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UM HOMEM MORREU E OUTROS TRÊS FICARAM FERIDOS EM ATAQUE A TIROS NO RJ

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UM HOMEM MORREU E OUTROS TRÊS FICARAM FERIDOS EM ATAQUE A TIROS EM S.J. DE MERITI

Um homem morreu e outros três ficaram feridos, na noite desta segunda-feira, durante um ataque a tiros em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O caso aconteceu por volta das 19h30 próximo a uma residência da Rua Carlos Sodré, no bairro Agostinho Porto. Todos são moradores da região.

O homem que morreu foi identificado como Alexsandro Moreira da Silva, conhecido como Leleco, de 40 anos. Os feridos são Eduardo Barbosa de Freitas, 47, que foi levado ao Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse); Lucas Souza, que foi encaminhado ao Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (Saracuruna); e um menor de 17 anos que está no PAM de Meriti. Ainda não há informações sobre o estado de saúde deles.

De acordo com testemunhas, as vítimas estavam sentadas na calçada quando cerca de três homens encapuzados e armados passaram atirando dentro de um carro.

Aqui testemunhas, as vítimas estavam sentadas na calçada quando cerca de três homens encapuzados e armados passaram atirando dentro de um carro.

“Eles estavam conversando em frente a um portão da garagem de uma casa”, conta uma moradora, que preferiu não se identificar. “Foram muitos tiros, rajada mesmo”.

O quartel de São João de Meriti do Corpo de Bombeiros foi acionada e constatou a morte de Alexsandro no local. Os feridos já haviam sido socorridos por moradores.

Policiais militares do 21º BPM (Vilar dos Teles) foram chamados e estiveram no local. Eles acionaram a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que investiga o caso. Ainda não há informações sobre a motivação do crime.

“Foi realizada perícia e diligências estão em andamento para esclarecer o caso”, a Polícia Civil disse, em nota.

Menina é encontrada morta pendurada em árvore durante festa escolar

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Durante festa no Centro Educacional Unificado (CEU) Perus, na Zona Norte de São Paulo, no último domingo, uma criança de noves anos desapareceu. Poucas horas depois, Raíssa Eloá Caparelli Dadona foi encontrada morta, a dois quilômetros de distância, no Parque Anhanguera.
Um jovem de 12 anos descobriu o corpo, que estava amarrado pelo pescoço a uma árvore, em um espaço restrito a funcionários do parque. O rosto da menina estava coberto de sangue e ela possuía uma lesão no ombro, de acordo com o boletim de ocorrência.

Dessa forma, por enquanto, não é considerada a hipótese de ter ocorrido enforcamento. Testemunhas e imagens estão sendo procuradas para auxiliar na busca do autor do crime, afirma a Secretaria de Segurança Pública.

O caso está sendo investigado pela 5ª Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

A menina estava realizando tratamento de autismo a um ano. Joice de Souza, assistente social que atendia Raíssa no Núcleo de Apoio à Inclusão Social para Pessoas com Deficiência, afirma que ela era tímida.

Com o progresso do tratamento, Joice afirma que ela começou a se tornar mais falante. No entanto, sua família diz que ela não confiava em adultos desconhecidos.

Vânia, mãe da menina, contou à polícia que levou Raíssa e o irmão mais novo dela para a festa o CEU por volta das 12h. O local estava cheio de crianças. Ela deixou a menina brincando em um pula-pula para buscar pipoca para o filho. Quando voltou, ela não estava mais lá.

A gestora da unidade pediu auxilio na busca para as pessoas que estavam no local. Às 14h o jovem encontrou a menina morta.

O corpo foi enterrado e o parque continua aberto. Segundo a Prefeitura de São Paulo, administradora do CEU e do Parque Anhanguera, todas as medidas necessárias foram tomadas.

 

PASTORA ACHADA MORTA DENTRO DE GELADEIRA NO INTERIOR DO RIO PODE TER SIDO VÍTIMA FEMINICÍDIO, DIZ POLÍCIA

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PASTORA ACHADA MORTA DENTRO DE GELADEIRA NO INTERIOR DO RIO PODE TER SIDO VÍTIMA FEMINICÍDIO, DIZ POLÍCIA

Feminicídio é a principal linha seguida pela Polícia Civil para apurar a autoria da morte da pastora e juíza de paz Yone Angela Máximo dos Santos, de 47 anos. Ele foi assassinada em Miguel Pereira, na Região Centro-Sul Fluminense.

O corpo da pastora foi encontrado no último sábado, dentro de uma geladeira, na casa onde ela morava, no bairro Vera Cruz. De acordo com a polícia, o assassino ainda usou um arame e um lençol para amarrar e amordaçar a vítima.

Yone estava desaparecida desde o último dia 24. Como ela não ligou no dia do aniversário de um parente, que seria comemorado na quarta-feira seguinte, o familiar resolveu ir até a residência da pastora, no sábado.

Cooperativa de proteção veicular fecha loja sem prévio aviso e deixa clientes na mão

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Prejuízos no Rio e SP, com vários clientes ficando “sem pai, nem mãe” e com prejuízos financeiros. A cooperativa Total Azul quee tinha loja em Vila Valqueire, zona norte do Rio, fechou as portas e muitos ficaram sem receber valores de todo tipo. Sinistros e quitação de carnês foram “esquecidos” pela empresa, com clientes esperando meses por uma solução, que até agora não veio. No último sábado (21), alguns clientes lesados do Rio se juntaram e fizeram Registro de Ocorrência na 30ª DP (Marechal Hermes). Para piorar, a cooperativa não existe fisicamente, o que impede de acionar os proprietários. “Eu e meu marido estamos a procura da empresa Total Azul, cujo os responsáveis por essa cooperativa de proteção veicular são o Sr. Edimilsom Viegas e Gilzete Viegas. Eles sumiram, ninguém consegue uma resposta dessa empresa. Pessoas que tiveram seus veículos roubados a meses estão desesperados e passando por turbulências financeiras por conta disso. No caso do meu marido que trabalhava com o carro também”, afirmou a professora Jacqueline Fagundes Bispo, 33 anos, ex-companheira de William Cândido Gomes, que era motorista de aplicativo e sem o carro está desempregado.

 

Segundo esse casal, em julho colocaram o carro na oficina indicada pela “seguradora” após o pagamento da franquia e aguardaram o mecânico avisar quando o serviço estivesse pronto. Foi quando começaram as surpresas negativas. “O mecânico nos ligou e disse que não fez nem a metade do serviço, pois a Total Azul não o pagava. Que a dívida deles com ele estava enorme. Foi quando começamos a procurá-los e desde daí só promessas falsas. Ninguém consegue um contato físico, só atendem por WhatsApp e de São Paulo ainda por cima”, finalizou Jaqueline.

 

Um grupo de clientes prejudicados se reuniram, criaram um grupo de bate-papo na internet e estão se juntando para mais ações contra a empresa. A lista dos lesados é grande. Confiram nomes, valores e tempo que estão aguardando receber os valores devidos.

 

– Janine Teixeira do Monte Rodrigues
Valor: 28 mil
Tempo: 1 ano e 4 meses
Realengo-Rj

 

– Pedro Henrique Pensabem Brasileiro
Valor: 25 mil (ainda estão com a moto dele)
Tempo: 9 meses
Honório Gurgel-Rj

 

– Igor Leandro Moreira do Carmo
Valor: 30.930,00
Tempo: 3 meses
Bento Ribeiro-Rj

 

– Amanda Tavares Cabral Alencar Rodrigues
Valor: 31.419,00
Tempo: 5 meses
Anchieta-Rj

 

– Sérgio Augusto de Souza Meirelles dos Santos
Valor: 37.800,00
São Paulo

 

– William Cândido Gomes
Valor: 7 mil
Tempo: 4 meses
Penha-Rj

 

– Fábio Amorim Andrade Caetano
Valor: 22.824,78
Tempo: 10 meses
Cotia-Sp

 

– Rodrigo Tavares Mohamed
Valor: 9.000
Tempo: 10 meses

 

– Joenilson bispo de Oliveira
Carro roubado 23 de janeiro 2019
Bairro Bangu
Carro financiado / nome sujo
Prejuízo de Mais de 35.000

 

Os valores altos são pessoas que foram roubadas e a Total Azul não quitou. Em alguns casos, houve a promessa de pagar o carnê com as parcelas que faltavam, mas nada foi feito. Sem um site oficial ou assessoria de imprensa, nossa reportagem buscou contato da Total Azul através de um número de WhatsApp. Quem nos respondeu em nome da cooperativa foi uma pessoa que se chama Igor, após afirmar não ter conseguido contato com os responsáveis da empresa.

 

Na última terça-feira (24), a resposta da empresa, na íntegra, foi a seguinte:

 

“Vou te responder aqui pois não estou conseguindo contato com meus superiores. A empresa realmente está passando por um momento muito complicado, onde houve uma separação de sócios, onde toda e qualquer responsabilidade financeira ficou apenas com um dos sócios. Quando na verdade todas as pendências deveriam ser resolvidas pelos dois. O sócio que se desligou, abriu uma outra empresa, e teve acesso ao nosso banco de dados enviando informações falsas para todos os nossos associados, dizendo que a Total Azul havia falido, e com isso essa tal empresa estaria migrando toda carteira de clientes para ela. A sócia abriu uma (outra) empresa e com isso enganando nossos associados falando sobre a tal migração. Devido a migração tivemos uma baixa muito grande na nossa área financeira, e com isso nos dificultando a finalizar todos as nossas pendências financeiras. Temos a ciência que precisamos solucionar esse problema. Já estamos com advogados tratando desse assunto para que seja solucionado o mais rápido possível. Sim, temos ciência que há varios boletins de ocorrências sendo feitos, e estão passando tudo para nossos advogados, pois a responsabilidade deve ser de ambos os sócios. Já foi aberto boletim de ocorrência contra a outra parte, e estamos tentando solucionar esse problema o mais rápido possível”.

 

Então, em resposta, enviamos mensagem com a relação de todos os casos dos clientes lesados e a resposta para cada caso. A posição da empresa pelo mesmo número de WhatsApp foi que passaria “para o setor responsável, e já te enviaria uma resposta”. Até a publicação dessa reportagem, mais de 48h depois ~do questionamento, não obtivemos nenhuma informação.

 

O número de clientes lesados só aumenta e o grupo de bate-papo na internet também. Após nossa reportagem procurar a Total Azul, alguns clientes receberam a seguinte mensagem da empresa. “Prezado associado, temos ciência que a Total Azul está sendo acusada de crime de estelionato e formação de quadrilha. Diante disso, estamos enviando uma nota para explicar que estamos sofrendo golpes de nossa ex-diretora financeira, Gilzete Viegas, que está divulgando informações falsas e negativas da associação que é sócia Medidas já foram tomadas, e estamos aguardando para que a Sra. Gilzete arque, inclusive, com os valores que, de forma ilegal, desviou da associação causando prejuízos nas indenizações”.

 

A reportagem tentou contato com Gilzete Souza Viegas, mas não conseguiu. Antes de deletar a rede social, ela postou um pedido de desculpas pois estaria “sofrendo há alguns meses ataques e acusações nas redes sociais por conta do ex-marido que, infelizmente, está dando golpe na praça através de uma empresa em que trabalhávamos juntos quando éramos casados”.

 

O ex-marido, Edmilson Viega da Silva, que consta como único proprietário (e presidente) da empresa Azul – Associação de Proteção Veicular na Receita Federal, também não foi encontrado para se manifestar. Alguns cliente fizeram contato com a advogada dele e receberam a resposta que por enquanto “não tem nenhum processo judicial (…), logo, tem que ver no setor de eventos”. O cliente então questionou se a advogada saberia o endereço físico da Azul Total, mas não obteve nenhuma resposta.

 

Segundo o delegado Allan Luxardo, titular da 30ª DP (Marechal Hermes), outras pessoas estão fazendo registros em mais delegacias e as investigações estão em andamento para localizar os proprietários a prestarem os devidos esclarecimentos.

 

NOTA DA REDAÇÃO: Matéria atualizada às 19:20h para ajuste e alteração do termo “seguradora”. Na verdade, o uso do termo foi apenas para expressar o tipo de serviço oferecido e não a qualificação exata da empresa, que na verdade é uma cooperativa.

 

A fim de esclarecer o uso do termo, remetemos a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), um órgão governamental, que explica que “a única forma legal dessas associações e cooperativas atuarem é como estipulantes de contratos de seguros, ou seja, contratando apólices coletivas de seguros junto a sociedades seguradoras devidamente autorizadas pela SUSEP, passando a representar seus associados e cooperados como legítimos segurados”.

 

Contudo, a SUSEP dá as seguintes recomendações:

 

Algumas associações e cooperativas estão comercializando ilegalmente seguros de automóveis com o nome, por exemplo, de “proteção”, “proteção veicular”, “proteção patrimonial”, dentre outros.Como essas associações e cooperativas não estão autorizadas pela SUSEP a comercializar seguros, não há qualquer tipo de acompanhamento técnico de suas operações.

 

A única forma legal dessas associações e cooperativas atuarem é como estipulantes de contratos de seguros, ou seja, contratando apólices coletivas de seguros junto a sociedades seguradoras devidamente autorizadas pela SUSEP, passando a representar seus associados e cooperados como legítimos segurados.

 

Portanto, antes de contratar um seguro, consulte o nome da sociedade seguradora no sítio eletrônico da SUSEP e leia as condições gerais do contrato de seguro.

 

Senhorinhas tatuam copinhos de cerveja para celebrar 30 anos de amizade

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O tatuador Thiago Tos compartilhou uma foto em seu perfil do Instagram que acabou viralizando na internet. A imagem mostra duas senhorinhas que tatuaram copos de cerveja no braço.

Na legenda, ele explicou que elas decidiram tatuar dois copos de cerveja para comemorar 30 anos de amizade.

“Uma amizade de mais de 30 anos, não é pra qualquer uma. O símbolo escolhido é algo que as duas amam, e se tiverem juntas, amam mais ainda”, quer dizer, é como o “famoso” ditado: “se juntas causam, imagina juntas”.

Os internautas adoraram a atitude das duas, que convenhamos, é a meta de qualquer amizade, já que muitas delas começam na mesa de um bar qualquer, regada a conversas e cervejas.

Thiago ainda contou que uma das senhorinhas é sua avó e que “a outra quase avó”.

Esta não é a primeira vez que ele tatua a avó. Em seu Instagram, Thiago colocou nos destaques do Stories uma foto de uma flor que ele desenhou na perna.

Terceira idade moderna

 

DOIS MORADORES DE CAMPO GRANDE FORAM PRESOS EM BANGU

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DOIS MORADORES DE CAMPO GRANDE FORAM PRESOS EM BANGU

✔️Prévia de Ocorrência

✅2° CPA 14° BPM

📅Data: 30/09/2019

📝Policiais militares do 14°BPM hoje quando em patrulhamento na Av Brasil (em frente ao Motel Carbonara), foram informados sobre um assalto, conseguiram avistar o veículo com 02 indivíduos, que abandonaram o carro, fugindo a pé, sendo presos por outra guarnição.

🚔Guarnições: Setor Alfa , Subsetor Índia

⛔Material apreendido:

☑️ 02 aparelhos de celulares
☑️01 simulacro de pistola
☑️ 01 veículo Vectra placa LLM 7632

🚨 Ocorrência encaminhada a 34°DP

Passageiros flagram serviço de manicure em estações do BRT

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Além de ambulantes e moradores de rua, agora até serviço de manicure está sendo prestado dentro das estações de BRT da cidade.

Um ouvinte, que prefere não se identificar, flagrou uma mulher sentada no meio da estação Pinto Teles, no bairro do Campinho, Zona Norte do Rio, fazendo a unha de um camelô, que também trabalha irregularmente no local.

O Consórcio BRT informa que a ação de fiscalização de ambulantes, crimes e delitos é de responsabilidade do poder público. A Guarda Municipal afirma que vão intensificar o ordenamento urbano na estação Pinto Teles.

 

URGENTE !! NOVA CHACINA NO RJ

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Atenção Chacina em Agostinho Porto

Várias rajadas de metralhadora e pelo menos 20 tiros de pistola foram registrados agora a pouco na rua Carlos Sodré em Vila Rosali , do outro lado da linha do trem ,
Informações não confirmadas dão conta de troca de tiros e talvez pelo menos um morto
Não há informações sobre feridos

Atualizando informes
São três mortos e uma vitima foi socorrida ao PAM
Tudo aconteceu na rua da estação de Agostinho Porto na altura da segunda passarela, as 20:30 de hoje dia 30.09

ATUALIZANDO ASSIM QUE RECEBER MAIORES INFORMAÇÕES É Notícia Meriti

 

Pedreiro enfrenta preconceito e aprende balé para ajudar filhas autistas

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Um pedreiro, morador de Feira de Santana, na Bahia está aprendendo a dançar balé para ajudar as filhas, que são autistas.

Desde março, Joilson Santos, 54 anos divide o tempo entre as obras e o estúdio de balé, no Centro Cultural Maestro Miro.

A família vai do bairro de Viveiros em direção ao espaço, no bairro de Muchila. A região onde vive é a terceira mais pobre da cidade. O rendimento médio dos moradores é de R$ 754, menos da metade do resto do município, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Joilson, a esposa Jaqueline e as duas filhas, Isabele e Iasmim fazem aulas com outras 8 crianças também diagnosticadas com autismo.

A dança faz parte de um método de tratamento, o Ballet Azul, cor utilizada para representar o autismo.

Não tem sapatilha

Joilson, que é o único homem, calça uma meia preta para substituir a falta de uma sapatilha.

“Onde que eu imaginava que ia fazer isso?”, brinca.

O pedreiro aprende os passos aos poucos. Quando a filha erra um movimento, o pai tenta corrigi-la, mostra como se faz. Os nomes franceses das posições também são um desafio.

“Quando que imaginei que meu marido, bruto desse jeito, ia dançar balé?“, brinca Jaqueline.

Os pais ainda estão em busca de uma escola na cidade que receba as meninas.

Apresentação 

O pedreiro já participou de uma apresentação junto com as meninas e a plateia não tirava os olhos dele, já que era o único pai dançando.

“Ele é muito tranquilo. É o comportamento de quem sabe o que está fazendo, o que se deve fazer, sem nenhum afetamento, nenhuma exibição”, diz o diretor de atividades culturais, Luiz Augusto Oliveira.

A notícia da apresentação de Joilson ao lado das filhas logo se espalhou pela vizinhança do bairro.

Preconceito

Na manhã do dia seguinte, a família ouviu do lado de fora da casa uma voz gritando para que “ele virasse homem”.

“Não gosto nem de falar sobre isso. Já falaram muita coisa feia para a gente”, lembra Jaqueline.

O irmão Juaci Salomé, de 50 anos, foi outro que provocou: “Tá fazendo balé agora, Joilson?”.

Até então, o mais velho dos sete filhos da família era um homem reservado, “rústico”, nas palavras do irmão. “Achei estranho, ele é o mais rústico da família. Mas vi depois que ele tem sensibilidade a ponto de aprender até balé para ajudar as filhas”, disse Juaci.

No trabalho, os colegas também começaram a fazer chacota. “Quer dizer que você é bruto aqui, mas lá é mansinho”, repete, Joilson, em tom de brincadeira.

Mas hoje, ele não dá mais importância. “Aqui é discriminação de tudo”, resiste o pedreiro.

Projeto gratuito

Esta é a primeira turma do Ballet Azul e é também a primeira vez que se tem registro de aulas de balé para pessoas autistas com acompanhamento dos pais, no Brasil.

“Percebi que os pais seriam grandes mentores. Comecei a pedir que eles repassassem tudo que era ensinado aqui. Vi que começaram a interagir bem mais”, explica o professor Adauto Silva.

As aulas gratuitas são do projeto Arte de Viver, mantido pela Prefeitura de Feira de Santana, e aberto a doações.

O Ballet Azul Foto: reprodução Correio

A família reunida com as duas filhas Foto: reprodução Correio

Com informações do Correio da Bahia

 

RioZoo terá safári de 22 mil metros com animais da savana africana

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A partir de janeiro de 2020, o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro (RioZoo), na Quinta da Boa Vista, terá novidades. A biosfera Aventura Selvagem, que vai ocupar uma antiga área onde ficavam os falcões, abrigará animais oriundos da savana africana. No espaço, de 22 mil metros quadrados, será possível fazer um safári para observar casais de girafas, zebras, gazelas, hipopótamos e avestruzes.

Um tanque com capacidade de cerca de 300 mil litros e três metros de profundidade, que será o recinto dos hipopótamos, terá um painel transparente de 2,5 metros por quatro metros, que permitirá ver os animais interagindo dentro da água.

Um barco puxado a corda percorrerá todo o percurso da biosfera, cruzando um rio turvo e sinuoso, construído artificialmente, de 400 metros de extensão. O trajeto será feito em cerca de 7 minutos. A antiga passarela da área ganhará ambientação típica de savana e novos mirantes.

Mas as mudanças vão muito além da Aventura Selvagem. Está sendo implantado um novo complexo, com previsão de conclusão em junho do ano que vem. Até lá, animais de grande porte — como leões, ursos e elefantes — continuarão em área reservada. Existe, contudo, um plano de instalar monitores para que o público possa observar os animais, enquanto o novo espaço não fica pronto.

Todo o projeto está estimado em R$ 80 milhões. E, apesar das obras, as visitações e o tratamento das espécies não foram interrompidos.