Uma criança de oito anos morreu de hipotermia após ser deixado de castigo na garagem de casa pelo pai, que é policial em Nova York, nos Estados Unidos (EUA).
Criança é deixada de castigo e morre de hipotermia; pai e noiva foram presos por assassinato em segundo grau
Conforme o jornal The Washington Post, na residência a polícia encontrou Michael Valva, de 40 anos, fazendo massagem cardíaca no filho Thomas, alegando que o menino havia caído na garagem antes de ir à escola.
Imediatamente, Thomas foi encaminhado ao hospital, onde chegou com uma temperatura de 24°C e ferimentos no rosto e na cabeça. Infelizmente, o menor foi declarado como morto pelos médicos.
Conforme os investigadores que acompanharam o caso, a história contada por Michael Valva havia muitas contradições.
Na residência, os investigadores encontraram vídeos e áudios feitos pelas câmeras de segurança da casa, que mostram que Thomas e um de seus irmãos estavam tremendo no chão da garagem sem travesseiro, colchão ou cobertor.
De acordo com a polícia do condado de Suffolk, a garagem onde o menino foi encontrado estava a -7°C na noite de sua morte, o que determinou a conclusão do laudo de óbito por hipotermia.
Após reunirem as evidências, Valva e sua noiva, Angela Pollina, de 42 anos, foram presos por assassinato em segundo grau, quando um indivíduo morre como consequência de uma imprudência.
Além disso, investigadores acreditam que Thomas e o irmão estavam sem comer e forçados a ficar na garagem como castigo.
Pai e noiva negam o crime
Para à polícia, Valva e Pollina negaram o crime. Entretanto, ambos vão permanecer na prisão sem direito a fiança.
Além de Thomas, Valva é pai de mais dois meninos, de seis e dez anos, e Pollina é mãe de três meninas.
No momento, todas as crianças foram tiradas de casa e colocadas em um ambiente seguro, segundo o The Washington Post.
Denúncia prévia da mãe da criança foi ignorada
Pelo twitter, Justyna Zubko, ex-mulher de Valva, já havia denunciado o homem por abuso e maus-tratos. Entretanto, ainda não é possível explicar como Michael conseguiu a custódia das crianças após o casal se separar em 2017.
Além disso, Justyna postou um relatório de um psicólogo e um professor de educação especial que diz que duas das crianças estavam indo para a escola sujos e com fome e que Valva e Pollina “não entendem a profundeza” do diagnóstico de autismo dos menores.
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