurança mostram que antes de ficar sozinho o menino entrou três vezes nos elevadores social e de serviço e apertou alguns botões nos painéis. Na quarta fez, Sari não o convence a sair.

— O maior contato que eu tive com Miguel foram nesses dois meses, na pandemia, quando, em conjunto, elas [Mirtes e Marta Souza] decidiram ir para lá para casa, que a gente [levou] todo mundo lá. E todas as vezes que precisou ser chamada a atenção dele eu solicitava que ou a mãe ou a avó fizesse isso. Eu nunca me dirigi diretamente a ele para repreender ele em nada, sempre à mãe ou à avó. Eu não me senti segura para isso — afirmou.

No dia da morte da criança, Sari foi presa em flagrante por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, e liberada após o pagar fiança de R$ 20 mil. Ela diz que cumprirá a decisão da Justiça sobre o caso, e acredita que não pode ser julgada por Mirtes ou pela população por conta da tragédia.

— Eu já passei muita coisa na minha vida. Já tive tentativa de sequestro, já perdi meu pai num acidente de avião. Até hoje estou aqui, firme, porque muita gente depende de mim. Se, lá na frente, o resultado for esse [de prisão], eu vou cumprir o que a lei pedir. Eu acho que está na mão da Justiça, não cabe a mim, não cabe à mãe de Miguel julgar, não cabe à sociedade. Cabe à Justiça. Eu vou aguardar o que a Justiça decidir — declarou.

Procurada pelo “Fantástico”, a mãe de Miguel defende que a ex-patroa assumiu um risco e precisa ser penalizada. Para Mirtes, perdoar Sari não é uma opção.

— Ela foi irresponsável com o meu filho. Ela não cuidou do meu filho. Eu agora não tenho mais meu filho. Eu não tenho mais meu neguinho por conta da irresponsabilidade dela, por conta da vaidade dela. Eu não tenho mais meu filho. Ela, hoje, tem dois filhos, graças a Deus. Eu não tenho mais nenhum para dar amor, carinho, atenção. Dar dengo, como eu dava ao meu filho — lamenta Mirtes.

Escritório do Crime usava drones para monitorar suas vítimas

Fotos extraídas do celular de Leandro Gouvêa da Silva, o Tonhão, mostram como uma de suas prováveis vítimas foi monitorada, com uso inclusive de dronas que registravam as imagens. O aparelho foi apreendido em outubro de 2019 e, entre outras provas, as imagens levaram à Operação Tânatos, que na última terça-feira o prendeu. Também foi preso seu irmão, Leonardo Gouvêa da Silva, o Mad, acusado comandar o Escritório do Crime desde a morte do ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega.

Tonhão: preso em operação na última terça-feira Foto: Reprodução

As imagens do celular de Tonhão haviam sido apagadas e foram recuperadas por especialistas com um equipamento israelense conhecido como “chupa-cabras”. O alvo seria o pecuarista Alcebíades Paes Garcia, o Bid, irmão do bicheiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho. Bid foi executado em 25 de fevereiro deste ano, quando voltava da última noite de desfiles das escolas do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí. De acordo com as investigações, a vítima ficou sob vigilância por quase um ano. Além das fotos e vídeos feitos pelo drone do bando de pistoleiros, havia mapas de localização da casa e os locais frequentados pela vítima. Os pistoleiros também acompanhavam as redes sociais de Bid.

Para extrair os dados do aparelho de Tonhão, especialistas, a pedido do o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Minsitério Público do Rio, utilizaram um equipamento chamado Ufed Touch. A ferramenta foi desenvolvida pela empresa israelense Cellebrite e é popularmente conhecida como “chupa-cabras”.

O celular de Tonhão foi apreendido na “Operação Submersus”, em 3 de outubro de 2019. Nessa ação, o Gaeco tinha como alvo Elaine de Figueiredo Lessa, mulher do sargento reformado Ronnie Lessa. O PM é apontado como executor da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Além de Elaine, a Justiça determinou a prisão de três pessoas e a busca e apreensão de imóveis do grupo de Lessa e do bando de pistoleiros.

Segundo a Delegacia de Homicídios (DH) da capital, Lessa tem vínculos com o grupo de pistoleiros conhecido por Escritório do Crime, mas não está integrado à quadrilha. O titular da DH disse que o grupo não teve participação no assassinato da vereadora.

O Gaeco informou que Mad substituiu, no comando do bando, o ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adriano Magalhães da Nóbrega, morto na Bahia em fevereiro deste ano. Ainda há dois ex-PMs, que tiveram a prisão decretada na Tânatos, que se encontram foragidos. Os investigadores afirmaram que o bando recebe encomendas de contraventores para matar desafetos, na disputa por territórios.

 

Fiscal da Vigilância Sanitária do Rio diz após ataque: ‘As agressões não me atingiram. Estou ali para protegê-los’

Falta de respeito, intimidação e agressão verbal, quase física, por parte de alguns frequentadores de bares e restaurantes pela cidade. É o que a Vigilância Sanitária e a Guarda Municipal do Rio têm enfrentado na reabertura desses empreendimentos — que ficaram fechados por mais de três meses na pandemia do coronavírus — nos últimos dias, ao tentar conscientizar, fiscalizar e multar possíveis irregularidades nesses estabelecimentos.

Na noite desse domingo, o “Fantástico”, da TV Globo, mostrou uma inspeção da Vigilância Sanitária, em comércios da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, que terminou em agressão verbal aos servidores da prefeitura. No local, muita gente sem máscara, aglomeração e clientes tentando impedir a fiscalização municipal.

Nesta segunda-feira, ao EXTRA, o superintendente de educação e projetos da Vigilância Sanitária, atacado por um grupo de frequentadores, afirmou que “a atitude deles manchou a imagem do carioca e dos estabelecimentos do Rio”. A fiscalização aconteceu por volta de 21h de sábado, dia 4.

Ao chegarem ao espaço, agentes da Vigilância Sanitária e da Guarda foram hostilizados por frequentadores. Nem mesmo diante das câmeras, um casal de cliente se inibiu. Sem nenhuma cerimônia, a dupla que se apresentou como consumidores do espaço, atacou o médico-veterinário Flávio Graça, superintendente de educação e projetos da Vigilância Sanitária que conduzia a operação.

— Você não vai falar com o seu chefe, não? — perguntou o homem a Flávio, dando a entender que ele pagava o salário do superintendente.

Na mesma sequência a mulher interrompe a conversa e afirma:

— A gente paga você, filho.

 

No momento da confusão, Flávio tentou explicar ao casal que existiam diversas irregularidades no espaço e que os frequentadores não poderiam ficar aglomerados para evitar uma contaminação em massa. Pelo decreto da Prefeitura, cada mesa com as cadeiras devem ficar com pelo menos dois metros de distancia umas das outras. Ao informar a determinação, o cliente alterado disse:

— Cadê a sua trena? Eu quero saber como você mediu as pessoas.

Por fim, ao chamar o homem de cidadão, o ataque por parte da mulher:

— Cidadão, não. Engenheiro civil formado e melhor que você.

Naquele dia, o espaço onde o casal estava foi multado e o dono teve que fechar o bar. Após a veiculação da reportagem, Flávio — que é mestre e doutor pela Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) — conversou com EXTRA e lamentou a atitude da dupla. Ainda segundo o superintendente, outro homem, que num primeiro momento se apresentou com advogado do estabelecimento, quis parar a inspeção. Não conseguiu. Logo depois, o advogado teria ido aos policiais militares que acompanhavam a ação e teria dito que era ele delegado e que a fiscalização tinha que ser suspensa. No entanto, a ação seguiu.

— Naquele dia, nós encontramos uma grande aglomeração no estabelecimento. Eu sempre registro, com um celular a ação, para dar legitimidade. Quando eu comecei a gravar, as pessoas começaram a se levantar. Não só aquela moça, mas outro rapaz. Eles vieram e disseram quem eu não tinha direito de gravá-los e pediram direito à imagem. Logo em seguida, falaram que iriam anotar o meu nome — afirma Flávio.

— Posteriormente, começaram a falar palavrões, todos muito agressivos. Aquelas agressões não me atingiram, porque ali estou representando o estado para proteger a vida deles. Mas quando um deles chegou com o celular perto do nariz do repórter e iria agredi-los, eu disse que se ele encostasse no jornalista eu iria dar voz de prisão e levá-lo para a delegacia — afirmou o superintendente.

“Ela achou que cidadão é ofensa e não é”

Ainda na confusão, um homem que se apresentou representante do estabelecimento apareceu.

— Um rapaz apareceu e disse que era um dos advogados (do espaço), tentando nos intimidar e disse que era para parar a inspeção. Eu disse que não iriamos parar de fiscaliza. Então, ele foi aos PMs que nos ajudavam e pediu pra me levarem para a delegacia. Naquele instante ele se apresentou como delegado. Os militares disseram que a Vigilância Sanitária não estava fazendo nada de errado e só estava cumprindo a legislação — destacou Flávio.

Indagado se ficou ofendido com os ataques dos frequentadores, o representante da Vigilância Sanitária é categórico:

— Não cabe mais no Brasil o “Você sabe com quem está falando?”. Isso está ficando cada vez mais banido. Todo cidadão contribui com seus impostos para justamente, nós protegê-los. Esse foi o princípio da cidadania que eles não exerceram. Ela achou que cidadão é ofensa e não é. Quando eles falam aquilo, não nos atingem. Todos são formados e com curso superior. Ficou feio para ela, para a imagem do carioca, fica ruim para o estabelecimento, porque ele não representa a maioria dos estabelecimentos que sofreram tanto pela pandemia. Uma classe que foi arrasada e agora muitos tentam retornar e aquilo mancha a classe da categoria. A Vigilância está a postos para proteger a sociedade do mal fornecedor — diz.

As imagens que chocaram o país, segundo a Vigilância Sanitária, têm sido rotineiras nos últimos dias. No entanto, o órgão tem feito uma capacitação em seus agentes para não cair em provocação.

— Temos encontrado, principalmente nos últimos dias, pessoas que não estão entendendo o nosso papel. Estamos ali para defendê-las. Mas, infelizmente, no Brasil a gente não tem a cultura de prevenção. Muitos não gostam da fiscalização e se sentem agredidos. E muitas das vezes vão contra nós. Então, fazemos uma capacitação psicológica e técnica para estabelecer um padrão técnico durante as abordagens. Somos orientados a não responder as agressões. Quem está agredindo não estão agredindo o fiscal. A pessoa por estar errada, ela tenta desvia o foco do problema, tentando desestabilizar o fiscal. Então, dizemos que não é para eles revidar a essa armadilha. Não queremos rebaixar a aquele nível. Quem está errado que fica nervoso — afirmou Graça.

Padre faz sermão contra Bolsonaro e diz que eleitores devem se confessar e pedir perdão

O padre Edson Adélio Tagliaferro, da Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, localizada na cidade de Artur Nogueira, no interior de São Paulo, fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e repreendeu os fiéis que ajudaram a elegê-lo. A cena ocorreu durante a celebração eucarística deste domingo transmitida online, e viralizou na internet.

Durante a homilia, o líder católico chamou Bolsonaro de “bandido” e disse que os fiéis que votaram nele deveriam se confessar pelo pecado cometido. “Quem votou nele devia se confessar, pedir perdão a Deus pelo pecado que cometeu”, afirmou o padre Edson Adélio Tagliaferro.

“Vocês querem que eu fale aquilo que todo mundo fala, que não deixam ele trabalhar? Não! Bolsonaro não presta. Bolsonaro não vale nada. E quem votou nele devia se confessar, pedir perdão a Deus pelo pecado que cometeu, porque elegeu um bandido para presidente”, afirmou.

O padre também fez críticas à ausência de um ministro da Saúde diante da pandemia da Covid-19 e orou pelos mortos.

“Às vezes as pessoas dizem também, ‘Padre, cuidado com o que o senhor diz na homilia, porque tem gente que não gosta’.Ué, o que é que a gente tem que falar na homilia senão aquilo que Deus nos pede para falar?”, disse o religioso.

FGTS: Caixa deposita até R$ 1.045 para nascidos em fevereiro nesta segunda-feira

Os trabalhadores da iniciativa privada que têm Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) — e que fazem aniversário em fevereiro — terão o valor de até R$ 1.045 creditado hoje em contas poupanças sociais digitais abertas pela Caixa Econômica Federal. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o governo federal liberou uma retirada adicional de recursos do fundo neste segundo semestre.

O dinheiro é automaticamente retirado do FGTS do trabalhador e transferido para uma conta aberta exclusivamente em seu nome para este saque emergencial.

Num primeiro momento, a quantia fica disponível apenas para a quitação de boletos (como contas de água, luz, gás e telefone). Além disso, é possível pagar compras feitas em farmácias, lojas e supermercados (por meio de um cartão de crédito virtual gerado na hora ou de QR Code, aproximando o celular da maquininha do estabelecimento comercial).

Toda essa movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem — o mesmo criado para movimentar o auxílio emergencial de R$ 600 —, que pode ser baixado em aparelhos com sistema Android ou iOS.

Somente num segundo momento, a Caixa permitirá o saque em dinheiro, conforme o mês de aniversário. No caso dos nascidos em fevereiro, a retirada em espécie será possível a partir de 8 de agosto (veja o cronograma abaixo).

O saque será único, ou seja, ninguém poderá retirar mais do que R$ 1.045 do FGTS, somando todas as contas, ativas ou inativas. O dinheiro será debitado, primeiramente, das contas inativas e de menor valor. Depois, daquelas com quantias maiores. Quem tiver saldo inferior a R$ 1.045 poderá zerar o fundo.

Caso não queira fazer a retirada, o trabalhador pode comunicar seu desejo à Caixa até dez dias antes da data prevista para depósito (confira o calendário). Neste caso, o dinheiro nem sai da conta de FGTS. Mas, caso a pessoa perca o prazo de comunicação ao banco, basta deixar o dinheiro nesta conta digital, sem qualquer movimentação, até 30 de novembro de 2020. Desta forma, o montante retornará ao FGTS, com a devida correção.

Draco prende chefe de milícia da Taquara durante evento em sítio de Guaratiba

Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco-IE) prenderam, neste domingo, o miliciano Vanderlei Duarte Pereira, conhecido como Van Van. Ele é apontado como chefe de um grupo paramilitar que age na localidade conhecida como Invasão, na Taquara, na Zona Oeste do Rio.
De acordo com o delegado William Pena Júnior, titular da Draco, Van Van foi encontrado após um trabalho de inteligência da especializada, que repassou ao setor operacional da delegacia a localização exata do miliciano. Ele foi capturado quando participava de um evento em um sítio de Guaratiba, onde “desfrutava do dinheiro arrecadado com as extorsões praticadas pela referida organização criminosa”.

Miliciano estava em um evento em um sítio de Guaratiba quando foi preso – Reprodução

Além dos tradicionais crimes relacionados à milícia, como extorsão e venda de gás e de sinal de Internet e telefonia à cabo, o grupo paramilitar que Van Van lidera é responsável por diversos roubos de carro em Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.
O miliciano estava foragido da Justiça, já que havia contra ele um mandado de prisão por condenação em aberto. Ele foi condenado há 11 anos de prisão pelo crime de associação criminosa em formato de milícia.
Ainda segundo Pena, essa foi a terceira prisão de integrantes da milícia da Invasão feita pela Draco.
“A Draco informa que todos aqueles que direta e indiretamente participem da milícia serão responsabilizados”, reforçou o delegado.

Vídeo: Criança de 4 anos cai de carro em movimento e sai andando tranquila

Na tarde da última sexta-feira, uma moradora de Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul, passou por um grande susto quando trafegava em uma rua da cidade: ao fazer uma curva, o filho dela, de apenas quatro anos, acabou sendo jogado para fora do carro.

Segundo informações do jornal Zero Hora, a câmera de segurança de uma loja no cruzamento das ruas Carlos Wagner e Armando Ruschel registrou o momento do acidente com a  criança, que só não teve maiores consequências porque o movimento de veículos era bastante tranquilo.

No vídeo, é possível ver quando a porta abre e o pequeno Theodoro é jogado para fora. Na sequência, ele levanta e corre na direção da calçada, onde encontra a  mãe,  Franciele Konrad, que esquece de parar o carro    para socorrer o filho. Quem auxilia os dois é um homem que estava no local e chega em tempo de parar o automóvel.

“Não deu tempo de segurar ele. Acredito que tentou segurar a maçaneta e acabou abrindo. A porta sempre trava, não sei porque dessa vez não travou. Ele estava bem calmo, eu fiquei mais nervosa que ele”, revelou a mãe.

Polícia Rodoviária Federal prende quatro suspeitos por fraude do auxílio emergencial

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na tarde deste sábado, uma mulher e três homens, suspeitos de estelionato, em uma abordagem na Rodovia Rio-Santos (BR-101), em Angra dos Reis, no Sul Fluminense. Segundo a especializada, agentes realizavam uma blitz na rodovia quando abordaram um carro, com quatro ocupantes, que transitava em alta velocidade.

Os policiais encontraram no interior do veículo, uma mochila com diversos pen drives, notebook, monitor, sete celulares, R$320 em dinheiro, 15 espelhos de cédulas de identidade sem preenchimento e 75 chips de celular com dados relacionados de cidadãos brasileiros.

Ainda de acordo com a Polícia Rodoviária, quando questionado, um dos suspeitos, que já havia sido preso por falsificar documentos, relatou que eles estariam trabalhando na falsificação de cadastros para recebimento do benefício criado pelo Governo Federal, o Auxílio Emergencial, por conta da pandemia do novo coronavírus.

A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Federal, em Angra dos Reis.