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Renner abre 141 novas vagas de emprego com salários de até R$ 8.531,00!

A Lojas Renner S.A. é a maior varejista de moda do Brasil. A companhia, constituída em 1965, foi a primeira corporação brasileira com 100% das ações negociadas em bolsa e está listada no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis diferenciados de governança corporativa da B3.

Está presente em todas as regiões do país por meio de suas lojas da Renner, que oferece moda em diferentes estilos; da Camicado, empresa no segmento de casa e decoração; e da Youcom, especializada em moda jovem. A companhia opera ainda com a Realize CFI, que apoia o negócio de varejo, através da oferta e gestão de produtos financeiros.

Em 2017, a Lojas Renner S.A. deu mais um passo importante ao inaugurar sua primeira operação Renner fora do país, no Uruguai. Desta forma, conta com mais de 500 lojas em operação, considerando os três formatos.

Cargos

A boa notícia é que foram abertas nada menos que 141 novas vagas de emprego em cargos de Assistente de Lojas/Estoque; Fiscal de Loja; Inspetor de Qualidade; Analista de RH; Líder de Produtos Financeiros; Operador de Empilhadeira Elétrica; Auxiliar de Estoque; e Assistente de Crediário.

Além das vagas para os cargos citados, a empresa oferece oportunidades para quem deseja ingressar no Jovem Aprendiz. Para participar, o estudante deverá ter entre 14 e 22 anos e estar cursando o ensino fundamental ou médio.

Inscrições, salários e benefícios

Os interessados em concorrer a uma das vagas podem entrar no site de recrutamento da empresa e selecionar o cargo que deseja concorrer. Após isso, o candidato deve aguardar o contato da Renner.

Os salários oferecidos pelas Lojas Renner oscilam entre R$ 1.269,00 e R$ 8.531,00, conforme informado no site LoveMondays. Além disso, os profissionais contarão com assistência odontológica, refeição no local e vale-transporte.

Revelada a causa da morte do surfista Léo Neves

O surfista Leo Neves morreu aos 40 anos após sofrer um mal súbito e se afogar no último domingo (24), durante uma competição na praia de Itaúna, no Rio de Janeiro. A falta de acompanhamento e diagnóstico de doenças – em sua maioria cardíacas –  pode explicar a morte súbita de pessoas jovens e com hábitos saudáveis.

“[Mal súbito] é qualquer mal-estar que você tenha. A causa pode ser AVC [acidente vascular cerebral], arritmia por uso de substâncias estimulantes, como drogas ilícitas e termogênicos, que aceleram o metabolismo para perder calorias”, o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb, do HCor (Hospital do Coração).

 

 

O mal súbito tem vários motivos, sendo que 90% das mortes súbitas de esportistas são causadas por problemas cardíacos, segundo o especialista. Acima dos 40 anos, a principal causa é o infarto, já abaixo disso são doenças congênitas e genéticas.

“A pessoa pode ter pressão alta, arritmia e não apresentar sintoma. Esporte não mata. O que mata são doenças não diagnosticadas e excesso de treinamento sem acompanhamento médico, que pode levar a doenças cardíacas”, afirma o cardiologista.

 

 

Um dos sintomas do mal súbito pode ser desmaio. “Nas provas de mar aberto, o grande problema é que tem poucos observadores para controlar os atletas, então não se consegue salvar a vida da pessoa, porque ninguém vê o que está acontecendo com ela”, pondera o médico.

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Fundado em 1981, o BarraShopping tornou-se o maior pólo de comércio e serviços do país, integrando-se com o New York City Center e o Centro Empresarial BarraShopping. Eleito pela 8ª vez consecutiva o shopping favorito dos cariocas*, o BarraShopping tem uma relação especial com o Rio de Janeiro. São mais de 700 lojas, em uma área que percorre 1,2 quilômetros, oferecendo um mix completo de serviços, compras, lazer, restaurantes, e comodidades. O BarraShopping ainda integra dois Centros Médicos de alto padrão, que somam mais de 50 clínicas especializadas. Toda a infraestrutura do complexo trabalha em sintonia com arquitetura contemporânea – explorando corredores largos, iluminação natural e paisagismo, tornando seus jardins e áreas internas agradáveis e convidativos. O BarraShopping atualizou o quadro pessoal de vagas para profissionais que buscam uma colocação no mercado de trabalho atualmente. Há 18 oportunidades

distribuídas nas funções de: Costureira, Profissional de beleza, Cozinheiro, consultor, analista, gerente, garçom, limpeza, supervisor, segurança, estagiario, estoquista, assistente, administrativo, atendente de loja, vendedor, jovem aprendiz. Os interessados em trabalhar no BarraShopping devem Candidatar-se aquiGRUPO GPS VAGAS PARA VIGILANTE, AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS, PORTEIRO, RECEPCIONISTA – R$ 1.160,00 – COM E SEM EXPERIENCIA – RIO DE JANEIRO. OS INTERESSADOS DEVEM CANDIDATAR-SE CLICANDO AQUI

SBT diz se sairá do ar durante velório em homenagem a Gugu Liberato

Nesta terça-feira, 26 de novembro, o programa A Tarde é Sua, da RedeTV!, cobriu o falecimento do apresentador Augusto Liberato e todas as últimas informações em torno da sua morte. A previsão é que o corpo do comunicador da Record TV chegue ao Brasil na quinta-feira, 28 de novembro.

 

 

 

Durante o programa A Tarde é Sua, o colunista Guilherme Beraldo disse que entrou em contato com a assessoria de imprensa do SBT, avaliando a possibilidade de Silvio Santos cancelar a gravação dele de quinta-feira, 28 de novembro. No ar, o colunista levantou ainda a possibilidade do canal ser retirado do ar temporariamente durante o velório de Gugu, em homenagem ao apresentador, que atualmente estava na Record.

Isso já aconteceu no passado, quando o apresentador Flávio Cavalcante faleceu. A morte de Flávio foi uma das mais impactantes da história da TV, pois o comunicador na época apresentava seu programa ao vivo no SBT. Ele passou mal e seu falecimento foi confirmado horas depois.

A equipe do 1 News Brasil questionou à assessoria do SBT se a informação dada no programa de Sônia Abrão era pertinente, citando ambas situações, tanto de Silvio supostamente cancelar as gravações, como a possível tirada do SBT do ar. A assessoria da emissora disse apenas que não confirma nenhuma das informações veiculadas na TV.

Em tempo, as informações atualizadas sobre o velório de Gugu são de que ele vai mesmo ser realizado na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo. O velório será aberto ao público, mas ainda não há confirmação de famosos nessa despedida emocionante.

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Vídeo do humorista da praça é nossa no hospital antes da cirurgia é de partir o coração, assista

Morreu nesta terça-feira (26), aos 57 anos em Jundiaí, São Paulo, o humorista Charles Guttenberg, que era conhecido por todos como Rapadura. Ele ficou famoso principalmente depois que começou a aparecer em A Praça É Nossa, no SBT.

 

 

 

Rapadura precisou ser internado no interior de São Paulo, em estado grave e não resistiu a uma cirurgia para retirada de um cisto no intestino há cerca de uma semana. Como houve complicações, Charles precisou ficar internado e seu quadro foi se agravando.

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O perfil do humorista no Instagram divulgou uma mensagem informando que o quadro dele era grave. Bananinha, parceiro de Rapadura, postou uma mensagem emocionante lamentando a morte do amigo.

Bananinha havia compartilhado uma mensagem há algumas horas desejando força ao amigo e torcendo para tudo dar certo, mas infelizmente voltou ao Instagram para anunciar o falecimento do humorista que divertia crianças, jovens e adultos.

Rapadura chegou a compartilhar um vídeo do hospital contando aos fãs que estava internado para uma cirurgia no intestino, mas se mostrou confiante, dizendo que logo estaria de volta. Amigos e familiares também esperavam que ele se recuperasse o mais breve possível.

Sempre que aparecia em A Praça É Nossa, Rapadura sempre arrancava boas gargalhadas de todos. No Twitter muitos estão deixando mensagens, lamentando a morte do humorista.

O Brasil fica mais triste, pois Charles Guttenberg tinha o dom de fazer todo mundo rir, basta olhar para ele que a pessoa já sentia uma alegria. Ele era elogiado por fazer humor com leveza, um humor que alegrava crianças e adultos. A família ainda não informou onde será o velório.

Estatuto do Torcedor passa a punir torcedores violentos com mais rigor

O Diário Oficial da União publicou nesta terça (26) uma lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro que modifica o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei nº 10.671, de 15 de maio de 2003) tornando mais rígidas as punições a torcedores violentos.

Segundo a nova legislação, “a torcida organizada que, em evento esportivo, promover tumulto, praticar ou incitar a violência ou invadir local restrito aos competidores, árbitros, fiscais, dirigentes, organizadores ou jornalistas será impedida, assim como seus associados ou membros, de comparecer a eventos esportivos pelo prazo de até 5 anos”. Antes a punição tinha a duração de 3 anos.

Além disso, a lei estabelece que a punição será voltada àqueles que cometerem atos violentos mesmo em locais e ocasiões diferentes aos relacionados à uma competição esportiva específica.

Desta forma estarão sujeitos a esta penalização torcedores que invadirem locais de treino, que participarem de confrontos com outras torcidas e que realizarem atos ilícitos contra esportistas, competidores, árbitros, organizadores de eventos esportivos e jornalistas.

Mudança positiva

Segundo o sociólogo e pesquisador na área de futebol e violência Maurício Murad, as mudanças são positivas: “Acho positivo o aumento da pena porque é um endurecimento da aplicação da lei, e também considero positivo ampliar a extensão dela, para além do outro torcedor adversário, pois o torcedor violento não se limita a agredir o adversário, mas agride o árbitro, o jogador, o profissional de imprensa. Então é necessário que a lei se atualize, e a ampliação é uma atualização da mesma pelo que acontece nos estádios e fora deles”.

Murad afirma que, em 32 rodadas do Campeonato Brasileiro, foram contabilizados 151 eventos violentos dentro e fora dos estádios: “Isto é muito, uma média de 5 por rodada”.

Aplicação da lei

Para o pesquisador, o maior desafio é a aplicação da lei. “As mudanças na legislação devem ser aplicadas na prática. As punições devem ser aplicadas até as últimas consequências nos termos da lei, pois, de outra forma, a melhoria, que é boa, cai no vazio, fica a letra morta”, conclui.

Tráfico e milícia são a mesma coisa, diz secretário de Polícia do Rio

Traficantes e milicianos são igualmente criminosos, sem distinção, atuando ambos no tráfico de drogas, no roubo de cargas e no roubo de carros. A afirmação foi feita nesta terça-feira (26) pelo secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Vinícius Braga, em entrevista coletiva sobre a morte de um criminoso procurado  e os últimos índices de criminalidade divulgados no estado.

“Tráfico e milícia hoje são exatamente a mesma coisa. São criminosos perversos que dominam a sociedade local, independente de a sociedade querer ou não. A gente trata milícia exatamente como trata o tráfico. São criminosos. É mentira que miliciano não trafica drogas, é mentira que não rouba carga, que não rouba carros. Faz tudo o que o traficante faz”, disse Braga.

Segundo o secretário, o combate às milícias é mais complexo do que a repressão ao tráfico de drogas, porque não é tão aparente e requer mais investigação. Isso demandou, de acordo com o delegado, uma curva de aprendizagem das polícias, para permitir lutar contra as milícias.

“A Polícia Militar e a Polícia Civil começaram a entender o trabalho de milícia. Não é fácil. A gente não sabia, no começo, como seria o nosso trabalho. O traficante, você vê ele ali com a droga, o miliciano requer investigação. Muito difícil dar um flagrante em crime de miliciano, a não ser no porte de arma”, ressaltou Marcus Vinícius.

Durante a coletiva, que abordou a morte do traficante Thomas Jhayson Vieira Gome, o 3N, e mais cinco pessoas que estavam com ele em um sítio, no início da manhã, o delegado falou também sobre os índices de criminalidade no estado, divulgados na segunda-feira (25), que apontam uma diminuição importante nos homicídios dolosos, assim como o constante aumento do número de pessoas mortas em operações policiais.

“Não tem como diminuir 884 mortes e falar que reduzimos por esse ou por aquele motivo. Uma série de fatores que as polícias estaduais estão desenvolvendo e trabalhos em conjunto geram essa diminuição. O homicídio doloso é a nossa principal meta”, disse o secretário. Ele destacou que a redução de outros grupos de crimes contribuiu para a diminuição dos casos de homicídio, como o menor número de roubos de veículos, que registrou 33.652 casos, de janeiro a outubro deste ano, 10.559 a menos do que no ano anterior.

Mortes em confrontos

Sobre o aumento dos casos de morte em confrontos, o secretário enfatizou que é resultado da reação dos criminosos à polícia: “A morte por intervenção policial nada mais é do que, na hora da operação, o sujeito reagiu. Ponto”.

O porta-voz da Polícia Militar, coronel Mauro Flies, que também participou da entrevista coletiva, atribuiu o alto índice de mortes de criminosos ao comportamento destes, muitos dos quais, jovens e fortemente armados. “É bom frisar que as nossas operações são programadas com dados de inteligência e visam preservar vidas. No entanto, marginais insanos, portando armas de guerra, não se rendem. Eles buscam o enfrentamento, ousam atacar o Estado e a sociedade”, afirmou Flies.

Foram 1.546 casos de mortos em confronto com a polícia, de janeiro a outubro de 2019, contra 1.310 no mesmo período do ano passado, um aumento de 236 pessoas mortas.

(FOTOS) – Traficante mais procurado pela polícia do RJ é morto durante operação em Itaboraí, Região Metropolitana

O traficante Thomas Jayson Gomes Vieira, de 26 anos, conhecido como 3N, o mais procurado pela polícia do Rio de Janeiro, foi morto durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar em Itaboraí, na Região Metropolitana, na manhã desta terça-feira (26). A ação contou com apoio de um helicóptero e blindados.

Segundo a polícia, o traficante 3N foi encontrado em um sítio em Cabuçu junto com um grupo de homens armados. Houve confronto e, de acordo com a corporação, além de 3N mais cinco criminosos foram mortos.

A polícia informou que o traficante era monitorado há cerca de um mês e foi localizado no sítio que funcionava como uma espécie de bunker da quadrilha.

Com eles, os policiais apreenderam quatro fuzis, quatro pistolas, granadas, carregadores de armas, celulares e coletes à prova de balas.

O traficante mais procurado do Estado era conhecido como 2N até abril deste ano. Nas redes sociais, ele publicou um vídeo em que anunciava a mudança de “vulgo” 3N depois de sair do Comando Vermelho (CV) e passar a integrar o Terceiro Comando Puro (TCP).

Em sua festa de casamento em janeiro deste ano, o traficante posou para fotos e ainda usava o nome 2N. O Disque-Denúncia oferecia a recompensa de R$ 20 mil por informações sobre ele.

Cordão de ouro com salmo da Bíblia

De acordo com a Polícia Civil, a ação nesta terça tinha como objetivo cumprir 5 mandados de prisão contra o traficante, apontado como o líder do tráfico de drogas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Um dos mortos na operação é o traficante Alexandre de Souza Lima, conhecido como “Xandinho”, 21 anos. Um cordão de ouro e brilhantes com o nome dele e a inscrição de uma facção criminosa também foi apreendido. Na mesma peça estava gravado um salmo da Bíblia:

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.”, diz o trecho no cordão.

Em entrevista coletiva na tarde desta terça, a PM anunciou reforço de policiamento em São Gonçalo após operação que matou os seis criminosos.

Até às 15h, além de 3N outros três criminosos já tinham sido identificados. Dois corpos permaneciam no IML.

Sítio onde estavam escondidos os traficantes — Foto: Reprodução/ Polícia Civil

Policiais utilizaram helicóptero para encontrar traficante 3N, que estava em um sítio em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio — Foto: Reprodução/ Polícia Civil

Guerra do tráfico no Salgueiro

O traficante 3N estava foragido depois de fugir do Complexo do Salgueiro, na mesma região, após uma tentativa de invasão à comunidade em abril deste ano.

Segundo a polícia, 3N tentava retomar o comando do tráfico de drogas na comunidade após a morte do traficante Antonácio Rosário, o Schumacher, e financiava constantes invasões na região.

De acordo com as investigações, depois de foragido, havia suspeita de que o traficante estivesse escondido nas comunidades Morro do Dendê, na Ilha do Governador ou no Complexo da Maré.

Em maio, policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram uma operação na Maré em busca do traficante. Na ocasião, oito pessoas foram mortas.

Mulher do traficante 3N foi presa por associação ao tráfico — Foto: Reprodução

No mesmo mês, a mulher do traficante foi presa em outra ação das coordenadorias de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Inteligência (Cinpol). Brenda Oliveira dos Santos, de 20 anos, é suspeita de associação com o tráfico de drogas.

Rival solto após decisão do STF

O principal rival de 3N, Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, foi solto na semana passada após decisão do Supremo Tribunal Federal.

As autoridades estavam atentas a uma possível guerra em São Gonçalo após a soltura de Rabicó. Na entrevista, o secretário de Polícia Civil Marcus Vinicius Braga disse que o traficante “é alvo de investigação” e é criado no Morro do Salgueiro.

3N e Comparsas Foram Mortos na operação, veja as fotos abaixo

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Entenda os impactos do aquecimento global se a temperatura subir até 1,5°C ou mais de 2°C

Cientistas alertam que o aquecimento global trará graves consequências, com impactos ambientais e sociais. Atualmente, a meta é manter o aumento das temperaturas em até 1,5°C para diminuir esses efeitos, mas as pesquisas apontam que estamos cada vez mais distantes desse objetivo. Os pesquisadores já apontam que o aumento da temperatura pode chegar a até 3,2°C até 2030.

Ainda não há projeções claras sobre o que a elevação de mais de 3ºC poderia causar no planeta. Abaixo, veja alguns dos cenários para o caso de a alta ser contida em 1,5ºC ou ultrapassar 2°C. Aumento dos níveis do mar, ondas de calor e desertificação são algumas das consequências previstas pelos cientistas nesses cenários.

Sete consequências do aquecimento global, segundo a ONU:

  1. Com o aquecimento a 2ºC, o mar do Ártico sofrerá degelo durante o verão a cada 10 anos. Essa frequência diminui para 100 anos com o aquecimento de 1,5ºC
  2. Até o final do século, o aumento do nível do mar deve ser 0,1 metro menor no cenário a 1,5ºC do que a 2ºC. O intervalo projetado para 1,5ºC é de 0,26 a 0,77 metro
  3. No melhor cenário, até 10,4 milhões de pessoas a menos serão impactadas pelo aumento do nível do mar até 2100.
  4. Em regiões continentais, ondas de calor podem ser de duas a três vezes maiores no cenário acima de 2ºC do que naquele de 1,5ºC.
  5. O número de espécies de animais e plantas que podem desaparecer é muito maior na projeção para 2ºC do que naquela de 1,5ºC.
  6. Os ciclones tropicais devem ocorrer em menor frequência, mas deve ser maior o número de ciclones com intensidade muito forte, fator acentuado no cenário de 2ºC, em relação a 1,5ºC.
  7. O aquecimento global a 2ºC deve aumentar a probabilidade de ocorrência de secas extremas, assim como falta de chuvas e riscos associados à falta de água

Aquecimento projetado por cientistas

De acordo com um relatório publicado em outubro de 2018 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), agência ligada à ONU, o aquecimento global causado pela ação humana já pode ser observado em diversos fatores que incluem mudanças de temperaturas tanto nas superfícies terrestres quanto nos oceanos.

Também há evidências de que o aquecimento global tenha alterado a frequência e a duração das ondas de calor marinhas e o volume de chuvas, em escala global, além da acentuação das secas na região mediterrânea.

O cenário com aumento de 1,5ºC já prevê uma série de mudanças e levanta questionamentos entre os cientistas sobre a possibilidade de estabilizar ou reverter o a elevação das temperaturas.

O cenário com um aquecimento de 2ºC ou mais é ainda mais preocupante.

Oceanos e geleiras

A expectativa do IPCC é de que o aumento das temperaturas nos oceanos seja maior num cenário de 2ºC do que naquele de 1,5ºC. “A probabilidade de que haja mar sem gelo no Oceano Ártico durante o verão é substancialmente maior a 2ºC, em comparação com o aquecimento global de 1,5ºC”, diz o relatório.

 

  • 1,5ºC: Com uma variação menor na temperatura, o mar do ártico deve ficar sem gelo a cada 100 anos. A diferença no nível do mar global para o fim do século 21 projetado para 1,5ºC é de 0,26 a 0,77 metro (em relação aos níveis de 1986 a 2005). Se o aumento do nível do mar for menor, até 10,4 milhões de pessoas a menos serão impactadas até 2100. Ainda que se mantenha a meta reduzida de temperatura, os impactos já são observados nos habitats marinhos, como é o caso dos recifes de coral, cientistas projetam que 90% das espécies estão condenadas.
  • Acima de 2ºC: Com este aquecimento, o mar do Ártico deve perder suas geleiras a cada 10 anos no verão. O aumento nos níveis do mar devem ser 0,1 metro maior que os previstos no cenário a 1,5ºC. Há grandes chances de o nível do mar continuar subindo depois do ano 2100, segundo o IPCC. Há evidências de que a acidificação da água nos oceanos seria maior, impactando duramente os organismos e ecossistemas marinhos – além de setores econômicos como a pesca e a aquicultura.

Superfícies terrestres

 

O IPCC prevê que as médias de temperaturas seriam mais elevadas na maioria das áreas terrestres num cenário de 2ºC do que num cenário de 1,5ºC. Em ambos os casos, as temperaturas médias seriam mais altas do que as atuais. Haveria uma redução na ocorrência de ondas de frio. Além disso, aquelas que ocorressem seriam menos frias. Esse impacto deve ser sentido especialmente nas áreas cobertas por gelo ou neve.

  • 1,5ºC: Limitar o aumento global a 1,5ºC em vez de 2ºC poderia fazer com que cerca de 420 milhões de pessoas a menos sejam expostas a ondas de calor extremo e cerca de 65 milhões de pessoas a menos seriam expostas a ondas de calor. Será registrado mais calor nas áreas de latitudes médias durante o verão (entre os trópicos e os círculos polares), onde a elevação pode chegar a 3ºC. Nas áreas de alta latitude, durante o inverno, a elevação pode alcançar 4,5ºC. A 1,5ºC, o número de espécies de animais e plantas podem desaparecer a uma tava de 6% dos insetos, 8% das plantas e 4% dos vertebrados.
  • Acima de 2ºC: Em algumas regiões o aumento pode ser de duas a três vezes maior no cenário acima de 2ºC. A 2ºC estima-se que as espécies que perderão pelo menos metade do seu espaço geográfico serão 18% dos insetos, 16% das plantas e 8% dos vertebrados. Além disso, a 2ºC são maiores os riscos de pragas, difusão de espécies invasoras e incêndios florestais. Prevê-se que, considerando os períodos de mais calor, o aquecimento seja mais forte na América do Norte central e oriental, na Europa central e meridional, na região mediterrânea (incluindo sul da Europa, norte da África e Oriente Próximo), Ásia Ocidental e Central e África Austral.

Chuvas

Limitar o aquecimento global a 1,5ºC reduziria o risco de ter chuvas intensas em escala global. Elas seriam ainda mais acentuadas num cenário de 2ºC ou mais.

As regiões com os maiores aumentos nas chuvas intensas incluem: várias regiões de alta latitude (por exemplo, o Alasca e o Canadá, a Groenlândia, a Islândia, o Norte da Europa e da Ásia); além de regiões montanhosas (por exemplo, o platô tibetano); a Ásia Oriental (incluindo China e Japão); e leste da América do Norte.

Os ciclones tropicais devem ocorrer em menor frequência, mas deve ser maior o número de ciclones com intensidade muito forte. Esse fator também se acentua no cenário de 2ºC, em relação a 1,5ºC.

A erosão causada por chuvas também deve ser superior num cenário a 2ºC, assim como as enchentes.

Secas e desertificação

O aquecimento global a 2ºC ou mais deve aumentar a probabilidade de ocorrência de secas extremas, assim como falta de chuvas e riscos associados à falta de água, segundo o IPCC. Os riscos são um pouco menores no cenário a 1,5ºC.

 

A diferença entre os dois cenários é especialmente expressiva na região mediterrânea (Sul da Europa, Norte da África e o Oriente Próximo). A 2ºC as secas serão mais frequentes e mais intensas.

Ao avaliar os impactos da desertificação e da escassez de água, o IPCC apontou que 8% das terras no Brasil já sofrem alguma forma de degradação relacionada. Na Caatinga, a estimativa é de 50% da área. Cientistas alertaram também que se o desmatamento na Amazônia atingir 40% da floresta, chega-se a um ponto irreversível tanto para barrar o aquecimento global quanto para a sobrevivência do ciclo da floresta como é hoje

Alimentos e saúde

A disponibilidade de alimentos deve ser mais restrita se o aquecimento chegar a 2ºC ou mais nas regiões do Sahel, no Sul da África, no Mediterrâneo, na Europa Central e na Amazônia, segundo o IPCC.

Qualquer elevação nas temperaturas globais terá um impacto na saúde humana. Os riscos são menores, porém, a 1,5ºC, especialmente no que diz respeito às mortes causadas pela emissão de gases estufa e nos fatores que levam à desnutrição. Ondas de calor devem favorecer a difusão de doenças como a malária e a dengue em áreas que hoje não são atingidas.

A pobreza e a migração também devem aumentar, já que comunidades que dependem da agricultura serão fortemente afetadas.

Relatórios da ONU em 2019 falaram sobre aquecimento global

O IPCC divulgou em 2019 outros dois relatórios sobre as mudanças climáticas, divididos em efeitos na terra e no mar, veja abaixo os destaques destas publicações.

  • aumento da temperatura global é mais alto nos continentes, onde há vida humana. Em algumas dessas regiões, o aumento já atingiu de 1,4ºC a 1,5ºC
  • As emissões dos gases do efeito estufa relacionadas à agricultura, desmatamento e outros usos do solo representam 22% do que é liberado no mundo
  • No Brasil, o aquecimento pode reduzir as safras de milho em 5,5% a cada grau Celsius de aquecimento. Nos EUA, esse percentual pode chegar a 10,3%
  • Até o ano 2100, se nada for feito, o aumento do nível do mar pode alcançar até um metro de altura; isso pode acarretar a retirada de milhões de moradores de áreas costeiras e ilhas
  • Com o aquecimento da água, oceanos se tornarão mais ácidos, alterando a vida marinha; ainda que se limite o aquecimento a 1,5°C, os recifes de coral já estão quase todos condenados
  • Até o final deste século, a frequência de ondas de calor marinhas pode aumentar em 50 vezes, chegando a uma variação de 3℃ ou 4℃

 

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